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sexta-feira, 2 de junho de 2017

Que diabo! Ainda acaba por lhes dar uma coisinha ruim!

Segundo os especialistas das transferências, com escritório montado na redes sociais, abalizados pelos expert das finanças futebolísticas que fazem do facebook o local privilegiado para provar que o salário mínimo que auferem é apenas uma consequência do tremendo azar que os persegue desde que completaram o mestrado em ciências paranormais, o Rio Ave vai estar em condições de lutar pelo titulo na próxima época, mercê dos muitos milhões que vai receber da venda de Ederson! 

Segundo os mesmos iluminados, pagar 500 mil euros pelos 50% do passe de Ederson que estavam à venda e revende-los, passado ano e meio, por 40 vezes mais é um erro que eles nunca cometeriam. Sobretudo porque, a eles, ninguém lhes vende, nem compra, merda nenhuma. Ninguém negoceia com imbecis que querem ganhar tudo na compra e ainda mais no acto da venda.

Os talibans do passivo e das contas entraram oficialmente em depressão. 
Está aberta a caça às mais valias. Mais valia não ter vendido...mais valia não ter comprado...

Já os iluminados da construção dos planteis vão continuar a exigir que sejam curtos em Agosto e elásticos em Janeiro quando as lesões e os castigos aparecerem. Continuarão convencidos que ter dezenas de jogadores sob contrato é um tremendo  erro de gestão mas ai de quem deixar sair qualquer jogador que esteja sob contrato que o erro é ainda maior. Andam doidas varridas, com o pito aos saltos, sem saberem porque lado atacar!

Outra imbecilidade é o choro ao redor dos craques que se não saíssem dariam para que o Benfica fizesse duas equipas de altíssima qualidade. Que informação dramática! Sim, até porque a chegada de uns nada teve a ver com a partida de outros. E porque jutar na mesma equipa, Jan Oblak, Ederson, Di Maria, Matic, Enzo Perez, Garay, Coentrão, Javi Garcia, David Luiz, Witsel, Renato Sanches, Cancelo, Gaitan, Ramires, André Gomes, Bernardo Silva, G. Guedes, Rodrigo, Cardozo, a ganharem entre os 4 e os 7/8 milhões por ano devia ser bonito de ver. De ver, já que pagar só se aceitassem receber em fruta ou em azeite taliban. 

Eu ainda sou do tempo de Cissokho, comprado pelo foculporto ao Vitória de Setúbal por 300 mil euros, ser vendido para o O. Lyon - meia dúzia de meses depois - por 15 milhões de euros...Dessa altura não me lembro de ver nenhum jornalista ou especialista da internet com comichões na patareca e muito menos incomodados com o estranho negócio. E também não vi nenhum desses cretinos a especular sobre contas, comissões, passes mais ou menos partilhados, mais valias, salários, empresários...o que eu me lembro é de os ver a todos às voltas com genialidade de peido da costa, suspirando por uma bufinha saída do ânus privilegiado do emérito negociador!

Desde Janeiro; Hélder Costa 16,2 M, G. Guedes 30M, Ederson 40M. É bom que sosseguem a pássara porque ainda sair ser mais. Vieira nunca mais aprende a fazer negócios e continua teimosamente com aquele jeitinho sádico de fecundar talibans. Que diabo! Ainda acaba por lhes dar uma coisinha ruim!

Sabem para que são as novas camisolas cinzentas? É para ver se param de marrar no vermelho.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Os lampiões da KPMG e o desbarato que volta a atacar...

O Benfica é o 23.º clube europeu de futebol mais valioso em 2016 e apenas um dos seis que não disputa os cinco principais campeonatos do continente, segundo um estudo divulgado hoje pela auditora KPMG. O clube lisboeta, o único português na lista dos 32 mais valorizados da Europa, tem uma avaliação ("enterprise value") 340 milhões de euros (ME). O estudo da empresa de auditoria tem em consideração os resultados desportivos, a popularidade dos clubes nas redes sociais e as receitas obtidas entre 2014 e 2016. (jornal de negócios online)

Numa lista encabeçada por Manchester United, Real Madrid e Barcelona, Bayern de Munique, Manchester City, Arsenal, Liverpool, Juventus...percebe-se que apenas a KPMG, conhecida no mundo financeiro por fortes ligações ao Benfica tendo recebido, só neste ultimo ano, 36 vouchers em forma de melão verde com riscas azuis, é que podia publicar este estudo! Tudo lampiões, como facilmente se comprova (AQUI).

Já é oficial, o Benfica comunicou à CMVM a transferência de Ederson para o Manchester City num negócio de 40 milhões de euros, onde 50 por cento do valor irá para terceiros. (AQUI).
Com menos de época e meia como titular na baliza do Tetracampeão Nacional, Ederson torna-se no segundo guarda-redes mais caro da história. Fico ansiosamente à espera das criticas dos abalizados especialistas das transferências que, por eles, tinham conseguido superar largamente o campeoníssimo Gianluigi Buffon. Apenas mais um dos maus negócios de Vieira, que vende tudo ao desbarato. O desbarato que, estou em crer, se prepara para adquirir mais dois ou três jogadores do Tetracampeão Nacional, por tuta e meia, como já é habitual, nesta altura da época.

Vítor Pereira...
O antigo treinador do foculporto, professor de Guardiola, critico e emérito comentador da RTP, não conseguiu evitar a descida do Munique 1860 ao terceiro escalão alemão. Sem os benefícios da fruta a vida torna-se demasiadamente complicada, fora de portas, onde a prosápia e a bazófia, pouco ou nada contam. Ficam a ganhar a RTP e os programas do grande Carlos Daniel que não deixarão de prever a já habitual catástrofe do Benfica antes do inicio da próxima época...o meu sonho é ver um programa que junte o grande Carlos Daniel, Manuel José, Carlos Carvalhal, Vítor Pereira e o magnifico Carlos Azenha. Tanto que nos podiam ensinar, carago!

Ao "colinho" de José Manuel Antunes o GV no Lanças Apontadas.


sábado, 11 de julho de 2015

Palavra de taliban.

Infelizmente parece que Quaresma vai mesmo deixar Contumil. Após dois anos de seca, o melhor reforço que o Benfica teve nestes anos de gloria, vai deixar de azucrinar o capacete aos espanhóis. Teria sido fantástico juntá-lo no mesmo espaço de Casillas, mas não duvido que seja este o herdeiro do destrambelhado mustang e, quem sabe, talvez o consiga superar. Tem a palavra Helton, de quem também espero muito esta época. Como nota de registo - ficam os 5 milhões de euros por ano - a bitola para dois imigrantes de luxo; Casillas e Cristian Tello. Mais pilim só o visconde Jorge de Jesus. 

Nunca se viu tanta dificuldade para que os viscondes falidos mais os espanhóis de Contumil arranjassem patrocínios para as camisolas de praia que ambos envergam. Até agora, parasitas, limitavam-se a seguir o Benfica, patrocinados pela PT o BES a MEO etc...e a coisa até era simples. Se davam ao Benfica também tinham que dar aos dois compadres. E não se contentavam com menos! Agora, que a mama acabou, que a politica deixou de influenciar os patrocinadores e a lei do mercado se fez sentir, rapidamente o Benfica arranjou um parceiro de nivel Mundial, o patrocinador de equipas como, o Real Madrid, Arsenal, AC Milan e Paris Saint-Germain. A credibilidade e a força da marca Benfica vence por si só. Há de facto uma linha que separa o trigo do joio. Por muito que isso lhes doa, aos rivais e restante gentalha, é uma linha que jamais ultrapassarão sozinhos. 

Durante décadas o Benfica não conseguia vender ninguém. Comprava, comprava, a seguir desvalorizava, e depois era o cabo dos trabalhos para se ver livre dos excedentários, obrigado a pagar  bem caro para se ver livres deles. Eu, e o meu ManoGuachos, tínhamos uma frase demolidoramente amarga; «o Benfica não reforça ninguém, nem as equipas mais fracas.». Hoje, reforçamos o Real Madrid e o Chelsea e ainda fazemos com que o Mónaco e o Valência pareçam o Paços de Ferreira a rodar os nossos jogadores mais jovens. Apenas com uma pequena diferença; se gostarem do produto pagam ao redor de...15 milhões. É uma chatice, faz crescer os cornos dos anti-Benfica e dá cabo da mona à matilha taliban, mas é mesmo assim. Aguentem-se à bronca.

Se olharmos mais para baixo, até às camadas jovens, o cenário era ainda mais devastador. Primeiro porque nem camadas jovens havia... Bom, haver até havia - eram os restos dos lagartos rejeitados da famosa academia de alcoxeti, que de casa às costas tentavam arranjar um campinho para poderem pelo menos treinar. Mas isso nenhum dos críticos de agora se lembra. Andavam demasiado ocupados enaltecendo embebecidos as vendas maravilhosas e os negócios estrondosos - do tipo Sissoko - saídos da mente prodigiosa do amo de Contumil. Os tempos mudaram. Levou muitos anos mas caramba; nem se deram conta! Quando toda essa matilha de cobardes acordou, estava em marcha um projecto que ninguém julgara possível. Que ninguém pudera imaginar.

Quem não se lembra dos fabulosos negócios que levaram para Manchester um tal de Ronaldo pelos agora tão na moda...15 milhões de euros, ou de Nani - vendido acima da clausula de rescisão? Isso é que eram tempos hem?. Quem não se lembra do entulho que saía de Contumil para a Rússia - do tipo burro alves - vendidos ao preço de craques mundiais? Bons tempos em que o 'midas' de Contumil transformava excedentários em ouro vivo, provocando orgasmos múltiplos na enorme legião de vassalos. O Benfica fazer bons negócios? Alto lá e para o baile, que isso é que já não pode ser.

