sábado, 10 de maio de 2014

Benfica, o “Modelo” e o futuro.

Por José Albuquerque

Já depois de escrito meu último texto sobre o Fair Play Financeiro, o GUACHOS fez eco (aqui) ao que o AS espanhol publicou a propósito do Modelo de Gestão do Clube e, finalmente, fomos confrontados com um novo paradigma que pode vir a determinar o futuro da gestão de todos os grandes clubes de futebol, na sequência de um novo acórdão de um Tribunal Belga – o “Acórdão Dahmane”.

Vale a pena recordarmos uma perspectiva histórica, ainda que muito sinteticamente …

O futebol como desporto amador.

Desde o seu aparecimento até ao final da primeira Grande Guerra, o futebol foi-se divulgando como um entre outros desportos amadores e foi só no inicio dos anos 20 que surgiram os primeiros exemplos de uma profissionalização que começou pelos técnicos e, depois, se generalizou aos atletas e aos “gestores” das estruturas que suportavam as melhores equipas, num processo iniciado em Inglaterra (copiando modelos dos desportos mais populares nos EUA), que se estendeu aos principais países europeus e que, verdadeiramente, só chegou a Portugal cerca de 30 anos depois (recordem-se que os próprios “5 violinos” eram semiprofissionais).

O futebol como desporto profissional – a aurora de uma “indústria”.

A generalização do profissionalismo no futebol (muito acelerado pelos países do bloco soviético), concomitantemente com o boom económico na Europa do pós segunda guerra  e a generalização da TV a cores, criaram as condições para o surgimento de uma nova “indústria” na Europa (copiando os modelos já existentes nos EUA para o baseball, o futebol americano, o basketball e o hóquei no gelo), que contribuiu, determinantemente, para transformar o futebol no desporto mais popular em todo o mundo.
Nessa fase, em Portugal, assistimos ao processo que levaria o Nosso Clube a assumir uma hegemonia clara em todo o fenómeno desportivo e a chegar ao areópago dos clubes mundiais, apesar da pequenez do mercado interno e muito pela soberba fonte de talento atlético que constituíam as províncias africanas.

O “Acórdão Bosman” e o fim da “escravidão” dos atletas.

Enquanto no Portugal democrático e desestruturado se começava a implantar um POLVO imundo e grosso que acabaria por garrotear a Verdade Desportiva no futebol e em várias outras modalidades, a Europa assistia a uma progressiva vulgarização de “grandes transferências” de futebolistas, com a chegada dos mais talentosos sul-americanos e alguns exemplos de “imigração” para os países em que a “indústria” do futebol era (como ainda é) capaz de movimentar verbas mais vultuosas. Foi nessa altura que, internamente, testemunhamos as primeiras “exportações” de futebolistas (como o Humberto, o Chalana, ou o Futre, entre outros).
Ainda assim e até ao caso Bosman, as exportações de futebolistas eram exemplos excepcionais, que só aconteciam com os atletas de eleição, principalmente porque essas transferências só podiam acontecer com o acordo integral do clube “vendedor”, não tendo os atletas qualquer forma de “pressão”.
Foi no inicio dos anos 90, com o chamado “Acórdão Bosman” que esta realidade se alterou dramaticamente, passando todos os clubes fora do “clube dos ricos” a saber que nunca mais poderiam reter os seus melhores futebolistas.

O “Modelo” do Benfica.

Embora saudando o trabalho jornalístico do AS sobre o Glorioso, que constitui mais uma pedra na reconstrução do Nosso prestígio mundial, quem, como eu, conhece este tema a fundo, não pode (e não posso) deixar de o considerar apenas uma aproximação simplista (ou mesmo simplória) ao Modelo de Gestão que foi idealizado, projectado e planeado a longo prazo pelo conjunto de Sócios que se juntaram em torno do Manuel Vilarinho para colocar um fim ao período mais negro da Nossa História (na altura ainda não) centenária.
Mas uma coisa eu vos posso garantir: esse modelo sempre previu a exploração (no melhor sentido da palavra) de dois factores fundamentais: em primeiro lugar, a Enorme dimensão do Benfiquismo, uma das raras Místicas clubísticas com dimensão pluricontinental e, depois, a formação e valorização dos Nossos Atletas, como fonte de proveitos avultados.

