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quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Benfica acima de todos!

Num momento em que tantos se empenham em destruir o que tão poucos lutam para manter e fortalecer, não ficaria de bem comigo mesmo se continuasse à margem da equipa quando ela mais precisa e...merece. Vitórias morais não constam no léxico e, muito menos, do glorioso histórico do Benfica. Daqui a uns dias ninguém recordará as peripécias do Benfica-Leverkusen e o que ficará para sempre será o resultado e a derrota, a quarta nesta edição da Champions League, usada e abusada pelos cientistas da bola para os mais diversos ultrajes. Uma coisa são vitórias morais. Outra, bem diferente, é não querer ver o que me parece evidente. Este Benfica, pujante e clarividente, sabe muito bem o que quer e já adquiriu uma identidade inequívoca, a léguas de uma equipa cansada e descrente. 

Já em casa, percebi como a sanha persecutória anti-Benfica, está cada vez mais implantada. Há gente que tem (mesmo) o intestino grosso ligado ao cérebro. Fruteiros ou sapos (também cretinos) estou-me nas tintas, até porque acredito que o façam por perceberem a força que o Benfica está (se o deixarem) a criar. Agora, gente que se diz do Benfica a crucificar Dahl por um alivio in extremis que acabou na cabeçada vitoriosa de um adversário? Gente que se diz do Benfica a achincalhar jogadores que deram tudo até caírem para o lado? 

No meu entendimento de especialista de bancada, mais do que o resultado, tremendamente penalizador para o que o Benfica produziu, ficou claro o gigantesco upgrade de qualidade, física, tactica e mental, entre a derrota, ainda assim injusta, com o 'fraquíssimo' Qarabag (que ontem, vejam lá, até empatou com o Chelsea) e o insucesso frente ao Bayer de Leverkusen. Vi um Trubin que (infelizmente) quase não fez uma defesa. Vi um Richard Ríos com 90 minutos de futebol demolidor (sim, ainda faltou o ultimo passe e rematar com mais confiança à baliza) e vi um Berrenechea, tremendo de qualidade, que trata a bola com mais carinho do que alguns idiotas uteis tratam o seu próprio clube nas televisões. Vi Tomás Araújo e Otamendi dois gigantes de enorme qualidade na defesa do Benfica. Vi Dahl a fazer uma das melhores exibições com a camisola gloriosa, vi um grande Lukebakio (apesar da escorregadela fatídica) e não vi um único jogador do SLB (os que entraram, acrescentaram e também deram tudo o que tinham) que não merecesse o meu e o respeito da grande nação benfiquista. Ah, e vi um apitador italiano - que puta sina a nossa! - que trocou a decência por uma caixa de Primovist da Bayer. 

Proponho um exercício de inteligência básica aos especialistas da especialidade que nas suas vidas nunca falharam ou sequer tiveram um dia menos bom. O que diriam se em vez do 'corte' de Dahl ter ido parar à cabeça de Schick acabasse na cabeça de Aursnes ou Tomás Araújo que se encontravam na zona de acção do avançado chéquio? O que diriam os trauliteiros da chincha se as duas bolas que bateram nos ferros da baliza do Leverkusen acabassem nas redes do seu guarda-redes? Também crucificariam os jogadores do Benfica como o fizeram? Sim eu sei. Contam os resultados e as eleições em que um dos candidatos, além do apoio do pirata pinto, recebeu no dia do jogo a benção do face rat billas-boas. Mas só gente burra e desqualificada se aproveita da maré para achincalhar os que dizem defender. 

Domingo próximo lá estarei de corpo e alma. O jogador que merecerá o meu carinho especial, sem duvida, será  Dahl. Viva o SL Benfica!

sábado, 29 de março de 2025

Tranquila, tranquila, tranquila, águia altaneira depena galo na capoeira

A montanha pariu um rato. Melhor, o galo não passou de um pintainho. Ainda melhor, a águia devorou o pequeno Adamastor que em casa havia empatado os potência do Lumiar e fecundado o gigante foculporto. Os catedráticos dos calendários arranjam sempre um Adamastor para complicar a vida ao Benfica. Ora é o Otamendi que está terrivelmente cansado - ontem dei por ele a tirar um bom cochilo tamanha foi a limpeza com que o Benfica passeou a sua superioridade em Barcelos - ora é a escassez de defesas centrais, ora são os adversários, sempre mais complicados que os dos sapos, que lhe vão aparecendo pela frente. Tenho para mim, e há muito que o digo, que as dificuldades dos adversários são como o tamanho dos melões dos especialistas da especialidade. Só depois de abertos saberemos se lá estão dentro um Fabio Veríssimo ou um VAR aberto numa torre de um estádio. A única vantagem dos calendários, mesmo os condicionados/manipulados como os da liga da farsa, é que, no fim, jogam todos contra todos. E no todos contra todos, os sapos encostaram em Barcelos, o clube da fruta levou 3 batatas para casa e o Otamendi fez um treino de recuperação mais ou menos animado. 

