Por José Albuquerque
Há mais de um ano e meio, logo que foi anunciada a venda (um soberbo negócio, sob todos os pontos de vista) do Rodrigo e do André Gomes, eu assumi a opinião segundo a qual o CA da Nossa SAD tinha ficado com todas as condições necessárias para executar planos ambiciosos para a época futebolística de 2014/15.
Seguindo os mesmos pressupostos, quando, no passado janeiro, foram concretizadas as vendas do Enzo e do Bernardo, eu voltei a assumir que considerava e não mudei de opinião, que, uma vez mais e apesar do desastre que foi a eliminação das provas da UEFA, tinham sido conseguidas as condições económicas e financeiras para assegurar o crescimento da competitividade das Nossas Equipas profissionais de futebol para esta época de 2015/16.
Esta minha repetida posição, que está amplamente registada em inúmeros textos, teve por base a certeza de que, logo nesses meses de janeiro, tinham sido garantidos que os exercícios económicos que decorriam iam ser positivos e que o “cash-flow” de exploração da Nossa SAD era mais que suficiente para garantir as Nossas responsabilidades perante os financiadores e, além disso, manter um forte investimento nos Planteis em algumas dezenas de milhão de euro, ou seja, mantendo a linha estratégica de há anos que tão bons resultados permitiu.
Obviamente e para todos os Leitores regulares do GUACHOS, essa minha persistente posição também pressupunha e significava a avaliação muito positiva que sempre fui fazendo e reiterando a todas as funções que complementam e potenciam as qualidades dos Nossos Atletas, seja nas componentes de gestão técnica, no chamado “scouting”, na gestão dos activos (incluindo os que são “produzidos na Fábrica”, etc., etc., etc.).
Os Taliban e o “caso BES”.
Já fez um ano que rebentou a tremenda implosão de um dos principais grupos económicos e financeiros nacionais, um grupo cujo motor bancário era um dos Nossos principais sponsors e, de longe, o principal Banco financiador do Grupo Benfica e não faltaram as mais diversas especulações, vindas de muitas subespécies de anti, Taliban incluídos, que não só traçavam o mais tenebroso dos destinos para o Clube, como chegavam ao ponto de justificar tais barbaridades com alegadas e infundadas dificuldades no conjunto de actividades empresariais do Presidente.
Conhecendo bem a situação económica do Benfica e estando informado (directamente, sem recurso a “fontes”) de que o Nosso Grupo tinha ofertas alternativas perfeitamente válidas capazes de, em caso de necessidade, substituir essa instituição financeira no apoio às actividades (correntes e/ou de investimento) do Benfica, empenhei-me em explicar aos Leitores do GUACHOS (e a todos os Companheiros que conheço) as razões pelas quais nada tinham a recear pela estabilidade do Clube e pelo Nosso futuro colectivo, tentando, assim, combater os efeitos nefastos causados por todos os bandalhos que se entretinham a mentir, manipular ou omitir informação no sentido de causar danos ao Nosso Clube.
Felizmente, já tarde e a más horas segundo alguns, a Nossa SAD ainda realizou, em agosto passado, mais um conjunto de investimentos no Plantel (Eliseu, Cristante, Samaris, Júlio César e Jonas) que elevaram o valor acumulado dos investimentos desse início de época para mais de 30M€, um montante semelhante ao registado em épocas anteriores, comprovando como eu tinha razão e como eram alarmistas, aldrabões e/ou asquerosos todos os especuladores que andavam a jurar o contrário.
Nem sequer me vou esquecer de recordar o exemplo vergonhoso da contratação do Eliseu, em que foram “queimados” 1,5M€ sem que ninguém tenha sido despedido por incompetência (só pode ter sido culpa do Presidente), como prova insofismável do significativo à vontade financeiro da gestão desse defeso de há um ano.
A época anterior.
Apesar do já referido desastre na Champions, a Nossa SAD veio a conseguir o bicampeonato (o Glorioso #34), juntar-lhe outro exercício económico lucrativo, consolidar o processo de reforço da autonomia financeira do Grupo (a relação entre Activo e Passivo), tudo isto no quadro do ano com melhores resultados desportivos de um só Clube em toda a história do desporto nacional. Ou seja, os factos comprovaram a validade global de toda a Gestão do Grupo Benfica e a capacidade económica da Nossa Marca (ou o colinho, se assim preferirem).
As últimas semanas e a situação actual.
Não faço ideia de quando é que eu vou perceber, perfeitamente, o que é que Nos obrigou a enfrentar esta nova época sem a desejável estabilidade técnica e, a esse propósito, resta-me a tranquilidade de ter sido um dos que sempre defendeu esse valor e, com ele, o Nosso anterior técnico, sempre e independentemente dos resultados desportivos do dia (nem no dia a seguir à goleada no ladrão eu hesitei).
Não tenho a menor dificuldade em compreender a não renovação com o minipereira.