Nesses dias “de raiva”, sabíamos que teríamos de começar por recuperar o Clube e a Nossa credibilidade (sem a qual nada seria viável), tal como não duvidávamos que os Benfiquistas haveriam de apoiar o Clube até ao limite das suas capacidades e que a valorização dos Atletas seria uma fonte de rendimentos sem a qual a recuperação do Clube demoraria o dobro do tempo. Não tem nenhuma importância, mas esta é a explicação para a prioridade que alguns demos ao investimento no Seixal, mesmo antes da construção da nova Catedral.

Portanto, o AS errou ao dar ao Nosso modelo de gestão o nome do Presidente!
O Companheiro Luís Filipe Vieira tem inúmeros méritos em todo este processo (incluindo neles a “subversão” do calendário previsto, antecipando a nova Catedral), mas ele foi, apenas, um de muitos que estudaram a situação do Clube no final do milénio e concluíram qual deveria ser o caminho a percorrer: este que agora designam por “Modelo Benfica”.
Sobrevivem várias dezenas de testemunhas que podem comprovar que até a uniformização da imagem das Casas (e a sua interligação via intranet), a Benfica TV, o Benfica Stars Fundo e a exploração directa dos Nossos direitos televisivos constavam nos planos de longo prazo que foram concebidos naquela época.

As “novas” condicionantes do futuro.

Há uns dias escrevi algumas linhas sobre como prevejo as consequências do FPF no futebol das próximas décadas e, especialmente, sobre como entendo que ele deve ser enquadrado naquele que venho designando como o Nosso novo paradigma de Gestão. Tenho que admitir que nenhum processo do tipo FPF foi previsto pelas largas dezenas de Companheiros que colaboraram com o MV e o LFV naquele que eu chamo o “ano da raiva”: naquela época, o que admitíamos era que todas as instituições do futebol, quer as nacionais, quer as supranacionais, iriam ser obrigadas a regular as trocas comerciais entre os clubes, garantindo que os compromissos eram cumpridos.

Mas uma coisa eu posso garantir: o último documento que lhes foi entregue (a dois dias da AG eleitoral), chamado “Agenda X – XX” (e que era uma visão dos cenários prováveis para os anos de 2010 e 2020) estava um capitulo … “Acórdão Bosman II”, escrito por um Companheiro especializado em legislação laboral e com profunda experiência e contactos no movimento sindical europeu.
Nesse capitulo, previa-se que em 2010 (ou até 2012) já existiriam instrumentos legais que regulariam as indemnizações máximas que os futebolistas teriam de pagar no caso de quererem rescindir os seus contratos, como uma espécie de “degrau intermédio” entre a situação formulada no “Acórdão Bosman” e uma situação final em que a contratação de atletas será regida legalmente como qualquer outro contrato de trabalho. Ou seja, já na altura ficou previsto que o que agora se chama “Modelo Benfica”, na sua fonte de proveitos originada na valorização de Atletas, teria de vir a ser alterado num horizonte de 10 a 20 anos.

Tardou (felizmente), mas ei-lo: um Tribunal belga acaba de estabelecer que qualquer atleta pode rescindir, sem justa causa, o contrato que o vincula ao seu clube, desde que pague uma indemnização no montante do dobro dos seus salários vincendos até ao final da época (e não mais até ao final do contrato), com o mínimo de 50% do seu salário anual (e um máximo de 200%, logicamente)!

Eu não sou um especialista nestas matérias (longe disso), mas recordo-me de já ter dado conta, num texto de há dias, da “alteração” verificada nos regulamentos de transferências com aquela introdução do “período de protecção dos contratos”, tal como alguns já tinham sido surpreendidos com o limite máximo de 3 anos para a duração máxima dos contratos com atletas com menos de 18 anos.

Não será para amanhã, mas já faltam poucos anos (esse Nosso Companheiro falhou na previsão que fez para 2010/12, mas vai acertar naquela que fez para 2020) para que, na Europa, os contratos de trabalho com futebolistas sejam semelhantes, pelo seu enquadramento legal, a todos os outros contratos de trabalho.

