Em semana de clássico tem sido um corrupio de estatísticas encomendadas onde o fantástico Ceição, ainda mais que o Soares Dias, arrasa completamente o Campeão. Curiosamente - neste frenesim de 'lembraduras' - não li uma palavra sobre os confrontos mais recentes entre os actuais treinadores, o que a mim, um dos que mais sentem os arrasos do Boneco e que, ainda por cima, ao contrário da esmagadora maioria dos benfiquistas, não lhe reconhece um pingo de mérito/categoria (para além das arruaças e dos favores arbitrais) ainda se torna mais bizarro. O Benfica de Roger Schmidt defrontou os fruteiros do incensado Ceição em três ocasiões. Uma najantas, que ganhou (0-1), uma na Luz onde foi derrotado (1-2) e outra, em Aveiro, em que, com um titulo (não é assim que gostam de chamar à supertaça?) em disputa venceu Ceição por claros 2-0! Em jogos: Roger Schmidt 2 Ceição 1. Em títulos: também em confronto directo: Schmidt 2 (campeonato e supertaça) - Ceição 0. São factos. Estatísticas à medida dos fruteiros só as chupam os que querem.
É sempre um suspirar de alívio, em quaisquer circunstâncias, quando o arbitro nomeado não dá pelo nome de Soares Dias. Já era assim com o pai mas com o filho - muito mais manhoso e, porcamente, protegido por toda uma chusma de bajuladores (BTV incluída que durante anos lhe lambeu a tomatada) que, sem pudor, lhe lavam todas as filhas da putice que brotam do seu apito azulado - a coisa agravou-se de tal maneira que, para os benfiquistas, sabem sempre a quadriplicar as parcas vitórias que festejam com o pasteleiro a apitar. Saiu João Pinheiro. Se eu gostei? Não, outra vez em contramão, não gosto dele. Não consigo tirar da memória o jogo da época passada, em Chaves, onde, com a prestimosa ajuda do dragão António Nobre, transformou uma mais que provável vitória para o Benfica (penalti surripiado a um minuto do fim) numa derrota, concretizada na jogada seguinte, que quase comprometeu toda a época do Benfica.
Recordo o penalti do tamanho da sua falta de vergonha na cara, que, em Setúbal - também nos últimos minutos do jogo - não assinalou sobre Carrillo (derrota do Benfica 1-0) e, claro, o trabalhinho de VAR aberto onde, por meia rolha, deitando mão ao frame errado, escamoteou um golo a Darwin e ao Benfica, entregando, em pleno estádio da Luz, as faixas de campeão ao clube da fruta. Nesse jogo, que terminou (no golo de Zaidu) com uma cavalgada (4 fruteiros isolados) de fazer inveja ao Usain Bolt, Luís Godinho mostrou 10 cartões amarelos ao Benfica (4 ao foculporto, 1 no período de descontos) o que diz praticamente tudo dos confrontos Benfica-foculporto. Tipos a correrem loucamente até para lá do minuto 90, recuperações milagrosas na semana do clássico (Pepe vai a jogo mais recauchutado que uma bicicleta W-52 foculporto), paragens constantes, intimidação, arruaça, cartões amarelos a granel para acalmar a vontade benfiquista, e o VAR, se for preciso, que faça o resto. Nesse jogo foi o Pinheiro. Amanha será o pasteleiro. Venha o Diabo e escolha.
Na Taça de Portugal mantem-se a tendência do colinho à saparia. Benfica de viajem aos Açores (Lusitânia) entre o Estoril e a Real Sociedad, o foculporto vai a Vilar de Perdizes para júbilo do presidente do clube - «Quem me conhece, sabe que tenho um carinho especial pelo presidente Pinto da Costa, revejo-me na sua liderança, paixão e luta. Acho que foi perfeito» - que, assim, desta forma desempoeirada, faz morrer de inveja boa parte dos lideres das equipas que habitualmente defrontam o clube da fruta, que, com receio das comparações com as universitárias da Taverna do Infante, se limitam a blowjobs um pouco melhor disfarçados. Os sapos vão ali, aos Olivais, e já voltam. Fazem-me lembrar o foculporto quando o número de clubes era impar. Calhava-lhes sempre o «isento» no 'sorteio'.
