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quinta-feira, 10 de julho de 2025

Operação Coracinho.

Uma carta do SL Benfica - solicitando a suspensão imediata do processo do modelo de centralização dos direitos televisivos - enviada ao presidente da Liga da farsa e aos presidentes dos clubes das ligas profissionais, suscitou, naturalmente, reações em cadeia. Com esta cartada, Rui Costa, esvaziou por completo a concorrência que se conhece. O timing, embora eu seja dos que o ache demasiado tardio, quem o decide é o Presidente. Se o fez com aproveitamento politico tendo em vista as próximas eleições? Obviamente que sim. Mas isso é bem mais legitimo do que usar toda e qualquer má exibição do Benfica para tentar derrubar a direcção democraticamente eleita. Faltavam laterais ao plantel? Eles aí estão. Primeiro Dedic, agora Rafael Obrador. Kökçü (ninguém em Portugal lhe deu reconheceu o devido valor) ameaçava tornar-se um problema (ainda) maior? Aí está a (por enquanto apenas) provável venda ao Besiktas. Rui Pedro Braz era uma pedra (a dor de coto é fodida) no sapato de uma larga maioria de ressabiados? Aí está a sua saída anunciada. 

Efeméride. Em 1994 Manuel Damásio & Margarida Prieto trocaram Toni (campeão nacional) por Artur Jorge antes de venderam Rui Costa para Itália para financiar a entrada de craques como Amaral (roubado aos sapos) Nelo, Tavares, Rui Esteves, Paulão, Paulo Pereira, Clóvis...ponto de partida para preparar a chegada de monstros da bola como Hassan, Paredão, Marcelo, Mauro Aires, Luiz Gustavo, Calado, King...na época seguinte. Ao mesmo tempo, que o pilin da transferência do Rui não chegava para tudo, a firma Margarida & Damásio punha em marcha um plano infalível (Operação Coração) que ia tornar o Benfica imparável! A capela da Luz, mandada construir pela devotada Margarida, garantia que os anjos forneceriam a maca e o bisturi. O negócio rendeu, mais coisa menos coisa,180.000 contos. 5 contos à peça, mais ou menos 36 000 benfiquistas burlados. Gastar Ramos (especialista da MDCSDQT em crises do Benfica) era vice-presidente e Manuel Vilarinho, apoiante de Noronha Lopes, o seu 'gestor de activos'. E que activos!

Martim Borges Coutinho Mayer apresentou a candidatura à presidência do Benfica afirmando ser contra a posição do clube e dos restantes candidatos acerca da centralização dos direitos televisivos. Está no seu pleno direito. Podia indispor-se contra os erros sistemáticos dos árbitros, contra a perseguição sistemática (que sofrerá se ganhar as eleições) da imprensa ao Benfica ou da inercia da federação do Rónalde e da comprovada incompetência da liga da farsa. Preferiu disparar para dentro - «Comigo a presidente, Bruno Lage não começava a próxima época» - ajudando muito, no caso de ser eleito, à sã convivência entre treinador e Presidente. A mim, como sócio pagante e detentor do Redpass total, o que mais me impressionou foi a nova forma de «Operação Coração» que, 30 anos depois, apresentou. «Em 2009, tínhamos mais de 13 milhões de adeptos espalhados pelo mundo. Se cada adepto gastar 38,46 euros por ano com o clube do seu coração, o Benfica ia passar a dispor de uma receita de 500 milhões de euros». Não há dúvida nenhuma que promete.

Eu continuo à espera que apareça um candidato com capacidade para me convencer a não votar em Rui Costa no dia 25 de Outubro.