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segunda-feira, 1 de setembro de 2025

Como (não) expulsar Dedić!

Longe vão os tempos que a MDCSDQT, que odiava Roger Schmidt, se horrorizava por o treinador do Benfica se fazer entender na língua Shakespeare. O Chasball contra o crime organizado começou com o ex-piteiro italiano, que fala inglês nas conferências de imprensa, a demonstrar que já bebeu  água do cu lavado: «clássico difícil de preparar por ter de encontrar jogos do Sporting contra onze. A imprensa, maioritariamente lagarta, foi célere em demonstrar que o tiro saiu ao fruteiro pela culatra: «na época passada, sob o comando técnico de Vítor Bruno e Martín Anselmi, foram onze as vezes que o foculporto jogou em superioridade numérica. Ou seja, o tal 1/3 dos jogos a que Farioli fez referência, em relação ao Sporting». E foi num alvalixo remodelado - com vidros à espera de serem estilhaçados pelos grunhos de Contumil - que, sem a expulsão do costume nem o penalti da ordem, aconteceu a primeira derrota no campeonato do bazófias orelhudo de Mirandela. João Gonçalves, árbitro do agrado dos antigos compadres, com a nomeação para o clássico dos criativos, recebeu o prémio dos jogos AVS-Benfica e Estoril-SLB da época passada. Foi um regalo para os olhos. Quando temos criatividade a rodos dos dois lados, uma arbitragem perfeita e treinadores de classe mundial, a MDCSDQT dá punzinhos com tamanha excitação! 

No Alverca-Benfica foi quase tudo ao contrario. É verdade que a arbitragem (ver o que dizem os especialistas da especialidade) esteve ao nível do Chasball VS crime organizado, que o mergulhador Chiquérrimo envergonhou campeões olímpicos como Yuan CAO e Siyi XIE e que o treinador Custódio deu vários bigodes a Bruno Lage, mas, no resto - foi tudo mau demais para ser verdade. Vá lá que o relvado, onde a bola corria com extrema suavidade, não se parecia nada com o batatal da Amadora. Foi um festival de apito! 18 faltas, a maior parte inventadas pelo árbitro, 6 amarelos e 1 vermelho (Dedic fez três faltas e viu dois cartões amarelos) para o Benfica. A equipa que mais defendeu (apenas 12 infrações assinaladas) e deu pau o jogo todo, viu apenas quatro, um por chamar FDP ao arbitro! Na cidade do futebol, o VAR demorou dois minutos para validar um golo que, num país a sério com um campeonato livre da corja anti-Benfica, seria validado ao primeiro olhar. Com a criatividade cingida à arbitragem, foi longe do relvado - famílias e crianças com camisolas do Benfica, com bilhetes a 55€, escorraçados pela polícia para fora da bancada - que a magia aconteceu. A liga da farsa no seu máximo esplendor.

Dedic nunca tinha sido expulso na carreira. Três jogos na liga da farsa bastaram para lhe abrilhantar o Curriculum disciplinar! No Benfica cada sopro no cachaço do adversário é assinalada falta. Serve para refrear a eficácia defensiva e preparar o segundo amarelo. Com a curiosidade de, um apintador a marcar faltas ao mínimo contacto não ter assinalado a carga sobre Samu abalroado (como os pés no ar) dentro da sua área de proteção. Árbitro do Porto para o Chasball VS crime organizado, árbitro do Porto para o Alverca Benfica. Soltem o macaco, caralho. E ponham-no de prevenção para quando se esgotarem as opções. Quando tens um escroque do apito decidido a trocar o «como não Amar Dedić (pisado nos calcanhares sempre que apeteceu aos caceteiros do Custódio) para o «como expulsar Dedić» a magia: primeiro golo sofrido pelo Benfica, pode sempre acontecer! E o treinador adversário - clássico da liga da farsa - ainda se queixou do árbitro! Eu sei está na moda ser um filho da puta sempre que o adversário é o(bombo da festa) Benfica. Mas serão precisos tantos?

domingo, 24 de agosto de 2025

Os criativos da liga!

