Por José Albuquerque
... embora a actual esteja muito longe de estar
terminada!
Começamos por qual delas: por esta ou pela próxima?
Pois bem, primeiro o que vem primeiro ...
A actual época desportiva.
Não me lixem os que seguem a bandeira do “como não
está tudo bem, temos de deitar abaixo o mais possível”.
É que nem quando estivermos a Vencer tudo o que
houver para Vencer poderemos dizer que “está tudo bem”, compreendido?
Haverá sempre espaço para melhorar, mesmo que já
esteja tudo bem e estamos muito longe disso.
Mas, ó Zé, tu não achas que há coisas suficientes
que estão mal e que isso Nos deve obrigar, pela exigência de sermos Benfica, a
criticar duramente?
Não, não acho!
Nem criticar e não é isso que eu vejo entre os
Benfiquistas (o “botabaixismo” nunca foi crítica em lado ou momento nenhum):
pensar em soluções, sugerir alternativas credíveis, trabalhar em algo que possa
contribuir positivamente e, acima de tudo, APOIAR o Nosso Clube e todas as
Nossas Equipas, isso sim, isso é de Benfiquista. Isso sim, é ser exigente!
Quase tudo, no Clube, está a melhorar nesta época e,
especificamente no futebol profissional, estamos a viver uma transição que me
parece (agora, que antes não me parecia) inevitável. E como em todas as
transições, há que manter a determinação, a ambição e, ainda mais, a lucidez.
Alguns Companheiros com quem tenho debatido o
presente, insistem em comparar o Nosso momento com o do Chelsea (??!!), como se
houvesse comparação possível: é que não tem, rigorosamente, nada a ver.
Se a frequência e dimensão das barbaridades já é
típica dos Benfiquistas (“convenientemente” estimulados por uma mérdi@ anti e
alucinada), por estes dias até cheguei a ouvir o Primeiro Ministro a pretender
sugerir que o Mou se Nos juntasse, ou seja ... é o “pas de deux” entre o
ridículo e o absurdo!
Tratemos de “descomplicar” o que não temos nenhuma
vantagem em complicar, Companheiros ...
A Equipa tem patenteado dificuldades?
Há Atletas que não têm dado o contributo (alguns por
estarem lesionados) que deles seria legítimo esperar?
O Nosso Técnico ainda não conseguiu “espremer” os
recursos que tem à sua disposição, produzindo um fluxo contínuo de bom sumo?
Claro que sim e nisso estamos, obviamente, todos de
acordo, Atletas e Técnico incluídos!
Nada disso é motivo para desistir, para alterar a
aposta feita e, muito menos, para retirar o Nosso APOIO aos que dele mais
necessitam: as Nossas Equipas. Nada disso é razão para perdermos a lucidez,
antes pelo contrário.
E, exercitando a lucidez, há que reconhecer que a
Equipa já falhou dois dos seus objectivos (as duas taças), está tremida em
outros dois (a liga e a própria equipa) e já conseguiu o único que poderia ter
conquistado até novembro (a qualificação na Champions).
Quanto aos dois objectivos perdidos, não há nada a
fazer, excepto procurar aprender com esses insucessos e reconhecer que só muito
dificilmente os poderíamos Vencer num ano de transição e no qual a BOIADA anda
completamente tresmalhada.
Quanto aos dois objectivos em que a Equipa está
tremida – a Liga na qual é desejável Vencer, importante ficar acima do terceiro
lugar e absolutamente fundamental não ficar abaixo do terceiro, e o crescimento
da Equipa enquanto máquina de jogar futebol ... cabe aos responsáveis trabalhar
e a Nós ... APOIAR.
Pelo que consigo perceber, o Presidente (e toda a
chamada estrutura) tem feito o que deve e que passa por acompanhar
constantemente e o mais perto que possa, tudo o que se passa na(s) Equipa(s),
quer porque lhe(s) cabe fazer o diagnóstico da situação, quer porque,
principalmente, lhe vai competir a tomada de decisão no que toca às soluções a
implementar.
Já a Nós, Benfiquistas, por mais desencantados que
alguns andem, há que redobrar o #colinho, única forma de transmitirmos a Nossa
Raça, Querer e Ambição aos que, em campo, defendem o emblema que Nós Amamos: é
o chamado “you’ll never walk alone”.
Tão importante como isso, é constatar que ...
Já começou a época de 2016/17.
E, pelo terceiro ano consecutivo, a Nossa SAD tem
todas as condições para a preparar em termos quase ideais (sim, que eu não
admito a hipótese de não Nos qualificarmos, no mínimo dos mínimos e como
“cabeças de série”, para o “play off” da Champions).
E tem as condições ideais porque:
- tem o tempo necessário para preparar uma eventual
alteração no comando técnico das Equipas (de Honra e “B”); e
- tem os recursos financeiros e o tempo necessários para colmatar as
debilidades do Plantel.
E, quero sublinhar este aspeto, a Nossa SAD tem
de executar esse plano com um nível de exigência superior ao que definiu há
cerca de um ano, quer porque a chamada transição não se pode perpetuar, quer na
medida em que se conhecem quais foram as incertezas que se fizeram
insuficiências e, ainda, na justa medida em que forem acumulados insucessos na
atual época desportiva.