Percebendo muito pouco de futebol e tal como sempre fiz, não tenho a menor dúvida em apoiar o primeiro conjunto de reforços do Plantel nestas semanas, embora tenha apelado ao CA da Nossa SAD para que tomasse consciência clara de que (o óptimo é inimigo do bom) a relativa instabilidade técnica deveria ser combatida com o mais precoce reforço do Plantel, tanto mais que o impacto económico de um apuramento para os “oitavos” da Champions passa a ter uma importância ainda mais fundamental do que acontecia no passado.
E é por tudo isto que discordo caso a Nossa SAD esteja numa atitude de espera em busca de algumas oportunidades “óptimas” para concretizar novos investimentos no Plantel que possam ser considerados como necessários!
De duas uma, ou a SAD considera que temos os recursos humanos suficientes para atingir os ambiciosos objectivos desportivos que a Marca Nos exige, ou se estão à espera de “saldos” para suprir carências, então estão a cometer um erro grave e sem absolutamente nenhuma desculpa que possa basear-se em restrições financeiras que não existem, por mais que até pareça que seja essa a imagem que pretendem transmitir.
Pior que isso, estão a repetir um erro em que incorreram há um ano e que, muito possivelmente, Nos custou mais de 10M€ em proveitos decorrentes da participação nas provas da UEFA.
Até 31 de agosto.
Enfim ... por alguma razão eu tinha prometido a mim mesmo não voltar a escrever sobre futebol (do qual percebo quase nada) até ao fim desta “janela de transferências” e recordo que me garantiram, em local próprio, que a Nossa SAD não ia promover nenhuma espécie de “downsizing”.
Por tudo isto venho aqui reafirmar que o Benfica não tem nenhuma restrição financeira que limite a sua capacidade competitiva, muito antes pelo contrário e quando comparado com os seus adversários internos.
É falso que existam “livranças”, “contas caucionadas” (só ignorantes é que podiam admitir este tipo de soluções de financiamento numa SA) que impeçam a SAD de proceder aos investimentos que forem necessários.
Eu não vejo em que é que esta pré-época possa ter sido mal planeada, mas se o foi ... foi por incompetência!
Não! Não há desculpas!
Se a Nossa Equipa de Honra não cumprir os seus objectivos (disputar todos os títulos internos até ao fim e atingir os oitavos da Champions), o Presidente tem de ser responsabilizado!
O Benfica não necessita de baixar, em simultâneo, os seus custos salariais, financeiros e de amortizações (o valor contabilístico do Plantel) e fazê-lo à custa da competitividade desportiva, não só seria um erro de consequências imprevisíveis, como pode significar um desrespeito pela legitimidade democrática conferida aos Corpos Sociais pelos Sócios na última AG eleitoral.
Viva o Benfica!
Há mais de um ano e meio, logo que foi anunciada a venda (um soberbo negócio, sob todos os pontos de vista) do Rodrigo e do André Gomes, eu assumi a opinião segundo a qual o CA da Nossa SAD tinha ficado com todas as condições necessárias para executar planos ambiciosos para a época futebolística de 2014/15.
Seguindo os mesmos pressupostos, quando, no passado janeiro, foram concretizadas as vendas do Enzo e do Bernardo, eu voltei a assumir que considerava e não mudei de opinião, que, uma vez mais e apesar do desastre que foi a eliminação das provas da UEFA, tinham sido conseguidas as condições económicas e financeiras para assegurar o crescimento da competitividade das Nossas Equipas profissionais de futebol para esta época de 2015/16.
Esta minha repetida posição, que está amplamente registada em inúmeros textos, teve por base a certeza de que, logo nesses meses de janeiro, tinham sido garantidos que os exercícios económicos que decorriam iam ser positivos e que o “cash-flow” de exploração da Nossa SAD era mais que suficiente para garantir as Nossas responsabilidades perante os financiadores e, além disso, manter um forte investimento nos Planteis em algumas dezenas de milhão de euro, ou seja, mantendo a linha estratégica de há anos que tão bons resultados permitiu.
Obviamente e para todos os Leitores regulares do GUACHOS, essa minha persistente posição também pressupunha e significava a avaliação muito positiva que sempre fui fazendo e reiterando a todas as funções que complementam e potenciam as qualidades dos Nossos Atletas, seja nas componentes de gestão técnica, no chamado “scouting”, na gestão dos activos (incluindo os que são “produzidos na Fábrica”, etc., etc., etc.).
Os Taliban e o “caso BES”.
Já fez um ano que rebentou a tremenda implosão de um dos principais grupos económicos e financeiros nacionais, um grupo cujo motor bancário era um dos Nossos principais sponsors e, de longe, o principal Banco financiador do Grupo Benfica e não faltaram as mais diversas especulações, vindas de muitas subespécies de anti, Taliban incluídos, que não só traçavam o mais tenebroso dos destinos para o Clube, como chegavam ao ponto de justificar tais barbaridades com alegadas e infundadas dificuldades no conjunto de actividades empresariais do Presidente.
