sábado, 15 de junho de 2013

Politica de aquisições, Custos e “Lucros”

Por José Albuquerque

Tal como prometido no texto em que comentei as Nossas ‘Contas’ do 3º trimestre deste exercício (31.03.2013), eis-me a escrever para facilitar a compreensão destes assuntos a todos os que não estudaram ‘contabilidades’. Para o efeito e em vez de vos castigar com uma qualquer espécie de ‘aula’, tentarei atingir o objectivo através da exemplificação de questões muito práticas e, como estamos em plena ‘janela de mercado’ vamos começar por falar das “Operações com Passes de Atletas”, uma rubrica que, todos o sabemos, assume uma importância determinante no ‘negócio da Nossa SAD’. E se tu, Companheiro, és daqueles que dizem que “estou-me nas tintas para as contabilidades, porque o que eu quero é ter bons Atletas e que a Equipa conquiste títulos”, então fazes bem em ler este texto, a ver se compreendes, por exemplo, a razão pela qual o Glorioso não pode adquirir o passe de um atleta como o Ansaldi, ou a que permitiu que o crac Nos “roubasse” alguns atletas que a SAD já quase contratara.

Politica de aquisições
Comecemos, então, pela politica de aquisições da SAD, tal como aprovada e confirmada por sucessivas AG’s de Accionistas. Em síntese e simplificando, temos:
1 Adquirir jovens Atletas de elevado potencial; e
2 Estar activa no mercado, por forma a aproveitar oportunidades que possam constituir reforços importantes.

No 1º grupo, podemos enquadrar a esmagadora maioria das aquisições das últimas 6 épocas e, no segundo, cabem casos como os do Aimar, Saviola, Lima e o do próprio Garay, não sendo a idade dos Atletas o único factor a diferenciar estes dois grupos.
E qual é esse factor adicional a fazer a diferença?
A estrutura dos custos que cada Atleta representa para a SAD, uma vez que os primeiros, mesmo que os seus ‘passes’ custem bastante (como o Ola John ou o Sidnei, por exemplo), recebem salários relativamente baixos, enquanto no 2º  grupo encontramos Atletas que, estando ou não em fim de contrato, exigiram um investimento inicial relativamente pequeno (quando comparado com a classe confirmada dos Atletas), mas, em contrapartida, ‘furam’ o teto salarial e, eventualmente (como no caso do Saviola), exigem manobras de ‘optimização fiscal’ (ahahah) para viabilizar o acordo.

Custos
Ou seja, cada Atleta contratado pela SAD implica impactos em 2 diferentes rubricas dos ‘Custos”:
3 Por um lado, naturalmente, os seus salários contratuais (uma parte dos “Custos Operacionais”; e
4 O custo das “amortizações’ anuais do valor de aquisição do “passe”.           

