quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Desta não estamos livres.

E num instante a desdenhada taça, que já foi do Lucílio, da cerveja ou da carica, voltou a ganhar uma importância transcendente! Longe vão os tempos do «eu quero que a taça safoda», «desta já estamos livres», ou «o foculporto ganha os campeonatos e Vieira e Jesus andam a enganar os benfiquistas com a taça». Agora tornou-se num assunto de estado! Para os eternos descontentes deviam ter jogado os mesmos que fizeram 90 minutos na Alemanha e um jogo completo, na Luz, menos de 72 horas depois. A seguir à excursão à Covilhã partiam à desfilada para o Bessa, jogavam 90 minutos de enfiada e sobrava-lhes tempo suficiente para descansar antes de receber, para a Champions League, o Zenit na próxima quarta-feira, o Famalicão para o campeonato 3 dias depois, Braga para Taça de Portugal passados 4 dias, Setúbal logo a seguir, para a taça da liga...ainda antes de comer as filhoses. Isso, sim, era uma gestão do carrilho. 

O Benfica de Eusébio, Coluna, Costa Pereira, Germano, José Águas, José Augusto e companhia, quando se sagrou bi-campeão europeu vencendo (5-3) o Real Madrid na final de Amesterdão, ganhou também a Taça de Portugal mas no campeonato nacional ficou-se por um terceiro lugar, com mais três pontos que a Cuf do Barreiro, 7 atrás dos sapos e a 5 do clube da fruta. Havia uma dúzia de jogos, entre selecções e competições da UEFA e não existiam a taça da liga para disputar ou a supertaça Cândido Oliveira a atrapalhar. Questionado pela fraca campanha caseira, Bella Guttman, o então treinador do Benfica, explicou; "Signore, o Benfica não tem rabo para duas cadeiras". Um ano antes, o da primeira taça dos campeões conquistada, o Benfica também venceu o campeonato, quatro pontos à frente dos sapos, mas a taça foi parar a Matosinhos, caindo a matar nas vitrinas do Leixões, que derrotou o foculporto najantas por um esclarecedor 2-0. 

Agora, sem os craques de então e com um plantel mal formado, recheado de putos imberbes, extremamente desequilibrado e sem um pingo de classe; é o que eu ouço e leio por aí todos os dias, Bruno Lage tem, não só de tentar travar as grandes exibições do clube da fruta e dos sapos, como a obrigatoriedade de ganhar todos os jogos, além de levar em cima com a MDCSDQT, talibans da internet, especialistas da especialidade, cartilheiros doutorados, verdadeiros ''verdadeiros'' benfiquistas e demais paineleiros encartados que jamais lhe perdoarão o 37º conquistado brilhantemente na época passada. E ainda tem de aguentar as pilhagens de Fábio Veríssimo, Hugo Miguel, Soares Dias, Xistra e todos os outros Ruins Oliveiras deste lodo denominado futebol português. 

Ai e tal que era o Covilhã e o Benfica tem obrigação de ganhar mesmo com um árbitro que, além de assustadoramente incompetente, foi ali colocado apenas com o propósito de o prejudicar. Uma merda é que tem. Essa estória de que se jogar a quadruplicar em todas as partidas não há árbitro que derrote o Benfica, já fede. Não existe disso em mais nenhum país do mundo. Ninguém ganha os jogos todos e vencer todas as competições é uma excepção mas nunca uma regra. Só existe na cabeça de alguns patetas formatados pela MDCSDQT. Eu, no lugar do Bruno Lage (serve para qualquer treinador do Benfica), a menos que o campeonato já esteja mais ou menos perdido, não metia nenhum dos chamados titulares em nenhum jogo da taça da liga. 

Imaginam a puta da algazarra dos especialistas da especialidade se o Rúben Dias, Taarabt, Vinícios ou Pizzi não pudessem jogar nos próximos jogos por se terem lesionado na serra? E o fuzué que fariam se qualquer um deles tivesse sido expulso pelo árbitro? Presenciaram a diarreia verbal do Joaquim irrita e do David Borges, na SIC, só porque o Bruno Lage não foi capaz de adivinhar o minuto certo em que o Gabriel se faria expulsar? E para quê? Para irmos ao Algarve levar com o lagarto Martins (1-3 Moreirense) e vermos o nosso treinador (Rui Vitória) expulso com três jogos de castigo a cumprir no campeonato? Ou deslocarmo-nos, como na época passada, a Braga para sermos espantosamente gozados pelo lagarto Xistra ou miseravelmente espoliados pelo VAR (Fábio Verdíssimo)? É para financiar esta bosta que o Benfica devia apresentar uma maioria de titulares no estádio da Covilhã? 