Conhecendo bem a situação económica do Benfica e estando informado (directamente, sem recurso a “fontes”) de que o Nosso Grupo tinha ofertas alternativas perfeitamente válidas capazes de, em caso de necessidade, substituir essa instituição financeira no apoio às actividades (correntes e/ou de investimento) do Benfica, empenhei-me em explicar aos Leitores do GUACHOS (e a todos os Companheiros que conheço) as razões pelas quais nada tinham a recear pela estabilidade do Clube e pelo Nosso futuro colectivo, tentando, assim, combater os efeitos nefastos causados por todos os bandalhos que se entretinham a mentir, manipular ou omitir informação no sentido de causar danos ao Nosso Clube.
Felizmente, já tarde e a más horas segundo alguns, a Nossa SAD ainda realizou, em agosto passado, mais um conjunto de investimentos no Plantel (Eliseu, Cristante, Samaris, Júlio César e Jonas) que elevaram o valor acumulado dos investimentos desse início de época para mais de 30M€, um montante semelhante ao registado em épocas anteriores, comprovando como eu tinha razão e como eram alarmistas, aldrabões e/ou asquerosos todos os especuladores que andavam a jurar o contrário.
Nem sequer me vou esquecer de recordar o exemplo vergonhoso da contratação do Eliseu, em que foram “queimados” 1,5M€ sem que ninguém tenha sido despedido por incompetência (só pode ter sido culpa do Presidente), como prova insofismável do significativo à vontade financeiro da gestão desse defeso de há um ano.
A época anterior.
Apesar do já referido desastre na Champions, a Nossa SAD veio a conseguir o bicampeonato (o Glorioso #34), juntar-lhe outro exercício económico lucrativo, consolidar o processo de reforço da autonomia financeira do Grupo (a relação entre Activo e Passivo), tudo isto no quadro do ano com melhores resultados desportivos de um só Clube em toda a história do desporto nacional. Ou seja, os factos comprovaram a validade global de toda a Gestão do Grupo Benfica e a capacidade económica da Nossa Marca (ou o colinho, se assim preferirem).
As últimas semanas e a situação actual.
Não faço ideia de quando é que eu vou perceber, perfeitamente, o que é que Nos obrigou a enfrentar esta nova época sem a desejável estabilidade técnica e, a esse propósito, resta-me a tranquilidade de ter sido um dos que sempre defendeu esse valor e, com ele, o Nosso anterior técnico, sempre e independentemente dos resultados desportivos do dia (nem no dia a seguir à goleada no ladrão eu hesitei).
Não tenho a menor dificuldade em compreender a não renovação com o minipereira.
Percebendo muito pouco de futebol e tal como sempre fiz, não tenho a menor dúvida em apoiar o primeiro conjunto de reforços do Plantel nestas semanas, embora tenha apelado ao CA da Nossa SAD para que tomasse consciência clara de que (o óptimo é inimigo do bom) a relativa instabilidade técnica deveria ser combatida com o mais precoce reforço do Plantel, tanto mais que o impacto económico de um apuramento para os “oitavos” da Champions passa a ter uma importância ainda mais fundamental do que acontecia no passado.
E é por tudo isto que discordo caso a Nossa SAD esteja numa atitude de espera em busca de algumas oportunidades “óptimas” para concretizar novos investimentos no Plantel que possam ser considerados como necessários!
De duas uma, ou a SAD considera que temos os recursos humanos suficientes para atingir os ambiciosos objectivos desportivos que a Marca Nos exige, ou se estão à espera de “saldos” para suprir carências, então estão a cometer um erro grave e sem absolutamente nenhuma desculpa que possa basear-se em restrições financeiras que não existem, por mais que até pareça que seja essa a imagem que pretendem transmitir.
Pior que isso, estão a repetir um erro em que incorreram há um ano e que, muito possivelmente, Nos custou mais de 10M€ em proveitos decorrentes da participação nas provas da UEFA.
Até 31 de agosto.
Enfim ... por alguma razão eu tinha prometido a mim mesmo não voltar a escrever sobre futebol (do qual percebo quase nada) até ao fim desta “janela de transferências” e recordo que me garantiram, em local próprio, que a Nossa SAD não ia promover nenhuma espécie de “downsizing”.
Por tudo isto venho aqui reafirmar que o Benfica não tem nenhuma restrição financeira que limite a sua capacidade competitiva, muito antes pelo contrário e quando comparado com os seus adversários internos.
É falso que existam “livranças”, “contas caucionadas” (só ignorantes é que podiam admitir este tipo de soluções de financiamento numa SA) que impeçam a SAD de proceder aos investimentos que forem necessários.
Eu não vejo em que é que esta pré-época possa ter sido mal planeada, mas se o foi ... foi por incompetência!
Não! Não há desculpas!
Se a Nossa Equipa de Honra não cumprir os seus objectivos (disputar todos os títulos internos até ao fim e atingir os oitavos da Champions), o Presidente tem de ser responsabilizado!
O Benfica não necessita de baixar, em simultâneo, os seus custos salariais, financeiros e de amortizações (o valor contabilístico do Plantel) e fazê-lo à custa da competitividade desportiva, não só seria um erro de consequências imprevisíveis, como pode significar um desrespeito pela legitimidade democrática conferida aos Corpos Sociais pelos Sócios na última AG eleitoral.
Viva o Benfica!








