sábado, 8 de junho de 2013

Benfica SAD – Resultados Desportivos

Por José Albuquerque

O Enormérrimo “Guachos” já aqui fez uma (excelente, a meu ver) avaliação dos Atletas que formaram a Equipa principal e eu, uma vez concluída a época futebolística, considero que é tempo de dar a contribuição da avaliação possível sobre os Nossos resultados desportivos nesta área tão importante da actividade do Clube.

1 Projecto “Geração Benfica”, “Escolinhas” e “Captação” de jovens Atletas.    

Não acompanhando de perto esta imensa vertente do dia a dia da SAD, servi-me dos meus Filhos (sobretudo do Daniel) e das opiniões que eles recolheram junto de Amigos em quem confiam, para recolher alguns dados e o ‘sentir geral’ dos que vivem esta realidade por dentro e poder, final e humildemente, (sub)escrever uma opinião sintética: segundo os entendidos, o Benfica continua a crescer nesta área de intervenção e, melhor que há poucos anos, de forma cada vez mais sustentada, nomeadamente nos ‘programas internacionais’ que já estão a ser desenvolvidos (Brasil, Angola, Moçambique, Timor, Macau e Índia).

Para o futuro, espero que a Administração faça o necessário para reforçar o ritmo de crescimento destes projectos, nomeadamente nos programas internacionais. Por exemplo e aproveitando o estágio da Equipa na África do Sul em Julho próximo, seria excelente conseguir, pelo menos, implantar algumas ‘sementes’.

2 Escalões de “Iniciados”.

Embora a Equipa mais representativa deste escalão tenha perdido o Campeonato para a osgalhada, por via de um inicio de torneio absolutamente desastrado, o Benfica conquistou vários títulos regionais e, garantem-me, comprovou que o investimento realizado nos escalões de ‘alimentação’ continua a ter qualidade crescente, resultando numa igualmente crescente quantidade de jovens Atletas muito promissores.

Espera-se que a estrutura de apoio a este escalão tenha aprendido com o que quer que tenha explicado o desastroso inicio de campeonato, por forma a erradicar os comportamentos que o possam ter causado.  

3 Juvenis.

Tendo sido conquistado o Campeonato, ao qual se juntaram outros títulos e presenças em torneios internacionais, além do despontar de alguns Atletas carregados de potencial, tudo aponta para que a estrutura de apoio a este escalão competitivo possa fazer uma muito boa avaliação do seu desempenho colectivo.  

Ensina-me a experiência que devem ser estas circunstâncias – de sucesso, que mais obrigam a uma cuidada avaliação dos comportamentos, visando a necessária melhoria dos mesmos para o futuro, sem esquecer, nem por um segundo, que o Desportivismo passa por isso mesmo: querer, sempre, fazer melhor e obter melhores resultados.

4 Juniores.

A situação neste escalão só se distingue do anterior, porque há que ter em conta que a osgalhada, que formou o Nosso adversário mais forte, terminou o Campeonato com a equipa enfraquecida pelas necessárias ‘promoções precoces’ de alguns dos seus melhores atletas para a respectiva equipa b, sem, no entanto, poder colocar em causa a qualidade dos Atletas e da Equipa que defendeu o Glorioso Emblema.

O excelente desempenho da Equipa de Juvenis parece sugerir que estaremos em condições de conseguir o “Bicampeonato” na próxima época, ainda que alguns dos Atletas mais importantes possam passar para a Equipa B.

Equipa B.

Antes de mais, quero reafirmar o meu apoio absoluto á Administração na decisão que tomou de investir fortemente neste projeto (que me parece absolutamente essencial, dado que a “formação” de um futebolista nunca pode acabar aos 19 anos), embora lamente que ainda não tenha sido solucionado em definitivo e a contento dos Sócios e Adeptos, o problema do estádio em que a Equipa vai disputar os desafios “em casa”.  

Também não quero deixar de referir que, humildemente, não vejo nenhum problema na ‘penetração estrangeira’ ao nível deste Plantel (tal qual o não vejo no caso dos escalões inferiores), uma vez que o que estará sempre em causa é a formação interna de Atletas (e de Homens), independentemente da nacionalidade de nascimento.
Tratando-se de um projecto “novo”, creio ainda ser extemporânea qualquer avaliação ‘externa’, tanto mais que tudo indica que, perante a troca de Técnico, a estrutura de apoio a esta Equipa não ficou satisfeita com os desempenhos.

Equipa Principal.

Esta época, que poderia ter sido verdadeiramente brilhante, acabou por ser, apenas e na minha humilde opinião, a melhor desde que fomos Campeões, apesar da memória cruelmente frustrante que dela vamos guardar durante muito tempo. De facto, a Equipa deve ter cumprido todos os seus compromissos essenciais, excepto na Champions, mas até esse mau desempenho acabou como que compensado pelo excecional percurso na Euroliga.  

