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terça-feira, 27 de agosto de 2024

Potentados da liga!

O valor dos jogadores do Benfica cresce ou baixa drasticamente à medida que saem ou entram no Clube. Num ápice, David Neres passou de 'soneca' e 'brinca na areia' a craque de nível mundial e João Mário passou de «um a menos» para um indispensável grande jogador que o alemão, que não percebe nada disto, nunca soube retirar dele o tremendo potencial escondido assim que assinou pelo Benfica. Marcos Leonardo, com o putativo (ou não, logo se vê) interesse do Al Hilal, já não é um flop/negociata e já reconhecem nos 3 jogos a titular de Tomás Araújo categoria suficiente para ultrapassar os parcos 70 milhões do João Neves. Valha-nos que o Fabrizio Romano, maior expert dos mercados, não desencantou um PSG para Martin Neto transformando-o no novo ai Jesus dos verdadeiros especialistas.

É ponto assente para os catedráticos da bola. Tal como as equipas que o Benfica defronta, fraquinhas, fraquinhas, fraquinhas, todos os jogadores que saem são acima da média e todos os que entram são (futuros) flops. Os que ficam só resistem porque nenhum tubarão europeu os leva por mais de 100M€ tal como o melhor Diogo Costa em campo e o potentado Gyokeres, ontem coroado na gala da farsa.

A poucos quilómetros de Contumil, a potência do Lumiar, muito naturalmente, açambarcou os melhores prémios atribuídos pela liga. O aristocrata Vagandas, favorecido com a nova e farta guedelha, surgiu aos olhos dos curiosos como um batráquio ciclópico arrasando a fraca concorrência no passeio da fama até á sala. Como tem crescido o antigo curandeiro das maleitas do doutor brunalgas! O jogador do ano, Gyokeres, discursou num português escorreito que quase eclipsou o habitual discurso fluente do maqueiro. Ao contrário do irascível alemão do Benfica, que insiste em se fazer entender numa língua esquisita, o sueco Gyokeres tal como o dinamarquês Hjulmand - capitão da potência - expressam-se numa linguagem tão perfeita que preenchem todas as medidas dos exigentes (diz que são) jornalistas.

O Prémio Mérito Desportivo foi muito justamente atribuído a Fernando Gomes, presidente da federação do Rónalde e antigo Diretor-Geral e Administrador da SAD da fruta que pagava as facturas das putas oferecidas aos árbitros. Nas restantes condecorações de maior valia, destacam-se o Prémio Futebol És Tu (injinheiro macaco) brilhantemente conquistado pelo foculporto e o Talento que Marca o Mundo só podia ser atribuído à pastelaria Soares a Dias para onde se dirigiram grande parte dos convivas, acreditando que o futuro presidente da liga, de noite, prefere a mesa farta à piscina do doutor Povix onde se deixa fotografar a banhar-se no xixi caliente do fugitivo de Vigo.

7M€ fixos pela cedência (sem opção de compra) do espalha-cinzas mais 3M€ em variáveis tão difíceis de alcançar como a Juventus qualificar-se para a próxima edição da Champions League. O clube da fruta assume o pagamento do mecanismo de solidariedade e paga em comissões (que tantas comichões provocam no Benfica) 10% sobre o valor do negócio. E assim se começam a esfumar os 20% dos direitos que cabem ao espalha-brasas numa hipotética venda. Quem deve estar que feliz como um gaio é o pai do genial fedelho.

Donos da verdadeira cultura da exigência (o Benfica é deles, arrogam-se). O melhor treinador que todos eles viram, de quem só recordam acontecimentos maravilhosos e feitos extraordinários, nos três últimos anos ao serviço do SL Benfica ganhou somente um campeonato. Descansa em paz Sven-Göran Eriksson.