Ontem até acabaram por jogar todos os bem amados da MDCSDQT, dos talibans da internet, verdadeiros ''verdadeiros'' benfiquistas e demais analistas especializados. Todos. Mas porque é que não joga Samaris? Porque é que o Zivkovic desapareceu dos convocados? Jardel não entrou em Leipzig porquê? E o Florentino, carago? E porque é que joga sempre o Grimaldo? Está à espera de quê, Bruno Lage, para dar mais minutos a Jota? Emprenhar com a piroca dos outros é uma maravilha. O Rónalde que o diga. A taça da liga só tem real importância quando o Benfica está em dificuldades. E antes que comece a choradeira no próximo jogo com o Braga fica aqui a lembrança que nos últimos 15 anos o Benfica apenas venceu duas taças de Portugal. Se fosse assim fácil até o Alverca as ganhava.

O mesmo e o seu contrário. Tudo é usado para tentar espezinhar o Benfica. Para que servem as taças da liga? Para elevar o ego das equipas normalmente perdedoras (veja-se as duas ultimas conquistadas pelos sapos) e por isso é que agora o foculporto e o Fontelas correm tanto atrás delas. Por isso é que o Moreirense, o Setúbal e o Braga puderam inscrever o seu nome na lista (curiosamente depois de jogos polémicos contra o Benfica). Por isso é que o Benfica durante alguns anos teve nesta taça benefícios arbitrais que nunca almejou no campeonato e por isso é que agora lhe espetaram com um pedaço de merda como o rui Oliveira no caminho.

PS; Razão aos especialistas da especialidade. No lance do golo do Covilhã ficou bem vincada a falta que o Jardel fez, em Leipzig, naqueles minutos fatais de desconto concedidos pelo árbitro. Com o brasileiro em campo jamais o Benfica sairia derrotado da Alemanha!


terça-feira, 3 de dezembro de 2019

É como uma imagem de marca!

Ontem desliguei-me da porcalheira nacional. A certeza que o azeite não rolaria na gala The Best da FIFA, e uma vez que visita do Paços àjantas não me suscitava qualquer motivo de interesse, aguçou a minha curiosidade em saber quem levaria para casa o Ballon d'Or. Messi ou Bernardo Silva, Matthijs de Ligt ou João Félix. Como havia portugueses envolvidos cheguei a pensar que hoje teríamos as capas da MDCSDQT cobertas com as reportagens da gala, entrevistas às irmãs de João Félix e do Bernardo Silva, exclusivos do cão do João e do periquito do Bernardo, criticas ao fato do Lionel Messi...O forrobodó do costume. Engano meu. Umas simples notas de roda-pé e viva o velho. Para estes cretinos só contam as vitórias do Rónalde. Os feitos de João Félix e Bernardo Silva pesam-lhes quase tanto como as vitórias do Benfica. Passaram ao lado da puta da gala como se fosse um ataque do inginheiro macaco ao centro de estagio dos árbitros. Um traque de Jorge Jesus, uma bufa cantada da Katia Aveiro, um golo do puto Cristianhinho num treino do Rónalde ou uma foto da melhor Dolores - esparramada à beira da piscina - mais depressa encheriam os escaparates da mérdia desportiva.

Ainda por cima, a bicicleta do Zé Luís arrebatou-lhes as medidas! Quando eu pensava que o regressado Aboubakar é que iria bater o recorde de transferências de João Felix, quiçá até mais depressa que o Fábio Silva, afinal talvez seja o prodigioso Zé Luís a conseguir a façanha. Depois de um período em que fez gato sapato de Raul de Tomás, o cabo-verdiano voltou em grande para, com a sua bicicleta, abafar Bernardo Silva, João Félix e...próprio Rónalde! E o melhor é que não está penhorada, como o "autocarro do W52-FC Porto arrestado, ontem, em Felgueiras, após ordem judicial por uma alegada dívida de uma empresa do grupo de Adriano Quintanilha, dono da W52, que recebeu recentemente o Dragão de Ouro de Parceiro do Ano". Valha-lhes a bicicleta que nem tudo são calotes do clube da fruta.