A dor de corno - 15 milhões de vezes ampliada - resulta num emaranhado de emoções, comichões e outras frustrações. Bernardo Silva, Cancelo, André Gomes, agora Ivan Cavaleiro e Hélder Costa (emprestado com clausula (15 milhões) de compra) estão a dar cabo dos antigos vendedores de ilusões. E aos taliban uma enorme dor de corno, que de todo já não conseguem disfarçar. 

Dando como exemplos Bernardo Silva e André Gomes, internacionais A por Portugal. 
Criticam-se as suas saídas e também o seu preço. Não por ser pouco dinheiro mas, uma novidade nunca vista; porque era demasiado para a valia dos jogadores. Um pouco mais à frente; passado um ano ou ainda menos, a critica mudou; agora é porque os moços são tão bons que os 15 milhões são apenas trocos. Ah bandidos, que andam a vender os craques do glorioso ao desbarato, o tal que é, como se sabe, o melhor cliente do Bicampeão. Vende sempre ao desbarato. Vende caro mas também vende barato. Mas vende sempre mal - em qualquer dos casos. Palavra de taliban.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Querem explicações?

Por José Albuquerque

Eu quase nunca vejo o “trio de ataque ao Benfica”, mas, ontem, como aguardava pela comunicação do Governador do Banco de Portugal, fiquei “condenado” a assistir ao principio daquela porcaria e, por ingenuidade, voltei a espantar-me com a ignorância do moderador (bem sei que se tratava de um “suplente”) e dos 3 comentadores.
É inadmissível que gente que é paga para ser “líder de opinião” não tenha o mínimo de exigência pessoal necessária para reproduzir, sempre e só, informações corretas, especialmente num programa cujo titulo poderia ser “exigimos explicações”.

Em já não sei quantos minutos de programa, quase só ouvi disparates que não eram nem opiniões, não passando de informações cujo erro podia ser, facilmente, evitado mediante uma rápida investigação. Se isto já é grave no caso do andrupto e da osga, é-o e em dobro, no caso dos dois jornaleiros.

Seja como for, aquele que citei como o titulo do programa (pelo menos da parte a que fui obrigado a assistir) – “exigimos explicações”, parece andar na boca e no espírito de grande parte dos Benfiquistas; este texto tem por objectivo responder a essa alegada necessidade.

Ou eu fui beneficiado por uma inteligência ímpar, ou as “dúvidas” alegadas por tantos Companheiros não têm qualquer fundamento, como por exemplo:

1 “A Equipa não está a ser desbaratada?” – Não, não está!
Todas as saídas de ex-Atletas fazem sentido, ou porque os futebolistas rescindiram sem justa causa (mas ao abrigo do Regulamento de Transferências, como no caso do Garay), ou porque foram “batidas as cláusulas” (Markovic e oblak), ou porque seria de grave irracionalidade económica e desportiva renovar o empréstimo (Siqueira e, talvez, ainda não sabemos, Sílvio), ou porque foram de inteira justiça (e sem impacto desportivo sério, como no caso do “Tacuara”), ou, finalmente, por ter sido adquirido um outro Atleta considerado mais forte (como no caso do Djavan).

Mais ainda, na minha múltipla qualidade de Adepto, Sócio, Investidor e Accionista, eu considero um erro crasso se for recusada uma proposta de mais de 35ME pelo Gaitan, desde que ele ainda não tenha renovado o seu contrato, ou seja, desde que ele esteja fora do respectivo período de protecção, caso em que o Atleta teria (tal como Garay) o direito legal de o denunciar mesmo sem justa causa e assinar por outro clube, ficando um eventual desacordo de verbas para ser regulado pelo TAS em última instância. Acresce, neste caso do Gaitan e seguindo precedentes como os do Javi, Di, Luiz ou, agora, do Cardozo, que, na minha humilde opinião de defensor da previsibilidade na Gestão, a SAD não deve “cortar as pernas” a um Atleta que já tenha servido o Glorioso por mais de 3 anos.
Tal como, no caso do Enzo (que acaba de renovar, pelo que o seu contrato está “protegido”) e desde que seja paga a cláusula de rescisão, a Nossa SAD nada poderá fazer excepto desejar-lhe felicidades.

Esta Equipa que venceu a Tríplice e chegou ao 5º lugar do ranking da UEFA, deu muito trabalho a construir e custou muito dinheiro a manter e fazer evoluir. Ela constitui (mais) uma prova insofismável da pujança económica do Nosso Clube e de muitos méritos da Nossa Direcção, da equipa técnica e de toda a estrutura profissional que trabalha na Nossa SAD, mas não pode constituir uma limitação para a futura Gestão da SAD ou do Clube!
Por isso, por mais que muitos Benfiquistas não queiram entender, o CA da Nossa SAD tem o dever de continuar a decidir dentro da Lei e das melhores práticas de Gestão, sem se sentir condicionada nem por nada, nem por ninguém!

Os que me conhecem sabem do meu profundo respeito e admiração pelo Nosso Técnico, ao qual nunca regateei apoio, nem quando comete erros.
Se o Senhor Jorge Jesus entender solicitar a rescisão unilateral e sem justa causa do seu contrato porque “estão a sair demasiados titulares” … pois muito boa viagem: que pague a indemnização contratual e … seja muito feliz.
Obviamente, não foi assim que eu interpretei aquelas declarações do Nosso Técnico, com o qual me solidarizo em absoluto perante o imenso desafio profissional que as circunstancias lhe colocaram pela frente, mas, muito sinceramente, espero que ele compreenda claramente quem é que, no Nosso Clube, tem legitimidade democrática para tomar decisões estatutárias na Nossa SAD.

1.a) “Mas o Presidente não consegue manter os melhores Atletas”. “Aumentar as cláusulas?”.
Alguns Companheiros colocam este tipo de interrogações, chegando ao ponto de dar “exemplos” cujos contornos desconhecem (chacha e lula), pelo que nem de “exemplos” se tratam e eu gostaria de recordar que qualquer negociação/renegociação contratual só é viável quando exprime o acordo entre todas as partes envolvidas!
Se, aparentemente, só foi possível renovar o contrato com o oblak (só estava “protegido” nesta época que findou) mediante uma redução da cláusula de rescisão de 20 para 16ME (ou a promessa de entregar 20% dos 20ME ao futebolista), pode, ou não, criticar-se a decisão da SAD, mas não se pode, nunca, afirmar que se devia ter “obrigado a que …”.
Não sabendo se o Gaitan já renovou, ou não, o seu contrato, também não posso saber se o Atleta, além de ter exigido um salário de X, também não exigiu uma redução da sua “cláusula”, tal como, aparentemente, foi o caso do andrupto chacha.

Ficamos entendidos em relação a saídas da Equipa, ou ainda restam algumas dúvidas?
Se subsistem, façam-me o favor de as explicitar na caixa de comentários. Pode ser que eu possa ajudar ao vosso esclarecimento.

Concluído o tema das “saídas” (das já ocorridas e de algumas ainda possíveis), falemos das “entradas” …

2. “As contratações não são, até agora, muito pobres?” – É muito subjetivo e, pelo menos, discutível!
Num texto anterior e com a excepção do Felipe (contratado a custo zero), eu já dei a minha humilde opinião: todas elas me parecem muito boas contratações, desde que os salários negociados caibam dentro dos orçamentos.
Além disso, também sublinhei que elas foram oportunas (menos a do Eliseu, que só se tornou oportuna depois de a SAD perceber que não ia conseguir contratar o Siqueira) e recordei que ainda temos mais cerca de 25 dias de “janela de transferências”.

2.a) “Mas não podiam ser contratadas algumas estrelas?”. Não sei, mas imagino que não, pelo menos até agora!
Não pode caber na cabeça de nenhum Companheiro que esteja de boa fé, admitir que os mesmos que “descobriram tantas estrelas”, não estejam, agora, convictos de ter contratado os melhores Atletas possíveis e/ou não estejam a fazer o melhor que sabem e podem para contratar ainda mais alguns futebolistas nessas exatas condições.

2.b) “Mas tu achas que estes Atletas vao dar alguma coisa de jeito?” – Por acaso até acho!      
Mas respeito opiniões diferentes, embora considere que Nos falta, a todos, tempo para fazer “avaliações” fundamentadas (excepto no caso do Felipe, ahahah e mesmo esse …).
E recordo os (tantos, tantos) exemplos que, no passado recente, deram azo a algumas “criticas” que vieram a encher de ridículo os seus Autores.

2.c) – “Mas não será a crise do BES a explicar esta eventual falta de meios?” – Não, porra! Mil vezes NÃO!
Eu já expliquei (muitas vezes) os motivos pelos quais o Nosso CA tinha, esta época, todas as condições para definir o “orçamento ideal” para a época, baseado nas certezas das vendas de janeiro, nas que se tornaram altamente previsíveis para este defeso e na confirmação do sucesso da Nossa BTV. Tal como demonstrei que a crise no BES, por mais que tenha surpreendido tudo e todos em nada de relevante interfere, a curto prazo, na Gestão do Nosso Grupo, a menos que a Direcção assim o entenda e, nesse caso, vai ter de justificar essa opção: o Grupo Benfica já não tem nenhuma relação com o BES, tendo passado a ser um Cliente do chamado “Novo Banco”.

