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terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Futebol profissional: já começou a época de 2016/17 ...

Por José Albuquerque

... embora a actual esteja muito longe de estar terminada!

Começamos por qual delas: por esta ou pela próxima?

Pois bem, primeiro o que vem primeiro ...

A actual época desportiva.

Não me lixem os que seguem a bandeira do “como não está tudo bem, temos de deitar abaixo o mais possível”.
É que nem quando estivermos a Vencer tudo o que houver para Vencer poderemos dizer que “está tudo bem”, compreendido?
Haverá sempre espaço para melhorar, mesmo que já esteja tudo bem e estamos muito longe disso.

Mas, ó Zé, tu não achas que há coisas suficientes que estão mal e que isso Nos deve obrigar, pela exigência de sermos Benfica, a criticar duramente?
Não, não acho!
Nem criticar e não é isso que eu vejo entre os Benfiquistas (o “botabaixismo” nunca foi crítica em lado ou momento nenhum): pensar em soluções, sugerir alternativas credíveis, trabalhar em algo que possa contribuir positivamente e, acima de tudo, APOIAR o Nosso Clube e todas as Nossas Equipas, isso sim, isso é de Benfiquista. Isso sim, é ser exigente!

Quase tudo, no Clube, está a melhorar nesta época e, especificamente no futebol profissional, estamos a viver uma transição que me parece (agora, que antes não me parecia) inevitável. E como em todas as transições, há que manter a determinação, a ambição e, ainda mais, a lucidez.

Alguns Companheiros com quem tenho debatido o presente, insistem em comparar o Nosso momento com o do Chelsea (??!!), como se houvesse comparação possível: é que não tem, rigorosamente, nada a ver.
Se a frequência e dimensão das barbaridades já é típica dos Benfiquistas (“convenientemente” estimulados por uma mérdi@ anti e alucinada), por estes dias até cheguei a ouvir o Primeiro Ministro a pretender sugerir que o Mou se Nos juntasse, ou seja ... é o “pas de deux” entre o ridículo e o absurdo!

Tratemos de “descomplicar” o que não temos nenhuma vantagem em complicar, Companheiros ...

A Equipa tem patenteado dificuldades?
Há Atletas que não têm dado o contributo (alguns por estarem lesionados) que deles seria legítimo esperar?
O Nosso Técnico ainda não conseguiu “espremer” os recursos que tem à sua disposição, produzindo um fluxo contínuo de bom sumo?

Claro que sim e nisso estamos, obviamente, todos de acordo, Atletas e Técnico incluídos!

Nada disso é motivo para desistir, para alterar a aposta feita e, muito menos, para retirar o Nosso APOIO aos que dele mais necessitam: as Nossas Equipas. Nada disso é razão para perdermos a lucidez, antes pelo contrário.
E, exercitando a lucidez, há que reconhecer que a Equipa já falhou dois dos seus objectivos (as duas taças), está tremida em outros dois (a liga e a própria equipa) e já conseguiu o único que poderia ter conquistado até novembro (a qualificação na Champions).

Quanto aos dois objectivos perdidos, não há nada a fazer, excepto procurar aprender com esses insucessos e reconhecer que só muito dificilmente os poderíamos Vencer num ano de transição e no qual a BOIADA anda completamente tresmalhada.
Quanto aos dois objectivos em que a Equipa está tremida – a Liga na qual é desejável Vencer, importante ficar acima do terceiro lugar e absolutamente fundamental não ficar abaixo do terceiro, e o crescimento da Equipa enquanto máquina de jogar futebol ... cabe aos responsáveis trabalhar e a Nós ... APOIAR.