Foi um Benfica desempoeirado, sem medo dos calendários condicionados/manipulados, dominando de fio a pavio o terrível adversário. Depois de um período verdadeiramente difícil (derrotas com sapos, Braga, Casa Pia) a máquina goleadora está agora muito bem afinada: 7 vitórias no últimos 7 jogos, chapa 3 em 6 deles. Eu, que dependo dos especialistas da especialidade para entender o fenómeno, ainda estou para perceber como é que uma equipa tão cheia de fragilidades consegue, mesmo assim, deixar para trás o clube da fruta e morder os calcanhares à potência. Pois, eu estou marreco de saber que a liga da farsa é tão fraca que até o Benfica de Bruno Lage é capaz de, aqui e ali, me enganar. Mas, cumcaralho, se é fraca para o Benfica não é fraca (vide os jogos de Barcelos) para os outros? 

Bom, numa coisa nem eu nem ninguém pode criticar os catedráticos das contratações. Arrasada no mercado de janeiro, a política de contratações do Benfica a cada jornada que passa dá razão aos indignados verdadeiros e aos especialistas da especialidade. Sem rumo e à deriva - lembram-se verdadeiros verdadeiros? - Belotti, Bruma e Samuel Dahl confirmam-se como flops anunciados e nem Manu Silva, lesionado gravemente e o único que mais ou menos pouparam, escapou ao completo descalabro. 

Esta época nunca a MDCSDQT tinha falado de penaltis. Bastou o Benfica ultrapassar os sapos - tem agora mais um que a potência marcado no ultimo minuto com o SLB a vencer 2-0 - para imediatamente começar a berraria. Dizem-me que o Manuel Queiroz lançou a lebre na canalhadas TV, ainda o jogo estava quente, e, imediatamente, toda a corja mediática correu a juntar-se ao fruteiro bisgarolho. Do que eu me lembro, o único penalti que, diretamente, resultou em pontos (1, em Moreira de Cónegos) para o Benfica, foi marcado por Marcos Leonardo (lembram-se?) na longínqua 4ª jornada. Roger Schmidt, saco de pancada da MDCSDQT, era pasto dos especialistas da especialidade e o treinador do Moreirense era o "Jet set" que ontem sentou a mediática seira no banco de suplentes do Gil Vicente. 

Vejamos então, o trabalho do safardana (aqui até estou de acordo com o fruteiro bisgarolho) que permitiu ao Benfica ultrapassar os sapos em grande penalidades a favor. O penalti assinalado sobre Di Maria só foi possível por ter dado, injustificadamente, 6 minutos de desconto. Não daria mais de 3 se o Benfica estivesse a perder. Aos 43 minutos, com medo que a bola entrasse, assinalou falta a um remate de Bruma, decisão bizarra à luz de todas as regras futebolísticas. Perdoou o vermelho directo a Bamba (pontapé pelas costas a Amdouni sem nenhuma hipótese de jogar a bola) e deixou na algibeira um amarelo a Santi Garcia, falta grosseira sobre Amdouni, que mais tarde viu aquele que seria o segundo. Comparado com cartões (para não falar da arrogância) mostrados a Florentino, que nem falta fez, e a Aktürkoğlu, por um derrube igual a tantos outras sem castigo, mete nojo. A cereja em cima do bolo foi o livre directo de Di Maria, quando virou as costas de propósito para facilitar o avanço da barreira, forçado a rematar com os adversários a uns 6 metros de distância. Num lande idêntico minutos antes obrigara a barreira do Benfica a posicionar-se muitos para lá dos 9,15 cm regulamentares.  

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

Minuto de silêncio pelos cientistas das previsões.

O Benfica, que nunca esteve em desvantagem na eliminatória, "teve muita sorte em ambos os jogos", segundo o tri-ressabiado treinador do Mónaco que, assim, encheu a alma negra dos cientistas das previsões em permanente negação. Fica aqui o meu minuto de silêncio, singela homenagem, pelos velórios dos indefectíveis monegascos das televisões portuguesas que tanto choraram baba e ranho pelo desaparecimento (da Champions) do clube francês. Este é o primeiro balanço da réplica fraquinha, 4,3 na escala de estruMeira, que só vitimou especialistas da especialidade. Dificilmente se chorou tanto nos últimos 4 dias como nos velórios de ontem à noite. 

O Feyenoord - equipa fraquinha, lembram-se? - que venceu o Benfica na fase de grupos, eliminou o super favorito Milan do super treinador Ceição. Benfica, Feyenoord, A. Madrid, Barcelona e Bayern (do grupo do SLB) já estão nos 'oitavos' da Champions. O Mónaco foi eliminado pelo Benfica e a Juventus, com vantagem (2-1) na primeira mão da eliminatória, ainda tem de descascar fora o PSV.  