2.d) – “Mas já não podemos criticar? Para onde foi a Nossa raiz democrática?” – Claro de podemos!
Mas olhem que eu ainda não consegui ler uma critica verdadeira, bem fundamentada e, ainda menos, indicadora de eventuais alternativas: ou seja, ainda não li nenhuma critica … só lamechice e criancices!
Eu também posso dizer que acho que o Governo deveria diminuir os impostos e os gastos do Estado, aumentando o investimento na Saúde e na Educação, além de aumentar os salários, as pensões e os subsídios, tudo isto, obviamente, garantindo um aumento sustentado das exportações e do PIB, a, no mínimo, 10% ao ano. E se escrever tudo isto, não estou a fazer nenhuma critica, nem a contribuir com nada que não simples desejos (para mais, desejos que sei serem impossíveis de concretizar); caso acuse o Primeiro Ministro de incompetência por não conseguir esses resultados, então não só não estou a fazer critica, como estou, isso sim, a fazer uma figura muito triste.

Por conseguinte, eu sugiro a todos a humildade de reconhecer a incompetência relativamente a quem continua a trabalhar pelo Nosso futuro colectivo, democrática e legitimamente mandatado para o efeito e com bons resultados acumulados: obviamente, estou a referir-me ao Companheiro Vieira e aos seus Colaboradores.
Isso e algum tempo, para vermos onde vão chegar alguns destes novos Atletas, para ver quais ainda vão chegar, além de alguma tolerância, quer para alguns erros pontuais e ultrapassáveis desses Atletas (especialmente os que “nasceram” no Seixal), quer para os que, eventualmente, o futuro comprove terem sido cometidos pela Nossa SAD.
Como exemplo destes (eventuais) últimos, basta pensarem no imenso insucesso (e prejuízo económico) que o Barcelona teve quando “trocou” o Eto’o e mais 55ME pelo Ibra.

Ultrapassados os temas das “saídas” e “entradas”, convido os Leitores do GUACHOS a pensar no que é muito mais importante: o melhor equilíbrio entre a estabilidade económica e financeira do Nosso Grupo e a máxima competitividade possível de todas as Nossas Equipas e modalidades.

3. – “Mas o Benfica ainda tem restrições económicas importantes?” – Sim, tem!        
Desde que, há cerca de 8 meses, coincidentemente com as “vendas” de janeiro, o CA da Nossa SAD decidiu abandonar o(s) projecto(s) de reestruturação financeira (uma opção contrária ao que eu vinha defendendo há quase 3 anos), que ficou comprometido a conseguir, sustentadamente, obter Resultados de Exploração Anuais positivos, pelo menos até ter reconstituído os Nossos Capitais Próprios, actualmente negativos.
Não estão em causa nem a crise do BES, nem a (aparente) treta do Fair Play Financeiro, a primeira porque Nos não tocou e o segundo porque a Nossa SAD respeita largamente os seus critérios.
O que está em causa é um imperativo legal de ter Capitais Próprios contabilisticamente positivos e uma desejável e sustentada redução da “factura bancária” de mais de 20ME anuais, um custo que tivemos de pagar para fazer desenvolver e crescer o Grupo Benfica (sem ter Capitais Próprios adequados) o mais rapidamente possível e apesar do POLVO que Nos ROUBOU, quer em títulos, quer ao nível dos Nossos direitos de TV.

Claro que podemos continuar a discutir se a “melhor prática de Gestão” para atingir resultados positivos passa por aumentar os investimentos (na expectativa de ver ainda mais aumentados os proveitos), ou por controlar os custos (na expectativa de não condicionar, desse modo, nem os proveitos, nem os resultados desportivos. Mas discutir é uma coisa e … fazer uma outra bem diferente.
Felizmente, a actual Equipa de Gestão que tem liderado os Nossos interesses, tem um currículo que comprova méritos incontestáveis: resultados desportivos crescentemente positivos, resultados económicos absolutamente controlados, o melhor e maior parque desportivo nacional e, especificamente no futebol profissional e nos rankings onde o POLVO não consegue manipular, quintos classificados, com menos recursos do que os 25 clubes mais ricos.

Podem chamar-me Vieirista ou qualquer outra coisa!
Se me chamarem Vieirista, agradeço que me expliquem o que querem dizer com tal “acusação”. Se me chamarem outra coisa, se me ameaçarem, ou se me quiserem tentar ofender … ahahahahahahah.
Agora, se quiserem que eu os considere e debata convosco os destinos do Nosso Clube, então tratem de contrariar os meus argumentos, ou de apresentar outros melhores.

Finalmente, quem quiser “explicações” e estiver de boa fé, basta esperar por 1 de setembro e, então sim, hão de ter todas as necessárias, logo que o Presidente tenha concluído as prioridades que Nos interessam.

Viva o Benfica!           

sábado, 2 de agosto de 2014

Por favor, que ninguém leve este texto a sério!

Por José Albuquerque

Além de eu não ser (mais) “um especialista” e deste texto ser impossivelmente longo (já estou a avisar), ainda estamos a uma eternidade do fecho desta “janela de transferências”, ou seja: boa parte desta “avaliação” pode ir direitinha para o lixo.

Axiomas.

Para que os Leitores possam interpretar o que aqui escrevo e, coerentemente, discutir as minhas preferências, há que estabelecer alguns axiomas sem os quais eu não consigo pensar em futebol …

Axioma A – o futebol é mais um desporto do que um jogo, pelo que a disponibilidade atlética é fundamental para quem o pratica; Atletas “pequeninos” podem ser futebolistas geniais, desde que não haja mais que 1 na Equipa (ok, 2, no máximo) e não caiam para o lado com um encosto.
Axioma B – o futebol joga-se com uma bola, pelo que quem não tem a técnica mínima para a tratar como deve ser, não pode ser Atleta do Benfica.
Axioma C – o futebol é um desporto colectivo, pelo que um rapaz (por mais artista de circo que seja) que “só olha para a baliza” ou nem isso faz (aqueles que não tiram as fuças da bola), não pode ter lugar nas Nossas Equipas; por outras palavras, eu detesto futebolistas estúpidos.
Axioma D – por mais que eu prefira, em condições de igualdade, Atletas mais jovens, se possível portugueses e, melhor ainda, se formados no Seixal, nunca vi nenhuma grande equipa fazer uma época inteira com uma média de idades inferior a 24 anos, especialmente quando, como é o caso do Glorioso, uma época representa quase 60 desafios oficiais, fora eventuais convocatórias para as seleções, boa parte dos quais concentrados nos 3,5 meses entre fevereiro e meio de maio
Axioma E – apesar de adorar Atletas cheios de “garra” e que nunca dão uma bola por perdida, eu abomino o futebol de “sarrafada”: nunca gosto e, no Nosso caso, com o “apetite” dos BOIS para produzirem amarelos e vermelhos, creio que a agressividade excessiva se pode confundir com burrice.
Axioma F – eu prefiro ver a Nossa Equipa empatar a 4 golos num desafio sublime, a ver uma Vitória ridícula por “meio a zero”; por isso sou um adepto fervoroso dos sistemas com 3 centrais (3x5x2 ou 3x4x3) e prefiro ver a Nossa Equipa sempre a pensar em fazer golos, mesmo quando não tem a posse da bola e, pelo menos, até ter “o resultado na mão”.

Concordem, ou não, com estas minhas regras de ouro, façam-me o favor de ler o que aqui escrevo considerando que eu estou “condicionado” por estes princípios.           
 
Regressemos ao principio …

E o principio foi uma época brilhante de todo o Benfica, terminada na tremenda dor de 3 derrotas, imerecidas, que fizeram recordar e despertar fantasmas e esqueletos que já tínhamos vencido há muito: tivemos de superar o que não merecíamos e num momento em que se iniciava a época mais importante desde há mais de 20 anos para o Nosso futebol, com o lançamento da “nova” Benfica TV.
Desafios que fizeram apelo ao que de melhor o Clube tem nas suas idiossincrasias e desafios vencidos de forma esmagadora, a ponto de se prever o sonho sonhado há mais de 30 anos: podemos e vamos Vencer o POLVO …

Pouca coisa? Ou razão mais que suficiente para levantarmos ao alto todas as bandeiras que Nos tentaram roubar, ou, no mínimo, sujar?
Foram anos e anos de Determinação, com os quais conquistamos o direito de olhar os “Mais Novos”, bem de frente, Orgulhosos de estar a lutar para lhes deixar um Benfica ainda Maior do que aquele que recebemos dos “Mais Velhos”: e ainda há quem Nos veja a perder esta oportunidade, coitados.

Nasce janeiro e um Atleta ao qual o salário tinha sido aumentado duas vezes em dois anos, sai a troco de 25ME (não tenho nada a adiantar ao que então escrevi a este propósito) … um rude golpe que, felizmente, tinha sido antecipado bastante bem, pelo que foi pequeno o prejuízo desportivo.
Em seguida, uma oportunidade para concluir uma operação sobre os “passes” de outros dois Atletas, com a garantia imediata de mais 45ME e sem dano desportivo imediato: começava, assim, a preparação da época 2014/15.

Fora garantido o equilíbrio económico e financeiro por, pelo menos, mais um ano, a melhoria da relação entre Activos e Passivos, o inicio da reconstrução dos Capitais Próprios e conquistada a autonomia para novos investimentos: excelente!

