Não me recordava de uma isónia assim - do momento que me deitei até me levantar para evacuar o primeiro Bernardete do dia - desde que o Rónalde meteu os patins ao Fernando da Femacosa por se atrever a deixá-lo no banco de suplentes. Vai ser foda recuperar desta desilusão! Depois de semanas a levar com a asma do Nuno Luz na Alemanha e do entusiasmante Ruim Santos (sentadito com os pezinhos penduradinhos) em estúdio, só me imagino triste e acabrunhado até saber para onde vai Pepe espalhar a magia da baba de caracol e da placenta de burra! Não será nada fácil passar os próximos dias sem as selfies da melhor Dolores do mundo e das manas azeiteiras recauchutadas, mas o pior - já que o goleador altruísta continuará a maravilhar-nos com as suas estratosféricas performances no deserto - é imaginar-me sem saber os batimentos cardíacos de toda a comandita Aveiro no exacto momento de soltarem uma rica bufa. Afogo a minha alma com as fotos do Mbappé a tirar fotos com família do Rónalde e reconforto-me com a certeza que a MDCSDQT não deixará de publicar todos os momentos fofinhos das férias do altruísta goleador (1 golo de penalti) do mundial 2022 e do euro 2024.
Foi uma pena mas valeu a pena. Como que por milagre o "milagre" e o "herói" desapareceram do léxico da MDCSDQT e dos especialistas da especialidade, largamente compensados com o regresso inevitável da "lotaria das grandes penalidades" e do "falhanço do avançado". O melhor Diogo Costa em campo defendeu, com os olhos, todos os remates da França, elevando o preço do seu passe para valores inimagináveis. O mundo, que já tinha ficado abismado frente à Eslovénia, ficou agora sem palavras perante mais uma performance nunca vista na história da modalidade! Não terá chegado perto dos recordes do goleador altruísta - que até autorizou o melhor Bruno Fernandes em campo a bater um livre - mas, de todos os serviçais, o melhor Diogo Costa em campo foi o que mais perto esteve de o acompanhar na excelência. Um a marcar desenfreadamente e o outro a defender magistralmente, nunca como ontem se vira tamanha competência.
Dando de barato que o Dembélé foi eleito melhor Diogo Costa em campo - uma heresia da UEFA com o altruísta goleador do europeu e o melhor Diogo Costa em campo, em campo - para tudo ser como nos contos de fadas só faltou a lesão que, miraculosamente, em 2016, obrigou a selecção a jogar com 11 e, sobretudo, livre para se agarrar ao colectivo acabando por ser recompensada com o remate feliz do herói, esse sim, Éderzito António Macedo Lopes. A vida tem destas lições. E nem sempre os deuses acompanham as nossas preces.
Dos muitos jogadores que se disponibilizaram a enfrentar os pés-de-microfones consternados (ao "Juca" seja Martins só lhe faltou lamber o arruaceiro Pepe em directo) não existe uma única declaração do capitinho a dar a cara pela derrota anunciada. Repetente neste comportamento canalha, o cobarde filho da melhor Dolores do mundo, de mim, terá sempre o tratamento adequado.
Bom regresso, João Neves e António Silva. Desinfetem-se bem antes da viagem para casa de onde nunca deveriam ter saído.
Os franceses, de quem eu não gosto absolutamente nada, na falta de recordes e já a pensar em como descascar os imberbes espanhóis, preparam-se para comprar o poste onde a bola batida por João Felix foi esbarrar e fazer dele, do poste, o novo herói nacional.