Reina a criatividade na liga da farsa. No Funchal, no Nacional-potência do Lumiar, a coisa estava chatérria até que o maior criativo dos sapos entendeu aparecer na partida. Como num passe de magia, Bruno Costa sacou da cartola a expulsão do costume (duas em três jogos dos sapos) logo aos 37 minutos. 10 minutos antes, com um cartão amarelo injustificado mostrado a Ruan, tinha dado inicio ao seu número. Lançado na partida, o criativo do alvalixo, aos 53 mts (cago muito para o que dizem os (ex-árbitros) limpadores de porcaria), deixou passar em claro o abalroamento de Trincão sobre José Gomes que deu origem ao golo do empate dos sapos. O resto é história. 

Assumindo-se como o seu melhor defesa (2 contra-ataques perigosos do Benfica parados para amarelar jogadoores do Tondela) Em Lisboa, no Benfica-Tondela, quem açambarcou a criatividade foi o Anzhony Rodriges que também aderiu à cor do novo equipamento dos sapos! Farto da pasmaceira e da falta de criatividade do Benfica o mágico do apito, a começar a segunda parte, apresentou um número de circo - penalti de Obrador sobre Yarlen 'cometido' fora da área de rigor - para entreter os entediados espectadores. Rápido como um raio a correr para o enfiamento da grande área, o auxiliar David Moisés preparou as águas por onde o chefe madeirense surfou comprazido. Azar do carillo que, no VAR, outro natural do Porto, Rui Costa, com a mesma falta de criatividade do Benfica, não teve como reiterar o ilusionismo. Antes, ainda na primeira parte, Richard Ríos foi atingido (de sola) quando rematava dentro da área de rigor mas, aí, não houve criatividade que lhe valesse. Nas bancadas, 61 229 espectadores aborrecidos, tiveram de esperar até ao último minuto de descontos para celebrar o golo de Prestiani que trouxe alguma cor ao resultado. O tiro ao boneco, no caso à cabeça do boneco, rendeu fraco pecúlio. 

Sapos na Madeira em Agosto, Benfica em Novembro previsivelmente com o famoso nevoeiro. As bolinhas quentes não enganam. Adoram uma boa chuva miudinha. Amar Dedić venceu, muito merecidamente, o prémio de melhor Diogo Costa em campo. Para um flop anunciado até nem está mal. Eu, no entanto, considero que Richard Ríos - jogador muito acima da média da liga - foi, globalmente, o melhor. Quando cheguei a casa, para meu espanto que pensava que só se falaria da falta de criatividade de Dedić, os cientistas da bola marravam em uníssono com Aktürkoğlu. Ao que parece, o jogador do Benfica, que entrou no relvado a rir-se e a cumprimentar toda a gente, terá amuado com o tempo chuvoso, como há muito não se via, em Lisboa. E marraram, marraram até (nunca) se fartarem.  

Cristiane Rónalde, para gaudio da mídia, abateu, de penalti, mais um recorde histórico. Ao todo, o filho da melhor Dolores do mundo, disputou 12 títulos pelo Al Nassr: 3 campeonatos, 3 Taças, 4 Supertaças e duas Ligas dos Campeões da Ásia. Zero títulos conquistados justificam as sucessivas orgias da imprensa. Quem também terá tido múltiplas ejaculações com a derrota do Al Nassr na supertaça do camelo é Carlos Daniel, especialista que o mundo consagrou que, aquando do Benfica-sapos para  supertaça, sentenciou que, com João Felix, o Benfica teria espetado uma goleada das antigas nos sapos. Para quem tinha duvidas, o homem é uma sumidade na matéria. 

Em Levante, com grande carência de criativos, o Barça, a perder 2-0, arrancou uma vitória com um autogolo no período de descontos.

PS: enquanto houver benfiquistas a validar a falta clara de Trincão, os sapos reinam na liga à vontade. Lamentavelmente, é o que temos.

domingo, 27 de julho de 2025

Tudo fizeram para conspurcar a memória de Eusébio!

