E num ápice, Prestianni deixou de ser um problema/negociata porque era preciso arranjar um clube de baixo perfil - onde o argentino pudesse jogar a titular - para rodar, passando a ser um enorme embaraço para o treinador Roger Schmidt que, como é óbvio, não teve mérito nenhum na surpreendente evolução do jogador. Caiu-lhe nos braços, pronto a consumir, por assim dizer. Foi o scout que meteu João Neves a titular. A Prestianni foi a minha tia Genoveva quem o descobriu na Argentina, através de uma prima da Maria cachucha que tem uma tia universitária com forte ligação à Taverna do Infante. As lesões do Rollheiser e do Schjelderup são uma benção mas como é fácil de perceber, surpreendidos com a exibição na Eusébio Cup - Schmidt e Rui Costa estão longe de enganar os verdadeiros e os especialistas - os responsáveis do Benfica desesperam pela chegada dos 'reforços' para estragar tudo o que foi feito.
Aliás, todos os jogadores do Benfica são um problema para o Benfica. Ora é um Deus nos acuda porque não há dois jogadores do mesmo nível para cada lugar ora um apocalipse bíblico para se saber quem vai sair do 11 para os outros da mesma igualha que vão entrar. Nos sapos e clube da fruta, como é fácil de perceber, ninguém tem de sair para ninguém entrar e ninguém tem problemas de entrar se os outros saírem. Jogam todos ao mesmo tempo, são todos titulares, ninguém vai para o banco de suplentes e ainda menos para as bancadas. Ninguém fica amuado, ninguém se chateia se não jogar e ninguém fica nos cascos no caso de não ser convocado.
O clube da fruta anunciou uma "profunda transformação" na relação com os sócios, novas regras dos bilhetes, controle de espectadores na entrada e mais umas quantas novidades. O mínimo que eu posso dizer é que o tal «Portal da Transparência» testado no dia da apresentação funciona tão bem como na era de Pinto da fruta e do macaco. Se nos últimos largos anos o número oficial (validado pela liga da farsa) de espectadores, nos dois últimos dígitos, sempre coincidiu com o marcador do primeiro ou do golo da vitória do foculporto, frente ao Al Nassr, os 47.316 (16 é o numero do Nico González) espectadores provam que não há nenhuma duvida que a batota vai continuar. Qualquer se seja o esquema, qualquer que seja o presidente, o crime organizado não sabe (nem quer saber) viver sem enganar. Está-lhes no sangue. Cresce com eles. Se mentem descaradamente na data da fundação, se intrujam a UEFA e a CMVM com contratos do tipo Chidozie com o Boavista, Francisco Ribeiro e Rafael Pereira com o Guimarães, e Marco Cruz com a saparia, aldrabar quinzenalmente (com o agrément da liga da farsa) o numero de espectadores por um fetiche ou feitiçaria não passa de uma ninharia.
Otamendi e o seu sonho. Doí-me a alma pensar como seria fácil a Rui Costa e ao Benfica resolver mais este intrincado problema. Bastava seguir os bons exemplos da potência, despachando o insubstituível capitão Coates - «Podia ter ficado no Sporting mas tinha o sonho de acabar aqui (no Uruguai)» - para jogar no país dele ou, como tão bem fez o clube da fruta, meter os patins ao indispensável arruaceiro Pepe que encantou os catedráticos da chincha, a MDCSDQT (e os verdadeiros verdadeiros, é preciso dizê-lo) no euro 2024, onde foi titular indiscutível da selecção do melhor Rónalde da prova. Não é este, tirando o Benfica, o sonho de qualquer clube organizado?
Não desesperem com a falta de novidades. João Neves ainda vai despedir-se no mt 87, João Felix acaba na Luz ou no alvalixo e o avô Renato, livre do reumatismo, vai desencadear transferências a dar com um pau (diz que o dele é de cartaz). Está tudo por um (meio) fio. Ah, e quem mandou regressar Tomás Araújo e Tiago Gouveia foram os verdadeiros verdadeiros e os especialistas da especialidade.



