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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

E como tudo (com Tiago moedas) podia ser tão diferente!

 
Confesso. Mais do que a derrota dos sapos o que me deu mais prazer foi pensar no tamanho da cornadura do Luís Mateus. Muitas portas terão sido derrubadas para ele entrar e sair sem estragar a galhada! A piedade do pé-de-microfone que fez as perguntas e deu as respostas ao orelhudo de Mirandela, direcionando-o à choradeira que se propagou da flash às televisões e às redações, com epicentro na conferência de imprensa, diz muito mais sobre a canalha mediática do que do sapedo e do deslumbrado tacanho orelhudo. Na flash interview, a consternação, o ambiente de funeral e a voz de desânimo do pé de microfone (apenas lhe faltou um abraço apertado e sentidos pêsames ao condoído orelhudo) só tem paralelo na conferência de imprensa onde o pesar, a dor e a amargura dos pés-de-microfone legitimaram ainda mais o sofrimento e a feia fachada do orelhudo de Mirandela. 

Quem não teve oportunidade vá ver. Sem a habitual bazófia dá pena - Ndoye muito para ser mais explicito - ouvir a voz embargada do orelhas, ver o ranho, os soluços e as lágrimas que quase passaram para segundo plano os lancinantes lamentos, incessantemente repetidos, que as lesões e os azares não servem de desculpa para nada. E assim ficaram, todas aquelas almas penadas, num pranto sem fim a carpir as suas mágoas. Foda-se! Caputa de desgraça! Quando dei por mim já tinha soltado uns três ou quatro pingos na cueca. Até para quem não lhe Ndoye nada dificilmente ficará indiferente à tragédia. Já viram como os escaparates estão hoje tão sem graça?

E como tudo podia ser tão diferente! Lembram-se da final da Taça de Portugal onde a mesma equipa de arbitragem anulou um golo limpo ao Benfica, perdoou um penalti ao sapedo e, como bónus, aos 90+5, com o Benfica a ganhar, permitiu que o grunho Matheus Reis continuasse em campo depois de, repetidamente, pisar a cabeça de Belotti? E sabem quem é o árbitro assistente que - com o avançado do Vitória em jogo 1,06 mt - levantou imediatamente o pau assinalando fora de jogo a Ndoye? Esse mesmo. Pedro Mota. O mesmo que o enfiou no cu quando o grunho Mateus espetou repetidamente os pitões na cabeça de Belotti. Os problemas do orelhudo (e dos sapos) não foram os azares e muito menos o insensível Ndoye. Foi o VAR (ao contrário do Jamor) não se chamar Tiago moedas. 

Que pena, sapos. Benfica ou Braga defrontarão o Vitória na final com menos um dia de descanso. Estes sorteios são um espanto!