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quinta-feira, 28 de setembro de 2023

O censo/senso e a falta dele.

Em semana de clássico tem sido um corrupio de estatísticas encomendadas onde o fantástico Ceição, ainda mais que o Soares Dias, arrasa completamente o Campeão. Curiosamente - neste frenesim de 'lembraduras' - não li uma palavra sobre os confrontos mais recentes entre os actuais treinadores, o que a mim, um dos que mais sentem os arrasos do Boneco e que, ainda por cima, ao contrário da esmagadora maioria dos benfiquistas, não lhe reconhece um pingo de mérito/categoria (para além das arruaças e dos favores arbitrais) ainda se torna mais bizarro. O Benfica de Roger Schmidt defrontou os fruteiros do incensado Ceição em três ocasiões. Uma najantas, que ganhou (0-1), uma na Luz onde foi derrotado (1-2) e outra, em Aveiro, em que, com um titulo (não é assim que gostam de chamar à supertaça?) em disputa venceu Ceição por claros 2-0! Em jogos: Roger Schmidt 2 Ceição 1. Em títulos: também em confronto directo: Schmidt 2 (campeonato e supertaça) - Ceição 0. São factos. Estatísticas à medida dos fruteiros só as chupam os que querem.

É sempre um suspirar de alívio, em quaisquer circunstâncias, quando o arbitro nomeado não dá pelo nome de Soares Dias. Já era assim com o pai mas com o filho - muito mais manhoso e, porcamente, protegido por toda uma chusma de bajuladores (BTV incluída que durante anos lhe lambeu a tomatada) que, sem pudor, lhe lavam todas as filhas da putice que brotam do seu apito azulado - a coisa agravou-se de tal maneira que, para os benfiquistas, sabem sempre a quadriplicar as parcas vitórias que festejam com o pasteleiro a apitar. Saiu João Pinheiro. Se eu gostei? Não, outra vez em contramão, não gosto dele. Não consigo tirar da memória o jogo da época passada, em Chaves, onde, com a prestimosa ajuda do dragão António Nobre, transformou uma mais que provável vitória para o Benfica (penalti surripiado a um minuto do fim) numa derrota, concretizada na jogada seguinte, que quase comprometeu toda a época do Benfica.

Recordo o penalti do tamanho da sua falta de vergonha na cara, que, em Setúbal - também nos últimos minutos do jogo - não assinalou sobre Carrillo (derrota do Benfica 1-0) e, claro, o trabalhinho de VAR aberto onde, por meia rolha, deitando mão ao frame errado, escamoteou um golo a Darwin e ao Benfica, entregando, em pleno estádio da Luz, as faixas de campeão ao clube da fruta. Nesse jogo, que terminou (no golo de Zaidu) com uma cavalgada (4 fruteiros isolados) de fazer inveja ao Usain Bolt, Luís Godinho mostrou 10 cartões amarelos ao Benfica (4 ao foculporto, 1 no período de descontos) o que diz praticamente tudo dos confrontos Benfica-foculporto. Tipos a correrem loucamente até para lá do minuto 90, recuperações milagrosas na semana do clássico (Pepe vai a jogo mais recauchutado que uma bicicleta W-52 foculporto), paragens constantes, intimidação, arruaça, cartões amarelos a granel para acalmar a vontade benfiquista, e o VAR, se for preciso, que faça o resto. Nesse jogo foi o Pinheiro. Amanha será o pasteleiro. Venha o Diabo e escolha. 

Na Taça de Portugal mantem-se a tendência do colinho à saparia. Benfica de viajem aos Açores (Lusitânia) entre o Estoril e a Real Sociedad, o foculporto vai a Vilar de Perdizes para júbilo do presidente do clube - «Quem me conhece, sabe que tenho um carinho especial pelo presidente Pinto da Costa, revejo-me na sua liderança, paixão e luta. Acho que foi perfeito» - que, assim, desta forma desempoeirada, faz morrer de inveja boa parte dos lideres das equipas que habitualmente defrontam o clube da fruta, que, com receio das comparações com as universitárias da Taverna do Infante, se limitam a blowjobs um pouco melhor disfarçados. Os sapos vão ali, aos Olivais, e já voltam. Fazem-me lembrar o foculporto quando o número de clubes era impar. Calhava-lhes sempre o «isento» no 'sorteio'.  

segunda-feira, 4 de março de 2019

O clássico dos paineleiros...