Bruno Lage aproveitou a Eusébio Cup para mostrar 25 jogadores aos adeptos. Primeira parte bem agradável, acima do que eu próprio estava à espera, com a quase totalidade dos reforços a mostrarem que realmente são...reforços. Ríos, demasiado bom para este merdoso campeonato, mostrou-se como um oceano que, inevitavelmente, os árbitros irão travar com cartões amarelos por tudo e...por nada. Excelentes indicações de Enzo Barrenechea - como sofreu o Benfica com a sua substituição ao intervalo! - e fiquei a Amar Dedic desde logo pela facilidade em atacar em slaloms difíceis de parar. João Veloso, português de Albufeira, foi a (boa) surpresa da noite demonstrando ter asas para voar. Na segunda parte houve (pouco) tempo para ver Rafael Obrador, num jogo que já não tinha muito mais para dar. A não ser o regresso feliz de Henrique Araújo à sua casa, com dois golos plenos de oportunidade, um deles - e como não podia deixar de ser - ultrajantemente surripiado pelos árbitros. Será que Araújo ainda vai a tempo? Ah, e do pouco que vi, apreciei muito Diogo Prioste e, macacos me mordam se o Benfica, mau grado a "baixa" estatura, não encontrou em Joshua Wynder um enorme centralão. 

55 443 espectadores viram tudo isto e outras coisas que eu não vi, a julgar pelos assobios que alguns (nem sei como classificá-los) impacientes entenderam presentear Samuel Soares. Algo que todos vimos foi a outra estrela da noite enviada para a luz com o firme propósito de estragar a Eusébio Cup. Foda-se pá, o resultado era 'tão' importante que o treinador do Benfica proporcionou a 25 jogadores a honra de vestir o manto sagrado que o King prestigiou como ninguém. Que razão doentia terá levado um traste arbitral a desaguar na Luz na noite de ontem? Eu só vejo uma. Que tenha sido um pedido especial do Presidente Rui Costa para preparar os novos jogadores para a supertaça frente aos sapos. Por mais que esprema a mioleira não consigo encontrar outra. 

Do traste já conhecíamos a sua eficácia desde o Sporting-Estoril onde assinalou um surreal penalti a João Carvalho, por um toque no braço (de ressalto quando se encontrava deitado), na sequência de um empurrão pelas costas do fuma shisha. E do Benfica-Farense, onde, com o resultado 3-2, não assinalou um penalti sobre António Silva que se viu em Marte (lance ocorrido aos 70 mts) passando o resto do jogo a empurrar o Benfica para perto da baliza de Trubin na esperança de acabar mais cedo o campeonato. A sanha persecutória foi tão grande que me recordo da forma abjecta como exibiu o cartão amarelo a Trubin por, aos 92 mts, 'retardar' por 10 segundos a reposição da bola em jogo! Ricardo Velho, sempre que lhe deu jeito, perdeu 30 segundos a cada vez que a bola chegou à sua posse. 

Conseguiu indispor 55443 espectadores que o brindaram com monstruosas vaias (medalhas que recordará pela vida fora) perante sucessivas filhas da putice. Começando pelo fim, assim que o quarto árbitro levantou a placa de descontos que haveria de, mais do que duplicar a favor dos turcos, Helder Carvalho começou imediatamente a pressionar Samuel Soares para, rapidamente pôr a bola em jogo! Quando Richard Ríos foi ceifado por trás a preocupação do energúmeno foi recomendar calma aos jogadores do Benfica indignados. 

Helder Carvalho não esteve sozinho no nobre propósito de demonstrar aos novos jogadores como é uma merda a arbitragem em Portugal. Na cidade do futebol, Paulo Barradas (VAR) e Pedro Felisberto (AVAR) também têem um futuro radioso pela frente. Demoraram 8 minutos a (não) validar os quatro golos do Benfica (isto já é doença, não é?) conseguindo roubar mais um, sem linhas para o 'demonstrar' nem nada que garanta (o pé esquerdo do defesa põe Joshua Wynder em jogo) a ilegalidade do lance, cuspindo na memória de Eusébio, na festa do golo e na progressão de Henrique Araújo. Esteve bem o Benfica em agraciar os trastes no final da Eusébio Cup. Mesmo roubados à tripa forra - as imagens não mentem (Otamendi ostensivamente agarrado dentro da área por duas vezes) - as lembranças que levaram para casa (acho que o Eusébio deu pelo menos umas 50 voltas no túmulo) foram efectivamente merecidas. 

Melhor ensaio para a supertaça sem recorrer a António Nobre e Fábio Verdíssimo…era difícil. Isto porque não acredito que Luis Godinho, Tiago dois cêntimos e João Pinheiro - pais da roubadinha - estejam nas cogitações para emporcalhar a próxima supertaça. Será?