É como que uma imagem de marca do foculporto, useiro e vezeiro neste tipo de coisa. Já em 1994, era Eduardo Catroga ministro das finanças, até a retrete da cabina dos árbitros - o célebre caso da "Retrete das Antas" - foi penhorada por causa dos calotes do clube das putas (nessa altura ainda "não havia" fruta) ao fisco e à Segurança Social, provocando uma manifestação dos putanhaeiros (também "não havia" fruteiros) em frente do Governo Civil. Um autentico forrobodó que demonstrou quem é que mandava (e manda) verdadeiramente no país. Valentim Loureiro, presidente da liga, chegou-se à frente, pagou o calote acalmando o vespeiro. Mais recentemente foi o ex-chefe do Fisco de Vila Nova de Gaia  a ''travar a penhora do foculporto a troco de lugares no Dragão''. «Em prisão preventiva, suspendeu processo fiscal e aceitou entradas para FC Porto-Liverpool da Liga dos Campeões». Está-lhes no sangue.

Tal como o contorcionismo intelectual de alguns fundamentalistas militantes. Desde que o filho da melhor Dolores do mundo saiu de Madrid o Real passou a deter um poder absoluto que tudo controla, inclusive o de impedir o Rónalde de trucidar a totalidade dos prémios da UEFA. O mesmo Real Madrid, note-se, que durante os nove anos em que o agora jogador da Juventus (espécie de Real Massamá do campeonato de Portugal) vestiu a camisa blanca, nunca mexeu uma palha para o ajudar a vencer os seus prémios. E é isto.

PS; Sentir o bafo. Pé ante pé o Sporting de Braga já só está a dois escassos pontos dos sapos...

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Nada de dramas, carago. Ainda há o Subbuteo!

Há gente rasteira, há gente que não presta, há gente demasiado reles, há gente repugnante, há gente que não sabe ser gente e há o Fábio Veríssimo. Ao ódio que faz questão de demonstrar ao Benfica, acumula os adjectivos com grande distinção. Não contente com as patifarias que tem feito ao maior clube português, a maior terá sido essa façanha de transformar (com a prestimosa ajuda do Xistra, outro ilustre representante da fauna) um resultado de 2-0 a favor do Benfica num 2-1 a beneficiar o clube da fruta, resolveu evacuar nos regulamentos, retirar um golo a Vinícios e atribui-lo a Grolli, central do Marítimo que em desespero de causa tocou na bola que se encaminhava para o centro da baliza. A imprensa desportiva diz que o salafrário, alertado pela liga, se recusou a alterar o relatório mantendo-se firme na intenção de prejudicar o Benfica. E a liga aceitou. A mensagem é clara. Pode-se adulterar os regulamentos à feição dos desejos sórdidos de um crápula desde que o faça para prejudicar o Benfica. E assim se retirou oficialmente a Vinícios o seu primeiro “hat-trick” ao serviço do campeão nacional. Apenas se estranha não ter sido atribuído ao Rónalde ou ao Dumbo Fernandes.

Mais a norte também houve forrobodó do melhor. A equipa do 'melhor jogador em campo', frase genial do meu amigo Jan Jan, deslocou-se a Barcelos para participar na festa do galo, que teve como ponto alto o (Hugo) Macron na ementa. Foi bonito ver o representante da marca de equipamentos dos sapos tudo fazer para não deixar ficar mal os cozinhados do Xistra ou as filhas da putice do chefe Veríssimo. Quando se pensa que não é possível escavar mais fundo que o Xistra ou o Veríssimo aparece sempre um outro batráquio empenhado em nos provar o contrário! O resultado de 3-1 (bem podia ser de apenas 2-1 não fosse o Macron decidir estender o repasto até 2021) a favor do Gil Vicente provocou até umas declarações do treinador do clube da casa que me pareceram de extremo mau gosto.

Eu não alinho, de todo, com as sentenças parvas do Vítor Oliveira. Primeiro porque não concordo quando ele diz que o Sporting tem poucos jogadores de top; só o Dumbo Fernandes vale por todo o plantel do Benfica, e basta-me estar atento a tudo o que foi dito após a epopeia lagarta da quinta-feira passada para ficar convencido exactamente do contrario. E por não lhe reconhecer estatuto, não estava ali como comentador desportivo, para dar palpites sobre a má qualidade do plantel da equipa contraria! Mas caputa de lata! Eu nunca alinhei nos elogios a um gajo com uma longa carreira onde nunca passou da cepa torta e ainda menos o considero como que uma das iminências pardas (a outra é o Manuel Zézinho) do futebol português e da MDCSDQT. Nunca me caíram no goto.