Claro que eu antecipo que a UEFA (e a FIFA, posteriormente) vai produzir regras que garantam aos clubes “vendedores” um (tão) largo (quanto possível) período de ambientação, bem como um reforço das compensações aos clubes “formadores” (que, rapidamente, vão passar a ser função do salário anual dos atletas, em substituição dos atuais 5% sobre o valor da transacção), mas, mesmo assim, o que está em perspectiva é uma realidade completamente nova, muito favorável aos clubes dos países com maior mercado interno
Este cenário vai provocar uma revolução bem mais profunda e rápida que o FPF, uma vez que, agora sim, ficam em causa os “agentes” e os “fundos de investimento”, além dos “supernegócios” dos clubes reconhecidos como os melhores “vendedores”, entre os quais encontramos o Benfica.
Perante este novo cenário, aqueles Bancos que acabam de “enterrar” mais 80ME no clube da osgalhada talvez tenham algumas explicações adicionais a apresentar aos seus accionistas …

Conclusão.

Uma vez mais me vou regozijar pelo Enorme sucesso da BTV e da Nossa “Fábrica”, os dois pilares fundamentais do novo paradigma de gestão do Nosso Clube para os próximos 5 anos, tal como pela “sorte” que tivemos por não termos sido confrontados com estas novas realidades há 5 anos atrás.
Paralelamente e no caso de a UEFA querer que o futebol europeu se mantenha com uma escala continental, urge a criação de um verdadeiro Campeonato Europeu de clubes, “todos contra todos e em 2 voltas”, ou talvez, mesmo, dois (com uma primeira e uma segunda divisões), sem o qual nenhum clube fora dos 4 maiores países (ou 5, se incluirmos a Rússia) conseguirá ser sustentadamente competitivo, talvez com a única excepção do … Glorioso Sport Lisboa e Benfica.

Viva o Benfica!  

18 comentários:

  1. Para quem só quer é que o Glorioso ganhe fica muito mais enriquecido com esta explicação tão clara dos caminhos que estamos e vamos percorrer.
    Obrigado pelo tempo que "perde" a explicar estes temas ao povo Benfiquista,
    Viva o Benfica, sempre Grandioso!!
    PS_Extra assunto-para quando uma mordaça na boca de uns quantos comentadores da SIC e da TVI?

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  2. Enorme Chakra Indigo, Companheiro,

    Obrigado pelo incentive, mas deixa que te diga que, na minha humilde opiniao, os Companheiros Leitores do GUACHOS nao necessitam de me agradecer por estes contributos, porque, ao fazer a minha parte, eu nao vou alem da minha obrigacao.
    Se cada Benfiquista fizer o que lhe compete, o Glorioso sera', eternamente, o Maior Clube do Mundo!

    Companheiro "Anonimo",

    A vida faz-se de inquietacao, sempre assim foi e sera'.
    Se pensarmos bem, esta "especificidade" dos contratos de trabalho dos futebolistas nao tem razao de ser e tem contribuido para uma imensa distorcao do Mercado.
    Ja' se sabia, desde ha' cerca de 15 anos, que os Sindicatos iriam estimular o surgimento de processos com os quais iriam "desafiar" os tribunais de quase todos os paises da UE (em Portugal, creio que existem 3 processos, um dos quais ja' em recurso), para conseguirem "abanar esta barraca" da UEFA (e da FIFA).

    O que esta' em causa e' planear a transicao!
    Caso todas as partes envolvidas assumam esta atitude com seriedade, esta "revolucao" vai poder fazer-se com muito mais beneficios que problemas. Disto, eu nao tenho a menor duvida.

    Agora, claro que eu compreendo a tua sintese ...
    Para um clube como, por exemplo, o SCP, que parecia assentar o seu "modelo" no unico pilar da "exploracao de uma fabrica de jogadores", ... o cenario e' muito mais que inquietante.
    Por outro lado, a medio prazo, vamos deixar de ver jovens atletas de alto potencial (como o Bruma, ou o WC) a serem estrelas numa equipa em que ha' outros a ganhar 50 vezes mais, o que constituia uma injustica gritante.

    Viva o Benfica!

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  3. Mais uma vez, parabéns pelo post. Algumas questões:

    - Qd diz "ele foi, apenas, um de muitos que estudaram a situação do Clube no final do milénio e concluíram qual deveria ser o caminho a percorrer", quem eram os outros?

