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| Ilustração de Patrícia Rodrigues |
Xistra no Nacional-fouclporto e Hugo Macron no Rio Ave-Benfica. Dois sapos da pior espécie destacados para os jogos mais importantes da época! Na temporada passada por esta altura, na 32ª jornada, tínhamos o Desportivo de Chaves a pedir «uma reunião com o Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) para manifestar descontentamento pela "infeliz" arbitragem no jogo frente ao Rio Ave». O Chaves contestava "um golo anulado pelo árbitro Hugo Miguel, aos 37 minutos, que considera ter sido "completamente limpo". Mais um rabula daquelas em que o árbitro depois de validar o lance, por indicação do VAR (Luís Ferreira do célebre Benfica 3-3 Boavista) e após visualizar as imagens (que provavam a legalidade da jogada) no monitor de apoio, acabou por anular o golo ao Chaves.
Luís Castro falava assim aos pés-de-microfone - «Achar? Aqui a questão não é de achar. O Hugo Miguel dá golo e o Luís Ferreira entende que tem de pôr dúvida no Hugo Miguel, que entende anular o golo. Não é «bateu na mão, não bateu». Há uma televisão, há um VAR...é golo. Até uma criança de cinco anos vê que é golo. Estou perplexo como é que isto aconteceu», atirou o técnico, que falou de uma equipa «perturbada emocionalmente» após o lance. E o rascord noticiava assim «A crónica do Rio Ave-Chaves, 2-1: Penáltis 'amigos' (dois) roubam a Europa» (ao Chaves). "Maras abriu caminho à vitória do Rio Ave que Hugo Miguel 'confirmou' a dez minutos do fim".
Sem querer gastar mais cera com tão fracos defuntos, relembro apenas essa miserável expulsão de Rafa, no ultimo sporting-Benfica, após 90 minutos em que o jogador do Benfica foi autenticamente caçado, sempre com a complacência do Hugo Macron. De Xistra, recordo a reles actuação no último foculporto-Benfica para a taça da liga! Fontelas Gomes não tem um pingo de vergonha na puta da cara!
Pela primeira vez em não sei quantos anos nenhum dos grandes açambarcadores de títulos europeus marcará presença no derradeiro jogo da Champions League. Conclusão dos fazedores de opinião; o Benfica tem de apostar as fichas todas na Europa porque uma vez, de dez em dez anos, talvez se abra uma ténue possibilidade de poder chegar à final! Mandam às malvas os orçamentos igualmente brutais de Liverpool e Tottenham e esquecem-se do que ambos recebem só em direitos televisivos da Premier League. Para se ter uma ideia, «o contrato para o triénio 2016-2019 foi adjudicado por 6,9 mil milhões de euros às operadoras Sky e BT Sports tornando a liga inglesa a segunda prova em todo o mundo com mais receita televisiva, só superada pela NFL norte-americana». Estamos a falar de dois clubes poderosíssimos, um deles - o Liverpool - quiçá, o maior de Inglaterra! Não estamos perante um outsider e um mija-na-escada. Adiante...
Ontem foi outro dia de grandes emoções na Champions! E tal como na véspera, no Liverpool-Barcelona, também havia uma remontada de três golos ao intervalo para fazer. Lucas Moura, grande jogador que ainda não mostrou tudo o que vale, marcou os três golos do Tottenham - o terceiro no ultimo minuto de descontos - e acabou com o sonho dos holandeses deixando-os prostrados no relvado. Coitadinho do Ajax, foi a conclusão da maioria dos especialistas da especialidade, por ser muito duro perder no ultimo suspiro da partida. Eu nem preciso recuar muito tempo - até pelo enorme esforço que fiz para não olhar para o focinho de Felix Brych, o ladrão do Benfica-Sevilha da final da Liga Europa no Juventus Stadium - para me lembrar do que foi dito quando o Benfica perdeu em Amesterdão, com um golo às três tabelas, marcado aos 93 minutos de jogo. Incompetentes os do Benfica, coitadinhos os do Ajax. Tá bem abelha. E se em Lisboa o Gabriel tivesse metido a bola na baliza em vez de acertar em cheio no pé do Onana, ninguém estaria agora com pena do Ajax.
Se o Benfica ganha 1-0 é à rasquinha (menos de cinco é derrota), sorte e indigno de uma equipa grande. Se ganhar acima dos quatro, ou é facilitado pelos adversários ou gastam horas a desancar a parte do jogo onde o Benfica não conseguiu esmagar. Se apenas marcar na segunda parte é porque andou adormecido o resto do tempo. Se ganhou após remontada, pôs-se a jeito sem necessidade. Se vencer 10-0 pede-se uma profunda reflexão sobre o futebol nacional. Empata em casa com o Ajax de Amesterdão e exige-se a cabeça do treinador.
Made in rascord; com o mesmo destaque do "Drama de Amesterdão"...
«Leões 'ganham titulo' se vencerem o Tondela» (...) «Campeões a jogar em casa».