Depois, depois tivemos de “pagar”, antecipadamente, a Vitória tripla nas competições nacionais com o adeus a dois dos Nossos Melhores …
Doeu-Nos tudo e, no meu caso, doeu-me ainda mais ver partir dois dos que fizeram o Maior Benfica, sem conseguir que eles o vissem ainda Maior: essa é uma divida que teremos de “pagar”, com juros, pelo que não chega o primeiro maio: temos outros “maios” para engrandecer, só por conta do (D)Eusébio e do (Senhor) Coluna. 

A nova época.

Sem surpresas, demonstrando o atempado planeamento … 10 aquisições sucessivas, rápidas: 2 jovens europeus, altamente promissores (o Pawel e o Frisenbichler), que já começam a justificar na Equipa B; 3 jovens brasileiros (um dos quais já tinha passado pela “Fábrica”, pelo que, creio eu, poderá ser inscrito na Lista B para as provas da UEFA), todos eles muito elogiados (Talisca, César e Victor) e que já demonstraram ser futebolistas; outros 2 brasileiros conhecedores do “futeluso”, um quase de borla (Djavan, 200 mil) e o outro muito baratinho (Derley, 2,5ME) para o número de golos que marcou; um português, profissional reconhecido, longe de genial, a custo zero; outro jovem brasileiro, muito elogiado na sua terra, também a custo zero; e, finalmente, um jovem talento chegado da Suíça, mais um que já provou ter sido dinheiro bem investido.
Sim, a lista de 11 ficou-se pelos 10!
A SAD não conseguiu concretizar, sucessivamente, outros dois jovens alvos que seriam os mais caros: dois centro campistas, um alemão e o outro italiano, que reconheceram o lisonjeio das propostas do Benfica, mas não aceitaram.

Respectivamente, aquisições para as posições (se o JJ não os quiser reinventar) 6 (Pawel), 9 (Fris), 8 (Talisca), 4 (César) , 7 (Victor), 3 (Djavan), 9 (Derley), 7 (Candeias), 2 (Benito) e 3 (Felipe). Aquisições falhadas, duas, para a posição 8.

Faltam “nomes sonantes” e “titulares nas selecções A”?
Mas quando é que o Benfica “comprou” trutas dessas?
Mantorras, Simão, Aimar, Balboa e Saviola! 5 Atletas em quantos anos (Garay não era internacional A)?
E o Balboa foi o “sucesso” que foi, quando eu acreditava nele, depois de o ter visto jogar em Madrid.
Quando é que alguns se convenceram que o Benfica era capaz de competir por atletas já reconhecidos como sendo de top? Ou preferem que se insista na fórmula das aquisições com intervenção de “fundos” que Nos tratam como “barrigas de aluguer”?  

Luís Felipe não parece justificar a utilidade?
Veremos, mas se tiver sido o único insucesso … considerando que não implicou investimento, não Nos podemos queixar..

Parece unânime que a SAD está a tentar adquirir um GR e um médio de transição, depois de ter confirmado a aquisição de um 3 internacional português (1,5ME), embora “velho e gordo”, além de um Bebé que parece poder ser “polivalente” (“custo zero”, podendo chegar a 3ME).

Resumindo, temos as seguintes posições de campo: 2 e 3 (um Atleta para cada lado da defesa, mais o Djavan), 4 (um central “direito”), 6, 8 (posição para a qual foram tentadas mais duas aquisições), 7 (dois Atletas, um dos quais português) e 9 (dois Atletas).

Até agora, falamos de um investimento da ordem dos 16ME, valor que vai subir bastante caso a SAD adquira 100% dos passes dos 2 futebolistas “em falta”, que totalizariam 14 aquisições.

Confusos?

Eu já escrevi antes que não vou aceitar “desculpas” por conta de eventuais “surpresas” que considero terem-se resumido ao triste caso do oblak e mesmo esse, se quisermos seguir a sabedoria popular (“cesteiro que faz um cesto …”), não podia ter deixado ninguém impreparado.

Relacionemos, então, as aquisições (e “reforços” por eventuais “promoções” da Equipa B):

1 Havia a certeza de ter de “substituir” 3 Atletas, sendo 2 nas posições 6/8 (Matic e A. Gomes) e um “9 ou nove e meio” (Rodrigo), foram, imediatamente, adquiridos o Talisca (4ME) – falharam 2 outros alvos, o Pawel (por ora na B, por 2ME), o Derley (2,5ME) e o Fris (“custo zero”, na B), que se juntam a 2 possíveis “promoções” (Teixeira e Bernardo) e a possível integração do Nelson, do Jara e do Farinha;

2 Havia a “certeza” da saída do Garay na posição 5, foi adquirido o César (3ME), que se juntou ao regresso do Lisandro e a uma possível (eu não acredito) integração do Sidnei;

3 Sabia-se que haveria que tentar negociar o Siqueira e o Sílvio (posições 3 e 2, respetivamente) e, porque se acreditou nesse sucesso, “deixou-se” que o Eliseu renovasse com o Málaga, o que acabou por Nos custar 1,5ME; “perdeu-se” o Siqueira mas já estava contratado o Benito (P3, 2,5ME), o Djavan (P3, por 200 mil) e o Luís Felipe (P2, “custo zero”), que se veio juntar a uma eventual integração do Cancelo (P2, que também pode fazer a P3); posteriormente, contratamos o Eliseu (P3, por 1,5ME)

4 Receava-se (e ainda receamos) uma eventual saída do Gaitan (posição 11, há 3 anos e meio no Clube, pelo que eu nunca lhe “cortaria as pernas”), que ainda não tinha renovado o contrato (se ainda não o fez, já está fora do “período de protecção”) e foram contratados o Candeias, o Vítor Andrade e o Bebé (todos P7/11 e a  “custo zero”, embora eu acredite que o Bebé, tal como o Bernardo, vão render mais como “nove e meio”), juntando-se aos regressos do Ola e do Pizzi; nestas mesmas posições (7 e 11), perdemos o Markovic, na minha humilde opinião, um futebolista “insubstituível”; e, finalmente,

5 Caso paguem 30ME (a cláusula), ainda podemos perder o Enzo e eu imagino que, nesse caso, a Nossa SAD tenha algum outro alvo identificado (ou um regresso aos 2 alvos que foram falhados há umas semanas) para o tentar substituir.

Ou seja e em resumo … uma vez mais a Nossa SAD demonstrou ter a nova época devidamente preparada, quer na antecipação das primeiras aquisições, quer nas duas “afinações” posteriormente efetuadas.

Vejamos, agora, os casos mais complicados.

A substituição do oblak parece-me imperiosa (a Equipa de Honra está só com 2 GR) e, se for possível, a SAD tem de ser ambiciosa nessa contratação. Não me surpreendem os rumores que insistem em atletas alemães e eu gostaria de ver qualquer um dos 3 seguintes: Tino Horn, Maxym Koval e Bernd Leno, todos eles bem diferentes, dentro das Nossas capacidades económicas e capazes de garantir competitividade com o Artur.
Evidentemente que não gosto de ver a SAD a, aparentemente, demorar muito tempo para concretizar esta aquisição, mas tenho consciência de que nem sempre é fácil acertar na primeira “sondagem”. 

A eventual saída do Gaitan, deveria, na minha humilde opinião, provocar uma tentativa para recrutar um dos futebolistas jovens que mais me impressionou neste mundial: o holandês Menphis Depay, mesmo que fosse necessário “bater o record” do valor das aquisições do Glorioso (Sálvio, por um total de 13,5ME).

Finalmente, a eventual saída do Enzo deveria causar o mesmo tipo de resposta. Nesse caso, eu começaria por melhorar as propostas feitas ao alemão e ao italiano e, se não tivesse sucesso, tentaria o Claessen.

A minha avaliação das aquisições e dos “reforços”.

Posição 2 – Gostaria muito que a SAD conseguisse contratar o Sílvio (que pode fazer 2 e 3) e acredito que o Cancelo vai ficar na Equipa; não gosto do tipo de Atleta que o Felipe tem demonstrado ser, mas sei que ainda é muito cedo para escrever um juízo sobre a sua aquisição.

Posição 3 – Tenho gostado imenso de ver o Benito, pelo que com a capacidade e maturidade imediata do Eliseu, creio que estamos mais fortes nesta posição.

Posição 4 – Embora me preocupe a actual lesão do Nosso Capitão, não tenho receio nenhum de considerar que a Equipa também ficou mais forte nesta posição de campo, uma vez que o César me parece uma aposta risonha no futuro e todos conhecemos a capacidade do Jardel para não comprometer quer a 4, quer a 5.

Posição 5 – Depois de ter visto muitos desafios do Lisandro, estou absolutamente convicto de que, em poucas semanas, ele vai fazer esquecer completamente o Garay e com vantagem no jogo pelo ar: considero-o um central muito inteligente, de belíssima técnica e bem mais rápido que o Garay (embora menos que o Jardel ou o César).

Posição 6 (que eu prefiro designar por “médio de transições” – Para surpresa de todos, vou escrever que considero a posição ideal (e de futuro) para o Talisca (explicarei mais abaixo), além de estar deliciado com o que tenho visto do Pawel (19 anos … brutais!); a curto prazo e enquanto não pudermos contar com o Fejsa, eu confio inteiramente no André Almeida, especialmente por saber que também contamos com o Ruben (especialmente para os desafios contra “10 defesas e 1 GR”); infelizmente, parece-me que o Lindeloff ainda necessita de mais “rodagem” na Equipa B.

Posição 7 – Quando o Sálvio aperfeiçoar o seu jogo colectivo, vai ser um dos melhores alas do mundo e, nos seus impedimentos, a Equipa tem várias alternativas válidas (Ola e Candeias); como já defendi que uma eventual saída do Gaitan deveria ser compensada, libertando o Ola para poder jogar na direita, creio que esta posição continua bem preenchida.