E eis-nos chegados a este chavão – as amortizações, cujo entendimento é indispensável para entender as “contas”.
Não se trata de “amortizar um empréstimo”, que é coisa diferente. Trata-se de “amortizar” os valores de alguns itens do Activo, nomeadamente os respeitantes aos passes dos Atletas, no sentido de ‘distribuir’ esses custos de aquisição ao longo de toda a vida prevista para o contrato..
Vejamos o seguinte exemplo: adquiriu-se um Atleta por 10M (incluído comissões, eventuais ‘prémios de assinatura’ e demais custos de aquisição), com um salário anual de 1M e por um prazo de 5 anos. Qual será o “custo” anual deste Atleta? 11M no primeiro ano e 1M em cada um dos 4 anos seguintes?
Não! O custo de cada Atleta (fora eventuais prémios de desempenho e admitindo que o contrato não é renegociado ao longo da sua duração) é constante em cada um dos 5 anos e é igual à soma do salário (1M) com 1/5 do custo de aquisição (10/5=2), ou seja, 3M em cada ano.
Olhando para o Activo e independentemente da forma de pagamento, o passe deste Atleta “entra” com o seu Valor de aquisição (10M) e, depois, em cada ano, reduz-se pelo montante da “amortização”, passando, sucessivamente, a 8M, 6M, 4M … até ser igual a zero no final do contrato (fazendo sentido que possa sair “a custo zero”).
Quer isto dizer que, imaginando que o Atleta sai, dois anos após a compra, vendido pelos mesmos 10M que tinha custado, dessa operação resultará uma mais valia (Proveito extraordinário) de 4M, igual à diferença entre o valor da venda (10M) e o valor restante (“liquido”) do passe no Activo, após duas amortizações anuais (6M). Naturalmente e caso a forma de pagamento inicial do passe tenha implicado um recurso a financiamento (ou a simples emissão de garantias bancárias), haverá lugar à existência de “custos financeiros” (que não são amortizáveis) e que onerarão o exercício da compra.
Todo este arrazoado tem um único objectivo: o de explicar que a compra de um passe, sejam quais forem o seu montante e forma de pagamento, só pode implicar um “lucro” (mais valia), ou um “prejuízo” (imparidade), no exercício em que se verifique a venda desse Atleta. Ate lá, anualmente, o que emerge dessa compra são os ‘custos” em salários e amortizações do valor do passe (fora eventuais custos financeiros, obviamente).
Reparem que no momento da aquisição 3 tipos de movimentos contabilísticos podem acontecer: (a) Activo e Passivo não se alteram, porque “sai dinheiro da rubrica ‘caixa e bancos’ por contrapartida do ‘valor do Plantel’”, caso o pagamento se faça a p.p., ou (b) a compra faz-se 100% a crédito e Activo e Passivo aumentam ambos pelo valor de aquisição (no Activo pelo aumento do “Valor do Plantel” e no Passivo pela inscrição dessa verba na rubrica “Fornecedores”, ou, finalmente, (c) por uma qualquer combinação das anteriores alternativas.  
Toda esta embrulhada serve para que quem não estudou contabilidade, possa compreender que o conceito de “Custos” não é igual ao de “pagamento” e/ou “despesa”, tal como “Proveitos” não são todos os “recebimentos” e/ou “receitas”.
No exemplo em causa, no ano da aquisição do passe podem os pagamentos chegar a 11M (caso a compra seja liquidada “a pronto”), mas os “Custos” serão de 3M e iguais aos do segundo ano (em que os pagamentos já se resumirão ao salário de 1M). Já no exercício em que o passe é vendido (admitindo o pagamento igualmente imediato), a receita pode ser de 10M, mas o “proveito” será de apenas 4M, uma vez que, deixando o Atleta de fazer parte do “Activo”, haverá que “retirar” os 6M que restavam amortizar, indo o “saldo” contribuir para o “lucro” desse exercício.

“Lucros”
Agora que ficou claro que a aquisição de um Atleta não origina nem “lucro” nem “prejuízo” (“mais” ou “menos valias”), há sempre quem questione se estes resultados não podem, de alguma forma, ser ‘manipulados’, ao que eu respondo que sim e dou o exemplo seguinte …

Há uns anos o crac entendeu vender um seu activo ao Inter de Milão, activo esse que tinha uma “cláusula” de 40 ME, fazendo o negócio por cerca de 18 ME, valor que decidiram inflacionar, “criativamente”, avaliando em 6 ME o passe de um garoto com nome de grande futebolista (Pelé) e aceitando a respectiva devolução como parte do pagamento.
Sinceramente, não sei se o Agente desse rapaz recebeu a comissão sobre esses 6 ME (a que teria, legalmente, direito incontestável), mas duvido muito que o Inter lhe tenha pago o que quer que fosse, ainda que seja assunto que me não interessa absolutamente nada.
Já quanto ao Clube formador do miúdo, esse Nós sabemos que exigiu e muito bem, que lhe fosse pago (ainda que tarde e a más horas) o que lhe era devido por uma transacção de 6 ME: como o crac se andava a comportar como caloteiro, a Nossa SAD chegou a anunciar que não lhes enviaria os bilhetes regulamentares a que teriam direito para um desafio na Catedral, a menos que, finalmente, cumprissem com essa obrigação legal.
Contabilisticamente, o crac conseguiu, com essa “criatividade”, empolar em 6 ME os resultados desse exercício, tendo “pago” essa descarada manipulação de valores nos exercícios subsequentes em que teve de amortizar esse mesmo valor, em que teve de pagar (pagar-Nos) as inerentes responsabilidades e, finalmente, suportar a imparidade restante quando cedeu o garoto (em troca de nada, claro) a uma qualquer sucursal.

Voltando ao principio, ao caso do Ansaldi que exemplifica todos aqueles pedidos de “um lateral confirmado e que não seja uma adaptação”, atleta que estaria no mercado por cerca de 5ME, mas que tem um salário anual liquido de impostos de quase outro tanto, um contrato de 5 anos apenas custaria 1ME em “amortizações”, mas custaria uma verba insuportável em salários anuais, alem de colocar em causa a sempre necessária coesão no balneário.
Acresce que a fiscalidade em Portugal também não ‘ajuda’ nada, por não ser competitiva com a da esmagadora maioria dos outros países europeus (neste momento, creio que apenas a França segue pior), diferença essa que parece ter estado na origem das operações de “engenharia fiscal” que envolveram os empréstimos do Reyes e do Sálvio e as aquisições do Saviola (que teria um salário de 3,5ME em Madrid) e do próprio Garay (idem).