Fomos, sem dúvida, a melhor Equipa nacional, quer nas competições internas, quer na externa e mesmo sem conseguirmos conquistar nem um só titulo: uma época com um final impensável.
A Nossa Equipa foi a que obteve mais vitórias em jogos oficiais e no Campeonato, foi a que teve menos derrotas na época, foi a que marcou mais golos e ficou bem próximo de ser a que consentiu menos golos, considerando todas as competições e ponderando pelo número de desafios disputados.
Por mais que o POLVO tenha conseguido (e conseguiu, afastando-Nos da Final da Taça da Liga e do titulo de Campeão), por mais que tenham ensaiado a “campanha da capela” e, já em desespero de causa, a mini campanha do “sujinho, sujinho”, não conseguiram apagar esta conclusão incontestável: fomos a melhor Equipa portuguesa.

Para a próxima época (e as posteriores), espero que a estabilidade estrutural e Técnica, associada á ‘pressão dos resultados económicos’, em resultado da ‘revolução dos direitos televisivos’, Nos permitam a conquista definitiva da liderança do futebol nacional.

E para os que pretenderem menosprezar a ambição desse objectivo, permitam-me que faça o elogio do adversário que continua a ser ‘acarinhado’ pelo POLVO: o crac tem uma excelente equipa de futebol, uma das melhores da Europa, consegue, nesta época, roubar-Nos o Campeonato e entesourar umas boas dezenas de milhão de euro em mais valias com a venda de um punhado de atletas, num fluxo financeiro que lhe vai permitir pagar muitos mais favores.
Subestimar a capacidade do crac e do seu POLVO, seria o primeiro passo para condenarmos as Nossas opções para o sucesso.

Em síntese, esta foi uma época de resultados desportivos globalmente positivos e capazes de apoiar os outros resultados da SAD, quer os económicos, quer os comunicacionais e de valorização da marca Benfica. Ao C. A. No seu todo e ao Administrador com o pelouro do futebol (o ‘Príncipe” Rui Costa) as minhas felicitações, o meu encorajamento para ainda maior motivação e competência para o futuro e o meu …
 Viva o Benfica!        

PS: Não deixe de ler  e analisar as contas da - Benfica SAD – “Contas” do 3º trimestre - comparação; osgalhada - Benfica SAD - crac

...e também - Benfica SAD – “Contas” do 3º trimestre

sexta-feira, 7 de junho de 2013

O plantel - parte II

Depois dos guarda-redes e dos defesas (pode ver aqui) - médios e os avançados...

Matic - quando Javi Garcia saiu para o M. City, o Benfica fez o melhor negócio do século; vendeu Garcia por uma verba fantástica e (re)descobriu um fantástico jogador!
Já varias vezes o escrevi - não consigo olhar para Matic sem me lembrar do mais "belo" e elegante médio centro que alguma vez vi jogar - o argentino Fernando Redondo.
Matic nasceu para lhe suceder, só que até agora ninguém tinha reparado nisso!
Jesus mostrou-lhe o caminho que ele soube agarrar com unhas e dentes, classe e distinção.
Só conheço um médio centro capaz de lhe fazer sombra - Sérgio Busquets, igualmente um fantástico jogador, pela inteligência e capacidade de dar à equipa tudo o que ela precisa - em cada momento do jogo!
Veredicto; craque!

Enzo Perez - quando Witsel (outro enorme jogador) saiu, escrevi algures por aqui, que seria Enzo Perez o seu substituto natural!
Jesus assim o entendeu e Perez fez questão de mostrar todo o seu valor!
Jogador de raça, boa técnica e com apreciável vigor físico, Enzo Perez "bebeu" com inusitada facilidade os ensinamentos de mestre Jorge Jesus e terá encontrado a sua verdadeira posição! 
Foi crescendo com o decorrer do campeonato e hoje pode dizer-se que domina na perfeição o lugar.
Com Matic, faz uma dupla de grande categoria. Não há muitas com esta qualidade por aí.

Salvio - outro jogador talhado à imagem de Jesus. Basta ver a diferença no Atlético ou mesmo quando jogava na Argentina. Sálvio precisa de Jesus como de pão para a boca e Jesus não passa sem este tipo de jogador! 
Foi caro - segundo se julga saber, mas no sistema de Jesus, vale cada cêntimo!

Gaitan - demorou mas finalmente apareceu o verdadeiro artista.
Quem me conhece, sabe que são os jogadores como Gaitan que estimulam o meu amor pelo futebol.
É para ver jogar artistas da classe de Gaitan que os estádios se enchem, é por isso que os bilhetes são caros e é por isso que o futebol envolve tantos milhões - tantas paixões!
Nunca lhe exigirei que jogue como Javi Garcia, da mesma forma que jamais me passaria pela cabeça pedir a Javi que fizesse em campo o que espero de Gaitan!
Por isso é que adoro ver jogar Gaitan e é por isso que gosto muito de Javi Garcia...
É tão simples perceber isto.

Ola John - depois de um inicio meio atribulado, em que me pareceu um pouco perdido (no Benfica os jogadores não têm o direito a ser jovens) aos poucos foi mostrando o porquê da sua contratação e porque razão já é internacional pela principal selecção "laranja"
Para um miúdo de 19 anos, de repente num país diferente, culturalmente a léguas do seu, num outro estilo de jogo, com exigências defensivas que o obrigaram a modificar e a reaprender conceitos de uma (curta) vida, até que o moço não se portou nada mal.
Para mim é dos jogadores de maior potencial e um futuro craque - bola nos seus pés e a musica começa logo a ser outra! O carinho com que a trata não engana.
Ainda muito para dar e evoluir...