Pelo que consigo perceber, o Presidente (e toda a chamada estrutura) tem feito o que deve e que passa por acompanhar constantemente e o mais perto que possa, tudo o que se passa na(s) Equipa(s), quer porque lhe(s) cabe fazer o diagnóstico da situação, quer porque, principalmente, lhe vai competir a tomada de decisão no que toca às soluções a implementar.
Já a Nós, Benfiquistas, por mais desencantados que alguns andem, há que redobrar o #colinho, única forma de transmitirmos a Nossa Raça, Querer e Ambição aos que, em campo, defendem o emblema que Nós Amamos: é o chamado “you’ll never walk alone”.

Tão importante como isso, é constatar que ...

Já começou a época de 2016/17.

E, pelo terceiro ano consecutivo, a Nossa SAD tem todas as condições para a preparar em termos quase ideais (sim, que eu não admito a hipótese de não Nos qualificarmos, no mínimo dos mínimos e como “cabeças de série”, para o “play off” da Champions).

E tem as condições ideais porque:
- tem o tempo necessário para preparar uma eventual alteração no comando técnico das Equipas (de Honra e “B”); e
- tem os recursos financeiros  e o tempo necessários para colmatar as debilidades do Plantel.

E, quero sublinhar este aspeto, a Nossa SAD tem de executar esse plano com um nível de exigência superior ao que definiu há cerca de um ano, quer porque a chamada transição não se pode perpetuar, quer na medida em que se conhecem quais foram as incertezas que se fizeram insuficiências e, ainda, na justa medida em que forem acumulados insucessos na atual época desportiva.

O Presidente e a SAD, nesta época, entenderam preferir uma estratégia que implicou vários riscos, como é típico de qualquer transição, mas agravados e amplificados quer por factores endógenos (a aposta na "Fábrica"), quer por exógenos (o aumento da agressividade dos inimigos e o tresmalhar da BOIADA), o que redundou numa quase “revolução”, em vez de uma “via reformista”.
Ora acontece que, na minha humilde opinião, as chamadas “dores de crescimento” (leia-se maus resultados) actuais implicam que a próxima época seja preparada com uma determinação orientada para a minimização dos riscos desportivos.

Os Leitores do GUACHOS conhecem as principais dúvidas e/ou divergências que me têm separado do Presidente e da Gestão da Nossa SAD, que se traduzem, essencialmente, num certo “exagero” recente na velocidade do necessário reforço dos Capitais Próprios do Nosso Grupo e, eventualmente, numa anunciada “redução a um nível residual” do Nosso Passivo Oneroso.
Eu fico com pele de galinha quando ouço o Presidente dizer uma barbaridade como “só um Benfica independente dos Bancos, pode ser verdadeiramente Nosso”; isto constitui um pináculo demagógico que não há voluntarismo que possa desculpar e eu espero, ardentemente, que o processo eleitoral de 2016 o desmascare perante o maior número possível de eleitores Benfiquistas.
Uma coisa é (ou será) prometer que o Nosso Clube vai deixar, em menos de 10 anos, de ter qualquer Passivo Oneroso e, consequentemente, ter de suportar quaisquer custos financeiros, uma promessa com a qual eu conto, mas outra, absurdamente diferente, é pretender que o Nosso Grupo Empresarial só deve ser financiado por Capitais Próprios.

Mal “acomparado”, aquela barbaridade vale o mesmo que dizer que não se deve comprar uma casa a não ser pagando a pronto, ou que ela não “é nossa” se a comprarmos com recurso a crédito bancário.
Se aparecerem comentários pertinentes em relação a este tema específico, comprometo-me a regressar a ele nos próximos dias e num novo texto.

Mas, postas de lado estas minhas dúvidas e críticas, eu considero que o comportamento recente do Presidente (e de toda a estrutura, tanto quanto me é dado conhecer) tem sido impecável. Eu diria mesmo que ele tem sido quase perfeito.
E, caso demonstre, em janeiro próximo, ter encontrado e implementado algumas soluções que contribuam para melhorar o desempenho da(s) Nossa(s) Equipa(s), então eu vou reconhecer que ele continua na sua melhor “forma” de sempre.
99,9% dos seus discursos e este mais recente e redobrado apelo à unidade no Clube, revelam, com clareza meridiana, que o Presidente tem uma noção perfeita das dificuldades e do que necessitamos de fazer para as superar e ultrapassar.