Seguramente que quase todos nos surpreendemos quando o técnico do B. Dortmund afirmou que “toda a equipa custou 38ME”, mas eu não necessito de ir pesquisar as “Contas” desse clube para garantir que aquela equipa custa muito mais do que esse valor e só em salários anuais, além de ter a certeza de que o respectivo valor de balanço também ultrapassa e muito, esse suposto custo.

Finalmente e como conclusão, a menos que queiram ver o Glorioso regressar a uma gestão de alto risco, seria bom que parassem de sugerir aquisições de alguns atletas (dos tais “confirmados e que não são adaptações”) cujos salários seriam incomportáveis para a SAD.

Viva o Benfica!      

15 comentários:

  1. Grande José!
    Para outros companheiros pode não ser, mas, para mim, seguramente que foi uma aula de grande categoria!
    Obrigado

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    1. Enormerrimo Guachos, Companheiro,

      Ainda bem que gostaste e consideraste inteligivel, condicao para este 'testamento' ser eficaz.

      Haveremos de voltar a falar deste conceito (amortizacoes) mais para diante.

      Viva o Benfica!

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  2. bom texto Jose e muito compreensivel ou inteligivel cm lhe queiras chamar......mas agora pergunto eu deste o exemplo do Ansaldi mas de certeza k cm tantos jogadores k vamos buscar muitos deles com ordenadoa na oedem dos 500m € tvz ate nem fosse ma ideia ir buscar esse jogador sw pensassemos k esses jogadores (10 dariam p pagar o ordenado do Ansaldi) podem eventualmente como tantas e tantas vezes acontece nao darem em nada e como tal termos jogadores que dps teremos de vender por valores irrisorios nao gerando por isso qq mais valia??

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  3. Enorme dlmd07, Companheiro,

    Talvez tenhas razao, desde que tenhas a certeza de que o Atleta em causa vai dar o retorno desportivo esperado (porque retorno financeiro, esse nao e nada provavel) e isso pode ser ... muito arriscado, vide o exemplo do 'Ibra' em Barcelona.

    Entretanto, diz-me tu o que te parece que pode suceder num balneario onde os melhores e os mais antigos ganham entre 1,5 e 2ME, quando 'entra' um outro Atleta (mesmo que fosse melhor, o que nao seria o caso do Ansaldi) a ganhar o dobro ou o triplo?

    Eu nao percebo muito disto (e nunca joguei futebol profissional), mas arriscaria que uma tal situacao teria de acabar em ... DESASTRE!

    O que te parece?

    Viva o Benfica!

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    1. Ansaldi não conheço porque nunca vi jogar, mas serve para o que penso na maioria dos casos similares...
      Qualquer jogador que venha para o Benfica, vai ser cobrado como se do Messi se tratasse! Se for caro ou "roubado" aos corruptos será trucidado ao mínimo erro, erros que na maioria dos casos nem são da sua própria responsabilidade - vide o caso de Roberto e outros...
      Tudo serve para amesquinhar e desvalorizar os jogadores!
      Cheguei a ler na CS que o Moretto por exp.tinha sido mal batido num penalti!!!

      Perante este cenário e enquanto o Benfica não souber ou não poder defender os seus jogadores (activos) como muito bem faz o clube do putedo (há que reconhecê-lo embora não lhes gabemos os meios) não sou a favor de contratações de jogadores do tipo Ansaldi; nem muito bons nem muito maus, antes pelo contrario, caros como o raio, e, que o pessoal apenas conhece de 'ouvido' ou do youtube!
      Prefiro - mil vezes, confiar no "olho clínico" de J.Jesus e dar crédito aos Melgarejos...
      Mas isso sou eu, que só acredito que os moços são bons ou maus quando os vejo jogar!
      Não emprenho pelos ouvidos, mesmo.

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  4. Mais uma vez obrigado, grande amigo José Albuquerque.


    Agradeço esta explicação que para mim, já era tida como dada, mas se não for demasiado, e sempre conforme a tua disponibilidade, pedia-te mais um destes elucidativos "testamentos" em relação a uma coisa que sempre me deixa com dúvidas quando analiso os nossos (e os dos outros relatórios).