C. Martins - Carlos Martins é daqueles jogadores que tinha tudo para ser um grande jogador mas que nunca lá chegará.
Dos jogadores que mais me irrita, pela inconstância exibicional, mas sobretudo pelas falhas de posicionamento táctico, pelas perdas de bola patéticas e pela indisciplina.
Capaz do melhor e do pior num curto espaço de tempo.
C. Martins é daqueles jogadores que quando vejo jogar, faz sempre o contrario daquilo que eu penso que o jogo pede (precisamente o contrario de Matic e Busquets)!
Joga longo quando a equipa precisa de se reagrupar, joga curto quando o que se pede é que "estique" o jogo, transporta a bola quando tem colegas desmarcados, remata quando deve passar e passa sempre que tem uma aberta para rematar com sucesso!
Claro que isto é um pouco exagerado, mas é assim que vejo Martins!
Juntando um feitio meio difícil, um salário elevado, apenas meia dúzia de jogos por época em que está "não lesionado" e outras "cumplicidades" jornalísticas que nunca me agradaram, por mim; guia de marcha e já vai tarde.

Aimar - arte, elegância, cultura táctica, leitura de jogo, técnica apurada, velocidade, passes teleguiados, jogadas geniais, golos - Classe.
Acabou? - mentira. Aimar não acaba nunca...na memória de quem ama este jogo.
Gente assim é imortal. Para mim sempre assim será.
Que um dia possa voltar ao Benfica - obrigado Pablo Aimar.

Urreta - não me incluo no grupo daqueles que vêm em Urreta uma das 7 maravilhas, não se sabe bem de quê! Suplente pouco utilizado em Guimarães, sem lugar no Deportivo da Corunha e sem lugar na melhor selecção do seu país, nunca percebi porque carga de água teria se ser titular no Benfica!
É daqueles casos (não tão raros assim) em que é muito melhor cair em graça do que ser engraçado!
Bom jogador é. Com algumas características interessantes, também. Até agora nada ou quase nada provou. Enquanto isso não acontecer, não passa de uma promessa (demasiado) adiada!

André Gomes - talento às carradas mas ainda muito verde para assumir o protagonismo que alguns impacientes reclamam para si. Jesus tem gerido, na minha opinião, muito bem a sua entrada na equipa, obrigando-o a queimar etapas, sem stress e sem pressas que podem, nestes casos, resultar desastrosas. Exemplos disso é coisa que não falta por aí.
Dar tempo ao tempo, manda a dona prudência...

(obviamente que se torna imperioso contratar dois médios de características mais defensivas (parece que de ataque já estão certos) jogadores que possam dar algum descanso, ou mesmo "substituir", Matic e Enzo Perez, rezando para que Matic não saia já este ano)

Cardozo - para mim, mesmo mandando às malvas os números que tantos 'odeiam' é de longe o melhor ponta de lança que me lembro de ver jogar no Benfica. Apenas Van Hooijdonk e Mats Magnusson - desde que Nené e Filipović arrumaram as botas, lhe podem eventualmente fazer sombra, que não nos números...
Na minha equipa? -Cardozo e mais 10.

Leio e ouço tanta incongruência a seu respeito, tanta falta de respeito e de conhecimento do jogo, que me fico por aqui..
Cardozo e mais 10 - seja em que jogo for, em casa ou a jogar fora, seja em que competição for, jogando em ataque continuado ou em contra-ataque.
Cardozo e mais 10.
Lamentável e muito condenável o que Cardozo fez na final da taça - insuficiente para me obrigar a mudar de opinião.
Vai embora? que seja muito feliz. Tanto como me fez a mim nestes 5 anos que leva de vermelho vestido!

Lima - confesso que não "conhecia'' Lima!
Em Portugal praticamente só vejo os jogos do Benfica e quando jogava contra o Benfica ainda o ''via'' menos!
Não é o 'meu' estilo de avançado e não partilho metade dos elogios que lhe fazem, mas fez uma época admirável - excelente contratação.
O povo português - não conheço suficientemente bem nenhum outro povo mas acredito que não seja muito diferente do nosso, tem o hábito enraizado, defeito cultural, de pôr nos 'píncaros' alguém quando o que na verdade pretende é rebaixar outrem - mais ou menos como nas homenagens "contra" alguém...
Vejo isso em todas as franjas da sociedade. No futebol não podia ser diferente.

Rodrigo - analisar o desempenho de Rodrigo é das coisas mais difíceis de fazer neste Benfica!
Rodrigo ora nos diz que é um craque fabuloso, ora nos diz que as coisas não são bem assim.
Ora nos diz que é um grande ponta de lança como a seguir diz que talvez seja um avançado mais versátil...
Não é Lima, menos Cardozo, mas também não é  Wolfswinkel!
Rais parta o homem que ainda não lhe consegui tirar a pinta...ou se tem pinta!

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Benfica SAD – “Contas” do 3º trimestre - comparação; osgalhada - Benfica SAD - crac

Por José Albuquerque


































Numa análise comparada (leitura horizontal), podemos confirmar que o crac se distinguiu pelo aumento conseguido nos Proveitos Operacionais, motivados pela diferença da eliminação  europeia ser na Euroliga ou na Champions, enquanto o Glorioso se distinguiu por ter conseguido reduzir os seus Custos Operacionais.
Ainda no tocante aos Custos Operacionais, note-se que a singularidade dos valores do crac na rubrica “Serviços de terceiros” se deve ao facto de, uma vez não estar consolidado o estádio do ladrão, a sad andrupta ter de pagar o aluguer pela respectiva utilização.
Seja como for e mesmo nas aturais condições macroeconómicas a Nossa SAD continua a ser a única que mantem Resultados Operacionais sustentadamente positivos.

