Os pés-de-microfone juntaram esforços para mostrar ao treinador do Benfica quem manda. E, pela primeira vez, a maralha ululante fez questão de o fazer em português. Por mim, para quem o latir da matilha parece sempre igual, até podiam escolher javanês ou chinês. E já que o inglês da maioria dos jornaleiros é uma merda - como comprovam as diversas "traduções" manhosas que vão fazendo das palavras de Schmidt - eu, no lugar do treinador do Benfica, respondia-lhes na língua materna (alemão) para não lhes deixar quaisquer duvidas. Qualquer coisinha fossem pedir batatinhas nas conferências do Ceição e do Rúben onde a compreensão do inglês não os atrapalha.
Habituados a levar na corneta najantas (nestas alturas fico sempre com a ideia que só se perdem as que o dr. burrié deixa cair no chão) sem um gemido ou queixume, aqueles infelizes moços-de-recados apresentaram-se frente a Roger Schmidt não para o questionar sobre o Famalicão mas para o enredar com perguntas armadilhadas, visando um resquício falta de paciência, quiçá uma migalha de incoerência. «Fez críticas ao VAR no passado. Muda de opinião agora, depois de ter visto um golo invalidado, contra o Sporting, ser validado pelo VAR?». Para o tentar entalar, desta vez, agarraram-se ao VAR. Cumcatano! Tanto que as feridas do Dérbi ainda lhes corroem as entranhas. E não foi só a padieira que lhes ficou a arder. Como ontem se viu, é todo o sistema cagueiro que continua a efervescer.
Schmidt, com ar de quem acabou de aterrar num planeta esverdeado - que pena o assessor do Benfica a seu lado não o tenha lembrado dos penaltis que o VAR se esqueceu de assinalar - lá os foi sacudindo com toda a calma do mundo. "Não mudo a minha opinião, independentemente disso. Vou sempre dizer a minha opinião. Tenho a experiência de alguns anos com VAR, em diferentes países, e, no geral, o VAR não é positivo para o futebol, na minha opinião. Prefiro as decisões tomadas no campo. Os árbitros quando sabiam que não tinham VAR, tomavam as decisões com mais responsabilidade. É a minha opinião no geral, não a mudo por causa do jogo com o Sporting.", dizendo exactamente aquilo que eu sempre defendi sobre o VAR. Se funcionasse correctamente, os sapos, bem antes dos 87 minutos, já tinham uma goleada no saco. E na tabela classificativa, sem os pontos que o VAR lhes ofereceu - nos jogos com Casa Pia e Farense - nem sequer lutariam pelo primeiro lugar. Mas para essa ideia passar o Benfica tinha que ter um comunicador atento a seu lado. Não teve. E foi pena. Sairiam dali de rabinho entre as pernas com o sistema cagueiro inflamado para mais de uma quinzena.
O suspiro de alívio que se ouviu em Contumil, depois da vitória frente ao Montalegre do subserviente (eu ia a dizer lambe-piças mas como hoje estou de bom humor...) Tony da Silva, foi quase tão grande como o coro de assobios com que os espectadores brindaram a claque do injinheiro macaco que afinadamente cantava louvores ao fugitivo de Vigo! Caputa diferença para tempos menos recentes! No lugar do velho fruteiro eu, na pior das hipóteses, começava já a treinar a apanhar sabonetes, ou, na melhor, numa vida sombria longe do poleiro...
Mas foi bom. Óptimo para o Billas-Boas (esperto como um alho, o face rat não perdeu a oportunidade de mostrar a aguçada dentuça) que há muito não se via por ali, bom para o Boi do Jamor que nem precisou raspar os cascos, e uma maravilha para um dos craques (Fran Navarro) que o foculporto roubou ao Benfica que aproveitou a soberana ocasião para perder a virgindade frente à baliza adversária. Estão justificados os 7 milhões gastos no Navarro. De Nico González, por quem o foculporto pagou 8,4 milhões ao Barcelona, é que nem por isso. Não se lhe conhece paradeiro. Já o Mágico Ivan Jaime, mais 10 milhões em caixa no Famalicão, continua custoso sair da cartola! Com o sr. 20M€ (mais 2,5 por objectivos) David Carmo sentado no banco, sempre são 45,4 M€ a render que se fartam.
FPF lançou uma campanha de recrutamento de árbitros de futebol, futsal e futebol de praia. Oh diabo! Má altura para captar os futuros Soares a Dias, Manuel Oliveira, Iancu Vasilica & Comp. Habituados a recrutar entre os super morcões, no Olival, mais valia à federação montar uma tenda de campanha à porta do Billas-Boas.