Pouco a pouco tudo se vai arrumando nos seus devidos lugares. Ao contrário da época passada - onde, por força da presença na fase de grupos da Champions foi necessário ao Benfica acelerar a preparação - MDCSDQT, especialistas da especialidade e 'verdadeiros' verdadeiros já estão em ponto de rebuçado. O Apocalipse que, por norma, só se espera que aconteça entre o Natal e os meses de Abril/Março, chegou quase um ano mais cedo! Duas derrotas seguidas (3, se contarmos com o Inter) do Benfica só em Maio da época passada! Se em 2022 a preocupação de todos era a fraca qualidade dos adversários - nenhum estava à altura do SLB - neste início de hostilidades o mais difícil é encontrar um que, sem espinhas, não vença o Benfica. No meio desta desgraceira toda, curvo-me diante de Alá por evitar que o Al Nassr do melhor Rónalde das arábias, antes de empatar com o PSG e o Inter de Milão, não tenha defrontado o debilitado Benfica que foi derrotado facilmente pelo Brunley e o Feyenoord. Fez muito bem, este Benfica, em evitar o colosso árabe.
Felizmente que o foculporto, com o melhor Varela da história a caminho dajantas, já contratou o Nico dos mil milhões de euros e que os sapos - que ontem esmagaram o Villarreal no troféu 5 pandeiretas - ostentando uma forma diabólica, já encantam a MDCSDQT. E assim é que está bem. Crise sem precedentes na pré-época do Benfica, clube das putas a rebentar de qualidade e com os cofres a transbordar, expectativas ao nível de um Manchester City de Rúben Amorim- «somos candidatos a todos os títulos» - e da potência do Lumiar.
Longe desta euforia, nos Países Baixos quem voou baixinho foi o SLB. A primeira parte deu sempre a ideia que o Feyenoord - que impôs um ritmo de jogo que o SLB só a espaços e, muito a custo, conseguiu acompanhar - usava gasolina diferente. Não sei se por causa das cargas de treino mas ficou essa impressão, que no Benfica, há jogadores que muito querem mas conseguem muito pouco, para já. Aspecto a considerar foi o Feyenoord a fazer faltas - desde a agarrões a tackles por trás - sem problemas, com os campeões nacionais, macios, macios (Aursnes, depois do erro, em vez de fazer falta ficou a ver o avançado marcar), sem se perceber bem à procura de quê.
Ainda assim - numa eliminatória a duas mãos nem seria muito mau - contou mais a eficácia. O Feyenoord chegou à vitória num grande golo resultante de um erro individual e outro que pareceu obtido em offside. Três passes mal medidos, dois de Rafa e um de Di Maria, que deixariam os colegas na cara do golo, foi o melhor que o futebol de tentativa de pressão à frente do Benfica conseguiu produzir...
O segundo tempo começou com um falhanço do Feyenoord e outro, monumental, de Rafa, ao não acertar na bola quando o golo parecia uma fatalidade. David Neres, depois de excelente jogada individual, bateu de frente na mancha do guarda-redes e Musa, com o golo que marcou, até em tempo de crise me dá tusa. Se era para ser um ensaio para a supertaça, empenho dos jogadores à parte que eu não confundo falta de energia com falta de vontade, gostar a sério só gostei mesmo do árbitro. Bem no cartão amarelo mostrado ao campeão do mundo Di Maria (esse momento de glória já ninguém o apaga do seu currículo) e no resto foi uma actuação, gama média/alta, segundo os ensinamentos da cartilha da fruta. Por aqui não se pode dizer que o Benfica iniciará o campeonato sem estar devidamente preparado.