Posição 11 – Com o Gaitan e o Ola John, estou certo de que teremos uma ala esquerda fortíssima e capaz de assegurar os quase 60 desafios da época; esta parece ter sido a posição que mais beneficiou, no caso pelo “renascimento” do Ola; importa recordar que, para as posições 7 e 11, ainda podemos contar com o Sulejmani, um Atleta que Nos pode surpreender com uma época ao nível do que prometia aos 20 anos.

Posição 8 – (que eu prefiro chamar “médio de organização” Mesmo que o Enzo saísse (o que nem desejo, nem acredito), creio que o Talisca e o Teixeira já’ vão ser capazes de competir pela posição, assegurando um bom desempenho global; eu não acredito que o Bernardo tenha condições atléticas para fazer de médio de organização.

Posição “9 e meio” – Derley e, sobretudo, Lima são talhados para esta posição, quer pela mobilidade, quer pela simplicidade de processos que os caracteriza (mais a velocidade de que dispõem), mas eu talvez vá surpreender alguns Leitores ao escrever que, muito humildemente, considero que o Bernardo Silva tem todas as condições para vir a preencher este lugar com brilhantismo, ficando por saber quanto tempo ele pode necessitar para assumir esse papel tao determinante.

Posição 9 – Embora o Lima e, sobretudo, o Derley possam fazer bem esta posição, importa não esquecer que a Equipa também tem um excepcional 9 chamado Óscar “Tacuara” Cardozo, capaz de ser decisivo em todos aqueles desafios “contra 10 defesas e 1 GR”; pessoalmente, admito que o Bebé pode vir a transformar-se no melhor 9 português desta geração e acredito que a eventual competição com o Nelson Oliveira venha a ser muito benéfica para ambos.

Conclusão.

Por enquanto, considerando que a Nossa SAD consegue contratar um bom GR e que o Enzo e o Gaitan não saem da Equipa ou, caso saia algum, ou ambos, veremos a Equipa reforçada com argumentos inteligentes, eu creio que a Equipa vai ficar altamente competitiva, embora tenhamos de lhe dar algumas semanas antes que o trabalho colectivo possa garantir aquela “transformação dialética” que a vai definir como uma Grande Equipa, como a que vimos na maior parte dos encontros desde janeiro de 2013.

Estamos mais fortes que em maio passado?
Não! Nem sequer creio que isso seria possível.
Estamos mais fortes que em agosto passado?
Não! Idem idem, aspas aspas.
Estamos mais fortes que em agosto de 2012?
Sim, definitivamente e na minha humilde opinião!

Se continuarmos a ser melhores no Nosso papel de 12º jogador, não vejo nenhuma razão para admitir que esta Equipa não pode fazer mais uma época brilhante.

Posfácio.

Sinteticamente, a melhor dupla de médios centro que me recordo de ver no Glorioso foi a formada pelo Enzo e o Matic, que produziu algumas exibições absolutamente notáveis (por exemplo a da Arena de Amesterdão, onde “engoliram” até 5 atletas do Chelsea) e que eu considero o ideal para aquelas posições, classicamente chamadas de 6 e 8.
Desde esse exemplo, eu passei a preferir os Autores que designam por “médio de transições” o vulgar 6 e “médio de organização” o comumente chamado 8, ou “box to box”.
Ambos são, obrigatoriamente, Atletas capazes de intervir em todos os momentos do jogo (defensivos e ofensivos, em transição e organização) e, idealmente, ser capazes de se “substituir entre eles” durante cada desafio.
Ambos são fortes em termos atléticos e técnicos, embora um deles deva ser mais alto, com maior “raio de acção” e preocupado em garantir a cobertura defensiva aos ataques organizados (o 6), enquanto o outro (8) tem de ser mais competente no transporte de bola (no 1x1, para ultrapassar a primeira linha defensiva adversária) e na chamada “temporização” (aqueles segundos de espera para que se formem os triângulos, laterais ou centrais, que permitam uma eventual superioridade numérica).
Ambos os Atletas devem ter muita inteligência na “leitura do jogo”, sendo um deles mais criativo (8), enquanto o outro deve ser mais “reactivo” (6).

Teoricamente, 2 miúdos como o Talisca (6) e o Teixeira (8), podem vir a constituir mais um destes pares quase perfeitos.
Viva o Benfica!

P.S.: em anexo, um quadro copiado do Companheiro Djeiti, do “Deixa Passar o Maior de Portugal”.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Oblakados...

O Benfica acaba de vender o seu guarda-redes por 16 milhões de euros, depois de este se assumir, durante meia época, como titular (não absoluto) na equipa principal. Oblak passa a ser um dos mais caros guarda-redes de toda a história do futebol mundial e um dos maiores negócios de sempre...
Trocos - segundo os talibans da internet!

Markovic também saiu (para o Liverpool), tendo o clube inglês pago 25 milhões pelo passe do jogador.
Mais uns trocos, segundo os mesmos talibans. - Ai e tal porque o Benfica só tinha 50% do passe. Mas que bom; sem alguém que financiasse os outros 50% na hora da compra, não haveria sequer Markovic. Como dizia o outro; é fazer as contas...

Por esta altura da época, costumam os talibans da internet andar numa roda viva, berrando e insultando os responsáveis da SAD benfiquista, por causa dos gastos excessivos (gritam eles), acusando o clube de ser o campeão das compras. Agora, urram exasperados, porque o Benfica se transformou no campeão das vendas...

Na época passada andavam a espumar de raiva porque o Markovic vinha tapar o lugar ao Miguel Rosa. Segundo estes especialistas, Markovic só vinha por empréstimo do Chelsea, onde acabaria, a troco de 15 milhões, e em Janeiro, já queriam emprestar Rodrigo a um clube brasileiro para mandar regressar Nelson Oliveira. Agora bufam contra as vendas de Markovic e Rodrigo, e de Nelson Oliveira, entretanto de regresso, já nem se recordam mais. (a menos que saia de novo)

O próximo burburinho parece ser Duricic. O seu empresário tem tudo para se tornar num dos heróis do talibans...não tarda fazem-lhe uma estátua ao lado de Pedro alarve, empresário de Cardozo. A culpa parece ser de Jorge Jesus, que não conseguiu fazer entender ao rapaz que no Benfica não há primas-donas; todos têm que suar as estopinhas para ganhar um lugar ao sol. Para melhor o aprender nem precisava sair; bastava-lhe olhar o exemplo de Markovic!

Karl-Heinz Rummenigge, o CEO do Bayern de Munique, confirmou esta terça-feira aquilo que há muito se esperava. O médio ofensivo Toni Kroos, titular da selecção campeã do mundo, está de saída do Bayern Munique, (25 milhões) deixando o campeão alemão para rumar ao Real Madrid...
Diz Rummenigge...
"Não queríamos perdê-lo na próxima temporada sem cobrar a cláusula de rescisão. Temos a obrigação de nos preocupar com as finanças do clube e não podíamos permitir esse luxo"

Mas que tanso!!! Punha o moço a treinar nas reservas, durante o ano que lhe falta cumprir, para o castigar a ele e ao clube contratador, e ainda fazia uma queixa à UEFA e à FIFA, que o Bayern não é um supermercado, e, com eles ninguém brinca! Vê-se mesmo que este gajo não frequenta os sítios habituais, na blogosfera e redes sociais afectas ao Benfica, locais estratégicos onde se atropelam os vários especialistas em gestão, finanças, contratações e vendas, acupunctura, frascos aromáticos, depressão pré e pós parto, doença do pezinho, mecânica quântica e sobretudo; tácticas escaganifobeticas, a problemática do treino esquematizado, discursos antes e depois dos jogos, comunicados e conferências de imprensa, melhores maneiras de cuspir e/ou de mascar chicletes, cortes de cabelo, pintura, lã de rocha, equipamentos, etc...

Se a SAD Benfiquista não aproveitasse agora para vender jogadores, tendo toda uma equipa super valorizada pelo percurso arrasador, em Portugal e na Europa, teriam os administradores de ser muito incompetentes. E não são. Agora; acredito que já terão, juntamente com o treinador e com os responsáveis pela prospecção de talentos, referenciados reforços à altura. Não ganharemos 3 títulos na próxima época? Provavelmente não, mas, quem nos garante que os ganharíamos não vendendo ninguém?

Na época passada, o Benfica comprou jogadores (Fejsa, Djuricic, Sulejmani, Markovic, Pizzi, Lisandro López, Fariña,...) para substituir jogadores que nunca chegaram a sair, como; Salvio, Matic (sairia depois) Garay, Enzo, Cardozo, Gaitan...e acabou por fazer um investimento brutal, não chegando a sair nenhum dos prováveis vendáveis. Houve lucro desportivo (títulos) mas só um louco imaginaria ser possível manter um plantel desta qualidade e quantidade, no actual panorama de crise financeira, comum à maioria dos clubes!

Todos sabiam que o Benfica venderia, só não se sabia a que preço. Em apenas cinco transferências pagas, o Benfica já fez negócios no valor total de 92 milhões de euros! Não me parece nada mau!
Todos o perceberam e todos sabiam que era uma situação insustentável, principalmente pelos altos salários da maioria dos jogadores que saíram. Todos os que mais berram pelas vendas de agora, fazendo o terrorismo habitual, sabiam que seria inevitável vender - ora porque se compra, ora porque se vende; os talibans da internet têm sempre razão. 