Olhando para os números relativos a “Operações com passes de Atletas”, não deixa de ser interessante comparar os Nossos valores com os do crac:  
1 Primeiro porque tendo o Glorioso um quadro de Atletas muito mais vasto e com um valor de balanço ligeiramente superior, o valor relativo das amortizações inverte-se, o que só tem uma explicação – o prazo médio dos contratos que vinculam os Nossos Atletas é superior ao dos que “não gostam do Benfica”;
2 Depois porque em dois anos consecutivos em que os jornaleiros anunciaram a quebra de todos os recordes de vendas pelo crac, o ano passado com os negócios do falcoca e da Micaela, este ano com os suprassumos “ulki e Álvaro demoro cinco minutos a assinar o meu nome Pereira”, ainda não se chegaram aos resultados obtidos pelo Glorioso (há um ano com o Fábio e o Roberto, este ano com “todo o meio campo”); e
3 Finalmente, porque quer andruptos, quer osgalhada, não gostam de revelar tudo sobre estes negócios e preferem acumular (**) os seus custos aos proveitos.

Se olharmos para os resultados finais, mais uma vez temos de aplaudir a forma como a osgalhada anda a torrar o dinheiro do tio Ricciardi, constatar que o D.Cor(no)leone ficou a dever um imenso favor a quem o levou até ao Mónaco, favor esse que lhe vai sair bem caro (que o Jorge Mendes sabe-a toda).

Sem ajudas, nem dentro nem fora de campo, pagando a Catedral e o Campus do Seixal, continuando a investir no Museu, na BTV (há quem não necessite disso para ‘deter’ vários canais de televisão), nas escolas Geração Benfica, nas Casas, etc., etc. o Nosso Clube persiste em conseguir uma gestão equilibrada, ainda que roubado pelo mamão chupista, a quem já se vai acabando a ‘parafina’ e começa a apagar canais de TV.  

Se fizermos uma leitura vertical dos números do Quadro 1 (dos Nossos já escrevi antes, fazendo a apologia do ‘impulso’ aos Capitais Próprios e da ambição pelos resultados, por forma a estancar a hemorragia dos Custos Financeiros), sobre o abismo que já engoliu a osgalhada, eu só consigo dizer que ardo em curiosidade para ver como o “rambo” vai descalçar uma tal “bota”, enquanto me pergunto se os andruptos conhecem a “rábula do bolo”: e que ou comem o bolo e deixam de o ter (e sem bolo la se vão as receitas da Champions), ou não o comem e correm o risco de morrer de fome.  

Olhando para o Quadro 2, recordo-me do tempo em que o crac se pavoneava, com razão, com uma Situação Liquida invejável, enquanto a Benfica SAD apresentava Balanços ‘presos por arames’, enquanto hoje podemos estar a um passo de conseguir, em 3 anos, uma completa inversão dessa situação e … Vencer a “Batalha Económica”.
Quando olho para as contas da osgalhada, compreendo a razão pela qual se alegram sempre que não vencemos.

Viva o Benfica!             

terça-feira, 4 de junho de 2013

Jesus e o plantel

Qualquer pessoa de bom senso sabia que o contrato estava mais que "assinado" - se ainda não no papel, há muito que tinha o 'selo' do acordo entre duas pessoas, que, como se percebe, acreditam no seu trabalho, que se respeitam - que sabem respeitar o Benfica!

Fizeram ''render o peixe'' à sua vontade, deixaram os ''cães ladrar'', escolheram o timing que mais lhes interessava, sem ligar patavina à berraria instalada, deixando o peidoso e os seus acólitos em constante suspense e sobretudo respeitando o (grande) trabalho de 4 anos! 
Venham de lá esses títulos...


Agora (oficialmente) já  posso fechar a época e fazer, como sempre, a minha análise à performance dos  nossos jogadores!
Tentando não me deixar influenciar pelos títulos ou pela (neste caso) a falta deles, não posso esconder o que ao longo desta época me pareceu menos bem.
Um jogador que tem um (ou vários) falhanço/s individuais que na minha opinião nos tiraram pontos e títulos, tem menos tolerância do que se os títulos tivessem acontecido. Parece-me claro.
Nesta análise não pretendo desculpar nada e não vou apreciar arbitragens - apenas jogadores.

Se é verdade que o ataque ganha os jogos, mais importante é perceber que a defesa é quem ganha os campeonatos....
E foi na defesa onde mais se falhou!
Não penso que o Benfica defenda mal - antes pelo contrario e onde houve falhas, foram quase sempre resultantes de erros individuais...
E que ninguém me venha dizer que os avançados falharam golos feitos. O ataque foi eficaz na esmagadora maioria dos jogos. Marcaram-se golos em todos os jogos menos em Braga para a taça da liga!
Bastava não sofrermos tantos (20) golos.
O campeão sofreu apenas 14!

