Campus de Justiça, Lisboa. Terminou a primeira sessão do julgamento do mártir. Acusado pelo Ministério Público de 90 crimes, o pirata informático (denunciante e criador do Football Leaks para o lixo jornalístico com ligação directa ao esgoto dajantas) ladrão de bancos e de correspondência privada, apareceu vestido à maneira, envergando um colete à prova de bala! Foi bonito. Provocou orgasmos e gritinhos de quenga nas cerca de três dezenas de pés-de-microfone presentes, mas eu penso que a segurança do traste terá pecado por escassa. Os russos andam por aí, como se sabe, e no meu entender de especialista da especialidade, o mártir da pátria não merecia passar pela provação sem o doce colinho da matrona Gomes, tendo a seu lado, como parte de um todo, o fedelho Faria e o Pedro Bragança.
Foi notório o sentimento de injustiça latente na sala - quiçá pela cabala do Benfiquistão que logrou impedir que o pirata fosse julgado, como merecia, na Rua da Constituição (sede da Liga) pelo Juiz Cabanelas e pelo Justiceiro Meirim - e percebeu-se pelo olhar esgazeado do mártir que nem mesmo assim se sentiria seguro. Todos os cuidados são poucos, não há que facilitar, até porque nunca se sabe quando a arma que suicidou o Mesquita Alves no estádio dajnatas surge inesperadamente debaixo do tapete, lhe espeta dois tiros nas fuças e desaparece do mapa antes que a segurança apertada, de chefe de estado, lhe consiga apanhar o rasto! Pensar que ao brunalgas nunca a elaborada segurança o obrigou a vestir cinto de castidade, impediu-o de tomar banho e obrigando-o a passar fome na pildra antes de o libertar nas ruas à mercê da putativa Elsa Judas, dos russos malvados e da dupla Titinha, Titinha Pinto, sem policiamento adequado!
Coletes à prova de bala. Cada mafioso adopta os que quiser. Sapos e fruteiros usam-nos para tudo. Têm coletes à prova de VMOC, apitos dourados em escutas impenetráveis, impermeáveis marca Cashball, calotes de Kevlar, empréstimos obrigacionistas RG-32 Scout e cheques blindados na conta dos árbitros. Salutar exemplo que devia ser adoptado por todo o edifício do futebol português. Imagine-se o que se pouparia em vómitos se o justiceiro Meirim e o rolha Proença usassem os seus à prova de asco e de vergonha na cara! E que bonito seria se a MDCSDQT envergasse escafandros à prova de sabujo. Soares Dias protegido por um mural de dióspiros? E as rachas do Coimbra da Mota seladas com sabão macaco e um cheque de 784 mil euros na conta do Estoril Praia?
Confessando-se numa "numa situação estranha" por nunca ter roubado por dinheiro e por ter agido sempre em "total boa fé", o mártir da pátria afirmou que "aquilo que fez é, para si, um motivo de orgulho". Não restam dúvidas que nasceu para o métier. Não tivesse optado pela via do crime e poderia prosperar à mesma na carreira de árbitro. Observando aquele focinho de rato percebem-se traços das personalidades de Olarápio Benquerença, Xistra, Soares Dias ou Proença, e do apito para baixo é como quem os cagou! E mesmo com a sua tenra idade eu acredito que já podia ter uma rede de pastelarias na baixa do Porto, ser o preferido do Fontelas para arbitrar os grandes jogos do clube da fruta e sua segunda melhor característica (a primeira é de trabalhar para o boneco) de denunciante ou whistleblower já teria obrigado o foculporto a pedir um empréstimo para obras ao Banco Carregosa, tentando albergar no museu da fruta a totalidade dos títulos que xistra, Fábio Veríssimo, barrasco Santos, Jorge Sousa e Hugo Miguel deixaram escapar para o Benfica!
Quem podia rivalizar com Luís Ferreira e Manuel Oliveira era o outro seboso da história. Confessado que na altura dos acontecimentos somente se dedicava ao negócio do azeite, Aníbal Pinto disse que apenas se fez sócio do clube da fruta no dia em que assinou como comentador da CMTV. Não teve pejo em afirmar nada perceber de futebol - algo que os dois pilha-galinhas acima citados todas as semanas se esforçam por demonstrar com sucesso - revelando o extremo cuidado com que o canalhadas da manhã escolhe os seus especialistas da especialidade (perfeitamente visível nas performances dos professores doutores Carlos Barbosa da Cruz e Jorge Amaral) e a versatilidade do badalhoco personagem quando a oportunidade sugere chafurdar com o focinho um qualquer chavascal.




