sábado, 10 de agosto de 2013

A “Gestão de Atletas”

Por José Albuquerque

Confesso-me absolutamente incompetente para criticar a actual politica de “Gestão de Atletas” da Nossa SAD, porque há muitos que mal conheço e, em termos específicos, porque não sei o suficiente sobre futebol. Ainda assim e uma vez que me parece estarmos a assistir a uma nova fase neste capitulo da vida da SAD, sinto-me no dever de contribuir com algumas opiniões pessoais.

Antes de mais, para desfazer a “óbvia conclusão” de alguns que qualificam este aparente ‘corrupio’ de entradas e saídas do Plantel como o resultado de um “saque” descarado, perpetrado pelo “orelhas”, com ou sem a conivência dos chamados “empresários”.
Porquê?
Porque sou mais um “carneiro Vieirista”?
Obviamente que não! 

Porque essa “tese” não faz sentido nenhum!
Porque o Accionista maioritário – o S. L. Benfica, tem uns Corpos Sociais compostos por Companheiros que nunca com tal coisa pactuariam!
Porque os restantes Administradores da SAD nunca com tal coisa pactuariam!
Porque o Presidente, um orgulhoso sessentão, não só não tem nenhuma necessidade disso (o seu património familiar basta para várias gerações), como já deu mais que provas insofismáveis de uma seriedade inquestionável!
Porque o Presidente, um orgulhoso Empresário, nunca arriscaria a imagem que já consolidou pela sua dádiva Benfiquista, trocando um lugar já ímpar na Nossa Gloriosa História pela vergonha de um rótulo de criminoso.

Quem defende uma tal tese, num pináculo do absurdo, denota uma quase paralisia intelectual e permite-se aderir a um simplismo comodista, em vez de dar uso aos neurónios e procurar uma explicação inteligente.

Entretanto, os factos obrigam-Nos a pensar …

Primeiro, porque estamos a ver que a SAD, aparentemente, “deixa sair” vários dos jovens produtos da “Fábrica” e alguns outros já não tão jovens. Depois, porque assistimos a contratações de Atletas sem espaço óbvio na Equipa A e, quando admitíamos que elas se destinassem a reforçar a Equipa B, vemos esses Atletas a serem emprestados. Finalmente, porque a desejável integração entre as Equipas A e B, parece sugerir uma alteração na opção tácita de base (vulgo, “plano A”) das Nossas Equipas seniores, para um 4x2x3x1, talvez relegando o 4x4x2 clássico para um estatuto de “plano B” e essa eventual alteração, pode estar a condicionar a tal “Gestão de Atletas” .

Pegando no fio da meada, importa recordar que todas as “compras”, todas as “vendas” e todos os “empréstimos” são a manifestação de uma vontade tripartida: do Atleta e dos compradores e vendedores, ou de quem “empresta” e quem “toma o empréstimo”.
Importa recordar este principio porque é muito frequente ler e/ou ouvir que “vende o X por Y milhões”, ou que “empresta o Z a um clube europeu em que seja titular”, óbvias baboseiras de quem, talvez por excesso de horas a jogar computador, imagina ser ideal o mundo real.
Fazer uma “Gestão de Atletas”, é tudo menos fácil, é tudo menos evidente, especialmente depois da “Lei Bosman”! 

Outro dos primeiros “nós da meada” passa pelo absurdo não só da “janela de mercado”, por ela terminar após o inicio das épocas desportivas, ainda agravado pelo desfasamento no caso do emergente mercado russo, uma situação que, perante a “Lei Bosman”, impossibilita um total controlo sobre a constituição de um plantel a todo e qualquer clube que não esteja entre os dez mais financeiramente poderosos.

Num texto anterior, eu já defendera que o actual modelo de crescimento e desenvolvimento da SAD e digo “defendera”, não no sentido de uma garantia de ser o melhor, mas, apenas, nos termos em que o compreendo.
Por isso, este texto tenta ir um pouco mais longe que o anterior (que recebeu variadíssimos contributos de Companheiros Nossos) na análise ao que temos visto …

As “dispensas”.