Guarda-redes e defesas...
Artur - Não pertenço (longe disso) ao grupo que vê em Artur um guarda-redes de nível internacional. Nunca o escondi e não é agora que vou mudar de opinião. Sobrevalorizado para melhor se poder afundar Roberto, Artur nunca me convenceu - calma, demasiada (aparente) calma que sempre o levou a cometer erros imperdoáveis noutro qualquer jogador!

Este ano não foi melhor nem pior que na época passada, mas agora, que já poucos se lembram de Roberto, é que alguns começam a perceber as suas evidentes lacunas.
É muito mau com a bola nos pés, falha quase sempre nos grandes jogos e ao contrario do que se diz, não é daqueles guarda-redes que dá pontos, que evita derrotas. Sempre que o Benfica esteve em apuros (resultados equilibrados) Artur não fez a diferença - Artur não faz a diferença! É a minha opinião. Sempre foi.
A perda do campeonato e da taça passou - e muito, pelos seus pés...

Como pessoa é um gentlemen e é magnifico na defesa dos colegas e dos interesses do Benfica!
Claro que é para ficar, mas que o Benfica arranje alguém que o ensine a atirar bola pela linha lateral.
(não sei se Oblak já tem estofo para o lugar, mas que eu gostaria de o ver em acção ai isso gostaria!)

Paulo Lopes - cumpriu os serviços mínimos e a mais ninguém o obrigou - sem mais comentários.

Maxi Pereira - para mim é o pior defesa do Benfica. Quem costuma passar por aqui, sabe que não morro (antes pelo contrario) de amores pelo Maxi que é suporto ser defesa direito!
Maxi Pereira é um guerreiro que admiro e um jogador que empolga as multidões. A mim, enquanto não fizer bem o seu trabalho (saber defender é o mínimo que se pede a um defesa) terei sempre muitas dificuldades em ''ir à bola" com ele'!
Maxi Pereira com o seu entusiasmo (ainda não consegui compreender que raio vê Jesus nesta forma tresloucada de jogar) já ajudou a crucificar vários colegas, malquistos e mal vistos pela CS, mas goza de uma imprensa (tal como Artur) benévola, que lhe esconde a maioria dos erros - erros de posicionamento colossais, e outros, como, penaltis estúpidos, faltas laterais infantis e uma enervante lentidão a recuperar a posição, no fundo, a mãe de grande parte dos seus falhanços...
- Urgente arranjar, não um suplente para si, mas um titular para a direita da defesa - um defesa que defenda.

Melgarejo - tem um ano de defesa esquerdo e já defende '50' vezes melhor que Maxi Pereira!
Comete poucos erros a defender e na minha opinião onde é mais vulnerável é a atacar.
Não sei se por falta de rotina do lugar, mas a verdade é que da tão propalada vocação ofensiva, pouco ainda consegui ver. Demasiado preso às criticas, internas e externas, creio que o melhor Melgarejo ainda está para vir, assim se consiga soltar no ataque sem perder eficácia defensiva...
Causticado estupidamente (na minha opinião) por uma imprensa que tudo perdoa a outros que cometem erros, esses sim de palmatória, Melgarejo tem nos adeptos uma maioria (ai a imprensa) de críticos, a quem será muito difícil conquistar - a rever...
(como avançado não creio que tenha lugar no plantel. Como defesa sim, mas precisa de concorrência a sério)

Luisão - o capitão está a chegar a um ponto em que a sua carreira só pode decrescer em qualidade.
Admiro muito a sua forma de estar no campo, como jogador e como líder. Contudo, a idade não perdoa e o Benfica deve pensar na sua substituição - e quanto mais depressa o fizer, melhor.

Gary - O melhor defesa e o de mais classe!
O melhor central da liga portuguesa, mas que infelizmente parece estar a caminho do Manchester!
Unanimidade nas opiniões - estou certo.

Jardel - bom campeonato - substituiu com acerto as ausências de Luisão e Garay!
É o chamado bom suplente. Não levanta ondas, cumpre sempre que é chamado e sim, é para manter no plantel.

André Almeida - confesso; não dava nada por ele. Esforçado, surpreendeu-me pela positiva e em alguns jogos na liga Europa, substituiu Maxi, com ganhos evidentes para a equipa!!!!
À esquerda comprometeu, mas a culpa foi do treinador que cedeu (digo eu) às pressões e o lançou às feras. André é daqueles jogadores que numa equipa a carburar bem parece bem melhor do que aquilo que vale na realidade, mas quando a equipa vacila é o primeiro a afundar-se.
Esteve ligado, pelas piores razões aos últimos maus resultados do Benfica e não merecia isso!
É português e bom para ficar no plantel, mas precisa de estabilizar...e progredir!

Luisinho - fraco demais - sem nível para o Benfica.
Roderick Miranda -  o mesmo que Luisinho. 
Miguel Vítor - um pouco melhor mas o mesmo destino; devem sair e seguir as suas carreiras em clubes à sua dimensão.

Com Luisão a começar a dar indícios que a idade começa a pesar e sem Garay, não se me afigura nada fácil a composição da defesa para a próxima época!
Se Gary sair (parece ser o mais certo) o Benfica precisa de, não apenas de um, mas de dois defesas centrais de qualidade...
E de dois defesas laterais do mesmo nível - na esquerda, mas principalmente à direita!

