De Espanha nem bons ventos nem bons casamentos. Desde que Undiano Mallenco nos assaltou na Luz, em 2017, num Benfica-CSKA de má memória, que os tenho atravessados no gorgomilo. E a UEFA tem sempre um árbitro de mão, à imagem de Pedro Proença, Soares Dias ou Benquerença, para os serviços sub-reptícios que nas decisões mais importantes precisa. Não é o único, infelizmente. Só para relembrar esta época, onde a indignação dos benfiquistas desagua invariavelmente na definição de ladrão, traduzindo para Złodziej em polaco (Bayern-Benfica), Tat em esloveno (Benfica-Ajax) ou Ladrón em espanhol (Benfica-Liverpool!), resulta numa súcia maldita que nem na Europa nos dá descanso ou nos (des)larga a braguilha! Já vomito Marisqueira de Matosinhos e apitadores dourados por todo o lado!
Se o Liverpool precisava do ladrón espanhol para levar de vencida o Benfica? Não, muito provavelmente não. Mas quando Darwin foi travado à margem das leis na grande área dos ingleses, o resultado era tangencial e a ser concretizada a grande penalidade que ficou por assinalar, ninguém pode garantir o que nos traria o resto do jogo. Um jogo quase tirado a papel químico do Benfica-Ajax. Primeira parte onde o Benfica passou o tempo a venerar o adversário, erros individuais que resultaram em golos sofridos, ausência de faltas (fazem parte do jogo, porra!) a matar contra-golpes dos adversários, um segundo tempo (cerca de meia hora de grande intensidade) onde assumiu a sua condição de equipa grande, encostando o adversário às cordas, e nem o penalti não assinalado pelo ladrón de serviço faltou! Assim foi nestes jogos da Champions, mas tem sido quase sempre assim ao longo desta época de sucessivas frustrações!
Ao Benfica é-lhe igual ao litro jogar com o Ajax, Bayern de Munique e Liverpool ou defrontar Braga, Tondela ou Vizela. Vemos os mesmos erros individuais não provocados que resultam em golos, as mesmas deficiências de posicionamento (eu adorava poder assistir a um treino colectivo), ausência de jogadas combinadas, inutilidade total dos chamados lances de bola parada, erros sistemáticos de arbitragem que resultam em derrotas e perda de pontos, e - porque é inevitável tendo no plantel jogadores tão bons (sim, leram bem, jogadores bons, e em alguns casos, muito, muito bons) - excelentes (mas demasiado curtos) momentos de futebol!
Resumidamente, o Benfica esteve longe da intensidade do foculporto, única equipa (segundo os especialistas da especialidade) capaz de defrontar - assim o dizem os últimos foculporto-Liverpool (1-5, 1-4, 0-5) - o poderio dos tubarões europeus mas, ainda assim, deixou uma réstia de esperança para o futuro, se não na Champions, quiçá para a próxima época em que o Presidente Rui Costa terá de tomar decisões tão importantes como desafiantes. A última que tomou - de despedir o treinador à 15ª jornada (a 4 pontos de sapos e clube da fruta) depois de o deixar sozinho a enfrentar o pelotão de fuzilamento - fazendo a vontade da maioria (mais ou menos silenciosa), deu no que deu! Mais do que alimentar a fogueira das vaidades interessa somente defender os interesses do Benfica. Contra tudo e contra...tolos.
Pouco ou nada importante, mas emblemático do que hoje é o desfile de vaidades no Benfica. Isaías (alguém por ele, seguramente) lançou no dia do jogo mais importante da época uma quezília completamente esquizofrénica. Através das redes sociais (aproveitada pela MDCSDQT para colocar ainda mais merd@ no ventilador) o antigo jogador do Benfica exigiu um lugar para si e para o filho para assistir ao Benfica-Liverpool, imposição não satisfeita depois de ter falado com «pessoas ligadas ao Benfica». Rui Costa, de pronto, apagou o fogo que já ameaçava ser mais importante que o jogo de ontem à noite, garantindo imediatamente lugares para o brasileiro e para o seu filho.
Apesar dos aplausos, eu não sei se foi uma boa medida de Rui Costa. Acabou com a contestação dos 'Noronhas' e dos 'Benitez' que já preparavam a robbialac para pichar as paredes do estádio, mas abriu a porta a todos os antigos jogadores que queiram exigir borlas para si e para os filhos (ou há moralidade ou comem todos) deixando aos policias do correio da manhã essa garantia que o actual Presidente segue os passos de Vieira, oferecendo bilhetes para ver o Benfica à descarada! E desta vez nem é necessário roubar nem truncar emails ou fazer buscas desesperadas ao estádio. Está à vista de todos essa promiscuidade que a Rui Costa já nem importa disfarçar!
Jurgen Klopp: "O melhor jogador do Benfica foi o guarda-redes". Sou capaz de concordar com o alemão, embora como amante do futebol de ataque eu prefira o desempenho de Darwin, não só pelo golo que marcou ou pelo penalti que o ladrón lhe surripiou, mas porque praticamente sozinho manteve sempre em sobressalto toda a defesa inglesa. Em termos globais o melhor em campo, bastante acima de Odisseas, foi para mim o espanhol Manzano. Alejandro Hernández, na defesa do VAR, também esteve bem e praticamente ao mesmo nivel de Ody. Manzano, um cagão ao pior estilo Soares Dias, como o pasteleiro, grande apreciador de dióspiros e assíduo frequentador da Marisqueira de Matosinhos, mostrou a massa de que é feito num lance já perto do fim quando o Benfica ainda procurava o empate, anulando uma reposição rápida de bola (que ameaçava a baliza do Liverpool) dirigindo-se numa espécie de trote alongado em direção à linha lateral, trazendo literalmente pela mão Otamendi e Fabinho que minutos antes tinham chocado de cabeça. Um asco!
Já li algures que a BTV entrevistou o Naundinho das deusas. Não é uma critica, reconhecendo que o cargo que desempenha merece o destaque, mas, como benfiquista, estou-me a cag@r para o que pensa a personalidade. A minha única curiosidade reside em saber se o individuo já não tem mais facturas do foculporto para pagar ou se o (agora em bom português) ladrão que assaltou a federação, levando a tira colo o seu computador e o da sua secretária, já foi finalmente apanhado e se confessou quem lhe pagou a encomenda!
PS: eu falo muito dos árbitros? Pois falo. E falarei sempre (até que me doam as falangetas) enquanto forem eles a decidir os resultados.
PS II: As capas da MDCSDQT que fazem de um colombiano o herói da (pensam e desejam eles) eliminação do Benfica, diz tudo da execrável postura da imprensa desportiva portuguesa. Mas para quem, na Liga Europa roubada ao Benfica pelo alemão Felix Brych, fez do herói dessa final o trapaceiro guarda-redes do Sevilha, não se pode esperar outra coisa!