Bruno Lage - "essa tem sido a minha sina, eu quando ganho tenho sempre sorte" - muito bem, respondeu ao tri-ressabiado austríaco e eu dou-lhe inteiramente razão. Treinar o Benfica é muito mais do que sina ou sorte. Mesmo que o acusem de deter todos defeitos da humanidade, Bruno Lage vive o sonho de uma vida, algo de muito grandioso para contar aos netos, que o tri-ressabiado nunca terá. Melhor, só se o Bruno fosse corrupto e trafulha até a medula, ser ex-presidente do clube da fruta, morrer, ser canonizado pela MDCSDQT a ponto de lhe garantirem um lugar no Panteão Nacional, depois de lhe erguerem a merecida estátua no centro de estágio dos árbitros. 

Objectivamente, o Benfica, nos 180 minutos regulamentares e mais uns 25 de descontos no conjunto dos dois jogos, nunca esteve atrás na eliminatória. Sei que não chega, de nenhuma maneira, para satisfazer os estruMeiras e, ainda menos, os verdadeiros exigentes mas é o que temos e ainda vai dando para os gastos. Bruno Lage, como é elementar em qualquer treinador do Benfica, fez tudo mal na eliminatória - olhando às sentenças dos especialistas, tem feito tudo mal desde que chegou ao Benfica - desde o 11 inicial à estratégia e à tactica, acabando nas substituições que, como é tradicional em todos os treinadores do Benfica, foram feitas tarde e a más horas. 

Dito isto, até a mim me apeteceu armar em esperto e hoje, abrindo uma excepção, vou-me meter por caminhos apertados. Não percebi o porquê de Aursnes jogar tão adiantado, abrindo espaços de uma forma incompreensível, quando o jogo gritava por um Benfica compacto a meio campo, onde o pequenino Barreiro - uma vez que Kökçü também preferiu esticar em vez de agrupar - foi triturado pelos calmeirões adversários. Ainda mais porque Aktürkoğlu e Schjelderup, certamente cumprindo ordens do treinador, posicionaram-se do meio campo para a frente deixando os laterais sem proteção adequada. Com a saída de ambos e com Aursnes à direita e Dahl (que belo pé esquerdo!) à esquerda, Barreiro pode finalmente respirar e o Benfica recompôs-se. Os lançamentos da linha lateral são uma desgraça completa. Nem nos juvenis se vê tamanha incompetência! Como (também) se tem visto na liga, quer Carreras quer Tomás Araújo, conseguem, sempre, passar a bola aos adversários, com custos terríveis (em golos sofridos na sequência) para o Benfica! Que é que se passa, rapazes?

Quatro anos seguidos (três na Champions League) nos oitavos-de-final das competições uefeiras, três jogos super desgastantes, plenos de sucesso, disputados em seis dias. Ufa!!! Com tudo isto cheguei a casa tão cansado como os jogadores do Mónaco que caíram como tordos assim que o árbitro mandou toda a gente para casa! Para aclarar as ideias (foi aí que me deu para isto) corri a evacuar um Bruno Prata e então sim, senti-me como o Leandro Barreiro depois das substituições do Bruno Lage. Leve como um passarinho a caminho dos oitavos-de-final da Champions League onde o Benfica tem tantas presenças nos últimos 4 anos como a potência em toda a sua história.

Deixo-vos um pedaço de bosta de Nuno Travasso, colonista da «nem de borla» que, prevendo a passagem do Benfica e o colapso da superfavorita potência do Lumiar, começou ontem a preparar - e já não é o primeiro estruMeira a fazê-lo - o futuro do Benfica e dos sapos na liga da farsa: «Renunciar à frente europeia — pelo menos de forma assumida — seria um risco para qualquer dos treinadores (Bruno Lage e Rui Borjão) envolvidos, no contexto de instabilidade atual, mas um eventual apuramento pode revelar-se também um sucesso envenenado». Qualquer resultado dos sapos em Dortmund será considerado um sucesso. Se perder por poucos será um feito tão épico como a derrota frente ao Benfica na Taça da Liga. Se regressar a casa com a sacola cheia, pois bem, até é bom para respirar melhor na liga da farsa. O SL Benfica, coitado, além de levar com os estruMeiras, não consegue livrar-se do "sucesso envenenado".

O desajeitado Pavlidis já está no top-5 de jogadores do Benfica com mais golos (7) apontados no formato Champions League. Verdadeiros exigentes: que tal largarem, por um momento, a braguilha a Anatoliy Trubin e ajudarem-me a levar, de borla, o flop grego ao aeroporto?