Ontem, dando o peito às balas, José Mourinho (AQUI) estendeu-lhe a passadeira para a regeneração do Benfica: "Eventualmente, o clube, enquanto instituição, pode querer fazer algo ou não e seguir a linha de estar habituado e acomodar-se à situação.". O que fez Rui Costa (repetindo o erro de falar sem se preparar sabendo que os sapos jogavam a seguir) foi tão ridículo que hoje foi completamente ignorado pela mídia. Por ser tão bem aconselhado, Rui Costa devia propor um louvor ao Pedro Pinto e aumentar-lhe o seu gordo salário.
Será muito triste - eu diria dramático - para o Benfica se Rui Costa deixar José Mourinho a pregar no deserto. Se o deixar entregue à sua sorte (como fez a Roger Schimdt, Bruno Laje e Nelson Veríssimo) atirando-o aos lobos que desde a reunião do Altis lutam por nivelar o futebol português por baixo, o seu melhor acto de gestão servirá apenas para acelerar a saída de ambos (sem honra nem glória) do Benfica. Ao não aproveitar o potencial de José Mourinho, o seu peso internacional e a sua capacidade de planeamento, disciplina e gestão, para fazer valer a força do Benfica, Rui Costa arrisca-se a ser o pior presidente do Benfica em toda a sua grandiosa história.
Basta ver as capas dos pasquins desportivos para se perceber o que Rui Costa e o Benfica, hoje, representam para eles. Carne para canhão, clics e papel (de limpar o cu) vendido. Quanto mais achincalhado o Benfica for, seja pela arbitragem, pela justiça desportiva, pelo CA, de justiça e disciplina, mais eles vendem clics e papel de limpar o cu. Há mais de uma década que eu aqui o escrevo. Sempre que o Benfica não ganha, sem contar sapos e fruteiros com insultos e ameaças mais ou menos repugnantes, a minha caixa de comentários enche-se de verdadeiros verdadeiramente ressabiados para quem, sou eu o culpado de tudo o que de mau acontece ao Benfica. Não são os Tiagos Martins e os João Gonçalves desta vida que lhes dão cabo das cornaduras. É o GV, por não achincalhar ainda mais o Benfica.
Ou o Benfica acaba com o sistema, e nunca o fará com os patéticos impulsos de Rui Costa - sempre de cabeça quente e ultrapassado pelos acontecimentos -, ou será o sistema a acabar com o Benfica tal como o conhecemos. O Benfica não pode aceitar estar fora dos centros de decisão. Não para ser beneficiado mas para se fazer respeitar. Tem de estar representado por gente decidida e preparada. Na liga, na federação, na arbitragem, sobretudo esta, dominada por sapos e fruteiros, mas também na disciplina, justiça e...comunicação social, onde, tirando uma ou outra rara excepção, não tem um comentador ou fazedor de opinião que não olhe para o seu umbigo antes de olhar para o Benfica. Nas televisões, então, é quase o total degredo. Indivíduos que se dizem do Benfica são os seus piores inimigos.
A Rui Costa basta-lhe convocar uma conferência de imprensa (num dia sem jogos de sapos e clube da fruta) e assumir que, em função do que tem visto, o Benfica já não luta pelo campeonato, dá taça de Portugal como perdida (a eliminação najantas é um proforma) e que se está nas tintas - mandará para Leiria um misto de menos rodados e equipa b para defrontar o Braga - para a taça da liga (da farsa). Que a única preocupação do Benfica passou a ser a Juventus e Real Madrid (apesar de serem duas equipas com a arbitragem na algibeira), preparar a nova época e rejeitar liminarmente penaltis oferecidos (com os resultados feitos) a partir de agora, antecipando a cartilha que, no final da época, os erros dos árbitros serão igualmente repartidos. Por fim, discutir direitos televisivos com este clima arbitral, pois não contem com o Benfica para isso. Por outras palavras, que vão mamar na quinta pata do cavalo. Ah, e a liga espanhola é aqui ao lado...
Só mais uma coisa. Nada de deixar passar impune João Gonçalves. Se não tivesse apitado ‘falta’ depois de ver a bola na baliza do Braga, nem mesmo o Tiago moedas, apesar do precedente da Taça de Portugal (golo anulado a Bruma), se atreveria a chamá-lo ao VAR.