Bem hajas, Companheiro Presidente, por continuares a ser o exemplo quase perfeito de um Líder capaz de “... Honrar agora os ases que Nos honraram o passado ...”

Não posso terminar, por hoje, sem me referir à Nossa BTV, uma vez que o seu próximo futuro regresso à condição de “TV do Clube”, por um prazo desejável de uma década, tem servido para muitos anti, de todas as subespécies e Taliban incluídos, tentarem montar mais uma afronta demagógica.

A Nossa BTV, minha maior vaidade emocional e racional destes anos.

Os que me conhecem, a mim ou ao meu pensamento, sabem como eu estimo esta que tem de ser a Nossa Casa Universal, razão (e emoção) pela qual fico quase doido quando vejo Companheiros a denegrirem o seu papel fundamental e estruturante no Nosso Clube, ou, mais recentemente, afirmando que ela perde relevo ao deixar de ser um canal “premium”.

É impressionante como alguns Companheiros pretendem transformar o Nosso Clube numa remelosa feira de vaidades iníquas, desorientadas e profundamente demagógicas: é que nem é necessário sair de Lisboa para perceber, em todas as conversas entre Benfiquistas, o papel determinante da Nossa televisão.
Mas se sairmos de Lisboa e falarmos com Companheiros que não podem vir todos os meses à Catedral, ou aos pavilhões, ou ao Seixal, qualquer asno vai perceber como já não é possível pensar o Nosso Clube sem ela.

Ora acontece que o Nosso Clube tem uma dimensão tal que os mares parecem piscinas, os oceanos são pequenos lagos e todos os milhões de Benfiquistas espalhados pelos quatro cantos do planeta têm, na Nossa Querida, Insubstituível e Fundamental Televisão, a “varanda com vista” para todas as realidades do Clube (e as melhores de Portugal), sem a qual a vida lhes seria, agora que estão bem habituados, quase insuportável.
Nestes últimos meses, eu tenho tido a sorte de conhecer e falar com muitos Companheiros que, quando muito, vão a Portugal uma vez por ano e posso testemunhar que o Benfica nunca mais vai deixar de ter a BTV como seu fundamental elo de ligação, a menos que a possa substituir por algo ainda mais relacional e acessível.

Que os anti e toda a mérdi@ “des_portiva” nacional ataquem a BTV, isso eu compreendo bem, mas ... que Benfiquistas a menorizem, desqualifiquem, ou cheguem a colocar em causa, isso, Companheiros, eu considero que deveria ser estatutariamente considerado como crime de lesa Clube.

Viva o Benfica!

domingo, 14 de junho de 2015

Ainda sobre a mentira do ‘downsizing’.

Por José Albuquerque

Todos os Leitores do GUACHOS já sabem que eu me oponho frontalmente a essa alegada (e nunca confirmada) dramática alteração do Nosso Modelo de Gestão e nunca é demais sintetizar as principais razões desta oposição: (1) porque nada a justifica do ponto de vista económico, (2) porque não posso acreditar na existência de alguma restrição financeira (leia-se ‘necessidade de tesouraria’), (3) porque não foi anunciada nenhuma outra razão ponderosa, (4) porque não lhe descortino nenhuma vantagem, nem económica, nem desportiva, nem outra qualquer e, finalmente, (5) porque não considero que os Nossos Corpos Sociais tenham legitimidade para a promover.

Ainda assim e mesmo que eu já tenha recebido garantias (de quem de direito) de que tal coisa não passa de uma ignorante interpretação, tipo “wishful thinking”, de todos os anti, Taliban, “especialistas” e mérdia incluídos, o que é um facto é que esse fantasma continua a influenciar inúmeros Companheiros, por isso mesmo incapacitados para perceber o que, realmente, se passa em termos de “política desportiva” da Nossa SAD.
Por isso (e só por isso), pretendo esclarecer o que é isso de ‘downsizing’, por forma a que todos compreendam que nada semelhante se vai passar no Glorioso, pelo menos nos tempos mais próximos.