Se dessem aos lagartos, (ou aos corruptos) a possibilidade de fazer este volume de vendas, seria a sua salvação económica, tremendos e fantásticos actos de gestão, gabados por todos e em todos os lados. No Benfica serve para fazer polémica.

O que mais me encanta é vê-los tão esquecidos da rapaziada da casa. Não seria esta uma excelente oportunidade para dar lugar à prata da casa, sempre utilizados como arma de arremesso contra a gestão da SAD? - carago pá; que boa altura para publicitar os jovens lobos da equipa b. Mas não - já se esqueceram do Bernardo, do Nelson, do Cancelo, e até Urreta, uma espécie de fetiche dos talibans da Internet, parece ter desaparecido de cena! Prata da casa?  - fica para mais tarde, que agora interesses mais altos se levantam....

terça-feira, 8 de julho de 2014

Transferências e Regulamento de Transferências.

Por José Albuquerque

O inferno de tantos Benfiquistas, é o paraíso dos mérdia e dos Taliban.

Tenho a certeza absoluta, por fundamento empírico, que estamos na melhor época de vendas dos pasquins e das page views dos sítios de todos os mérdia e de todos os blogues Taliban, enquanto vemos muitos Companheiros deixarem-se apoderar pelo pessimismo, quando não por um completo desespero, sequiosos por qualquer informação que lhes confirme algo menos que o pior dos pesadelos.
É um circo! Um circo com estreia em cada julho e uma pequena sequência em janeiro, ano após ano, montado sempre pelos mesmos e com os mesmos objectivos, mas que mantem a capacidade de enrolar alguns otários repetentes e … alguns mais novos.
É um circo do qual uns retiram um imenso proveito económico, enquanto outros rejubilam com a instabilidade que provocam, uns e outros verdadeiros parasitas intelectuais das mentes mais débeis dos que, por inexperiência ou burrice militante, continuam a alinhar neste verdadeiro forrobodó: já não há pachorra!

Regulamento de Transferências (I).

Como se recordam, na sequência da transferência do Garay eu citei uma parte dos regulamentos que foi (bem) contestada por um Leitor, o que me levou a prometer fazer uma investigação mais aprofundada sobre este assunto e, depois, voltar a escrever sobre ele. O meu primeiro agradecimento vai para esse nosso Leitor.
Felizmente, enquanto FPF, LPFP, UEFA e FIFA ignoraram os meus pedidos de esclarecimento, um Adepto do Benfica, escocês e supporter do Man. Utd. que trabalha na Real Federação Britânica que eu não conhecia antes, respondeu ao meu pedido (diz que como foram eles a inventar o jogo, se sentem obrigados a ajudar todos os seus adeptos) e remeteu-me umas centenas de páginas com os atuais regulamentos e todos os estudos relevantes a propósito deles já publicados no Reino Unido: ao Duncan quero endereçar o meu especial agradecimento.
Nestes termos, Companheiros, podem considerar-me preparado para responder, fundamentadamente, a toda e qualquer questão que nos coloquem, aqui no GUACHOS, sobre este tema especifico, uma vez que, mesmo que eu não encontrasse a melhor resposta em toda esta documentação que recebi, o Duncan colocou-se ao dispor para resolver qualquer dúvida mais intrincada.

Confrontado com a hipótese de vos castigar com um imenso texto sobre o Regulamento de Transferências (RT), preferi servir-vos “isto” em doses mais suportáveis e, sempre que possível, relacionando esses textos com exemplos concretos que nos facilitem a melhor interpretação do RT. Ainda assim, preparem-se para alguns aspectos mais intrincados, chegando, um ou dois, a envolver algumas fórmulas matemáticas, ahahah.

Mas comecemos pelo esclarecimento das nossas dúvidas:

. Prazos contratuais – os contratos de trabalho dos futebolistas (que devem respeitar a legislação do pais em que são celebrados, podem ter qualquer prazo, mas, para a FIFA/UEFA, é sempre considerado o prazo mínimo de uma época desportiva (nem que o contrato expresse um prazo de apenas 1 semana) e um prazo máximo de 5 épocas desportivas; no caso de o futebolista ainda não ter 18 anos de idade, o prazo máximo admitido reduz-se para 3 épocas;
. Período de Protecção – que é como se designa a parte do contrato em que o “Principio da Estabilidade” se sobrepõe ao “Principio da Liberdade Profissional”, pelo que o clube “vendedor” pode exigir o cumprimento da “Cláusula de Rescisão” (nos países em que existe), pode ser de 2 ou 3 anos, nos casos em que o atleta tenha, respectivamente, já celebrado 28 anos, ou ainda não, no momento da assinatura do contrato; e
. Renovações de contratos – que fique claro que, para a UEFA/FIFA, qualquer renovação contratual é considerada como um novo contrato.

E, por agora, vejamos alguns casos práticos de como se podem aplicar estas regras … mediante as quais eu concluo que, por exemplo:
. A Nossa SAD poderia ter “exigido” o pagamento da chamada “cláusula” em casos como o Ramires (se estivesse na disposição de “romper” a parceria acordada e de comprar os 50% detidos pelo parceiro) e do Matic (acabara de renovar), tal como exigiu no caso do Witsel, tal como a andruptosad o poderia ter feito, recentemente, no caso do “lula”, ou, há mais tempo, no caso do “sem milhões”, ou a osgasad poderia ter feito com o Ilori;
. A Nossa SAD pode “exigir” o pagamento da chamada “cláusula”, quer no caso do oblak (sim, este já perdeu o direito a maiúscula), quer para o Marko;
. A SAD podia ter feito essa mesma exigência nos casos do Di, Luiz ou Coentrão; e, sobretudo,
. A SAD não pode fazer essa exigência em vários outros casos, por exemplo no do Gaitan e até que ele aceite a proposta de renovação que já lhe foi apresentada.

É isto que explica a prática constante de renovações contratuais da Nossa SAD, com o consequente crescimento da massa salarial. Importa ter bem presente que a assinatura de um contrato entre um clube e um futebolista pressupõe o acordo de ambas as partes para o seu conteúdo, pelo que “pretensas teses” como algumas insistentemente repetidas (aumentem a “cláusula”, mandem-no para uma equipa da primeira divisão, etc.), não passam de bacoradas de quem julga estar a jogar FM.

A este propósito, o das bacoradas tantas vezes repetidas, vou deixar-vos com algo que acabo de aprender com as leituras que fiz sobre os RT e que assenta como uma luva numa miríade de comentários de “especialistas”, “comentadeiros” e Taliban, sempre que um Atleta tem um problema disciplinar, ou já não consegue os desempenhos técnicos e tácticos desejados …  “coloquem-no a fazer piscinas ‘a volta do campo”, ou “comigo nunca mais calçava”, ou, ainda, “não percebo porque raio de razão o Martins anda a fazer jogos na B”.
É que uma coisa é um humilde Adepto dizer uma bacorada destas (eu acho que já disse algumas, ahahah), outra bem diferente é vermos tipos pagos para serem lideres de opinião, ou Companheiros que assumem a responsabilidade de criticar por sistema as opções dos que Nós elegemos para Nos dirigir, a repetir estas tretas ad nauseam.

O RT (Art.º 15) estabelece que os contratos podem ser rescindidos por “Justa Causa Desportiva”, passível de ser reclamada por qualquer atleta confirmado (como o Martins, o Djalo, ou … o Tacuara), se não jogarem em, pelo menos, 10% dos desafios oficiais da(s) equipa(s) profissional!

“Ai sim” (estou a ver uns quantos a esfregar as patas de contentamento)?
“Pois que rescindam, que eu ainda lhes ofereço uma mini e uma sandes de courato”.

Como é hábito nos ignorantes, eles ignoram que, em caso de rescisão por “Justa Causa Desportiva” o clube terá de pagar todos os salários vincendos, acrescidos de uma compensação por todos os eventuais prémios vincendos.
E ficam a saber que os poucos casos deste tipo já julgados pelo TAS foram bem duros para os clubes prevaricadores.

E quanto a uma mais recente bacorada, segundo a qual “o Benfica tem de exigir os 100% da cláusula”, infelizmente tenho de os informar que, nos termos do RT, as compensações por “formação” ou “mecanismo de solidariedade”, no valor de 5% do valor a pagar, são sempre devidas pelo clube que compra, mas descontados sobre o valor a pagar, ou seja: o clube comprador deve pagar 95% do valor acordado ao clube vendedor e responsabilizar-se pelo pagamento daquelas responsabilidades nos termos definidos pelo RT.

Concluindo e como veremos em próximos textos sobre este mesmo tema, a negociação de contratos, empréstimos e transferências exige uma complexidade e profissionalismo crescente, mesmo sem, por ora, considerarmos os efeitos do famigerado Acórdão Dahmane.

Viva o Benfica!                              

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Vamos a “Contas” … hipotéticas ?

Por José Albuquerque

Esta “janela” de janeiro, a venda do Matic, o boato sobre o AG e as discussões que aqui tivemos, levaram-me a prometer a um Companheiro escrever alguma coisa que permita aos Benfiquistas ter uma ideia mais rigorosa sobre os equilíbrios económicos e financeiros do Nosso Grupo Empresarial. É o que pretendo com este texto e da forma mais simples que conseguir, mas, já’ vou avisando, preparem-se para um texto longo. É o preço que temos de pagar para podermos calcular … “quanto temos de vender”?  

