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quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Primeiras “Contas” 2014/15.

Por José Albuquerque

Tal como tem sido amplamente noticiado por toda a mérdi@, a Nossa SAD enviou um comunicado, dirigido ao Mercado através da CMVM, com uma pequena síntese dos grandes números das Nossas “Contas” relativas ao exercício 2014 – 2015 (de 1 de julho a 30 de junho), obviamente na sequência da divulgação do “R&C” da osgasad.

Numa primeira nota, saúdo a divulgação destes números, mas não deixo de recordar que considero que já era mais do que tempo da Nossa SAD conseguir publicar os seus “R&C” anuais finais (e já auditados) em pouco mais de 60 dias após o encerramento dos exercícios: quem já teve este tipo de responsabilidades, sabe bem que as rotinas de encerramento contabilístico de um exercício dão tanto trabalho se forem concluídos 30, 75 ou 120 dias após o seu termo e a publicação deste comunicado comprova que a Nossa SAD já concluiu todos os processos necessários ao apuramento integral do processo.
Há anos que eu insisto neste “pormenor”, até porque considero que a qualidade (que é inegável) dos Nossos “R&C” terá ainda maior impacto quando eles forem publicados no menor prazo possível, passando, assim, a constituir mais um exemplo e um índice inquestionável da qualidade da Nossa Gestão.

Vamos aos números (consolidados).
Que confirmam que a Nossa SAD conseguiu um resultado positivo, no segundo ano consecutivo de muito sucesso desportivo, apesar do desastre que foi a participação na Champions desta época e do impacto negativo decorrente da “resolução” do Benfica Stars Fundo, 2 elementos negativos que, em conjunto, Nos “comeram” algo muito próximo de 20M€: um desempenho normal na UEFA teria significado que os RO (4) excederiam os 115M€ (embora também elevassem os Custos Operacionais) e o BSF agravou os Resultados Financeiros e de Investimento em cerca de 7M€.
E convém notar que estes números não incluem as vendas do Cavaleiro e do Lima (mais de 20M€ de “lucro”), que já ocorreram em julho passado.

Comentário sintético.

Estes resultados permitem-me as seguintes conclusões e comentários:

. É verdadeiramente notável a capacidade do Nosso Grupo para continuar a acrescentar valor à Marca Benfica, mesmo na pior fase da crise económica que Portugal atravessou;

. Fico a arder de curiosidade para conhecer os resultados da Nossa BTV (o comunicado atribui-lhes o papel principal para a sustentação dos RO (4)), que me parece só podem ter excedido as minhas previsões e confirmam aquele que eu considero como o Nosso maior sucesso colectivo deste século;

. Confirma-se a minha suspeita quanto ao “exagero” na velocidade da recuperação dos Nossos Capitais Próprios, uma recuperação que eu não esperava verificar neste exercício, face à ação combinada do desastre na UEFA e da “resolução” do BSF.

. Em vez de verificarmos que quer o Passivo (reduziu-se em 19,5M€), quer o Activo (que diminuiu 10,5M€) desceram, eu preferia que só o Passivo tivesse decrescido (nos 9M€ que fazem a diferença), uma vez que isso significava que o volume total de investimentos teria igualado o total das amortizações contabilísticas.

Mais comentários (nomeadamente quanto à evolução dos Sponsors e dos Custos Salariais), só poderão ser feitos quando o “R&C” for publicado.

Viva o Benfica!