A seguir, os médios...

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Benfica SAD – “Contas” do 3º trimestre

Por José Albuquerque

Se eu tinha alertado os Benfiquistas, há cerca de 3 meses e comentando o “R&C” em 31 de Dezembro, para o facto de o Benfica ter tido de aceitar como que “um novo sócio”, representado pelo custo adicional decorrente do aumento do IVA de 6 para 23% a incidir sobre boa parte dos Nossos Proveitos, infelizmente, comento agora os resultados em 31 de Março sintetizando que, agora sim, as ‘Contas’ da Nossa SAD começam a reflectir, por inteiro, o agudizar da crise económica que o pais atravessa.

Demonstrações de Resultados - Não são, portanto, boas as noticias que transparecem deste comunicado á CMVM, mesmo que o Resultado de Exploração destes 3 trimestres (de 1 de Julho de 2012 a 31 de Março de 2013) ainda se apresente positivo em 7,5 milhões de euro, neste que será o derradeiro exercício económico em que o ‘mamão chupista’ nos esbulha de uma remuneração justa pela exploração dos Nossos direitos televisivos. .

Resultados Operacionais - A explicar esta realidade, uma quebra generalizada em todas as rubricas dos Proveitos (com a única excepção do merchandizing), com particular relevo para os prémios da UEFA (menos 27%), as quotizações (menos 20%), a bilheteira (menos 39%) e os cativos (menos 22,5%), para um acumulado em que os Proveitos diminuíram 11,3 milhões de euro … muito dinheiro!
Pelo lado dos Custos Operacionais, a Administração conseguiu executar uma politica de grande rigor, conseguindo poupar 1,4 milhão de euro, mais de metade dos quais na rubrica de custos com pessoal (menos 0,8ME), apesar de ter mantido a habitual politica de renovações contratuais (e aumento de cláusulas de rescisão) com os Atletas mais valiosos. Este sucesso relativo permitiu que os Resultados Operacionais totais, sem operações com “passes’ de Atletas, se mantivessem ligeiramente positivos por 0,8ME.

Resultados com Atletas - A somar a este resultado, as operações com “passes” de Atletas, particularmente marcadas pelas vendas muito lucrativas do Javi e, sobretudo, do Witsel, geraram proveitos de 47,1ME, suficientes para cobrir a soma dos inerentes custos (9,2ME) com as amortizações contabilísticas (18,8ME) e garantir um resultado positivo de 19,1ME.

Com estes valores, concluímos que estes 9 meses de exploração, mesmo com o fisco a comer-Nos e sem esquecer um ambiente económico dramaticamente depressivo, ainda assim permitiram que o ‘negócio’ da Nossa SAD tenha gerado um resultado de quase 20ME, um valor absolutamente notável!

Resultados Financeiros – Entretanto e como a Administração gere este negócio com um recurso exaustivo a Capitais Alheios, nomeadamente empréstimos remunerados, mais de metade daquele ‘lucro aparente’ esgota-se no pagamento dos custos financeiros (16,5ME), insuficientemente compensados pelos proveitos financeiros (4,1ME) que a SAD obtém pelo financiamento do resto do Grupo Benfica.

No Quadro 1, apresento-vos as Demonstrações de Resultados individualizadas para cada um dos 3 trimestres em causa e, na coluna da direita, a Demonstração de Resultados total para o conjunto dos 3 trimestres. Deste modo, podem ver, claramente, todo o ‘filme’ da exploração ao longo do período em causa.      

Evolução do Balanço da SAD ao longo do período.

Considerando que um Balanço se comporta como ‘uma fotografia’ da SAD na data do seu “fecho”, o Quadro 2 permite observar uma sucessão destas ‘fotografias’, iniciando no “fecho” do exercício económico precedente (30 de Junho de 2012) e progredindo, a cada trimestre, ate 31 de Março último.

Olhando para o Passivo como a ‘Origem dos Fundos” investidos nos componentes do Activo, verificamos que iniciamos este exercício numa situação de Capitais Próprios negativos (Passivo maior que o Activo), recuperamos dessa situação ‘anormal’ com as vendas efectuadas em Agosto, que permitiram um trimestre ‘lucrativo’ (em que o Activo cresceu e o Passivo decresceu), passando a partir desse momento a acumular uma exploração deficitária, com o Passivo a crescer mais que o Activo, numa sequência que se repete há 3 exercícios.

Como se desenha o futuro a curto prazo.

Antes de mais, importa tornar claro que, com o agravar do enquadramento económico, ou a SAD consegue realizar mais algumas “mais valias” com vendas de “passes” de Atletas, ou o exercício corrente vai terminar com um resultado negativo (embora ligeiro), agravando a já crónica situação de insuficiência de Capitais Próprios e limitando a capacidade da SAD para prosseguir na sua estratégia de investimentos. 

