Gelados com a testa. Passam as semanas e ainda não se convenceram que as eleições já acabaram. Há gajos para quem quanto pior melhor. João Neves para aqui, João Neves para ali, o antigo médio do Benfica é agora o seu campo de batalha. A Darwin - último viagra que lhes havia dado vida - que passou de barrete cheio de espondiloses a 'foi vendido ao desbarato' por 85M€, largaram-lhe a braguilha quando saiu do Liverpool. De Gonçalo Ramos (mais uma invenção do Roger Schmidt que não percebia nada disto) tem dias. Ora foi oferecido de borla por 65M€ ora passam a borracha em cima do 'médio esforçado' que observam no período pré-Schmidt!
As ladainhas tanto passam do vendemos tudo o que mexe - jogadores medianos que deixam no clube verbas em torno dos 15 ou 20 milhões de euros - a não se aproveita nada do Seixal e, como, de repente, olham para o banco de suplentes e só vêm, made in Seixal, putos inexperientes. Nenhum se recorda do não é com "Taliscas" (Oblak, Ederson, Lindelof, Morato...) que vamos lá e ainda menos do Rúben Dias, transferido para o Manchester City por 68M€, mais um negócio desastroso porque, em troca, o Benfica recebeu Otamendi (já na altura mais velho que a potassa) que não passava de um perigoso espião (a cair aos bocados) ao serviço do clube da fruta.
Quando João Neves saiu (a minha memória continua a ser de ferro) os que mais o usam para metralhar Rui Costa, foram os primeiros a dizer que se o João, com a equipa que o PSG tinha, jogasse uns minutos de vez em quando já seria uma vitória para ele. A cada golo que João Neves marca mais reforça a ladainha que, se fossem eles a mandar, recusavam liminarmente os 66M€ que já rendeu que ainda podem chegar aos 70M. Uns pândegos! Até porque quem descobriu João Neves foram eles, não foi o Roger Schmidt (que não percebia nada disto) a quem os mesmos inteligentes/exigentes, durante dois anos, transformaram a sua vida num inferno.
Prestianni, que brilhou bem alto no Mundial de sub-20 e já é internacional A pela selecção Argentina, campeã do mundo, para os verdadeiros exigentes nunca será jogador para o Benfica. Em sentido inverso ainda se contorcem com as saudades do esforçado Tiago Gouveia, outra invenção (promoveu o seu e o regresso de Tomás Araújo ao Benfica) do Roger Schmidt que não percebia nada disto.
Lembram-se de Nelson Oliveira e do Zé Gomes - para não falar da berraria em torno de Tiago Dantas quando foi parar a Munique - que, quando se falou em saírem do Benfica, provocaram autênticos terramotos no restrito universo dos verdadeiros exigentes? Que com mais dois três anos no Benfica acabariam por ser melhores que o Ronaldo Nazário, o fenómeno? Pois é, como o comboio só passa uma vez, é só olhar para o percurso deles e tentar perceber onde foi parar o talento supra sumo que só os sagazes exigentes conseguiram vislumbrar. Os jogadores são (muito) valorizados quando as suas equipas ganham taças e vencem campeonatos. E os campeonatos e as taças (roubadas) do Benfica têm batido invariavelmente no penalti assinalado por uma rasteira de cabeça do Otamendi ou no grunho Matheus Reis 'nois aqui pisa na cabeça' do Belotti. Esse é o verdadeiro problema do Benfica. O resto são retóricas da treta de uma casta de eleitos que um dia dizem uma coisa e no outro o seu contrário. Memória, meus senhores, memória.
Em cima, numa simples imagem, fica a diferença entre uma estrutura vencedora e uma outra a quem apontam mais buracos que um queijo suíço. Isto sim, é o que faz toda a diferença. Num lado promove jogadores, dá títulos e honrarias e faz desaparecer do mapa o mais insatisfeito exigente. No outro é origem de grandes terramotos e hecatombes, viagra dos especialistas e dos verdadeiros exigentes.