Por José Albuquerque
O Enormérrimo “Guachos” já aqui fez uma (excelente, a meu ver) avaliação dos Atletas que formaram a Equipa principal e eu, uma vez concluída a época futebolística, considero que é tempo de dar a contribuição da avaliação possível sobre os Nossos resultados desportivos nesta área tão importante da actividade do Clube.
1 Projecto “Geração Benfica”, “Escolinhas” e “Captação” de jovens Atletas.
Não acompanhando de perto esta imensa vertente do dia a dia da SAD, servi-me dos meus Filhos (sobretudo do Daniel) e das opiniões que eles recolheram junto de Amigos em quem confiam, para recolher alguns dados e o ‘sentir geral’ dos que vivem esta realidade por dentro e poder, final e humildemente, (sub)escrever uma opinião sintética: segundo os entendidos, o Benfica continua a crescer nesta área de intervenção e, melhor que há poucos anos, de forma cada vez mais sustentada, nomeadamente nos ‘programas internacionais’ que já estão a ser desenvolvidos (Brasil, Angola, Moçambique, Timor, Macau e Índia).
Para o futuro, espero que a Administração faça o necessário para reforçar o ritmo de crescimento destes projectos, nomeadamente nos programas internacionais. Por exemplo e aproveitando o estágio da Equipa na África do Sul em Julho próximo, seria excelente conseguir, pelo menos, implantar algumas ‘sementes’.
2 Escalões de “Iniciados”.
Embora a Equipa mais representativa deste escalão tenha perdido o Campeonato para a osgalhada, por via de um inicio de torneio absolutamente desastrado, o Benfica conquistou vários títulos regionais e, garantem-me, comprovou que o investimento realizado nos escalões de ‘alimentação’ continua a ter qualidade crescente, resultando numa igualmente crescente quantidade de jovens Atletas muito promissores.
Espera-se que a estrutura de apoio a este escalão tenha aprendido com o que quer que tenha explicado o desastroso inicio de campeonato, por forma a erradicar os comportamentos que o possam ter causado.
3 Juvenis.
Tendo sido conquistado o Campeonato, ao qual se juntaram outros títulos e presenças em torneios internacionais, além do despontar de alguns Atletas carregados de potencial, tudo aponta para que a estrutura de apoio a este escalão competitivo possa fazer uma muito boa avaliação do seu desempenho colectivo.
Ensina-me a experiência que devem ser estas circunstâncias – de sucesso, que mais obrigam a uma cuidada avaliação dos comportamentos, visando a necessária melhoria dos mesmos para o futuro, sem esquecer, nem por um segundo, que o Desportivismo passa por isso mesmo: querer, sempre, fazer melhor e obter melhores resultados.
4 Juniores.
A situação neste escalão só se distingue do anterior, porque há que ter em conta que a osgalhada, que formou o Nosso adversário mais forte, terminou o Campeonato com a equipa enfraquecida pelas necessárias ‘promoções precoces’ de alguns dos seus melhores atletas para a respectiva equipa b, sem, no entanto, poder colocar em causa a qualidade dos Atletas e da Equipa que defendeu o Glorioso Emblema.
O excelente desempenho da Equipa de Juvenis parece sugerir que estaremos em condições de conseguir o “Bicampeonato” na próxima época, ainda que alguns dos Atletas mais importantes possam passar para a Equipa B.
Equipa B.
Antes de mais, quero reafirmar o meu apoio absoluto á Administração na decisão que tomou de investir fortemente neste projeto (que me parece absolutamente essencial, dado que a “formação” de um futebolista nunca pode acabar aos 19 anos), embora lamente que ainda não tenha sido solucionado em definitivo e a contento dos Sócios e Adeptos, o problema do estádio em que a Equipa vai disputar os desafios “em casa”.
Também não quero deixar de referir que, humildemente, não vejo nenhum problema na ‘penetração estrangeira’ ao nível deste Plantel (tal qual o não vejo no caso dos escalões inferiores), uma vez que o que estará sempre em causa é a formação interna de Atletas (e de Homens), independentemente da nacionalidade de nascimento.
Tratando-se de um projecto “novo”, creio ainda ser extemporânea qualquer avaliação ‘externa’, tanto mais que tudo indica que, perante a troca de Técnico, a estrutura de apoio a esta Equipa não ficou satisfeita com os desempenhos.
Equipa Principal.
Esta época, que poderia ter sido verdadeiramente brilhante, acabou por ser, apenas e na minha humilde opinião, a melhor desde que fomos Campeões, apesar da memória cruelmente frustrante que dela vamos guardar durante muito tempo. De facto, a Equipa deve ter cumprido todos os seus compromissos essenciais, excepto na Champions, mas até esse mau desempenho acabou como que compensado pelo excecional percurso na Euroliga.
Fomos, sem dúvida, a melhor Equipa nacional, quer nas competições internas, quer na externa e mesmo sem conseguirmos conquistar nem um só titulo: uma época com um final impensável.
A Nossa Equipa foi a que obteve mais vitórias em jogos oficiais e no Campeonato, foi a que teve menos derrotas na época, foi a que marcou mais golos e ficou bem próximo de ser a que consentiu menos golos, considerando todas as competições e ponderando pelo número de desafios disputados.
Por mais que o POLVO tenha conseguido (e conseguiu, afastando-Nos da Final da Taça da Liga e do titulo de Campeão), por mais que tenham ensaiado a “campanha da capela” e, já em desespero de causa, a mini campanha do “sujinho, sujinho”, não conseguiram apagar esta conclusão incontestável: fomos a melhor Equipa portuguesa.
Para a próxima época (e as posteriores), espero que a estabilidade estrutural e Técnica, associada á ‘pressão dos resultados económicos’, em resultado da ‘revolução dos direitos televisivos’, Nos permitam a conquista definitiva da liderança do futebol nacional.
E para os que pretenderem menosprezar a ambição desse objectivo, permitam-me que faça o elogio do adversário que continua a ser ‘acarinhado’ pelo POLVO: o crac tem uma excelente equipa de futebol, uma das melhores da Europa, consegue, nesta época, roubar-Nos o Campeonato e entesourar umas boas dezenas de milhão de euro em mais valias com a venda de um punhado de atletas, num fluxo financeiro que lhe vai permitir pagar muitos mais favores.
Subestimar a capacidade do crac e do seu POLVO, seria o primeiro passo para condenarmos as Nossas opções para o sucesso.
Em síntese, esta foi uma época de resultados desportivos globalmente positivos e capazes de apoiar os outros resultados da SAD, quer os económicos, quer os comunicacionais e de valorização da marca Benfica. Ao C. A. No seu todo e ao Administrador com o pelouro do futebol (o ‘Príncipe” Rui Costa) as minhas felicitações, o meu encorajamento para ainda maior motivação e competência para o futuro e o meu …
Viva o Benfica!
PS: Não deixe de ler e analisar as contas da - Benfica SAD – “Contas” do 3º trimestre - comparação; osgalhada - Benfica SAD - crac
...e também - Benfica SAD – “Contas” do 3º trimestre
PS: Não deixe de ler e analisar as contas da - Benfica SAD – “Contas” do 3º trimestre - comparação; osgalhada - Benfica SAD - crac
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