A um ritmo surpreendente e que sugere algum relativo “corte com o passado mais recente”, assistimos a uma série de saídas do Plantel, aparentemente sem contrapartida financeira e revelador de que a SAD “deixou de apostar” em alguns ex-atletas:
1 Casos como os dos Migueis, o Vítor e o Rosa; e
2 Casos, muitos, de jovens produtos da “Fábrica”, ainda em idade de “formação” (até aos 23 anos).

Quanto aos Migueis, eu já escrevi que os considero excelentes provas ‘vivas’ de que o Glorioso deve insistir nos seus investimentos na formação: trata-se de dois excelentes profissionais e futebolistas, que já contam com muitas internacionalizações e alguns títulos individuais e colectivos, ou seja: excelentes exemplos, inclusive para os mais jovens que, sonhando tornar-se profissionais, deveriam ter consciência que a esmagadora maioria nunca será, algum dia, candidato a uma “bota de ouro”.
Quanto ao segundo grupo, no qual encontramos muitos campeões e internacionais nos escalões jovens, espero que ainda possam afirmar qualidades que lhes não apareceram precocemente.
Uns e outros, convenhamos, ainda não demonstraram poder estar ao nível que, hoje, já é exigido a um futebolista sénior do Benfica e, assim, creio que deveria ser unânime entre os Benfiquistas (atletas incluídos, se for o caso), que não há que lamentar, em absolutamente nada, as suas saídas do Clube.
Com a excepção do Vítor, que terminou o seu contrato, não sabemos se a SAD mantém alguma parte dos respectivos “direitos económicos” (ou alguma opção de recompra), mas não me repugna admitir nem que sim, nem que não: em nenhum desses exemplos me parece que a SAD deveria ter ido “contra o mercado”, exigindo o que “ele” não reconheceu.

A este propósito, uma vez mais eu insisto na minha convicção segundo a qual os jovens em formação só podem ter condições de evoluir, caso mantenham o estimulo da competição (em campo e, sobretudo, em treino) e, sendo limitado o número  de “vagas” que, nesses termos, o Plantel pode oferecer (em qualquer das duas Equipas seniores), compete aos Técnicos proceder a uma selecção, com as inevitáveis consequências.
E basta de lamechices do tipo “coitado, não teve oportunidades”!
Com tantos anos vividos no Seixal, com milhares de treinos e centenas de desafios, com anos de avaliação atlética (clínica e fisiológica), mal estaríamos se insistíssemos em duvidar dos resultados da avaliação final: podemos, claro, dela discordar, mas não podemos alegar ausência de critérios.

Recordo-lhe, Caro Leitor, que ainda que a SAD seguisse um modelo quase oposto ao actual, exclusivamente centrado nos seus “produtos da Fábrica”, mais tarde ou mais cedo as “vagas” nas Equipas ficam todas preenchidas e, concordemos ou não com os resultados, a inevitável selecção de valores obrigará a “dispensas”.

Os (múltiplos) “empréstimos”.

A um ritmo acrescido mas já não surpreendentemente, sugerindo a confirmação do passado mais recente, verificamos que aumenta o número de Atletas emprestados, sobretudo a clubes no estrangeiro, com contratos que, segundo a mérdia, representam proveitos muito significativos para a SAD, além de constituírem um alargamento das tais “vagas” para que jovens Atletas possam competir e continuar a evoluir.
Em alguns casos (Michel, Farina e Pizzi), os Atletas quase nem vestiram o Manto Sagrado e, quando foram contratados, não pareceram corresponder a necessidades imediatas do Plantel, mas, de uma ou outra forma, conseguimos entender ou a validade económica do negócio, ou o potencial interesse desportivo, ou ambos.
Creio que muitos sabem que, em mandarim, a grafia das palavras “crise” e “oportunidade” é a mesma e, sinceramente, creio que a SAD está, neste aspecto particular da sua gestão, a interpretar na perfeição essa virtualidade: a “crise” colocou muitos clubes numa situação de dificuldade de acesso ao crédito sem o qual ficam limitadas na sua capacidade de reforçar os seus planteis e o Benfica, por não viver esse problema, consegue “alugar-lhes” o que eles não conseguem comprar. 
Melhor ainda, o Benfica consegue atrair Atletas e contratá-los (vejam os exemplos do Farina, por menos dinheiro e do Mora, a custo zero), com base no Nosso prestigio desportivo incontestável e, depois, emprestá-los a clubes que tinham sido recusados, por mais dinheiro.