E com que direito é que o treinador do Gil Vicente - não, eu jamais me vou esquecer das tácticas arrojadas (defesa subida encostada à linha do meio campo para defender a profundidade do Marega) do Portimonense nos jogos com o foculporto e recordo-me muito bem das desculpas veladas ao clube da fruta por causa do resultado inesperado, no primeiro jogo da época - ridiculariza publicamente a qualidade dos jogadores do Sporting, menorizando o feito dos seus jogadores que até o Hugo Macron foram capazes de vencer?

Sinceramente eu não vejo nenhum drama com a actual classificação do pastor Silas. Todos sabemos que um clube grande não é apenas futebol e o Sporting ainda continua muito forte no cashball. Tem uma excelente equipa de Basquetebol, o Hóquei em patins anda sobre rodas, no Voleibol segue de vento em popa, o futebol de sala foi campeão europeu na época passada, deu excelente replica (0-3) ao Benfica em futebol feminino e ainda há o Subbuteo onde os sapos detêm um currículo na Europa ainda mais impressionante que na liga do rolha. Faz-se um drama por tudo e por nada. O Famalicão acabará por cair de maduro e o terceiro lugar, uma vez que o sapo Pinto parece apenas interessado na Oropa, continua perfeitamente ao alcance.

Atlético de Madrid 0-1 Barcelona. «Foi o único que trouxe magia ao jogo»: dizem os espanhóis da exibição de João Félix. A cada vez que eu olho para Diego Simeone mais me faz lembrar o Jaime Pacheco do Boavista, canela até ao pescoço, amarelinha até expelir pelos olhos, mais as inacreditáveis arbitragens que tornaram possível a um amontoado de caceteiros, espécie de Canelas 2000 da primeira liga, chegar a campeão nacional. É impressionante a quantidade de maldades que o treinador do Atlético continua a fazer ao futebol e aos bons jogadores que ano após ano têm a desdita de com ele trabalhar. Ontem resolveu retirar de campo o único mágico que tinha antes de montar o acampamento dentro da sua área. O treinador do Barça pode não ser grande espingarda mas como mantém o bom senso de privilegiar o futebol em lugar da propaganda à luta livre, mantendo Messi até ao final do encontro, acabou (ele e todos os que amamos a magia dos génios) recompensado com a vitória e com mais um golo...de génio, do melhor jogador do Mundo.

Quem não estará presente, um clássico quando não vence o troféu, na gala The Best da FIFA para a entrega do prémio de melhor futebolista do mundo é o filho da melhor Dolores do mundo! O crónico melhor em campo, a par de Dumbo Fernandes, para a MDCSDQT delegou em Bernardo Silva, um dos nomeados que não deixará de marcar presença mesmo sabendo que não ganha, a honra de representar Portugal. Grande humildade por parte do Rónalde. O fato de melhor jogador português há muito que assenta melhor a Bernardo Silva e até lhe ficaria mal desmarcar a viagem a Marrocos para retirar brilho ao feito do antigo defesa esquerdo do Benfica.

domingo, 1 de dezembro de 2019

É continuar a lidar!

A quantidade de luminárias que decretou o fim de Jardel e a inexperiência de Florentino Luís em Lyon - transformando-os nas últimas coca-colas do deserto no recinto do Leipzig (destacado primeiro classificado da bundesliga alemã) - só tem paralelo no monte de cretinos que escarraram Jorge Jesus na final da taça de Portugal perdida pelo Benfica (brilhantemente, é certo) para o Vitória de Guimarães, que se mostram agora dispostos a servir-lhe de tapete se o mestre quiser voltar a Lisboa para substituir o treinador campeão nacional.

Não é preciso muito para se perceber o quanto Bruno Lage tem estado mal no Benfica. Campeão Nacional, recuperando 7 pontos de atraso para o grande foculporto, vencendo najantas, no alvalixo, em Guimarães, Braga, Vila de Conde...etc...segue agora destacado num miserável primeiro lugar do campeonato (depois de esmagar os sapos (5-0) na supertaça Cândido Oliveira e vencer a International Champions Cup) com mais vitórias, mais golos marcados e menos sofridos. Para além de apostar sempre nos onze que, segundo os especialistas da especialidade, nem sequer deviam ser convocados, ainda teve a distinta lata de ganhar apenas 4-0 no dia das casas do Benfica quando, na época passada, o treinador de então conseguiu espetar 10-0 no Nacional da Madeira, levando - na ocasião - ao desespero o António Simões (e o seu enorme melão) mais a esmagadora maioria da MDCSDQT que se alinhou com o seu cabeção.