Mas, ó Zé, o Presidente insiste no tema “Fábrica” (muitos dizem que foi esse um dos motivos que afastou o Nosso anterior técnico) e o CFO da Nossa SAD falou de “menor investimento” ... isso não implica o tal ‘downsizing’?

Não, de modo nenhum!
Na minha humilde opinião, tratam-se de discursos infelizes, inoportunos, mas que não anunciam nenhuma alteração de paradigma, menos ainda de Modelo de Gestão.

Passo a explicar-me ...

Sobre a Nossa “Fábrica”.

Desde há cerca de dois anos, quando o Seixal celebrava o seu sétimo aniversário, eu escrevi que considerava que o paradigma de gestão do Nosso Futebol ia mudar, com implicações desportivas e económicas, face à boa inevitabilidade de irmos assistir a uma fonte sustentada de excelentes jovens Atletas (já na altura os números de títulos e internacionalizações o comprovavam) que, mais tarde ou mais cedo, implicariam resultados desportivos e económicos para a Nossa SAD.
Posteriormente, a consolidação dessas gerações de Atletas trouxe-Nos ao ponto de termos maior número de jovens internacionais do que osgalhada e andruptos somados, brilhou numa Final da Youth Champions (e uma eliminação fortuita aos pés do atual vencedor da prova), a cinco espectaculares vendas de jovens com menos de 23 anos (Marko, Rodrigo e, sobretudo, André Gomes, Bernardo e Cancelo) e a outros sinais claros de uma enorme procura nessa área de mercado (Talisca e Cavaleiro, por exemplo).
Lembrem-se que essa fonte até foi um argumento determinante para a celebração de um acordo de parceria com um clube da primeira liga americana, para o qual foram emprestados dois jovens internacionais (por três épocas) saídos da “Fábrica” e que foram completar estudos universitários nos EUA.

Ainda não temos nem um só titular na Equipa de Honra que tenha completado toda a sua formação no Seixal?
Pois não! Mas, se pensarem que esses jovens (com dez anos há nove anos atrás) ainda não completaram o seu ciclo de formação (é a UEFA/FIFA quem estabelece que a formação só termina aos 23 anos) não podem alegar surpresas, nem, ainda menos, estabelecer comparações com a ‘académica de alcoshit’, que tem mais de três décadas de existência.

Mas, ó Zé, diz-se que o Nosso Plantel principal vai reduzir-se a 20 Atletas mais 5 “miúdos da Fábrica” ...
Companheiros, dizem-se tantas babozeiras ...
Eu não acredito e se a realidade vier a comprovar essa face, obviamente discordarei!

A Nossa Equipa de Honra tem de estar preparada para fazer muito próximo de sessenta desafios competitivos por época e eu não vejo como pode enfrentar-se um tal desafio sem poder contar com 23 Atletas ‘titulares’ (3 Keepers e 20 jogadores de campo, 2 por posição), sem contar com eventuais lesionados (Sálvio) e potenciais vendas na janela de janeiro.
A esses 23 (ou mais) podem (e devem, diria eu) juntar-se alguns (5?) dos mais talentosos jovens (aqueles cuja formação esteja mais avançada) da “Fábrica”, que possam competir nos treinos com os menos jovens, que possam ter tempo de jogo na Equipa B e, eventual e progressivamente, na própria Equipa de Honra.