Corremos o risco de estar a “banalizar” o Nosso Glorioso Emblema, com esta estratégia?
Confesso que não creio, mas não o posso garantir, porque nunca vivi no “meio do futebol” e, por isso, nem humildemente consigo formular uma opinião sobre como pode esta gestão ser olhada pelos outros clubes e agentes desportivos. Mas uma coisa me parece incontestável: trata-se de mais uma forma, absolutamente legal e eticamente inatacável, de “acrescentar valor” e … é exactamente essa a missão (do ponto de vista empresarial, reparem bem no sublinhado) do CA da SAD.
Pudessem os “do contra” fazer o mesmo, fosse com Atletas ou qualquer coisa e … já seriam diferentes as suas “criticas”.                                           

A provar que não pretendo escapar a analisar alguns dos famigerados “casos” individuais do Nosso Plantel, solicito, desde já, a Vossa paciência para o próximo texto e escapo, isso sim, a exagerar ainda mais no comprimento do actual.

Viva o Benfica!          

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Napoli - amigos de Cardozo

É hoje ao fim da tarde que se joga a primeira das quatro finais que o Benfica tem pela frente...
Segundo os expert do futebol que se joga on-line, o Benfica joga tudo nestes 4 jogos que se seguem...
Sim, porque ninguém pense que o jogo de Nápoles é um simples jogo de pré-época ou como diria Mourinho; um simples treino para desentorpecer o pernil dos jogadores...

Não. Em Nápoles exige-se um Benfica demolidor - ao nível do Benfica dos anos 60, que, como se sabe, goleava até mesmo nos treinos!

Uma vitória será sempre fruto do acaso, mérito aos jogadores, um empate será uma derrota de difícil digestão, uma derrota um autentico cataclismo e o melhor é abrir já o autoclismo...
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Carlos Daniel é um jornalista que admiro. 
Carlos Daniel é um homem de espinha direita, com opinião, sério, estudioso, competente.

Muitas vezes estou de acordo com as suas opiniões ou analises e são raras as vezes que isso não acontece...
Seja como for, é sempre um prazer ouvi-lo, mesmo quando não concordo nada consigo.
Carlos Daniel nunca gostou de Cardozo. Sempre o disse - muitas vezes de forma "cruel" e nunca o tentou esconder. Na equipa dele (ao contrario da minha) Cardozo nunca calçaria.

Mas afinal porque raio estou a enaltecer um tipo que até está nos antípodas daquilo que entendo ser a capacidade futebolística do jogador paraguaio?
Porque sempre porei à frente de tudo a honestidade intelectual de quem é capaz de levar até às ultimas consequências os seus pensamentos e opções jornalísticas.

Mesmo contra a corrente, contra a enxurrada de mau profissionalismo, de mau jornalismo, de gente que não tem um pingo de dignidade profissional, Carlos Daniel mantém a espinha dorsal direita
Mesmo que eu discorde (naquilo que realmente interessa) da analise da peça quase na totalidade, dá gosto ler...compare-se este homem com aquela a 'coisa' da bola - um tal de Serpa!
Ao contrario das putas intelectuais que proliferam na comunicação social, Carlos Daniel mostra que é um senhor.  (ler aqui)

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Pedro - o alarve

Pedro -o alarve, voltou a falar.
Com via aberta em todos os canais comunicacionais da imprensa portuguesa, Pedro - o alarve, numa simples frase, revela todo o processo e põe a descoberto a máfia que queria mamar no Benfica.

Cada vez mais tenho a "certeza" que Cardozo sabia muito bem o que estava a fazer naquele dia.
Cada vez mais me parece que tudo não passou de uma estratégia que visava enganar o Benfica para baixar o preço da transferência.

