Ontem foi noite de Liga Europa. Enquanto que o Benfica fazia a sua festa de Natal, Bruno Lage assinava a renovação do contrato e a Tânia do arranjo arrancava à desfilada para o Brasil em busca das razões do fiasco do mestre em regressar ao Benfica, os sapos perdiam o primeiro lugar do seu grupo (a única certeza quando vês um porco em cima de uma árvore é que mais cedo ou mais tarde acabará por cair) encaixando três ameixas que lhes assentaram na bazófia que nem ginjas. O Braga do sapo Pinto continua de pau feito na Europa (4-2 no terreno do Slovan Bratislava) e até o Guimarães conseguiu devorar três Salsichas Frankfurter bem no centro financeiro europeu.
O foculporto chegou à vitória com dois autogolos do Feyenoord - teve de haver ali dedo do César Boaventura - e um outro onde o argentino Cervi voltou a abalroar o defesa do Boavista perante a complacência do árbitro, do VAR e do 'tribunal' de onojo. Mala Ciao e controle absoluto dos padres. Em apenas trinta e cinco minutos ficava escrita a história onde o clube da fruta - terá havido chocolatinhos e dióspiros maduros na marisqueira de Matosinhos? - explica sem subterfúgios a forma descarada como o Benfica se movimenta (também aqui) no mundo rasteiro do futebol internacional. Os últimos minutos, passados de calças na mão a queimar tempo de qualquer maneira e feitio, foram para demonstrar ao treinador do Belenenses SAD as coisas que o boi também sabe. Deniz Aytekin - da linha de montagem do velhaco Felix Brych (a UEFA tem sempre prontos a bombar os seus bobis de algibeira) fez uma arbitragem tão bem conseguida que terá coberto de vaidade todos os Xistras e Fabios VAríssimos da liga do rolha. Tudo está bem quando acaba bem. O pior é se o Tondela resolve seguir o exemplo do Belenenses, sem os passes do costume a isolar o Marega, deixando o bovino a marrar com o relvado...
Uma jornalista, presumo que desalinhada, tentou obter uma reacção do desembestado boi do Jamor sobre o processo de inquérito aberto pelo CD do terrível justiceiro Meirim. O boneco, em modo tareco, sentiu o dedo grosso do assessor de comunicação sentado a seu lado, deitou a língua de fora, baixando as orelhas e a cauda. Nem ganiu. Não miou. E nem tugiu nem mugiu! Rui Vitória soltou uma gargalhada tão grande em Riyadh que terá sido ouvida até mesmo na casa dos bonecos dos filhos do destemido e frontal treinador do foculporto.
Bruno Lage; "Não é por pensar pela minha cabeça que não aprendo. Mas enquanto líder as últimas decisões são minhas. Afinal, a responsabilidade recai sobre mim. Quero viver com as minhas ideias". Viver com as suas ideias, sempre. E se tiver de morrer então que morra por elas. Vou enviar um e-mail ao assessor Cerqueira para saber onde é que ele carrega no botão dos aplausos...
"Alan Ruiz detido na Argentina. Ex-jogador do Sporting acusado de ameaças agravadas, porte ilegal de armas e resistência às autoridades". Coisas de sapos. Com os jogadores a depor (videoconferência) no tribunal do Monsanto confessando o medo que passaram durante o atentado terrorista à academia, percebe-se agora que mandaram embora o único jogador com tomates para resistir aos ataques!
«O experiente avançado espanhol Roberto Soldado (Granada) abordou o seu início de carreira e criticou duramente o seu comportamento durante a passagem pelo Real Madrid». "Peso menos sete quilos do que quando estava no Real Madrid. Vejo fotos minhas e fico envergonhado. Havia jogadores como Figo, Zidane ou Raúl, que era super profissionais. Só que eu olhava para outros… Segui que não deveria ter seguido. Cada um deve assumir as responsabilidades dos seus actos, saber aquilo que é correto e aquilo que não é. É preciso ter limites. Eu pensava que era maior do que Beckham. Não estava psicologicamente preparado. Alguém deveria ter-me agarrado, dado umas chapadas e dito: «O que estás a fazer?". Esta confissão de Roberto Soldado devia ser transformada no 1º mandamento do SLB e colocada (ao lado da foto do Taarabt) em todas as portas dos balneários do Benfica Futebol Campus. Desde os infantis à equipa sénior.
