Por José Albuquerque
Os que conhecem o meu pensamento, sabem que eu assumo para o Benfica o papel (patriótico) de erradicar o POLVO do ‘des porto’ nacional, tal como sabem que eu advogo que esta batalha (que vai demorar, nada de ilusões) passa por 3 realidades interrelacionadas, a saber: os resultados desportivos, os resultados económicos e a estratégia de comunicação.
Notem bem que eu usei a palavra “interrelacionadas” e não o fiz por mero acaso: em linguagem militar, considero as três como parte do mesmo todo, tal como a infantaria, a artilharia e a cavalaria nos exércitos do inicio do século 20, ou o exército, a marinha e a força aérea, nos tempos actuais. Identicamente, não me recusarei a falar de “intelligentzia”, de serviços secretos, ou, mesmo, de contra espionagem, desde que se resumam a confundir o ‘inimigo’ e não a manipular o campo de batalha.
Sigamos o titulo deste texto e falemos do que deveria ser o Nosso futuro colectivo, na minha humilde opinião.
Antes de mais, já não creio que seja suficiente afirmarmo-Nos como um Clube ecléctico e eu creio que o ‘primeiro ecletismo’ passa por tornarmos o Benfica cada dia mais … Feminino!
Na medida em que Somos muito mais que um Clube desportivo, na medida em que queremos reafirmar os Nossos Valores, temos, obrigatoriamente, de envolver aquelas que são o maior repositório desses mesmos Valores: as Mulheres. Nessa medida, todas as modalidades já praticadas no Clube devem fazer um esforço para incluírem Atletas e Equipas femininas, em todos os escalões etários, tal como não deve ser aprovado nenhum projecto para uma nova modalidade desportiva a ser introduzida no Benfica (e eu espero que existam vários projectos destes, nomeadamente no ciclismo) sem que ele preveja, pelo menos mediatamente, o recrutamento de meninas e senhoras praticantes.
Investindo no ecletismo e na formação desportiva, o Nosso Clube estará a criar as condições para duplicar o actual número de Sócios, uma meta suficientemente aliciante para a transformarmos num objectivo a cinco anos.
Com um crescimento ecléctico sistemático, capaz de ser inclusivo ao feminino, o Benfica tem de manter os seus investimentos nas modalidades que já estão profissionalizadas e no Nosso projecto Olímpico.
A criação de “Centros de Estágio” e a articulação, quer com os “Centros de Alto Rendimento” de que algumas Federações já dispõem, quer com algumas das Nossas Casas, deverá ser o sustentáculo da implantação nacional do Glorioso, alem de propiciarem o desejável salto qualitativo dessas modalidades, especialmente ao nível da formação de novos Atletas.
Numa segunda fase, a longo prazo e tal como já acontece com a Benfica SAD para o futebol, também as modalidades mais representativas e ganhadoras podem e devem ‘exportar’ o seu “know how” para outros países, lusófonos e não só, por forma a alargar a base de implantação do Clube.
Neste momento e como sei que o GUACHOSVERMELHOS é seguido por muitos Companheiros que vivem longe de Portugal, aqui lhes deixo o desafio de se associarem (caso ainda o não tenham feito), nem que seja como Sócios correspondentes e de tentarem mobilizar no mesmo sentido outros Companheiros com quem contactam habitualmente.
Mas, como bem sabemos, é o futebol que consegue mobilizar mais Adeptos, pelo que, naturalmente, será ele o principal vector na captação de novos Sócios, a mais forte razão a sustentar que a Benfica SAD tem de manter o modelo de crescimento económico que vem mantendo há anos. Mantê-lo e aprimorá-lo!
Temos de escolher, rapidamente, uma das possíveis alternativas para fazer crescer os Capitais Próprios, por forma a reforçar o ritmo de redução do Passivo bancário e diminuir significativamente a ‘factura’ dos custos financeiros.
Temos de aumentar a ‘produtividade’ da Nossa ‘Fábrica’, conseguindo que nela nasçam mais Atletas que, por serem verdadeiros “fora de série” possam conquistar lugares na Equipa principal e, agora que temos uma Equipa B, temos que conseguir que nela se faça a última triagem entre os Nossos heróis e aqueles que, não justificando até aos 23 anos essa qualidade, farão as suas carreiras fora do Benfica, mas sempre podendo contribuir para a rentabilidade da exploração.
Finalmente, teremos de ser capazes de encontrar os Atletas, seja onde for, que poderão substituir as ‘estrelas’ que os clubes mais poderosos economicamente continuarão a vir seduzir á Equipa e cujas vendas contribuirão, pelas mais valias realizadas, para reforçar os resultados económicos e, acima de tudo, a Nossa capacidade de investimento.
Colocando, desde já, um pé no tema do próximo texto – a estratégia de comunicação, seria impossível esgotar o tema da Nossa batalha económica sem falar da Benfica TV, do imenso sucesso que ela representa e, acima de tudo, do tremendo salto qualitativo que ela vai significar para o Glorioso nesta batalha económica.
Infelizmente, sinto que há muitos Companheiros que ainda não tomaram perfeita consciência de que a BTV é, de muito longe, o maior sucesso de média na história mundial dos maiores clubes: trata-se do único destes projectos que emite 24/7/365, que atingiu sustentabilidade económica e que, agora, com a exploração directa dos Nossos direitos de imagem, pode determinar o futuro económico de todo o Grupo Benfica.
Elegendo para Vice Presidente do Clube aquele que é reconhecido como o “senhor televisão’, os Benfiquistas só podem estar optimistas quanto a este combate e ao impacto que ele determinará no conjunto da Nossa batalha económica.
Mas, muita atenção!
Tal como estes sucessos não foram “obra do Vieira”, também o futuro da BTV e da batalha económica vai depender de todos e de cada um de Nós!
Humildes indivíduos, simples atletas, normalíssimos consumidores, cada um de Nós e as Nossas Famílias vamos continuar, em conjunto a ser … o Benfica. A ser o Benfica e a determinar o Nosso futuro colectivo.
Já o disse e não me canso de o repetir: os Companheiros que, em Outubro, não votaram na lista vencedora não perderam nada. Enganaram-se no seu voto, mas não perderam nada!
Viva o Benfica!