    É a questão dos "custos amortizados" e "valor nominal" na rubrica "saldos de Fornecedores".

    Um exemplo retirado do último relatório semestral:

    Tinhamos a 30/06/2012 um saldo (não corrente) com o Defensor Sporting (Maxi Pereira) de:
    a) Valor Nominal: 3,1 milhões
    b) Custo Amortizado: 2,751

    Já no final do semestre, portanto a 31/12/2012, o saldo era conforme:
    a) Valor Nominal: 1,8 milhões
    b) Custo amortizado: 1,608

    O que quer isto dizer? Devíamos a 30 de Junho 3,1 milhões e em Dezembro apenas 1,8? e se assim for, que valores são os do "custo amortizado" e o que isso quer dizer? Serão os custos amortizados no activo intangivel (o tal valor contabilistico do jogador)?

    Desculpa, mas sinceramente, os meus parcos conhecimentos não chegam para me elucidar, espero que tendo tu a disponibilidade e a paciência, possas elucidar a mim e outros que como eu navegam à bolina nestas águas contabilísticas mais profundas.

    Um abraço,
    Filipe.

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    1. Enorme Filipe, Companheiro,

      “Xiça, penico”, não podias ter uma dúvida mais fácil para eu tentar explicar-te, ahahah?

      Bem, antes de mais toma nota que eu não sou nem Contabilista, nem Técnico de Contas, nem ROC, pelo que se necessitares de uma explicação técnica, então sugiro-te que escrevas diretamente ao CA da SAD (ou ao CF do Clube) a pedir esse esclarecimento, a menos que tenhas algum amigo verdadeiramente especialista na matéria, ao qual possas recorrer.

      Pelo meu lado, creio que podes confiar no que a seguir te escrevo:

      1 O Grupo Benfica continua a contabilizar e apresentar todos os valores pelo “custo liquido” e não pelo “custo amortizado”, exceto e citando o “R&C” – “As dívidas de fornecedores e outras dívidas a pagar não correntes e correntes com vencimento superior a seis meses, quando não vencem juros, são registadas ao custo amortizado utilizando o método da taxa efetiva, deduzidas das perdas por imparidade que lhes estejam associadas” (fim de citação);

      2 Julgo estar em estudo o impacto de uma eventual generalização deste “novo critério do custo amortizado”, na sequencia de recentes normas emanadas da IFRS (a número 7, creio) e do IASB (31 e 32, creio) sobre “Offsetting de ativos e passivos financeiros”.

      Explicando em português, repara no seguinte exemplo: se tu tens um compromisso de pagar 1000 euro no dia 31 de dezembro deste ano e escriturasses o teu “Balanço” em 31/12/2012, colocarias no teu Passivo essa responsabilidade pelo valor de (a) 1000, utilizando o “critério do valor liquido”, ou pelo valor “amortizado” de (b) 960, se admitires que tens acesso a uma taxa (de juro) efetiva que te permita ‘transformar’ esses 960 em 31/12/2012 em 1000, um ano depois.

      Obviamente, qualquer empresa que adote estes “novos critérios” para apresentar as suas contas, tem de o fazer para os “Ativos” e “Passivos” em simultâneo, sob pena de incoerência.

      Repara bem que, neste aspeto, já não estamos a falar de “Contabilidade” (os registos contabilísticos continuam a fazer-se pelos mesmos valores), mas de “Apresentação de Contas” (ou “Reporting”, se preferires) e há casos em que (Empresas com prazos médios de pagamento e recebimento muito diferentes) pode ser importante o impacto deste “novo critério”.

      Espero ter-te ajudado alguma coisa, ahahah.

      Viva o Benfica!

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    2. Tá, Obrigado companheiro,

      Percebi bem o que escreveste e agradeço a disponibilidade que sempre mostras em ajudar.

      No entanto, ainda me subsistem alguma dúvidas em relação a este assunto. A culpa não será tua, será minha por certo, quem me mandou dormir nas aulas de contabilidade "avançada"?

      Abraço,

      Filipe

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  5. Caro José Albuquerque

    Brinda-nos sempre com a clareza das exposições e a segurança dos números porque desta forma os leigos como eu nessa matéria, podemos mandar um tal batráquio BCool, sentar-se sobre um monte de urtigas e coçar o traseiro com os truques com que tenta enganar papalvos afim de atingir LFV.

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    1. Enorme Joseph, Companheiro,

      Obrigado pelo teu reiterado apoio.