Vinícios, Chiquinho, Pizzi - esta mania que o transmontano tem de fecundar talibans começa a ser um caso de estudo - Odisseas (aquela defesa nos primeiro minutos) Taarabt e companhia, disseram aos mais de 52 espectadores que se deslocaram à Luz que a excelente exibição no recinto do Leipzig não foi obra do Rui Gomes da Silva, nos primeiros 88 minutos, e culpa do Luís Filipe Viera (e do Lage) nos minutos de desconto concedidos pelo árbitro. Sem atingir o brilhantismo que o Flamengo vai esbanjando por essa Oropa fora, o resultado prometia atingir números bem mais generosos quando Gabriel, excelente jogador e grande farol do meio campo do campeão nacional, resolveu dar a Fábio Veríssimo a oportunidade de expulsar dois futebolistas do Benfica nas ultimas duas viagens à Luz. Saltou a tampa a Bruno Lage, ciente da falta que o brasileiro fará na próxima visita ao Bessa, e saltou-me a minha com a paragem do brasileiro.

De registar a confirmação da má formação e gestão do plantel; as negociatas do Vieira, como Chiquinho e Vinícios, continuam a fragilizar o Benfica. E até as recentes renovações de Florentino, Pizzi, Gabriel, Grimaldo e Rúben Dias, devem fazer parte de um plano qualquer para dar dinheiro aos seus amigos investidores da SAD. Ocasião de ouro para a MDCSDQT perguntar a opinião do Gaspar Ramos sobre a ingenuidade do Lage e a António Simões do flagrante (des)equilíbrio do Campeonato. A mim, sem conhecimentos técnico/psicológicos de outras importantes figuras, pareceu-me que um empenhadíssimo Vinícios chegou e sobrou para derrubar o pedaço de merda Veríssimo.

Alemanha (Leipzig), França (Lyon)! Fácil. Só falta a Rússia (Zenit) para ser um grupo acessível que a selecção do Rónalde terá obrigação de ganhar. Se para o campeão nacional seria o mesmo que limpar o cu a meninos, e como o inginheiro do penta (gajo pragmático, bem longe do totó Bruno Lage que apenas se realiza diante do canal panda) não vai poupar jogadores nem apostar nos jovens do Seixal para Vieira os vender ao desbarato, são favas contadas para o campeão da Europa, brilhante vencedor da Liga das Nações. Se lhe juntarmos o melhor filho da melhor Dolores do mundo e se pensarmos que o Benfica atacou a Champions com os flops - que o Mendes impingiu ao Benfica - Raul de Tomás, Seferovic e Vinícios, onde é que está a dúvida? Metam a choradeira no olho do cú.

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

E Pluribus Unum

Em cinco minutos apenas vi esfumarem-se horas e horas de apuradas pesquisas, intrincadas teorias e várias outras sabedorias. Contas feitas, eu tinha como certo que o Benfica iria à Alemanha trucidar o actual segundo classificado da bundesliga que, com doze jornadas percorridas, segue à frente do Bayern de Munique e Borrussia Dortmund. Aproveitando a conjuntura favorável e o frágil adversário, senti que esta seria a altura ideal para arrasar talibans. E que bem me iria saber rasgar os arautos da desgraça e os especialistas da especialidade, carago. Pois bem. Foi tudo parar à ETAR. Dois dias a capinar, naquele que seria o post perfeito, mas tudo o Emil Forsberg levou! E assim se passou de uma noite de luto e pesar - nas televisões e jornais - para o estado de euforia incontida que tomou conta das redacções, blogs talibans e redes sociais, incluídas. Faltou a cereja em cima do bolo - Benfica já fora da UEFA - mas voltou em força o apocalipse que ameaça aprisionar o futuro do Benfica antes que Jorge lagarto regresse do além (mar) para o libertar.

