Quem acompanhou o Tour de França no Eurosport sabe que Pogačar fez tudo mal do primeiro ao ultimo dia. Na opinião (o nacionalismo bacoco devia ter um limite mínimo) dos comentadores - que, ainda assim, são 300 vezes melhores que os cientistas que emporcalham as transmissões futeboleiras - Pogačar não devia ter participado na volta à Itália numa primeira análise, mas, ao arriscar a conquista do Tour, a carreira e, quiçá, a própria vida, com a presença - onde com a sua equipa também fez tudo ao contrário - era escusado ganhar 6 etapas desgastando-se inutilmente (isto no meio de milhentas afirmações que a volta a Itália foi para si um mero passeio) hipotecando, quiçá, a tal vitória no Tour. Já em França, começou por não ser capaz de esmagar o principal opositor desde as primeiras pedaladas, enquanto que a sua equipa tão depressa era uma das melhores do mundo como, de repente, se transformava num bando de pixotes sempre mal colocados no pelotão - ao contrário da Visma que fez tudo bem do principio ao fim - onde João Almeida foi sempre uma vitima do sistema, obrigado a trabalhar para o seu líder, enquanto o malandro do Ayuso tudo fez para prejudicar o português. No final, já discutiam a obrigação de Pogačar oferecer uma etapa ao adversário (como se sabe, Vingegaard nunca foi visto a mamar na teta do esloveno) ficando com a imagem estragada por - à semelhança dos 10-0 do Benfica ao Nacional - cilindrar impiedosamente o indefeso dinamarquês.
Cheira tanto a Benfica, não é? Cilindrar os adversários, de resto, tem sido sina da potência do Lumiar e do foculporto nesta pré-temporada, enquanto que o Benfica vai de ruim a péssimo, fazendo tudo mal na visão especializada do pelotão de especialistas da especialidade. A verdade é que as vitórias dos compadres sucedem-se como as vigorosas pedaladas do esloveno e o que mais me deixa preocupado é que nem a potência nem o clube da fruta apresentaram o seu melhor Pogačar. O melhor Gyokeres em campo já cilindra, é verdade, mas ainda à porta fechada, sem imagens ou vídeos que o comprovem e o Chico espalha-brasas ainda nem sequer acendeu o seu pavio!
Renato Sanches fez mal em sair (nem se fala do Benfica que o vendeu ao desbarato depois de meia época a fecundar os cientistas das transferências abalizadas) por não ter as maleitas necessárias e faz ainda pior - conclusão dos especialistas da especialidade - se voltar cheio de experiência mas carregado de artroses. Antes de sair tinha 3 mamilos, cerca de 45 anos - nesta altura já terá o dobro da idade do arruaceiro Pepe - e um Europeu onde a MDCSDQT não o queira ver pintado de onde saiu campeão da Europa vencendo como bónus o prémio de melhor jovem do torneio. João Neves é tudo isso e mais um par de botas se excluirmos o facto de não ser campeão da Europa (nem sempre o pinheiro se lesiona para dar palco ao Éderzito) nem exibir os cabelos brancos que o avô Renato ostenta de nascença.
Ouviu-se em todo o mundo o estrondo da vingança dos imaculados franceses sobre os profanos argentinos, mesmo que o espírito olímpico de Pierre de Coubertin tenha sido atirado para a sarjeta logo no primeiro dia dos Jogos Olímpicos de Paris 2024. O final do Argentina 1-2 Marrocos, impensável num país do primeiro mundo quanto mais nos Jogos Olímpicos, fez-me lembrar o nojo da liga da farsa e o execrável foculporto-Arouca de 2023. Várias invasões de adeptos e outras tantas entradas em campo da equipa médica de Marrocos, um golo anulado 2 horas depois do árbitro dar o jogo por terminado, efeito da invasão do relvado e dos petardos atirados das bancadas por adeptos marroquinos sobre os atletas argentinos, tiveram como consequência o castigo (derrota) dos poucos que concentraram os seus esforços a (tentar) jogar futebol. No geral, mais um vómito que a FIFA abalizou. E por falar em porcaria...
Bitor Pinto, subdirector do rascord, porta voz do foculporto: «Todavia nada se compara à euforia pelo regresso auspicioso de Gyökeres, que aplicou ao Farense um hat trick de bola corrida em apenas 45. Nada mal para quem está a sair da recuperação a uma cirurgia. Mesmo sem Gyökeres ter sido visto em atuação, a chama sueca é o combustível dos sonhos. O FC Porto passou por cima do campeão austríaco Sturm Graze superou o teste de fogo sob o olhar atento de Villas-Boas. Grujic parece outro jogador, Namaso dá sinais de poder explodir em 2024/25 e Gonçalo Borges, cujo talento não tem tecto, espalha perfume. É assim a máquina de ganhar de Vítor Bruno».
Eu. Com tanta qualidade à solta nos compadres - e ainda nem entraram em cena os seus mais afamados Pogačares - a próxima supertaça vai bater o recorde de tempo que demorou a decidir o abominável focluporto-Arouca 2023 e o Argentina-Marrocos da vergonha.