Repetiu-se a lição, repetiu-se o resultado, repetiu-se a afronta, repetiu-se a submissão. Repetiram-se os árbitros, repetiram-se as lamúrias, os actos de contrição e os velórios televisivos. E ainda dizem que não há dois jogos iguais! Só não se conseguiram alinhar na equivalência das desculpas. Na primeira volta o problema foi o desgaste do foculporto que chegara de Roma mais cansado que o Otamendi e o Di Maria das suas muitas viagens à Argentina. O Benfica que, segundo os especialistas, tinha sido trucidado 1-0 em Munique, tinha-se poupado muito e só por isso é que não deu descanso ao clube da fruta, uma enorme injustiça que não escapou a nenhum especialista.
Como ontem - ao contrario do Benfica, que a meio da semana se viu Pavlidis para levar de vencida o Helder Carvalho, a Catarina Campos e o Bayern de Faro - o clube da fruta teve uma semana limpa para preparar o seu jogo da época, a diferença esteve na qualidade dos planteis que, apesar do desnorte da politica de contratações do Benfica e do acerto do face rat no ataque cirúrgico aos mercados, acabou por pender para o lado do Benfica. Ora toma! De um plantel sem classe, extremamente desiquilibrado, cheio de espondiloses e retocado sem critério no mercado de inverno, a um plantel muito melhor que os partners do maravilhoso Fabio Vieira e do cobiçado ouro da casa!
Na ressaca das 4 batatas que levou da Luz, Billas-Boas abandonou as bancadas para se dirigir aos balneários onde desancou os seus extenuados craques. «Foi uma vergonha» declarou o face rat antes de se pôr a milhas dali para fora, deixando o ouro da casa entregue à macacada que o esperava de atalaia no Olival. Ontem, encurralado e sem muito por onde fugir, engoliu as 4 batatas conforme pode e mandou o pechisbeque da casa para um hotel. Como a raiva resultou tão bem na primeira volta percebe-se o castiguidis aos jogadores.
Boa noite bem vindos à festa! Assim começou a transmissão da sporttv/foculporto saudando os cada vez menos subscritores e os cada vez mais 'Inácios' que se recusam encher o bandulho a pançudos. E que festa, meus amigos, e que festa! Depois do face rat, durante a semana, fazer tudo o que pode para criar um ambiente à moda antiga, revivendo as declarações incendiárias antes do jogo, os produtos tóxicos nos balneários do Benfica, as galinhas enterradas no relvado, as bolas de golfe arremessadas das bancadas, os bonecos enforcados à entrada do estádio, os foguetes no hotel e as pedradas no autocarro, exceptuando os cobardes ataques às Casas do Benfica de Matosinhos, Paredes e Gondomar, tudo se resumiu às 4 batatas na baliza do melhor Diogo Costa em campo. E para não perder muito tempo, Pavlidis fez-lhe rapidamente a vontade acabando de vez com a paz podre, iam decorridos apenas 41 segundos de jogo.
Quatro nas redes, três nos barrotes e outros tantos tiros que acertaram em cheio no boneco, explicam o resultado escasso mas não a excelente performance de Trubin, Aursnes, Otamendi, Di Maria, Tomás Araújo, Carreras, Aktürkoğlu, Kökçü & Comp. Acima de todos, por maioria de razão, esteve Pavlidis que até mereceu da sporttv/foculporto o prémio de melhor Diogo Costa em campo. Depois dos 2 golos marcados em Wembley à Inglaterra, dos 3 que afiambrou ao Barcelona e das 3 batatas que, ontem, enfiou nos entrefolhos do clube da fruta e dos cientistas da especialidade, tenho a certeza absoluta que o Pelé sueco do alvalixo já passou a valer mais uns 150 M€.
Di Maria no onze inicial demonstra como os cientistas da bola percebem pacaralho desta merda. Isto com Marcano é outra loiça, confirma o extraordinário “olho prá a coisa” da esmagadora maioria dos observadores. No duelo dos treinadores óbvia vantagem para o Anselmi Amorim que substituiu com vantagem o Bitó do calção de rapaz pequeno (que foi despedido com os mesmos pontos do Benfica) ao contrário de Bruno Lage, terceira escolha de Rui Costa, que não encontrou ninguém do nível do Anselmi por esse mundo fora.
O Bitó Bruno traiu o Boi do Jamor, o face rat traiu os dois e o presunto que dizia ser um pai para ele. Anselmi Amorim, até ver, só traiu o Cruz Azul. O seu antigo clube correu às redes sociais vingando-se da traição de Anselmi. Os mexicanos, enquanto esperam que o foculporto lhes salde o calote, sentiram-se em parte ressarcidos com a lição de Bruno Lage ao seu Martim. Já o boi do Jamor fez o mesmo, com a agravante de estar à espera da derrota do seu clube para se vingar do face rat. Este Benfica não é para traidores!
João Pinheiro, sem nenhuma decisão difícil de ajuizar, teve o condão (mesmo que o jogo não lhe tenha proporcionado a ocasião) de não complicar muito. Sem grandes erros, assinalou pontapé de canto numa defesa clara do melhor Diogo Costa em campo mas, depois do cartão exibido a Carreras (lance igual a muitos que deixou sem castigar o clube da fruta), foi demasiado nojento o cartão amarelo que logo a seguir perdoou a João Mário para passar sem reparo. Muito bem e em grande forma mostraram-se os seus fiscais de linha na defesa do clube da fruta. Com eles no centro da defesa do foculporto muito teria de sofrer Pavlidis para os conseguir ultrapassar.