Apesar do alarido ainda houve quem, disfarçando melhor, conseguisse (voltar) a sair da toca para avisar que - Oh, Deus, tivesse o Benfica escutado os seus bem avisados avisos! - a esta hora o empate da Alemanha (o pasquim da fruta, com a costumada e requintada filha da putice, chamou-lhe derrota) poderia muito bem estar a ser festejado na Luz. A velha cartilha de apostar nos melhores, espreme-los até não deitarem uma gota de sumo, para que os especializados especialistas pudessem achincalhar ainda mais os (ansiados) desaires caseiros.

Percebe-se tão grande desencanto. Ver o Benfica ganhar na Alemanha sempre foi muito natural para os mais exigentes adeptos benfiquistas e ainda mais para a imprensa especializada, uns e outros demasiado saudosos dos gloriosos tempos em que aviar boches era tão simples como despachar o Alverca ou atascar em Krasnodar. Há fedelhos, dos mais assanhados e inflexíveis, que ainda não andavam nos tomates dos pais e já observavam o Benfica a fazer miséria (como facilmente se comprova no quadro mais abaixo) por essa Germania fora. O que deixa ainda mais a descoberto a declarada incompetência de Bruno Lage e a enorme falta de visão estratégica de Luís Filipe Vieira. A história não mente. São quase três dezenas de jogos (desde 61/62) a aviar Bratwurst's na Alemanha! 27 jogos, 2 vitórias, 7 empates, 18 derrotas, 21 golos marcados e 64 sofridos. Um pecúlio teutónico capaz de deixar qualquer exigente especialista eurfórico e afónico! Nem o clube da fruta e os sapos terão feito mais e melhor!

Os poucos desaires explicam-se pela inaptidão de Lage. Já em 1962 se notava a falta de traquejo do treinador do Benfica para estas andanças, culpado nas substituições manhosas e tardias, na falta que a experiência comprovada (em Vizela) de Jardel e Samaris fizeram naqueles cinco minutos fatais, redundando nessa derrota inapelável, em Nurenberga, onde falhas infantis de Florentino estiveram na origem dos dois primeiros golos. A ingenuidade de Ferro e Rúben Dias acabou definitivamente com o resto. Só não vê quem não quer. 

Sábado lá estarei, com o Mano Guachos e o raro prazer da sua companhia, na nossa Catedral a apoiar o Benfica. Não importa quem é convocado. Não importa quem joga. Não importa quem marca. Não importa se vai chover ou se vai fazer sol. Só importa o Benfica. 

João Félix ganhou o prémio Golden Boy para o melhor futebolista (dos que actuam na Europa) abaixo dos 21 anos. Depois do avô Renato, o miúdo que, pelos padrões dos mais exigentes, não tinha lugar nos convocados de Bruno Lage para Leipzig! E assim se comprovam não apenas as teorias dos que vêm nos craques do Seixal meros produtos de marketing, exponenciados por um presidente que só quer dinheiro e por um empresário empenhado em gasta-lo, como a cartilha dos que nasceram para marrar com o Benfica. Deste já se livraram!

domingo, 24 de novembro de 2019

Vizelados!

Sem oportunidade de assistir em directo às grandes emoções futebolistas da noite passada, avisado pela magnifica prestação do extraordinário Vizela, assim que me foi possível "puxei" a box para trás e fui tentar perceber o que de tão estrambólico se tinha passado em Caldas de Vizela. Em boa hora o fiz, cumcatano! Quanto mais não fosse por ouvir (em directo são-me absolutamente insuportáveis) uma verdadeira picareta falante - um tal de (azeiteiro) Malheiro de voz sibilina e insuportavelmente fanfarrona - nos comentários da televisão pública. É dos livros. Todas as equipas que jogam contra o Benfica, até na nossa BTV, são constituídas por excelentes jogadores (que quase na totalidade passaram ao lado de uma grande carreira) e magnificos treinadores que, invariavelmente, conseguem travar e dificultar a manobra do Benfica - ontem, segundo o picareta da RTP, obrigado a "afunilar" o jogo pelos flancos - desde os instantes iniciais. 