Era bom que se tivesse consciência que a “Fábrica” produz, anualmente, entre uma e duas dezenas de jovens Atletas que atingem os 21 anos de idade e esperamos que uma progressivamente crescente parte desses Atletas justifique ter uma qualidade apreciável.
Alguns podem (e devem) continuar a progredir na Equipa B, outros (os melhores entre os melhores) podem justificar uma entrada no Plantel principal, outros podem (e devem) ser emprestados, quer a clubes nacionais, quer estrangeiros. Alguns (poucos, esperemos) podem “fugir-Nos”, recusando-se a renovar contratos de curta duração (assinados antes do 18º aniversário) e outros podem ser dispensados: uns e outros vão gerar uma pequena receita se e quando assinarem um contrato profissional e, caso façam carreiras de excepção, podem gerar proveitos adicionais ao abrigo do mecanismo de solidariedade.

É este e nenhum outro o Modelo de Gestão do Nosso Futebol de Formação! É este e há sete anos, pelo menos, sem nenhuma alteração, diga o Presidente o que disser. Até há dois anos, a “Fábrica” quase só produzia ... agora também começou a vender.
Um tremendo investimento em toda a pirâmide do Nosso futebol de escalões jovens, complementado por fortes investimentos anuais em jovens Atletas que despontem um pouco por todo o planeta e que sejam identificados pelo Nosso Departamento de ‘Scouting e Prospeção’.

Sobre a “redução de investimentos”.

Infelicíssima e inoportuníssima alusão pela parte do Nosso CFO, não me canso de repetir!
Mas essas afirmações não deveriam ter resultado no tal “fantasma do downsizing”, caso o ‘wishful thinking’ da mérdi@ e dos anti não os tivesse levado a fabricar uma imensa e injustificada nuvem de fumo.

Todos os que acompanham os meus textos de comentários aos Nossos “R&C” sabem que, até este mais recente, o Activo Corpóreo Líquido da Nossa SAD não tem descido, apesar de ser amortizado a uma razão anual superior a 10M€, o que comprova a manutenção de uma política de sistemáticos investimentos no Nosso Parque Desportivo, no Museu e afins.
Muitos, como eu, poderiam ter sugestões a fazer para novos investimentos (tenho algumas já aqui descritas), mas todos temos de reconhecer que já foram cumpridas todas as promessas eleitorais nesta àrea específica, pelo que o Presidente tem toda a legitimidade para não fazer mais nenhum destes investimentos até ao final deste seu mandato.

E ... ponto final parágrafo, quanto a “redução de investimentos”!
Ficamos entendidos?

Então, ó Zé, tu garantes que não vai haver nenhum ‘downsizing’?
Sim, garanto!
Pelo menos em termos racionais e olhem que se há coisa da qual ninguém pode acusar o Presidente seria de irracionalidade.

A Nossa SAD teve, esta época, de enfrentar várias linhas de quebra de Proveitos (quotização, bilhética e, sobretudo, UEFA), mas os resultados em 31 de março comprovaram as respostas que foram encontradas para manter o necessário equilíbrio, além de um competente controle dos Custos.
Ao que eu sei, também foram encontradas excelentes respostas para a anunciada retirada de dois dos Nossos principais Sponsors (BES e PT), uma retirada que eu creio não ser total e muito menos definitiva.

O segundo pilar de crescimento dos Nossos Proveitos – a BTV, continua a consolidar-se e o outro pilar (além da “Fábrica”) – a UEFA, tem tudo para significar nesta próxima época (com a simples ultrapassagem da fase de grupos) um aumento líquido de quase 20M€, quando comparado com os 12M€ do atual exercício.

Só se poderia falar de ‘downsizing’ se o Grupo Benfica vendesse uma parte do seu património, ou se procedesse a uma substancial diminuição dos seus Custos salariais (isso sim, seria ‘downsizing’), coisas que não vão acontecer.

Por isso, Companheiros, “deixaios falaios”, que eles não sabem o que dizem e gostavam muito de ver-Nos impotentes para reter os melhores Atletas, ou impedidos de atrair novas competências.
Teremos de esperar até outubro para confirmar nas “Contas” aquilo que aqui afirmo, mas, para já, todos os sinais apontam claramente para uma nova época cuidadosamente planeada, preparada (tal como eu afirmava) ... e executada.