    - Se considera tb a equipa B e a sua integração na 2ª Liga um dos pilares do sucesso actual do clube? e se os atletas do plantel principal não deveriam rodar mais na equipa B para manterem melhores níveis competitivos e valorizarem o desenvolvimentos dos mais novos? o mesmo acontecendo no sentido inverso... os que passam ao plantel principal acabam por não estar na A nem na B...

    - Campeonato Europeu todos-contra-todos - O que seria necessário fazer desde já para preparar o Benfica?

    - Como vão evoluir os proveitos das transmissões dos jogos nas várias plataformas quer a nível nacional quer internacional? os corruptos vão continuar a sofrer por falta deste financiamento a nível nacional? quais seriam os montantes no caso de surgir o tão desejado Campeonato Europeu todos-contra-todos?

    - Investimentos noutras áreas económicas que permitam compensar as eventuais perdas pelas alterações que referiu das leis laborais? poderá o Benfica a transformar-se num grupo económico forte como a Sonae ou a Jerónimo Martins?

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    1. Enorme Francisco B, Companheiro,

      Obrigado pelo excelente conjunto de questoes que vieste levanter. Aqui tens as minhas opinioes (humildes, que eu nao sou nenhum especialista)

      1 Quando o JVA recusou uma proposta de apoio financeiro (muito substancial) de um conjunto de Companheiros que colocavam como condicao a de "terem voto" na respetiva aplicacao, deu-se inicio ao movimento que conduziu o Manuel Vilarinho a formalizar a sua candidature. Durante mais de um ano, um numero crescente de Companheiros deu forma a um longo trabalho de investigacao sobre a real situacao do Clube e de preparacao do seu future Plano de Gestao. Esse processo resultou tao bem e teve tantos (e tao bons) colaboradores que se tornou progressivamente mais ambicioso, pelo que comecou pelo estudo da situacao e elaboracao de uma especie de programa eleitoral, para se estender a varios (talvez uns 10, ja' nao te posso garantir exatamente) "Relatorios" e "Planos" que eu espero que ainda possam, um dia, vir a ser publicados, quanto mais nao seja pelo seu interesse historico.
      Sim, eu tenho muito orgulho em ter sido um desses Socios que contribuiram nesse processo, mas fui apenas um entre tantos (talvez mesmo mais de cem).

      2 Estou inteiramente de acordo com uma crescente integracao entre as Equipas A e B, como um dos pilares para o sucesso future do Nosso futebol profissional, que me parece ter virtualidades fenomenais, quer em beneficio dos Atletas mais jovens (ou a integrar, se vindos de fora), quer em beneficio das duas Equipas. Naturalmente, creio que isso exige uma integracao absoluta entre as equipas tecnicas e, posteriormente, podera' ser extensivo (como "modelo") a todos os escaloes, ou seja: promovendo algum entrosamento entre a Equipa B e a sub-19, entre a sub-19 e a sub (ou os Atletas com 18 anos) e a sub-17, etc.
      Recorda que a Nossa Equipa B tem apenas 2 epocas e que a primeira nao explorou essa interacao minimamente (por falta de/da "estrutura").

      3 Sinceramente, eu creio que a Nossa SAD esta' perfeitamente preparada para responder a esse desafio e espero que, se nao hoje pelo menos a muito curto prazo, tambem a Nossa BTV esteja preparada para garantir a cobertura de todos os desafios desse(s) campeonato(s) que se disputem em Portugal. Capice?

      (continua)

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    2. (continuacao)


      4 Esse desejado Campeonato Europeu de Clubes (tal como uma sua eventual segunda divisao europeia) necessita de um imenso acordo entre todos os intervenientes (Federacoes nacionais incluidas), mas tem essa condicao necessaria (e quase suficiente, ahahah) de haver um operador europeu (ou um sindicato de operadores nacionais) capaz de lhe assegurar uma cobertura de primeirissima qualidade (superHD, interatividade total, etc.) que seja o disparador dos sponsors.