O Presidente e a SAD, nesta época, entenderam
preferir uma estratégia que implicou vários riscos, como é típico de qualquer
transição, mas agravados e amplificados quer por factores endógenos (a aposta na
"Fábrica"), quer por exógenos (o aumento da agressividade dos
inimigos e o tresmalhar da BOIADA), o que redundou numa quase “revolução”, em
vez de uma “via reformista”.
Ora acontece que, na minha humilde opinião, as
chamadas “dores de crescimento” (leia-se maus resultados) actuais implicam que a
próxima época seja preparada com uma determinação orientada para a minimização
dos riscos desportivos.
Os Leitores do GUACHOS conhecem as principais
dúvidas e/ou divergências que me têm separado do Presidente e da Gestão da
Nossa SAD, que se traduzem, essencialmente, num certo “exagero” recente na
velocidade do necessário reforço dos Capitais Próprios do Nosso Grupo e,
eventualmente, numa anunciada “redução a um nível residual” do Nosso Passivo Oneroso.
Eu fico com pele de galinha quando ouço o Presidente
dizer uma barbaridade como “só um Benfica independente dos Bancos, pode ser
verdadeiramente Nosso”; isto constitui um pináculo demagógico que não há
voluntarismo que possa desculpar e eu espero, ardentemente, que o processo
eleitoral de 2016 o desmascare perante o maior número possível de eleitores
Benfiquistas.
Uma coisa é (ou será) prometer que o Nosso Clube vai
deixar, em menos de 10 anos, de ter qualquer Passivo Oneroso e,
consequentemente, ter de suportar quaisquer custos financeiros, uma promessa
com a qual eu conto, mas outra, absurdamente diferente, é pretender que o
Nosso Grupo Empresarial só deve ser financiado por Capitais Próprios.
Mal “acomparado”, aquela barbaridade vale o mesmo
que dizer que não se deve comprar uma casa a não ser pagando a pronto, ou que
ela não “é nossa” se a comprarmos com recurso a crédito bancário.
Se aparecerem comentários pertinentes em relação a
este tema específico, comprometo-me a regressar a ele nos próximos dias e num
novo texto.
Mas, postas de lado estas minhas dúvidas e críticas,
eu considero que o comportamento recente do Presidente (e de toda a estrutura,
tanto quanto me é dado conhecer) tem sido impecável. Eu diria mesmo que ele tem
sido quase perfeito.
E, caso demonstre, em janeiro próximo, ter
encontrado e implementado algumas soluções que contribuam para melhorar o
desempenho da(s) Nossa(s) Equipa(s), então eu vou reconhecer que ele continua
na sua melhor “forma” de sempre.
99,9% dos seus discursos e este mais recente e
redobrado apelo à unidade no Clube, revelam, com clareza meridiana, que o
Presidente tem uma noção perfeita das dificuldades e do que necessitamos de
fazer para as superar e ultrapassar.
Bem hajas, Companheiro Presidente, por continuares a
ser o exemplo quase perfeito de um Líder capaz de “... Honrar agora os ases que
Nos honraram o passado ...”
Não posso terminar, por hoje, sem me referir à Nossa
BTV, uma vez que o seu próximo futuro regresso à condição de “TV do Clube”, por
um prazo desejável de uma década, tem servido para muitos anti, de todas as
subespécies e Taliban incluídos, tentarem montar mais uma afronta demagógica.
A Nossa BTV, minha maior vaidade emocional e
racional destes anos.
Os que me conhecem, a mim ou ao meu pensamento,
sabem como eu estimo esta que tem de ser a Nossa Casa Universal, razão (e
emoção) pela qual fico quase doido quando vejo Companheiros a denegrirem o seu
papel fundamental e estruturante no Nosso Clube, ou, mais recentemente,
afirmando que ela perde relevo ao deixar de ser um canal “premium”.
É impressionante como alguns Companheiros pretendem
transformar o Nosso Clube numa remelosa feira de vaidades iníquas,
desorientadas e profundamente demagógicas: é que nem é necessário sair de
Lisboa para perceber, em todas as conversas entre Benfiquistas, o papel
determinante da Nossa televisão.
Mas se sairmos de Lisboa e falarmos com Companheiros
que não podem vir todos os meses à Catedral, ou aos pavilhões, ou ao Seixal,
qualquer asno vai perceber como já não é possível pensar o Nosso Clube sem ela.
Ora acontece que o Nosso Clube tem uma dimensão tal que
os mares parecem piscinas, os oceanos são pequenos lagos e todos os milhões de
Benfiquistas espalhados pelos quatro cantos do planeta têm, na Nossa Querida,
Insubstituível e Fundamental Televisão, a “varanda com
vista” para todas as realidades do Clube (e as melhores de Portugal), sem a
qual a vida lhes seria, agora que estão bem habituados, quase insuportável.
Nestes últimos meses, eu tenho tido a sorte de
conhecer e falar com muitos Companheiros que, quando muito, vão a Portugal uma
vez por ano e posso testemunhar que o Benfica nunca mais vai deixar de ter a
BTV como seu fundamental elo de ligação, a menos que a possa substituir por
algo ainda mais relacional e acessível.
Que os anti e toda a mérdi@ “des_portiva” nacional
ataquem a BTV, isso eu compreendo bem, mas ... que Benfiquistas a menorizem,
desqualifiquem, ou cheguem a colocar em causa, isso, Companheiros, eu considero
que deveria ser estatutariamente considerado como crime de lesa Clube.
Viva o Benfica!