É verdade que saiu um soberbo técnico e que ele foi reforçar um clubeco agressivo, com o qual há que contar como ‘terceiro candidato’, quer às competições internas, quer à qualificação directa para a Champions de 2016/17.
Mas conseguimos substituí-lo com O Melhor Técnico do Mundo, o Nosso Rui Vitória, que, liderando um Plantel formidável e apoiado por um Colinho inigualável, vai continuar a escrever a ouro a Nossa História.

Viva o Benfica!   

sábado, 8 de junho de 2013

Benfica SAD – Resultados Desportivos

Por José Albuquerque

O Enormérrimo “Guachos” já aqui fez uma (excelente, a meu ver) avaliação dos Atletas que formaram a Equipa principal e eu, uma vez concluída a época futebolística, considero que é tempo de dar a contribuição da avaliação possível sobre os Nossos resultados desportivos nesta área tão importante da actividade do Clube.

1 Projecto “Geração Benfica”, “Escolinhas” e “Captação” de jovens Atletas.    

Não acompanhando de perto esta imensa vertente do dia a dia da SAD, servi-me dos meus Filhos (sobretudo do Daniel) e das opiniões que eles recolheram junto de Amigos em quem confiam, para recolher alguns dados e o ‘sentir geral’ dos que vivem esta realidade por dentro e poder, final e humildemente, (sub)escrever uma opinião sintética: segundo os entendidos, o Benfica continua a crescer nesta área de intervenção e, melhor que há poucos anos, de forma cada vez mais sustentada, nomeadamente nos ‘programas internacionais’ que já estão a ser desenvolvidos (Brasil, Angola, Moçambique, Timor, Macau e Índia).

Para o futuro, espero que a Administração faça o necessário para reforçar o ritmo de crescimento destes projectos, nomeadamente nos programas internacionais. Por exemplo e aproveitando o estágio da Equipa na África do Sul em Julho próximo, seria excelente conseguir, pelo menos, implantar algumas ‘sementes’.

2 Escalões de “Iniciados”.

Embora a Equipa mais representativa deste escalão tenha perdido o Campeonato para a osgalhada, por via de um inicio de torneio absolutamente desastrado, o Benfica conquistou vários títulos regionais e, garantem-me, comprovou que o investimento realizado nos escalões de ‘alimentação’ continua a ter qualidade crescente, resultando numa igualmente crescente quantidade de jovens Atletas muito promissores.

Espera-se que a estrutura de apoio a este escalão tenha aprendido com o que quer que tenha explicado o desastroso inicio de campeonato, por forma a erradicar os comportamentos que o possam ter causado.  

3 Juvenis.

Tendo sido conquistado o Campeonato, ao qual se juntaram outros títulos e presenças em torneios internacionais, além do despontar de alguns Atletas carregados de potencial, tudo aponta para que a estrutura de apoio a este escalão competitivo possa fazer uma muito boa avaliação do seu desempenho colectivo.  

Ensina-me a experiência que devem ser estas circunstâncias – de sucesso, que mais obrigam a uma cuidada avaliação dos comportamentos, visando a necessária melhoria dos mesmos para o futuro, sem esquecer, nem por um segundo, que o Desportivismo passa por isso mesmo: querer, sempre, fazer melhor e obter melhores resultados.

4 Juniores.

A situação neste escalão só se distingue do anterior, porque há que ter em conta que a osgalhada, que formou o Nosso adversário mais forte, terminou o Campeonato com a equipa enfraquecida pelas necessárias ‘promoções precoces’ de alguns dos seus melhores atletas para a respectiva equipa b, sem, no entanto, poder colocar em causa a qualidade dos Atletas e da Equipa que defendeu o Glorioso Emblema.

O excelente desempenho da Equipa de Juvenis parece sugerir que estaremos em condições de conseguir o “Bicampeonato” na próxima época, ainda que alguns dos Atletas mais importantes possam passar para a Equipa B.