Quem segue habitualmente os meus escritos sobre estes temas, sabe que eu defendo que a Nossa SAD implemente uma das soluções alternativas possíveis para provocar ‘um impulso’ aos Capitais Próprios, além de procurar atingir, neste e nos próximos 3 exercícios, um acumulado de resultados positivos da ordem dos 40ME. Se a Administração quiser seguir uma estratégia deste tipo, então devera conseguir concretizar 3 grupos de operações:
1 Vendas de Atletas – pelo menos uma operação valiosa ainda em Junho, seguida de outra até Agosto, além de algumas vendas de menor monta, de Atletas sem grande potencial e que não competem por lugares no Plantel principal;
2 Proveitos com direitos de TV – muito da rentabilidade do próximo exercício (2013 – 14) vai passar pelo sucesso da Nossa BTV e pela rentabilização dos diversos conteúdos que ela vai explorar; se os resultados combinados desta exploração ultrapassarem os 20ME (eventualmente reforçados com novos patrocínios), então esse sucesso ficará confirmado; e
3 Manter o mais rigoroso controle sobre os custos operacionais, garantindo que eles só cresçam no caso dos proveitos com competições da UEFA ultrapassarem os 20ME (presença nas meias finais da Champions, no mínimo).

Tudo o que venha a ficar aquém destas metas, implicaria urgência ao já referido ‘impulso’ dado aos Capitais Próprios, operação essa que não deveria efectivar-se antes que fiquem claros os contornos da propalada “reestruturação financeira” da sad da osgalhada.

Conclusão

Num exercício económico em que a sad do crac já ultrapassou os 120ME em vendas (!), para tentar assegurar um resultado final positivo e fazer face ao cenário económico e fiscal depressivo e em que a sad da osgalhada se afundou, definitiva e irremediavelmente num abismo para o qual eu não vejo nenhuma saída, o Grupo Benfica não conseguiu passar incólume e sentiu o impacto da conjuntura.
Para poder manter os históricos níveis de investimento (seja em infraestruturas, em Atletas, na BTV, ou em realizações como o Museu, uma cadeia de rádios locais ou outros), o Benfica ainda deverá concretizar um Proveito adicional em operações com Atletas da ordem dos 15ME no exercício corrente, seguido do dobro no próximo exercício, sem descurar nem o controlo dos custos operacionais, nem os resultados desportivos.
Um caminho ‘estreito’ e difícil, sem dúvida, mas um caminho possível e pelo qual vale a pena mobilizar o Clube que Nós Somos.

Viva o Benfica!

P.S: dentro de algumas horas, publicaremos um breve texto com dados comparativos com as sad da osgalhada e do crac;

P.P.S: além de ficar ao vosso dispor para esclarecimentos na caixa de comentários, proponho-me publicar nos próximos dias, os necessários textos didácticos sobre os rudimentos de contabilidade que facilitem a análise deste tipo de textos.



domingo, 2 de junho de 2013

Benfica conquista Liga Europeia de hóquei em patins!

Por tudo o que foi visto ontem e por tudo o que escrevi (aqui) não podia deixar de homenagear os verdadeiros HERÓIS que ganharam o caneco para o Benfica!

Amanhã publicarei de novo o fantástico trabalho do nosso companheiro José Albuquerque!
Pode ser visto (aqui)

Benfica SAD – “Contas” do 3º trimestre

Por José Albuquerque

Se eu tinha alertado os Benfiquistas, há cerca de 3 meses e comentando o “R&C” em 31 de Dezembro, para o facto de o Benfica ter tido de aceitar como que “um novo sócio”, representado pelo custo adicional decorrente do aumento do IVA de 6 para 23% a incidir sobre boa parte dos Nossos Proveitos, infelizmente, comento agora os resultados em 31 de Março sintetizando que, agora sim, as ‘Contas’ da Nossa SAD começam a reflectir, por inteiro, o agudizar da crise económica que o pais atravessa.

Demonstrações de Resultados - Não são, portanto, boas as noticias que transparecem deste comunicado á CMVM, mesmo que o Resultado de Exploração destes 3 trimestres (de 1 de Julho de 2012 a 31 de Março de 2013) ainda se apresente positivo em 7,5 milhões de euro, neste que será o derradeiro exercício económico em que o ‘mamão chupista’ nos esbulha de uma remuneração justa pela exploração dos Nossos direitos televisivos. .

Resultados Operacionais - A explicar esta realidade, uma quebra generalizada em todas as rubricas dos Proveitos (com a única excepção do merchandizing), com particular relevo para os prémios da UEFA (menos 27%), as quotizações (menos 20%), a bilheteira (menos 39%) e os cativos (menos 22,5%), para um acumulado em que os Proveitos diminuíram 11,3 milhões de euro … muito dinheiro!
Pelo lado dos Custos Operacionais, a Administração conseguiu executar uma politica de grande rigor, conseguindo poupar 1,4 milhão de euro, mais de metade dos quais na rubrica de custos com pessoal (menos 0,8ME), apesar de ter mantido a habitual politica de renovações contratuais (e aumento de cláusulas de rescisão) com os Atletas mais valiosos. Este sucesso relativo permitiu que os Resultados Operacionais totais, sem operações com “passes’ de Atletas, se mantivessem ligeiramente positivos por 0,8ME.

Resultados com Atletas - A somar a este resultado, as operações com “passes” de Atletas, particularmente marcadas pelas vendas muito lucrativas do Javi e, sobretudo, do Witsel, geraram proveitos de 47,1ME, suficientes para cobrir a soma dos inerentes custos (9,2ME) com as amortizações contabilísticas (18,8ME) e garantir um resultado positivo de 19,1ME.

