Enquanto que Roger Schmidt - com uma equipa remendada, maioritariamente composta por futebolistas rejeitados, que no inicio da época foi apontada, já com alguma benevolência, pelos especialistas da especialidade ao terceiro lugar, se o Braga não se intrometesse no seu caminho - escapava à justa (mas não muito) de um coro de protestos dos exigentes benfiquistas, ao não ser capaz de trucidar os sapos em sua casa, logo nos primeiros 45 minutos, Rúben Saporim goleava Guardiola, Xavi, Edin Terzic, Luciano Spalletti e Christophe Galtier na conferência de imprensa pela 33ª (falta uma para carimbar o pleno) vez consecutiva! Schmidt sairia pela esquerda baixa ao mesmo tempo que Saporim tentava a todo o custo escapar a Liverpool, Real Madrid, Bayern Munique, Juventus e Marselha, que se acotovelavam à saída para contratar o sapo ao lagartedo. Como diria a minha mãzinha que Deus tem: mais vale cair em graça do que ser engraçado.
Que me desculpem os meus queridos amigos benfiquistas mas, expressões como, «demos 45 minutos de avanço», e outras frustrações (que partilho a 100%) que lhes encheram o peito na noite de ontem, não passam de tretas. Os jogos ganham-se e perdem-se (ou empatam-se) tanto nos primeiros como nos últimos minutos. Os campeonatos, como o Arsenal e o Bayern Munique esta época tão bem experenciaram, também se podem ganhar ou perder nas últimas jornadas. É a vida. E já agora, digam-me quantos campeonatos, nos últimos mais de quarenta anos, é que o Benfica ganhou à larga antes da última, ou com alguma generosidade, vá lá, da penúltima jornada. O que esteve mal ontem não foi a má exibição, até porque os outros também jogam, na primeira parte no alvalixo. O que falhou redondamente foram os três pontos que João fruteiro nos surripiou em Chaves e os 10 ou mais pontos oferecidos pelos árbitros ao boi do Jamor e ao clube das putas. Sem isso, como seria justo e Schmidt e a equipa mereciam pelo futebol apresentado, já teríamos festejado o titulo 2/3 jornadas atrás! O último, se bem se recordam - fez na quinta-feira 4 anos - chegados à última jornada com dois pontos de avanço, foi conquistado frente ao Santa Clara (jogo arbitrado pelo dragão Jorge Sousa) no nosso estádio, catedral do futebol em Portugal!
Contas feitas, no mini campeonato entre os quatro da frente, o Benfica não perdeu para nenhum dos considerados favoritos no início da época. Ganhou um jogo e perdeu outro, contra Braga e clube das putas, e empatou a dois golos os dois jogos com os sapos. Se em vez dos empates tivesse pelo menos ganho um jogo, mesmo que perdesse o outro, tinha feito ontem a festa de vencedor do campeonato. Não foi bom? Não foi, de facto. Podia ser muito melhor. Ainda assim chegou e sobrou para sentenciar o quarto lugar do Sporting do Lumiar, confirmar o terceiro do Sporting de Braga e para escorraçar definitivamente, da Champions League, a saparia! E não será fácil ao Sporting lá voltar. A Liga Europa já lhes deu as boas vindas. É de aproveitar. Depois de Portugal perder a terceira equipa nos playoff e a um passo de perder a segunda por classificação directa, nos próximos longos anos, na liga dos grandes, sapos só para jogar o pau com os ursos. No final até nem foi assim tão mau. Festejar em nossa casa é muito melhor do que fazer dos sapos cabeçudos. E deixá-los felizes com a sua maior conquista: evitar por dias a glória do Benfica, apesar de um futuro que se prevê escuro como o breu...é seu maior castigo.
Da visita do Benfica ao alvalixo, duas novidades vieram abrilhantar o protoaocolo da liga do lixo. Sofrer um empurrão pelas costas e deixar-se cair (qual é mesmo o árbitro que assinala penalti sem uma queda aparatosa?) ao ficar fora da jogada passou a ser, na opinião dos aliados do Altis, da MDCSDQT e dos especializados especialistas da especialidade, um mergulho para o relvado (Ah, Taremi que, no Benfica, não tens a mínima hipótese de fazer escola!). Já o fora-de-jogo posicional (ignorado decadas a fio em Portugal) sem interferência na jogada, passou a erro claro do árbitro por via de um mergulho - lá está, o tal mergulho - grotesco de Coates. Primeiro para cima de Florentino e, depois, para o relvado! Os mergulhos da liga do lixo são como a fruta do pomar de Contumil. Cada um papa a que quer.
Outra novidade é a bola que bate, pela parte de fora, num braço (de Musa) encostado ao corpo do jogador. João fruteiro, maior figura do trio do meio campo sportinguista que empurrou o Benfica para perto da sua grande-área durante a primeira parte, com mesma certeza que o levou a ignorar um penalti a favor do Benfica em Chaves, jura que é falta (de vergonha na puta da cara)! Duas infrações banais a meio campo de Chiquinho, devidamente sinalizadas com os dedos por João fruteiro, dão direito a cartão amarelo ao centro campista do Benfica. Ugarte, abaixo do pescoço é canela durante 99 minutos, conseguiu chegar ao fim do jogo sem ver a cartolina! É obra! E ainda ganhou o prémio de melhor Otávio em campo! No meio de tudo isto, recordando o mergulho de Paulinho (na primeira volta) que resultou no penalti desbloqueador de resultados, muita sorte teve o Benfica por o sapo enganador só conseguir tombar drasticamente longe da grande-área!