      5 Conheco alguns Benfiquistas que defendem estrategias como essa que (quase) sugeres, mas eu sinto que temos muito caminho para fazer antes de sermos confrontados com essa alternativa. Concretamente, acredito que o Nosso caminho ainda passa pelo crescimento do numero de Socios e pelo alargamento das vantagens que lhes podem ser conferidas pelos Sponsors do Clube. Numa segunda linha, ainda acredito que temos um significativo potencial a explorar em parceria com os Socios e Adeptos da diaspora e dos paises lusofonos.
      Em conjunto, so' estas duas linhas de crescimento/desenvolvimento ja' Nos poderao "ocupar" por uma boa dezena de anos.
      Mas em um ponto (e que ponto) eu estou 100% de acordo contigo: O CLUBE NAO PODE PARAR!

      Desde a crise do final do seculo passado que eu acredito que o Glorioso nunca mais se pode "satisfazer" com qualquer nivel de sucessos (por mais e maiores que eles sejam). Por outras palavras, creio que e' "obrigacao" dos Benfiquistas e daqueles que forem eleitos para dirigir o Nosso destino, o de ... tentar descobrir os limites do Benfica e, de uma vez por todas, deixarmos de apenas falar do Nosso "potencial".

      Espero ter contribuido para estas tuas questoes, mas gostava muito que outros Companheiros contribuissem com as suas opinioes.

      Viva o Benfica!
      (Jose' Albuquerque)

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  4. Enorme Companheiro José Albuquerque,

    Os cabrões dos belgas (que como todos sabemos são franceses estúpidos ou holandeses pedófilos) vão dar cabo do futebol, primeiro com o acordão Bosman agora com essa aberração do acordão Dahmane.


    Parabéns por mais um excelente post,

    Abraço

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    1. Enormerrimo Carlos Alberto, Companheiro,

      Embora compreenda inteiramente esse ponto de vista, eu nao posso deixar de te alertar para a inevitabilidade da evolucao e se e' verdade que o atual regime (Lei Bosman) nao desfavoreceu os atletas (sobretudo os melhores e menos jovens), tambem temos de reconhecer que ele desfavorece e muito, os atletas mais jovens: basta notar nos exemplos de alguns atletas (do SCP, por exemplo) que veem as suas carreiras (e os salarios) condicionados pelo clube formador.

      Viva o Benfica!
      (Jose' Albuquerque)

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  5. Caríssimo e estimado amigo José Albuquerque,

    Fantástico como sempre este teu valoroso contributo para o esclarecimento da nação Benfiquista. Algo digno de todos os agradecimentos e elogios.

    Agora, para a próxima vê é se trazes boas notícias... Hehehehehe.

    Estou a ficar louco com o futebol. Arranjo uma distracção, algo emotivo e razoavelmente irracional para me distrair e passado algum tempo, dou comigo a arrancar cabelos pelo quase ódio aos corruptos por detestar injustiças...

    Depois o desporto passa a ser também um quase negócio e vejo - me na necessidade de ter lições de economia para entender tudo o que se passa...

    Finalmente, quando começo a passar do nível « economia para tótos » para... um já honroso « tótós que pensam que já pescam alguma coisa do assunto », aparecem estes belgas loucos da cabeça e complicam tudo novamente...

    Raios os « partiça » mais as suas ideias parvas... qualquer dia, transformam o futebol não em tempo de lazer e diversão, mas sim, em tempo de irritação...repito, raios « partiça » o raio dos belgas!

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    1. Ahahahahah, so' tu para me fazer rir desta forma, ahahahah.

      Por tudo e porque tu mereces, vou tentar ensinar-te a principal "lei" da Economia

      (espero que isto resulte graficamente ....)

      Toma muita atencao:

      ooooooooooo
      b
      b
      b
      b
      b
      OOOOOOOOOOO

      Deve ler-se assim: "os pequeno, b dece, os grande"

      Agora a serio ...

      Uma Empresa de futebol nao pode funcionar sob leis diferentes das outras.
      Um "tecnico" de futebol nao pode ter um contrato de trabalho diferente de um "tecnico" de engenharia, medicina, ou gestao.
      As Empresas maiores podem ter vantagens, mas nunca conseguem (dentro da Lei) ter 100% do Mercado.
      As Empresas menores, podem ser tao boas e tao lucrativas como as maiores.

      E, finalmente ...

      A "civilizacao" de algumas especies de formigas e' espantosamente complexa e bem organizada, mas ... e' igual desde ha' dezenas de milhar de anos.

      Ou seja, inteligenbtes somos nos, que nao temos medo de evoluir.