Embora tenham começado a semana a acusar o Benfica de pagar aos adversários do clube da fruta para jogarem com agressividade excessiva, o onojo já veio informar que o treinador Conceição puxou as orelhas, presume-se que não as do Herrera, aos jogadores do foculporto por falta da mesma contra o Benfica. A puta da falta de vergonha não tem limites. Segundo o pasquim da fruta, o conhecido boneco terá achado que o murro que o Casillas deu na cabeça do Rúben Dias (penalti por assinalar), a chapada de Brahimi (vermelho por mostrar) ao mesmo Rúben Dias, o agarrão de Manafá a Pizzi dentro da área (penalti por assinalar) do foculporto e as arruaças do Pepe em cima do menino João Félix, deixaram a equipa demasiado doce para as necessidades que se impunham. José Mourinho acaba de dizer o mesmo lamentando a "passividade" do Real Madrid com o Barcelona. Diz que menos de um dedo espetado no olho do treinador adversário, é chocolate. Para um certo tipo de gente o futebol não é jogar a bola e aceitar, se for caso disso, a superioridade do oponente. Resulta tudo do controle da arbitragem, das arruaças e das patadas que impedem o adversário de ganhar. 

Ontem decidi passar parte do serão a saltar entre canais para tentar entender o tamanho dos cornos do rasteiro rui santos e os verdadeiros cabeções dos paineleiros. Embora não chegasse a compreender de que forma atravessaram as portas do estúdio, cedo percebi boa parte das suas angustias. A primeira vem hoje estampada no onojo - o lamento pela falta de sangue à vista e de pernas partidas - e a segunda que a sucessão de Messi já está garantida. Eder Militão é o novo ai Jesus dos especialistas da especialidade e eu estou tentado a acreditar que nem o supersónico William Carvalho nem o fantástico Gelson Garrincha conseguiram tamanha unanimidade dos paineleiros. 

Desde o melhor central do campeonato (os menos afoitos) ao central mais arrasador da Europa (os com a cornadura a varrer a ombreira da porta) só lhes faltou dizer que a mãe da famosa Kátia Aveiro anda deserta para adoptar o brasileiro tentando não perder a patente de melhor Dolores do Mundo! Ah, valentes. Segundo estes lesados do dez quem ganhou o clássico não foi o Benfica e a competência dos seus profissionais. Foi a tremenda falta do Militão. E nem a baba de caracol e a placenta de camelo do Marega lhes valeu! 

Que o árbitro Jorge Sousa (para os menos afoitos) teve um erro aqui outro ali, mas nada que interferisse no tamanho dos cornos, enquanto que outros - os tais com enormes dificuldades em conseguir atravessar as portas do estúdio - ainda viram o dragon Sousa a prejudicar gravemente o clube das putas. Houve quem visse (o cego Guedes) alguns penaltis por assinalar contra o Benfica e o anão de Palmela já exigia a expulsão de Rúben Dias a meio da primeira parte. Pé ante pé, a meio dos programas, aquilo que começara por ser uma "vitória justa do Benfica" já estava transformada num escandaloso roubo a favorecer os lampiões! Pepe foi canonizado e João Félix - um dos maiores culpados pelo crescer das cornaduras - acabou completamente esquartejado. Ao arruaceiro brasileiro diz que o puto lhe mostrou os pitões e ao banco do clube das putas acenou-lhes com um dedo. Um bandido da pior espécie, o jovem avançado do Benfica. 

No meio dessa imensa floresta de cornos fiquei convencido que o Rodolfo Reis - apesar de grunho e burro que nem uma porta - ou talvez por isso mesmo, ainda é dos que disfarça melhor a (que eu acredito que nem saberá o que é) desonestidade intelectual. Retive o "imenso respeito" que João Gobern (fez questão de deixar claro) tem por Pepe - "um dos capitães da selecção" do Ronaldo, como também fez questão de sublinhar. Chutar um adversário caído e pontapeá-lo várias vezes (uma delas na cabeça), ó Gobern, a mim só me enoja e provoca repulsa. Mas nisto do respeito que é preciso demonstrar na defesa do tacho e na subserviência ao clube das putas - manda quem pode obedece quem deve - cada paineleiro tem o que merece. 

E pronto, desisti - mais ou menos a meio - plenamente convencido que até ao fim dos programas chegariam a exigir um sumaríssimo ao justiceiro Meirim para impedir o João Félix de jogar até altas horas da noite; por ser necessário impor aos menores de idade o recolher obrigatório que não volte a tirar o sono dos justos a Pepe. E fui-me deitar sem perceber como é que o professor doutor Jorge Amaral consegue, no meio da imensa cornadura, manter a laborar tamanha fábrica de serradura!