Equipa B.

Antes de mais, quero reafirmar o meu apoio absoluto á Administração na decisão que tomou de investir fortemente neste projeto (que me parece absolutamente essencial, dado que a “formação” de um futebolista nunca pode acabar aos 19 anos), embora lamente que ainda não tenha sido solucionado em definitivo e a contento dos Sócios e Adeptos, o problema do estádio em que a Equipa vai disputar os desafios “em casa”.  

Também não quero deixar de referir que, humildemente, não vejo nenhum problema na ‘penetração estrangeira’ ao nível deste Plantel (tal qual o não vejo no caso dos escalões inferiores), uma vez que o que estará sempre em causa é a formação interna de Atletas (e de Homens), independentemente da nacionalidade de nascimento.
Tratando-se de um projecto “novo”, creio ainda ser extemporânea qualquer avaliação ‘externa’, tanto mais que tudo indica que, perante a troca de Técnico, a estrutura de apoio a esta Equipa não ficou satisfeita com os desempenhos.

Equipa Principal.

Esta época, que poderia ter sido verdadeiramente brilhante, acabou por ser, apenas e na minha humilde opinião, a melhor desde que fomos Campeões, apesar da memória cruelmente frustrante que dela vamos guardar durante muito tempo. De facto, a Equipa deve ter cumprido todos os seus compromissos essenciais, excepto na Champions, mas até esse mau desempenho acabou como que compensado pelo excecional percurso na Euroliga.  

Fomos, sem dúvida, a melhor Equipa nacional, quer nas competições internas, quer na externa e mesmo sem conseguirmos conquistar nem um só titulo: uma época com um final impensável.
A Nossa Equipa foi a que obteve mais vitórias em jogos oficiais e no Campeonato, foi a que teve menos derrotas na época, foi a que marcou mais golos e ficou bem próximo de ser a que consentiu menos golos, considerando todas as competições e ponderando pelo número de desafios disputados.
Por mais que o POLVO tenha conseguido (e conseguiu, afastando-Nos da Final da Taça da Liga e do titulo de Campeão), por mais que tenham ensaiado a “campanha da capela” e, já em desespero de causa, a mini campanha do “sujinho, sujinho”, não conseguiram apagar esta conclusão incontestável: fomos a melhor Equipa portuguesa.

Para a próxima época (e as posteriores), espero que a estabilidade estrutural e Técnica, associada á ‘pressão dos resultados económicos’, em resultado da ‘revolução dos direitos televisivos’, Nos permitam a conquista definitiva da liderança do futebol nacional.

E para os que pretenderem menosprezar a ambição desse objectivo, permitam-me que faça o elogio do adversário que continua a ser ‘acarinhado’ pelo POLVO: o crac tem uma excelente equipa de futebol, uma das melhores da Europa, consegue, nesta época, roubar-Nos o Campeonato e entesourar umas boas dezenas de milhão de euro em mais valias com a venda de um punhado de atletas, num fluxo financeiro que lhe vai permitir pagar muitos mais favores.
Subestimar a capacidade do crac e do seu POLVO, seria o primeiro passo para condenarmos as Nossas opções para o sucesso.

Em síntese, esta foi uma época de resultados desportivos globalmente positivos e capazes de apoiar os outros resultados da SAD, quer os económicos, quer os comunicacionais e de valorização da marca Benfica. Ao C. A. No seu todo e ao Administrador com o pelouro do futebol (o ‘Príncipe” Rui Costa) as minhas felicitações, o meu encorajamento para ainda maior motivação e competência para o futuro e o meu …
 Viva o Benfica!        

PS: Não deixe de ler  e analisar as contas da - Benfica SAD – “Contas” do 3º trimestre - comparação; osgalhada - Benfica SAD - crac

...e também - Benfica SAD – “Contas” do 3º trimestre