Na opinião do picareta falante, a equipa do terceiro escalão nacional - capaz de amarfanhar o Benfica do primeiro ao ultimo minuto de jogo - terá estado ao mesmo nível de um Alverca, de um  Rangers ou, quem sabe mesmo, se um pouco acima de um Krasnodar. Está muito bem servida a televisão publica. Eu duvido muito que na lagartostv ou no fruta canal tenham ao seu serviço um lacaio tão solícito e tão bem refinado. Ainda não estavam estavam decorridos dois minutos de jogo (não estou a brincar) e já a sumidade tinha descortinado uns quatro ou cinco esquemas tácticos explanados pelo treinador do Vizela, outras tantas estratégias de jogo, assimiladas e postas em pratica por uma equipa sempre em crescendo até para lá dos noventa minutos jogados. O que se aprende com os especialistas da especialidade!

O jogo, na minha perspectivava - que não a do picareta falante, incapaz de esconder o deleite perante a extraordinária exibição do Alverca, perdão; do Vizela - estava para lá de enfadonho quando aos 26 minutos entrou em acção o "menos um". Se o clube das Caldas já lhe provocava sucessivos orgasmos em directo, a partir desse momento o azeiteiro Malheiro acabou com os encómios do dicionário português, esgotando por completo os adjectivos do seu inesgotável futebolês. O ''menos um'', que quase não o deixava respirar de emoção, não lhe esmoreceu a vontade de enaltecer o "dez elementos em campo", também com uma exibição magnifica, e foi notório o fetiche pelo "só com dez" que a partir do golo do empate do Benfica o deixou completamente possuído. Ainda assim, nos últimos cinco minutos - já denotando grande sofrimento ao nivel rectal - teve ainda forças para agarrar pelos colarinhos o "um a menos" e antes do Vinícios o deixar completamente prostrado quase lhe dava um chilique com a estrondosa exibição do "inferioridade numérica''. Que lorpa!

É incrível como uma equipa que fez tudo bem e que foi superior em todos os momentos do jogo foi capaz de perder frente a um adversário que conseguiu fazer tudo mal em todos os minutos de jogo. Mas o que mais me chateia, independente de mais um descalabro do Benfica, é a forte possibilidade do Sporting apanhar o Vizela na próxima eliminatória fazendo notar mais as insuficiências do campeão nacional.

Tivesse o Vizela a felicidade de, em vez ''do menos um'', do "um a menos", do "dez elementos em campo", do "só com dez" e do "inferioridade numérica", contar com a prestação do Hugo Miguel, Carlos Xistra, Soares Dias, Manuel Oliveira ou Tiago Martins e a esta hora - apanhando pela frente aquele Benfica tão empenhado em jogar à Sporting - em vez de ficar a um pequeno passo de ofuscar o grande feito de Jorge lagarto, provavelmente estaria hoje a encher as primeiras paginas da MDCSDQT. Em vez do bacanal de JJ, carago!

Jorge lagarto; "foi uma vitória do povo português". Foda-se, pá, que bóçe! E foi, macacos me mordam se não foi. Eu confesso que passei pelo Marquês envergando orgulhosamente a camisola do Arrascaeta, ajoelhei diante da estátua, emocionando-me como nunca me tinha acontecido no local! E até mamei duas cachaças do Rio, antes de conseguir dormir o sono dos justos, em busca de conseguir espantar as emoções de uma noite inesquecível! O que eu gritei com os golos do Falamengo, carago!

Há que o reconhecer. Apesar de eu adorar dar umas bicadas em Jorge lagarto (morreu para mim no dia em que o vi incentivar o brunalgas a saltar o 'quem não salta é lampião' na apresentação nos batráquios) tenho de admitir que o mestre das areias do deserto conseguiu um feito extraordinário no futebol sul americano. Já entrou, por direito próprio, na galeria dos imortais vencedores do importante troféu e está agora ao lado de grandes vultos do futebol mundial como Celso Roth, do Brasil, com o seu Internacional. Muricy Ramalho, do Brasil, com o Santos. Tite, do Brasil, com o Corinthians. Cuca, do Brasil, com o Atletico Mineiro. Edgardo Bauza, argentino, com o San Lorenzo. Marcelo Gallardo, argentino, River PLate. Reinaldo Rueda, da Colômbia, com o Atlético Nacional. Renato Gaúcho, do Brasil, com o Grêmio de Porto Alegre e, Marcelo Gallardo, da Argentina, com o River Plate, o penúltimo a levantar o caneco. Isto apenas para recordar os últimos dez treinadores que conquistaram a Libertadores. E com o apetite devorador, demonstrado por Jorge lagarto, eu acredito que o sapo é menino para ultrapassar os recordistas Carlos Bianchi - com quatro - e Osvaldo Zubeldía, com três troféus abichados na prova.