      Viva o Benfica!
      (Jose' Albuquerque)

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    2. A Economia é a ciência das escolhas... sempre que escolhemos algo estamos a proceder da maneira que entendemos mais proveitosa...

      É necessário avaliar bem e atempadamente cada situação para fazer a melhor escolha possível...

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    3. "os pequeno, b dece, os grande"... hehehehehehe.

      Meu caro, acredito que os « enorme Benfica » embora pequeno ( economicamente ) perante os
      « tubarão » tem realmente capacidade evolutiva para superar os entrave.

      Em boa altura surgiu realmente a aposta na Benfica TV e a maturidade do nosso processo de formação de jogadores no Seixal ( quase parece de propósito ).

      Só, que esta « salsada » pode dar « pano para mangas »... basta, imaginarmos um « picardia » entre Benfica e suínos no que respeita a jogadores. Os ataques, contra - ataques, etc.

      Todavia, caro amigo... se queres saber a minha opinião... tenho um « feeling » que isto é como no tempo dos índios, é território sagrado...

      Ou seja ou me engano muito e é mesmo o caso Bosman 2: « muita parra e quem sabe pouca uva ».

      A FIFA e a UEFA, estabelecem um conjunto de medidas profiláticas, fazem uns contactos, é estabelecido um acordo tácito com a união europeia...

      E ninguém « dispara o primeiro tiro » ou pelo menos quem o fizer tem o futuro desportivo condicionado ( ninguém o quer ), os outros ficam a ver e... vai - se andando!

      Pode ser que não... mas!

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  6. Eu não percebo muita coisa disso mas li atentamente o texto... ok, a esta hora ainda não dá para pensar muito no que estou a ler.

    Mas uma coisas é certa: isto só realça a importância de um treinador como o JJ e do sucesso dos jogadores vendidos (coisa rara no caso dos corruptos lá de cima). E enquanto nós estivermos assim, os jogadores vão querer ficar cá até um clube de interesse os vir buscar enquanto que os outros vão querer vir para cá pois sabem que daqui podem ir para longe.

    Mesmo com as novas regras (facilitando a rescisão de contratos e tudo), temos de ter a certeza de que fazemos essas coisas.

    Estou a pensar bem ou não percebi nada do assunto?

    Por fim... onde é que anda a renovação do JJ? Já devia estar feita...

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    1. Enorme Troza, Companheiro,

      Nao te preocupes por te sentires meio "confuso" com tudo isto: estranho era se ja' tivesses conseguido "ver" tudo e todo o futuro, ahahah
      E tambem nao creio que valha a pena tentarmos apressarnos muito a antecipar conclusoes, porque havera' tempo bastante para isso (a UEFA/FIFA sao um paquiderme que so' se move muito devagar e quando nao pode ficar quietinho).

      Ja' quanto ao Nosso Tecnico e ao papel ainda mais fundamental que os treinadores vao representar no futuro, aqui me tens 100% de acordo contigo: esta minha conviccao vai ao ponto de insistir numa renovacao com o JJ por mais 2 epocas (contrato a terminar no final da epoca da proxima AG eleitoral), mesmo que ele pedisse um aumento de salario e, depois, juntava um Tecnico para a Equipa B que fosse escolhido com o apoio do JJ.

      Viva o Benfica!
      (Jose' Albuquerque)

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    2. José: e que tal o Marco Silva para a B, para que ao fim de mais 2 anos de JJ o substituir no comando?

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  7. Então GV estamos de férias? o Benfica não precisa de descanso!

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  8. Minha opinião...............

    Apostas na formação é falacia. Se ascenderem 2 por ano, à primeira, já é bom. Quem pensa que aposta na formação é de uma epoca para a outra alterar o plantel que vá tomar banho.

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  9. Amigo José Albuquerque: Desta feita o teu excelente texto deixou-me apreensivo... e logo tu, cujos textos acerca das nossas contas me enche sempre de uma esperança ,espero eu, avisada e consciente! Fiquei preocupado dada a necessidade de realização de mais valias com a transacção dos passes dos nossos artistas em cerca de pelo menos 50 milhões ano...Para quando é que acreditas que esta autentica revolução, que aqui anuncias, terá lugar?

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Se pertenceres aos adoradores do putedo e da corrupção não vale a pena perderes tempo...faz-te à vida malandro.