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domingo, 20 de dezembro de 2020

Rui Portugal o visionário!

Um indiscritível arrepio de felicidade varreu as redacções e o país futebolistico. As parangonas que não enganam vão do "Soco na maldição" do pasquim do Serpa ao "Leão passa o Natal" da folha de couve (rascord) oficiosa dos sapos, até ao "Um penalti no sapatão" do pasquim da fruta sem disfarçar o nojo que a concorrência lhe provoca! Ao campeão de inverno do costume e aos títulos da COVID-19, sucede esse merecido Natal na frente do campeonato! Bate forte o coração da saparia, porra. Tinha de ser um empedernido lampião a conseguir o que nos últimos 19 anos de gloriosas investidas nenhum sapo conquistara. Rubem Amorim, quando na noite de consoada trocar compotas com o cunhado Antero (Henriques), bem pode agradecer ao arguido fruteiro as ofertas que antecipadamente (como manda Rui Portugal) lhe tem proporcionado! Nada como um familiar com fortes ligações ao Inferno para desbloquear a doce subida aos Céus!

Já são pelo menos quatro as compotas no sapatinho dos batráquios, seis se nos lembrarmos de Paços de Ferreira e do penalti inventado pelo desbloqueador Fábio Verdíssimo, com a curiosidade do VAR ser o mesmo (Bruno Esteves) do inacreditável gamanço de ontem à noite. Dois contra o Moreirense onde surgiu o #PoteaoColo (golo antecedido de mão na bola) do VAR Rui Oliveira, fruteiro criador do #portoaoColo, e estes dois pilhados ao Farense do Natal é quando o André Narciso (e o Bruno Esteves) quiser. #Paraondevaiumvãotodos terão pensado o Esteves e o Narciso aproveitando a ocasião natalícia para demonstrar que o chocalhar de Fedorico VARandas em Famalicão não caiu em saco roto. Da sacola da parelha escolhida a dedo pelo execrável Fontelas - «92 por cento das intervenções foram decisões que repuseram a verdade desportiva» - saiu o doce de compota que os sapos almejavam! 

Uma palavra de apreço para o dr Rui Portugal, visionário que antecipadamente declarou não ser "obrigatório que o Natal neste país se comemore na ceia de Natal" (...) "Pode-se comemorar, por um momento de exceção, não há nada que o impeça" (...) "por visitas rápidas no quintal de uns e de outros, no patamar das escadas do prédio de uns e de outros" (...) ou "por uma troca simbólica de uma compota que um fez ou de algo que seja aprazível". Faltou alguém traduzir para linguagem de gente que o quintal da fabula desse moço de rara inteligência era o alvalixo dos sapos e que a compota simbólica de dois pontos sairia das sacolas do Narciso fino filho e do Esteves não há pai para o meu pai. A agressão de Coates aos 68 minutos fica por conta do "momento de excepção" e do "não há nada que o impeça".

Boneco Ceição e Villas-Boas. Os dois treinadores do foculporto destacados para a Champions andam com sortes diferentes nos seus campeonatos. Enquanto que o boi do Jamor trata os pés-de-microfone como lixo - terapia que veneram voltando submissos e a comer-lhe nas mãos - os jornalistas franceses, depois do face rat ameaçar um colega de profissão - "obrigado, continua assim, que eu apanho-te. Se tiver oportunidade de te apanhar..." - abandonaram a sala de conferências deixando o fruteiro a falar literalmente para o...boneco! Acabou a vergar a espinha e teve de ser ele a pedir desculpa aos jornalistas. Em países onde o código deontológico dos jornalistas não é pasto de fruteiros como Manuel Queiroz - abominável presidente do CNID - é assim que funciona.

PS; Mais logo lá estará o Bruno Esteves com a sacola prenhe de compotas no foculporto-Nacional da Madeira.

PSII; Com os árbitros na mão qualquer equipa de merda se arrisca a ser campeã em Portugal. Até os sapos se esta VARgonha continuar.