Sabem todos que eu tenho confessado a minha expectativa face aos próximos exercícios económicos, fruto da acção combinada daquilo que, cheio de Mística, anunciei poder ser um novo paradigma para as Nossas “Contas”, determinado por 3 “factores novos”: (1) o sucesso da BTV, (2) a recuperação económica nacional e (3) a concretização de resultados práticos da Nossa “Fábrica”, medida pelo número de novos Atletas profissionais dela saídos para alimentar as Equipas A e B. Estes 3 factores podem já determinar algum impacto nas “Contas” do actual exercício (2013/14), mas, sobretudo, eu espero que eles venham a ter um impacto crescente no horizonte de médio prazo (3 a 5 anos).

As Nossas “Contas” simplificadas.

Uma vez que, neste caso, não me vou prender em rigores de detalhe e para maior facilidade de compreensão do Leitor menos entrosado com estes assuntos, vou admitir que os Resultados consolidados de cada exercício se subdividem por 3 grandes grupos, a saber:

1 Os Resultados Operacionais (ou Correntes), como somatório dos Proveitos habituais e deduzidos os Custos rotineiros;
2 Os Resultados das Operações com Passes de Atletas, que incluem as famigeradas vendas para as quais muito gostaríamos de determinar uma espécie de “Valor Óptimo”, ou “Valor Necessário”; e
3 Os Resultados Financeiros, que sabemos serem o reflexo da Nossa principal debilidade empresarial.

Se conseguirmos estabelecer algumas hipóteses sólidas e aderentes sobre estes 3 grupos de resultados, teremos “absoluto controle” sobre os Resultados finais de cada exercício futuro.

Comecemos, então, pela parte mais fácil …

Os Resultados Financeiros.

Nos 3 últimos exercícios os valores consolidados destes resultados, sempre negativos, foram: (14,6ME) em 2010/11 (16,9ME) em 2011/12 e (17,5ME) em 2012/13. Uma “fatura” tremenda!

A menos que o CA da SAD e os Corpos Sociais do Clube aprovem uma qualquer das alternativas que viabilizem uma reestruturação financeira do Grupo (eu garanto-vos que há alternativas, mas eximo-me de abordá-las antes do momento certo), não há nada a fazer para estancar esta espécie de “sangria” de recursos. Ela pode ser contrariada e, acumulando resultados globais positivos, pode ser concretizada uma tendência sustentada de descida destes montantes a prazo, mas não pode ser interrompida de um dia para o outro.

Se me perguntarem quais foram as “origens” deste fenómeno, eu não tenho a menor dúvida em recordar que ele resulta de uma politica “agressiva” de investimentos desportivos e infraestruturais, implementada sem o desejável suporte de Capitais Próprios, agravado pela alta das taxas de juro (seja das básicas, seja dos “spreads” bancários) decorrente da crise financeira.
Se me perguntarem se eu apoio essa “agressividade”, ou voluntarismo, na Gestão do Grupo, eu declaro-me incondicionalmente a favor, quer pelo seu passado (que viabilizou o Nosso Parque Desportivo, tantos outros investimentos estruturantes e o reforço da competitividade desportiva em todas as modalidades), quer por preconizar o seu aprofundamento no futuro, como forma de apoiar um crescimento que desejo sustentado e continuo para o Nosso Clube, sem nunca esquecer a indispensável “pressão contra o POLVO”

Ainda que existam rumores segundo os quais estão a ser estudadas e preparadas algumas alternativas para uma eventual reestruturação financeira do Grupo, eu sugiro que admitamos como hipótese de trabalho que os próximos exercícios económicos vão confirmar este mesmo nível de Resultados Financeiros, ou seja: contemos com cerca de 18ME anuais de “factura bancária”.

Os Resultados Operacionais (ou “Correntes”).

Falamos, agora, dos saldos entre os Proveitos “correntes” (bilhética, quotização, TV, prémios UEFA, etc.) e os Custos “correntes” (salários, fornecimentos e serviços, etc.) e atentemos nos valores conseguidos nos últimos 3 anos (valores entre parêntesis quando negativos): (4,3ME) em 2012/13, 7,5ME em 2011/12 e (0,6ME) em 2010/11.

Para perceber melhor este grupo dos resultados, recordem que eles resultam da soma algébrica simples dos Proveitos (positivos) e dos Custos (negativos), pela série seguinte (tudo em milhões de euro)

                        2012/13            2011/12            2010/11
(+) Proveitos     88,3                 91,1                 82,8
(-) Custos         92,6                 83,6                 83,4                 
(=) Saldo          (4,3)                 7,5                   (0,6)

NOTA 1: apesar de serem “operações com passes de Atletas” os empréstimos temporários originam Proveitos (quando emprestamos os Nossos) e Custos (quando tomamos algum de outro clube) que entram neste grupo.

Para tentarmos ter uma ideia sobre como pode evoluir, no futuro, este grupo de resultados, vamos dar uma olhada aos principais componentes dos Proveitos e dos Custos

Proveitos                                 2012/13            2011/12            2010/11
Bilheteira + Quotas                   21,4                 24,4                 24,1
Sponsors + MKT + Outros         37,0                 35,8                 36,3
Prémios UEFA                           21,7                 22,4                 14,0
Direitos de TV                          8,2                   8,5                   8,4
TOTAL                                     88,3                 91,1                 82,8           

Custos                                     2012/13            2011/12            2010/11
Forn. e Serv. Terc.                    26,6                 23,7                 22,9
Pessoal (Salários e Prémios)       50,4                 48,1                 42,3
Amortizações                           8,9                   8,9                   9,2
Outros                                     6,7                   2,9                   9,0
TOTAL                                     92,6                 83,6                 83,4

Antes que alguns Leitores se “assustem ou enjoem com tantos números”, eu prometo que não vamos continuar a detalhar estes valores … hahaha.

Olhemos, então, para as parcelas dos Proveitos:
1 Quotas e Bilheteira, uma parcela que levou um “roubo fiscal” (com o aumento de 17% do IVA) e que vai levar outro “rombo” com a inversão da distribuição das quotas entre a SAD e o Clube (passa a 25% para a SAD e 75% para o Clube); imaginemos que conseguimos prosseguir um objectivo de 20ME;
2 Sponsors, Marketing e “Outros”, um grupo sobre o qual todos aguardamos noticias importantes há’ já algum tempo, mas que, talvez por causa da “crise”, não parece permitir muita ambição; admitindo algum optimismo (e a ajuda das receitas com empréstimos de Atletas), imaginemos um objectivo de 40ME;
3 Prémios UEFA, um grupo para o qual, nesta fase, eu insisto em que temos de ter um objectivo anual de 20ME, que, em caso de insucesso, deve implicar imediatamente um impacto directo sobre o objectivo para as “Operações com passes de Atletas” (vulgo … VENDAS); e, finalmente
4 TV, a rubrica em que todos depositamos imensas expectativas e que mais vai poder contribuir para o crescimento dos Proveitos nestes próximos anos; admitamos que, neste “primeiro ano da Nova BTV”, conseguiremos atingir os 25ME.

Notem que estes 25ME que eu sugiro como receitas de TV não comparam diretamente com os valores anteriores desta rubrica, uma vez que me estou a referir aos “proveitos brutos” da BTV (automaticamente englobados pela consolidação integral das contas), enquanto os custos gerais da BTV já’ estarão incluídos nas outras rubricas dos custos operacionais que veremos a seguir.

Em síntese (20 + 40 + 20 + 25), estou a admitir que o total dos Proveitos “correntes” do Grupo possam atingir os 105ME, valor esse que deveria evoluir nos anos consecutivos até aos 120ME, pela ação simultânea do “alivio da crise” (com um eventual alivio em sede de IVA) e do crescimento da BTV.

Olhemos, agora, para as parcelas dos Custos:
5 Os FST’s, ou “gastos gerais”, que ainda não reflectiram o pleno impacto da BTV, pelo que os vou estimar em 30ME;
6 Os Custos com o Pessoal (idem, idem, aspas, aspas), que vou estimar em 55ME:
7 As Amortizações (calma, Companheiros, que explicarei mais adiante), que vou estimar em 10ME, admitindo algum impacto decorrente do alargamento do Seixal e de mais alguns investimentos estruturais, nomeadamente na BTV; e
8 O conjunto de todas as restantes e menores rubricas dos custos, que vou estimar em 10ME.

Ou seja (30 + 55 + 10 + 10), estou a admitir que o total dos Custos “correntes” do Grupo possam seguir um valor semelhante ao dos Proveitos (105ME), determinando um saldo equilibrado para os Resultados “correntes” e, a prazo, admitindo que o CA da SAD deve apontar para saldos positivos na medida em que conseguir controlar o crescimento dos custos abaixo daquele que obtiver com o sucesso da BTV.  

Se assim o conseguirmos e querendo ter um resultado final equilibrado em junho próximo, já sabemos que temos de obter um resultado positivo capaz de anular a tal “factura bancária” (18ME) de que falávamos no inicio destes raciocínios.

E para as próximas épocas (a partir de 2014/15, inclusive), o CA da SAD terá de “navegar” entre as duas margens seguintes:
1 Ou se permite aumentar os custos correntes (nomeadamente subindo o teto salarial) a par do crescente sucesso da BTV e deixa de poder contar com estes resultados correntes para “contrabalançar a fatura bancária”;
2 Ou mantém um controle apertado sobre os custos e, então, já vai poder caminhar no sentido de poder afirmar que … “não precisamos de vender”; ou, finalmente,
3 Prossegue uma gestão simultaneamente cautelosa e agressiva, seleccionando (num caminho intermédio) as rubricas dos custos cujo crescimento pode vir a proporcionar melhores resultados desportivos.