      Ja quanto ao Companheiro B Cool, deixa que te diga que, quando ele vem comentar os textos que escrevo, ja consigo manter debates produtivos, uma vez que ele parece ter abandonado o preconceito (anti Vieira) que lhe condicionava os raciocinios.

      Se procurares num texto mais antigo (um em que eu 'comparo' as Nossas contas com as da osgalhada e do crac), ate poderas constatar que ele teve a hombridade de reconhecer que eu o ajudei a superar alguns erros, o que me parece verdadeiramente notavel.

      Viva o Benfica!

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    2. Companheiro José Albuquerque

      Folgo muito que assim seja mas, pessoalmente, não confio em pessoas que escreve, logo se identifica, com a "filosofia" em certos "blogs". Creio não ser nenessário mencionar.É que estou farto de "troca-tintas".

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  6. Companheiros,

    Estive a ver as capas da pasquinada e … pergunto-me como é que os Benfiquistas continuam a ‘papar estes grupos’.

    Depois de terem andado a ver se Nos ‘vendiam’ o janela, agora já dão o Carraça a ser substituído pelo Lourenço Coelho e eu pergunto-me como é possível os jornaleiros continuarem a confiar num “bufo” que só lhes conta mentiras. Obviamente, continuam todos a tentar ‘adivinhar’.

    Mas a medalha de ouro da parvoeira, hoje, tal como quase sempre, vai para a ‘superbenfiquista’ bolha!
    Dando letras garrafais e “mais poder” ao Técnico (eu dou alvissaras ao Leitor que me explique como é que se podem aumentar “os poderes’ a um Técnico e, insisto, sobretudo sem lhe dar mais trabalho e responsabilidades), ‘anunciam’ que: (1) não vai haver mais nenhum Diretor Geral (o Presidente anda a cortar nos custos, ahahah) e (2) o Rui Costa vai passar a estar “mais perto” da Equipa.

    Mais alvissaras a quem me explicar como é que o Administrador com o pelouro de todo o futebol pode ficar “mais perto” da Equipa. Será que vai mudar o gabinete para o Seixal?

    Afinal, parece que tinham razão os que defendiam os desmentidos oficiais contra as “noticias” que iam anunciando as novas aquisições e os da pasquinada, cansados de serem envergonhados, decidiram aplicar os seus excedentes de criatividade em outros aspetos do Clube.

    E ainda há Companheiros que paguem para ler merdas assim?

    Viva o Benfica (PORRA)!

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  7. Meus caros Guachos e J.Albuquerque.
    Um pouco off-topic, será possivel elucidarem-me, caso tenham comparecido,dos acontecimentos vividos na nossa Assembleia Geral?
    Tenho lido muitas versões contraditórias, especialmente quanto ao comportamento do Presidente da mesa,Luis Nazaré, que para alguns terá tido muita paciência para com alguns consócios mais "acesos" e que para outros não foi digno das funções para as quais foi nomeado-representante de todos os sócios.
    Eu estive nas famigeradas assembleias do tempo do Vale Azevedo, e pelo que li não houve nada de especial a não ser as "bocas" que são normais nos contestatários.
    Eu sou pelo Benfica, e a democracia faz parte do nosso ADN, e só admito que não se dê ou se corte a palavra aos sócios em casos de extrema gravidade.Como diz o nosso consócio AMiguens, nem se é Presidente do Benfica ou Presidente da Mesa, está-se Presidente, como qualquer um que seja eleito mas apenas para nos representar.
    Dada a credibilidade que me merecem, agradecia um esclarecimento se for possivel,porque já não me parece normal que as ultimas Assembleias do Clube se tornem um qualquer regabofe, onde segundo li até estariam presentes elementos da secção de boxe do Clube, como factor de intimidação da dita "oposição".
    Será isto verdade?Custa-me a crer...
    Viva o Benfica!!

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    1. Enorme "chakra indigo", Companheiro,

      Eu nao estive na AG, mas esteve la um meu Filho, pelo que poderia relatar-te a visao que ele tem dos acontecimentos.
      Como o tema ja assume uma gravidade preocupante, decidi fazer mais do que isso e mal tenha um pouco de tempo, comprometo-me a escrever um texto sobre este tema.

      Ficamos combinados?

      Viva o Benfica!

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  8. Agradeço e aguardo por esse relato que reputo antecipadamente como credivel.
    Viva o Glorioso Benfica!!

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Se pertenceres aos adoradores do putedo e da corrupção não vale a pena perderes tempo...faz-te à vida malandro.