Por José Albuquerque
Tal como tem sido amplamente noticiado por toda a
mérdi@, a Nossa SAD enviou um comunicado, dirigido ao Mercado através da CMVM,
com uma pequena síntese dos grandes números das Nossas “Contas” relativas ao
exercício 2014 – 2015 (de 1 de julho a 30 de junho), obviamente na sequência da
divulgação do “R&C” da osgasad.
Numa primeira nota, saúdo a divulgação destes
números, mas não deixo de recordar que considero que já era mais do que tempo
da Nossa SAD conseguir publicar os seus “R&C” anuais finais (e já
auditados) em pouco mais de 60 dias após o encerramento dos exercícios: quem já
teve este tipo de responsabilidades, sabe bem que as rotinas de encerramento
contabilístico de um exercício dão tanto trabalho se forem concluídos 30, 75 ou
120 dias após o seu termo e a publicação deste comunicado comprova que a Nossa
SAD já concluiu todos os processos necessários ao apuramento integral do
processo.
Há anos que eu insisto neste “pormenor”, até porque
considero que a qualidade (que é inegável) dos Nossos “R&C” terá ainda
maior impacto quando eles forem publicados no menor prazo possível, passando,
assim, a constituir mais um exemplo e um índice inquestionável da qualidade da
Nossa Gestão.
Vamos aos números (consolidados).
Que confirmam que a Nossa SAD conseguiu um resultado
positivo, no segundo ano consecutivo de muito sucesso desportivo, apesar do desastre
que foi a participação na Champions desta época e do impacto negativo
decorrente da “resolução” do Benfica Stars Fundo, 2 elementos negativos que, em
conjunto, Nos “comeram” algo muito próximo de 20M€: um desempenho normal na
UEFA teria significado que os RO (4) excederiam os 115M€ (embora também
elevassem os Custos Operacionais) e o BSF agravou os Resultados Financeiros e
de Investimento em cerca de 7M€.
E convém notar que estes números não incluem as
vendas do Cavaleiro e do Lima (mais de 20M€ de “lucro”), que já ocorreram em
julho passado.
Comentário sintético.
Estes resultados permitem-me as seguintes conclusões
e comentários:
. É verdadeiramente notável a capacidade do Nosso
Grupo para continuar a acrescentar valor à Marca Benfica, mesmo na pior fase da
crise económica que Portugal atravessou;
. Fico a arder de curiosidade para conhecer os
resultados da Nossa BTV (o comunicado atribui-lhes o papel principal para a
sustentação dos RO (4)), que me parece só podem ter excedido as minhas previsões
e confirmam aquele que eu considero como o Nosso maior sucesso colectivo deste
século;
. Confirma-se a minha suspeita quanto ao “exagero”
na velocidade da recuperação dos Nossos Capitais Próprios, uma recuperação que
eu não esperava verificar neste exercício, face à ação combinada do desastre na
UEFA e da “resolução” do BSF.
. Em vez de verificarmos que quer o Passivo
(reduziu-se em 19,5M€), quer o Activo (que diminuiu 10,5M€) desceram, eu
preferia que só o Passivo tivesse decrescido (nos 9M€ que fazem a diferença),
uma vez que isso significava que o volume total de investimentos teria igualado
o total das amortizações contabilísticas.
Mais comentários (nomeadamente quanto à evolução dos
Sponsors e dos Custos Salariais), só poderão ser feitos quando o “R&C” for
publicado.
Viva o Benfica!