Depois de todos estes raciocínios, eis-nos chegados ao nosso grande objectivo, ou seja: afinal, quantos Atletas temos de vender para não deixar aumentar o Nosso endividamento e a consequente “factura bancária”?    

Vamos dar uma olhadela para o que foram os valores dos “Resultados com Operações sobre Passes de Atletas” (ROPA) nos 3 exercícios mais recentes: 11,4ME em 2012/13, (2,4ME) em 2011/12 e 7,5ME em 2010/11 …

“Ora porra”, dirão alguns dos Leitores, “então andamos a vender alguns dos Nossos melhores Atletas para só ternos esses resultados (“trocos”, hahaha), ou, até , chegarmos a agravar os prejuízos?”.

Pois, Companheiros, acontece que as “Vendas” são apenas a parte principal dos Proveitos, mas também há Custos neste grupo dos ROPA. Ora vejam a evolução das duas parcelas:

ROPA                                      2012/13            2011/12            2010/11
(+) Prov. Líquidos(“Vendas”)      41,4                 28,9                 35,0
(-) Amortizações                       30,0                 31,3                 27,5
ROPA                                        11,4                 (2,4)                 7,5

“Ai que essas cabras das amortizações só podem ser andruptas” … hahaha!

Uma vez mais, chegou o momento de voltar a explicar que “coisa” é esta …

Amortizações.  

Quando o Grupo adquire um qualquer W (o Vermelhão, por exemplo), um K (direitos de TV da Premier League), um X (uma piscina), um Y (uma impressora) ou um Z (o “passe” de um Atleta) e independentemente desses “preços” (W, K, X, Y ou Z) ou da forma como são pagos, não seria correto considerar todo o “preço” como custo do exercício em que a aquisição se concretiza:
1 O Vermelhão pode estar operacional por, pelo menos, 6 anos, ou seja, é mais correto distribuir o seu custo (W) em 6 “prestações” anuais iguais a 1/6 de W;
2 A Premier League foi adquirida por 3 anos, ou seja, é mais correto distribuir o seu custo (K) em 3 “prestações” anuais iguais a 1/3 de K;
3 A piscina foi construída para durar 20 anos, ou seja, é mais correto distribuir o seu custo (X) em 20 “prestações” anuais iguais a 1/20 de X;
4 A impressora pode servir durante 3 anos, ou seja, é mais correto distribuir o seu custo (Y) em 3 “prestações” anuais iguais a 1/3 de Y; e
5 O Atleta assinou por 5 anos, ou seja, é mais correto distribuir o seu custo (Z) em 5 “prestações” anuais iguais a 1/5 de Z.

Em síntese, as amortizações contabilísticas são uma técnica que visa imputar (fazendo corresponder) os custos aos exercícios em que o “bem” vai ser usado na actividade da Empresa.
Assim e isto é muito importante, as amortizações, sendo um custo, não correspondem a uma despesa!  

Regressando aos Atletas dos quais estávamos a falar, o “custo” anual de cada um é a soma entre o seu salário e a amortização do seu passe, embora a SAD só lhe pague a primeira parcela.
Regressando aos ROPA de que falávamos, admitamos que os custos anuais em amortizações do “preço” do Plantel se vão estabilizar naqueles 30ME, mesmo que a SAD mantenha o atual nível de investimentos em aquisições (talvez mais “caras” individualmente, mas em menor número, porque “compensadas” por alguns jovens produtos da “Fábrica”).
Se assim for e se quisermos obter um Resultado do Exercício (total e final) equilibrado, então temos de garantir que aqueles “proveitos líquidos” que designei por “Vendas”, tenham de compensar esses 30ME das amortizações mais os 18ME da chamada “factura bancária”, ou seja … 48ME!

Quer isto dizer que, sob todas estas hipóteses, se conseguirmos somar ao negócio Matic já concretizado, um (ou mais) outro (outros, em conjunto) que contribuam com outro tanto em “proveito liquido” (mais valia) … sim, estaremos dentro desse objectivo.

Mas muita atenção!
Pensem que uma coisa seria vender o Garay por 20ME (do qual temos 40% do passe), outra seria vender o AG (80%) por 15ME e outra, ainda, seria vender o Rodrigo (76%) por 35ME, só para dar 3 exemplos diferentes.
Em cada caso individual e além de termos de “descontar” a quota parte que Nos não pertence, de “descontar” outros eventuais custos das transacções (comissões, Fundo de Solidariedade, etc.), temos, sobretudo, de subtrair o valor (liquido das amortizações já efectuadas) de Balanço do respectivo passe.

Para melhor se perceber esta última variável, imaginem que o valor do passe do Matic deveria ser muito baixo (o valor remanescente de eventuais prémios de assinatura e renovação), enquanto os 50% do passe do Lazar Markovic que temos devem estar no Balanço por quase 10ME.
Essa uma razão adicional para avaliar como excelente uma eventual venda do AG por 15ME, uma vez que o seu passe deve ter um valor de Balanço próximo de zero.

Conclusão.

Finalmente, o Nosso Companheiro “218.219” tem a resposta que buscava:

1 Esta época, caso consigamos ter Resultados “correntes” equilibrados (com o impacto da BTV) e considerando a venda do Matic, devemos estar a cerca de 20ME em “mais valias” com outra venda (até junho), para garantirmos um Resultado do Exercício igualmente equilibrado (ou ligeiramente positivo)

2 Nas próximas épocas, a diferença (positiva) entre o crescimento dos Proveitos (BTV, melhoria de poder de compra e eventual alivio fiscal) e o desejável menor crescimento dos Custos “correntes”, vai reduzir a necessidade de obter mais valias com “Vendas” de Atletas.

Para finalizar, chamo a vossa atenção para a série dos valores dos Resultados Líquidos (totais) dos 3 últimos anos: (10,4ME) em 2012/13, (11,8ME) em 2011/12 e (7,7ME) em 2010/11.

São estes valores negativos que provocam um aumento do Passivo superior ao do Activo (contabilisticamente, recordem-se) e impedem que seja reduzido o Nosso endividamento (a tal “factura bancária”), a menos que o Grupo deixasse de investir.

“Investir?”, perguntarão alguns. “Mas como é que podemos investir se acumulamos prejuízos anuais?”, perguntarão outros. “Mas esses prejuízos não provam que a SAD tem dificuldades de tesouraria?”, perguntarão ainda outros.

Apesar deste texto já’ ir muito longo, tenho de aproveitar a oportunidade para desfazer estas vossas duvidas e, de caminho, desmascarar aqueles “do contra” que, com conhecimentos de Gestão, se servem destas vossas interrogações perfeitamente naturais para glosarem o que jocosamente designam por “Milagre Financeiro”.
Repetidamente, em quase tudo o que escrevo, tento demonstrar a perfídia e a má fé desses Companheiros e reafirmo que a SAD não tem nenhuma dificuldade de tesouraria.

“Mas como, se as Nossas despesas são maiores que as receitas?”.

Hei! Alto lá! Ninguém, aqui, esteve a falar de “receitas” e “despesas”!

Os resultados que estivemos a analisar são a diferença entre Proveitos e Custos e eu já expliquei que há um tipo de Custos – as amortizações, que não correspondem a “despesas”.

Pouca coisa?
Cerca de 40ME (reparem que há duas parcelas de amortizações)!
Ou seja, mesmo com 10ME de prejuízo final, as “receitas de exploração” podem ter excedido as “despesas de exploração” em cerca de 30ME!

Perceberam?
Perceberam o que é que leva os Bancos a “adorarem” a Nossa SAD?
Os Bancos olham para as Nossas Contas e, mesmo depois de lhes pagarmos um balúrdio em juros anuais (16/17ME), eles sabem que Nos sobra “liquidez” para amortizar empréstimos e/ou investir ainda mais!

Aquilo a que, simplificadamente, eu tenho chamado “cash flow” e que, mais rigorosamente, os “R&C” designam por EBITDA (“Earnings before Investment, Taxes, Depreciations and Amortizations”), avalia a capacidade do Nosso negócio de gerar e libertar riqueza, de acrescentar valor e representa o que se pode chamar um “milagre económico”.

Um “milagre económico” que se chama Benfica e que somos Nós! Nem mais nem menos!

Por isso me vão desculpar por não ser capaz de terminar este texto sem “gritar”, bem alto, mais umas quantas coisas …

Aos “Vieiristas” (não sei quem são), aos “do contra” e, sobretudo, aos que Amam este Nosso Clube, tenham, ou não, idade para ter chorado o quase desaparecimento a que quase Nos condenaram, eu quero “gritar” bem alto …

Que foi por isto, para isto e para o que vamos conseguir no futuro que foi indispensável recuperarmos a credibilidade que tínhamos perdido!
Que foi necessário suportar o “mamão chupista”, enquanto não construímos a alternativa!
Que foi necessário “cortar a âncora” da falta de Capitais Próprios e arriscar a reconstrução do Nosso Parque Desportivo, com o qual reconquistamos a autoestima e a capacidade de competir!
Que foi correto pressionar o POLVO (enriquecido por anos de domínio absoluto), assumindo os investimentos desportivos!

Tudo isto foi “facílimo” e, hoje, parece evidente, mas os francófonos usam uma expressão idiomática que se lhe aplica na perfeição: “il faut le faire”!

Degrau a degrau, com a ambição e a determinação de sempre, continuaremos a construir o Futuro Glorioso do Glorioso!

Connosco, quem quiser. Contra Nós, quem puder!
Por Benfiquismo e com patriotismo, erradicaremos o POLVO imundo do nosso Desporto!

Viva o Benfica!