Com estes valores, concluímos que estes 9 meses de exploração, mesmo com o fisco a comer-Nos e sem esquecer um ambiente económico dramaticamente depressivo, ainda assim permitiram que o ‘negócio’ da Nossa SAD tenha gerado um resultado de quase 20ME, um valor absolutamente notável!

Resultados Financeiros – Entretanto e como a Administração gere este negócio com um recurso exaustivo a Capitais Alheios, nomeadamente empréstimos remunerados, mais de metade daquele ‘lucro aparente’ esgota-se no pagamento dos custos financeiros (16,5ME), insuficientemente compensados pelos proveitos financeiros (4,1ME) que a SAD obtém pelo financiamento do resto do Grupo Benfica.

No Quadro 1, apresento-vos as Demonstrações de Resultados individualizadas para cada um dos 3 trimestres em causa e, na coluna da direita, a Demonstração de Resultados total para o conjunto dos 3 trimestres. Deste modo, podem ver, claramente, todo o ‘filme’ da exploração ao longo do período em causa.      

Evolução do Balanço da SAD ao longo do período.

Considerando que um Balanço se comporta como ‘uma fotografia’ da SAD na data do seu “fecho”, o Quadro 2 permite observar uma sucessão destas ‘fotografias’, iniciando no “fecho” do exercício económico precedente (30 de Junho de 2012) e progredindo, a cada trimestre, ate 31 de Março último.

Olhando para o Passivo como a ‘Origem dos Fundos” investidos nos componentes do Activo, verificamos que iniciamos este exercício numa situação de Capitais Próprios negativos (Passivo maior que o Activo), recuperamos dessa situação ‘anormal’ com as vendas efectuadas em Agosto, que permitiram um trimestre ‘lucrativo’ (em que o Activo cresceu e o Passivo decresceu), passando a partir desse momento a acumular uma exploração deficitária, com o Passivo a crescer mais que o Activo, numa sequência que se repete há 3 exercícios.

Como se desenha o futuro a curto prazo.

Antes de mais, importa tornar claro que, com o agravar do enquadramento económico, ou a SAD consegue realizar mais algumas “mais valias” com vendas de “passes” de Atletas, ou o exercício corrente vai terminar com um resultado negativo (embora ligeiro), agravando a já crónica situação de insuficiência de Capitais Próprios e limitando a capacidade da SAD para prosseguir na sua estratégia de investimentos. 

Quem segue habitualmente os meus escritos sobre estes temas, sabe que eu defendo que a Nossa SAD implemente uma das soluções alternativas possíveis para provocar ‘um impulso’ aos Capitais Próprios, além de procurar atingir, neste e nos próximos 3 exercícios, um acumulado de resultados positivos da ordem dos 40ME. Se a Administração quiser seguir uma estratégia deste tipo, então devera conseguir concretizar 3 grupos de operações:
1 Vendas de Atletas – pelo menos uma operação valiosa ainda em Junho, seguida de outra até Agosto, além de algumas vendas de menor monta, de Atletas sem grande potencial e que não competem por lugares no Plantel principal;
2 Proveitos com direitos de TV – muito da rentabilidade do próximo exercício (2013 – 14) vai passar pelo sucesso da Nossa BTV e pela rentabilização dos diversos conteúdos que ela vai explorar; se os resultados combinados desta exploração ultrapassarem os 20ME (eventualmente reforçados com novos patrocínios), então esse sucesso ficará confirmado; e
3 Manter o mais rigoroso controle sobre os custos operacionais, garantindo que eles só cresçam no caso dos proveitos com competições da UEFA ultrapassarem os 20ME (presença nas meias finais da Champions, no mínimo).

Tudo o que venha a ficar aquém destas metas, implicaria urgência ao já referido ‘impulso’ dado aos Capitais Próprios, operação essa que não deveria efectivar-se antes que fiquem claros os contornos da propalada “reestruturação financeira” da sad da osgalhada.

Conclusão

Num exercício económico em que a sad do crac já ultrapassou os 120ME em vendas (!), para tentar assegurar um resultado final positivo e fazer face ao cenário económico e fiscal depressivo e em que a sad da osgalhada se afundou, definitiva e irremediavelmente num abismo para o qual eu não vejo nenhuma saída, o Grupo Benfica não conseguiu passar incólume e sentiu o impacto da conjuntura.
Para poder manter os históricos níveis de investimento (seja em infraestruturas, em Atletas, na BTV, ou em realizações como o Museu, uma cadeia de rádios locais ou outros), o Benfica ainda deverá concretizar um Proveito adicional em operações com Atletas da ordem dos 15ME no exercício corrente, seguido do dobro no próximo exercício, sem descurar nem o controlo dos custos operacionais, nem os resultados desportivos.
Um caminho ‘estreito’ e difícil, sem dúvida, mas um caminho possível e pelo qual vale a pena mobilizar o Clube que Nós Somos.

Viva o Benfica!

P.S: dentro de algumas horas, publicaremos um breve texto com dados comparativos com as sad da osgalhada e do crac;

P.P.S: além de ficar ao vosso dispor para esclarecimentos na caixa de comentários, proponho-me publicar nos próximos dias, os necessários textos didácticos sobre os rudimentos de contabilidade que facilitem a análise deste tipo de textos.