Mesmo com Naundinhos da facturas, rolhas Proenças, Fatelas Gomes, justiça e disciplina ao serviço da frutaria (MDCSDQT incluída) nos últimos 10 anos o Benfica (6) venceu a maioria dos campeonatos. Mais dois que os aliados do Altis juntos! Não permitam a lavagem cerebral (empolada pela MDCSDQT) dos foculporteiros portadores da mística do dióspiro, do barrasco santos e do pasteleiro Soares Dias. Se há alguma hegemonia na última década ela pertence inteiramente ao Benfica. 6, 3, 1. O dobro dos títulos (3) do clube das putas e mais 5 que o seu vassalo do Lumiar (1). Assim é que se fazem as contas. E quem impediu o foculporto chegar à ultima jornada com os mesmos pontos do Campeão Nacional foi um tal de Santa Clara! Lembram-se? 1-1 nos Açores com arbitragem (ironia das ironias) de Soares Dias!
Isto dos gelados com a testa cada um come os que quer. Ideias repetidamente cagadas, por assim dizer, na MDCSDQT, não passam a verdades absolutas por mais que os especialistas da especialidade e os cartilheiros da fruta podre as decretem. Quando se diz que a segunda metade da época do Benfica foi muito aquém da primeira é preciso lembrar que, não fora o roubo descomunal de Chaves, a cargo da dupla João fruteiro/António Nobre, o campeão nacional tinha feito mais pontos na segunda que na primeira. Assim, ficou-se pelos 44 na primeira volta contra os 43 da segunda! E isto sem o argentino campeão do mundo que se mudou para a Premier League no fecho do mercado de inverno, sem Draxler, outro campeão mundial a quem as lesões não permitiram demonstrar um salpico da qualidade pela qual foi contratado e com o reforço Gonçalo Guedes a contas com uma lesão que igualmente o levará à mesa das operações!
Roger Schmidt! Chegou com o Benfica em terceiro lugar (isto se o Sporting Braga falhasse a maioria das profecias) na casa das apostas na lista dos mais prováveis candidatos ao titulo, foi sumariamente condenado e, miseravelmente, atacado por levar 38 (premonição do 38º) jogadores para estágio e até mais de metade do campeonato (até se cansarem pelo peido que já então os benfiquistas lhes ligavam) nunca o Benfica, no entender dos especialistas da especialidade, encontrou uma equipa à altura que lhe colocasse, no mínimo, um pingo de dificuldade! A pré-época foi um tsunami. A pausa para o mundial trouxe o descalabro. No mercado de inverno instalou-se o apocalipse!
A segunda metade da época, então, foi uma tragédia tão grande que só podia ter um epílogo. A vitória retumbante do clube da fruta, a sublime glorificação do boi (do Jamor) e o fim do mundo (em cuecas) com epicentro 3 quilómetros a sul da potência do alvalixo. De não saber fazer substituições, nos timings decretados pelos especialistas, foi o mínimo que apontaram ao alemão. Comandar a liga do principio ao fim, destacado no primeiro lugar a partir da 4ª jornada, com mais vitórias, menos derrotas, mais golos marcados e menos sofridos, sempre foram questões de somenos importância! O cumulo da insanidade colectiva surgiria na ultima semana da liga onde ao ultimo classificado, já despromovido, vestiram o fato de Adamastor capaz de derrotar Schmidt e o Benfica em sua casa! O quinto, a jogar em Contumil, decidiram pouco ou nada poder fazer para evitar a épica goleada (12-0) que a dada altura passou a ser um dado adquirido!
Méritos de quem se está a borrifar para a MDCSDQT, para os catedráticos da chincha, paineleiros encartados e infalíveis especialistas da especialidade. Reconverter G. Ramos num avançado goleador (de longe o mais profícuo a liga - melhor português da actualidade - sem penaltis à Taremi e golos da marca de grande penalidade) depois de duas épocas a fingir de médio esforçado, função para a qual, se lhe retirarmos uma força de vontade extraordinária, se revela um enorme desperdício de qualidade. Recuperação de alguns proscritos da MDCSDQT, alguns, como Grimaldo, João Mário e, até, Gonçalo Ramos, já tinham as malas no aeroporto gentilmente transportadas pelos 'verdadeiros' verdadeiros benfiquistas que tanto assobiam Pizzi num resultado de 5-0, após um passe falhado, como, num dos jogos mais importante da época para o Benfica, com o resultado em 0-0, aplaudem de pé a sua entrada em campo a defender as cores do Braga!...
Peritos em dar moral ao adversário, mestres no achincalhamento dos que dizem defender, os 'verdadeiros' que se assumem privilegiados portadores do estandarte de um Benfica (que nunca perde, jamais empata e em nenhum momento permite aos adversários chegar perto da sua grande área) que é só deles, são os primeiros a defender a 'qualidade' dos adversários, acérrimos defensores dos Soares Dias («joguem à bola, caralho») desta vida e expert's em planeamento, construção de planteis, contratações, dispensas, vendas ao desbarato, negociatas, gestão e finanças, medicina desportiva, índices de suspeição lesional e donos da verdade absoluta que, mesmo que falhem em toda a linha, jamais abdicam da propriedade das assembleias gerais e do timing das eleições, inevitavelmente, antecipadas.
Para quem já se esqueceu da berraria que provocou a chegada do argentino ex-River Plate, primeiro, e, depois, de Schjelderup e Tengstedt, que a formação não servia para nada e outras imbecilidades comuns a verdadeiros verdadeiros e demais especialistas da especialidade, ao correr da pena, deixo os nomes de portugueses (outra filha da putice que, na MDCSDQT, só se fala quando em jogo estão fracassos do Benfica) campeões 2022/23 de Roger Schmidt: Gonçalo Ramos, Florentino, António Silva, João Neves, João Mário, Chiquinho, Gonçalo Guedes, Rafa, Henrique Araújo, Diogo Gonçalves, Samuel Soares, Gil Dias. Campeões da formação: Florentino, António Silva, João Neves, Gonçalo Guedes, Gonçalo Ramos, Henrique Araújo, Diogo Gonçalves, Samuel Soares, Morato, Cher Ndour.
Uma pena que a Diego Moreira e Martim Neto, sobretudo a estes, os seus empresários e, sobretudo, parece-me, os seus paizinhos - que a toda a força querem fazer dos filhos o que, definitivamente, ainda não são - tenham estragado (pelo menos por agora) uma carreira promissora (e tantas que se têm perdido pela gula precoce de papás e empresários) que já podia contabilizar um titulo nacional nos seus currículos. Olhassem para o exemplar comportamento de João Neves que, pacientemente, soube esperar (e agarrar com toda a força) pela sua oportunidade e tudo poderia ser diferente. Quando se tem qualidade, se respeita o símbolo ao peito e se tem apreço e consideração pelo Clube que lhes deu tudo, proporcionando-lhes uma carreira sem paralelo, e se trabalha arduamente com a humildade de saber esperar o momento certo, ele aparecerá! Que os exemplos de António Silva e João Neves sirvam de exemplo para todos.
João Mário! Um dia depois de, aos microfones da BTV, estávamos ainda no estádio, me encher o coração com o «quero ver o marquês pintado de vermelho» dá-me essa grande alegria de ter abandonado, pelo seu pé, a seleção dos amigues do Rónalde. És grande, João!