Cada vez mais admiro LFV por não se deixar manobrar - comigo nem sei se tinha paciência para o teatro de ontem.


- A ultima parte da fase é que te escapou de todo - «Não é fácil negociar com o presidente do Benfica»
Assim...
- Parece que vais mamar na 5ª pata do cavalo meu grande alarve. Tu, o presidente do Fenerbahçe, Cardozo por supuesto, e toda a matilha que continua a rosnar.
Como já disse (aqui) quem manda no Benfica ainda é o Benfica.

Os trapalhões

Enquanto que a oposição do Benfica se resumir a gente que tem como única fonte de inspiração o copy & past nos blogs anti-Vieira, o actual presidente bem pode dormir descansado!

Já é tempo de aparecer alguém que se apresente aos sócios como uma verdadeira alternativa.
Uma alternativa com um mínimo de credibilidade.
Uma alternativa que mexa com os benfiquistas.
Uma alternativa que nos faça sonhar.




quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Cardozo falou e disse...o previsível.

Cardozo falou finalmente!
Assim que se soube que o faria na BenficaTV o desfecho não poderia ser outro.

Chegou ao fim o processo disciplinar que o Benfica lhe moveu e a menos que a SAD julgasse haver razões para rescindir o contrato por justa causa (não queriam mais nada) a integração de Cardozo nos trabalhos da equipa seria sempre inevitável.

- Errei e fiz trampa da grossa.
- Quero pedir desculpas aos benfiquistas, à equipa, ao Presidente e à equipa técnica.
- Fico feliz com os cânticos de apoios mas os adeptos devem é apoiar a equipa.

Qual vai ser o seu futuro?
- O meu futuro depende do Benfica.
-  Está nas mãos do Presidente.
Vai marcar mais golos neste estádio (da Luz)?
- Está nas mãos do presidente.

Conclusão; Cardozo está hoje tão perto de ficar no Benfica como estava há 30 dias atrás.
Tragam a proposta certa que o Presidente não porá obstáculos.
Até lá...

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Roberto Jimenéz

Por José Albuquerque

Tenho consciência de ter escrito, há uns dias e aqui no GUACHOS, um comentário muito contundente a propósito do processo que envolveu a saída deste Nosso antigo atleta do Plantel, mas sinto que só fiz o que me exige, sempre, o meu Benfiquismo.
Quem me conhece, quem tem lido o que escrevo sobre a Gestão e as “Contas” do Clube e de todo o Nosso Grupo, quem está habituado ao modo como entendo defender o Glorioso, não pode ter-se surpreendido pela forma como eu reagi ao surpreendente caminho dado ao dossier Roberto.

Há cerca de uma semana, profundamente incomodado com o conteúdo dos comunicados remetidos pala Nossa SAD para a CMVM, afirmei-me determinado a informar-me sobre todos os detalhes pertinentes deste “negócio” e, caso não conseguisse esclarecer-me definitivamente num horizonte de 10 dias, comprometi-me em reclamar formalmente junto do Presidente da AG do Benfica (o meu Bom Amigo Luís Nazaré), publicando, aqui no GUACHOS e de forma aberta, o conteúdo dessa eventual reclamação.  
Naquele momento, plenamente consciente de que o meu esclarecimento poderia vir a litigar com o interesse em manter no âmbito privado algumas facetas do assunto, já admitia a possibilidade de me (e Nos) ver esclarecido(s) e tranquilizado(s) por interpostas pessoas, nomeadamente através de um dos Presidentes das AG’s de Sócios e de Accionistas. Fosse como fosse, havia aspectos que não prescindia e não prescindi, de ver clarificados.
Como podem imaginar, foi com imensa alegria que recebi todas as informações e garantias sem as quais nem me permitia discutir as ocorrências, por não saber como as qualificar e/ou justificar. Assim sendo, eis o que se me oferece partilhar sobre este tema, incluindo as conclusões a que cheguei.

As três fases de um grosso problema.
Não me parece inoportuno recordar o processo infame de quase ‘homicídio’ perpetrado pela mérdia nacional contra o Roberto, com a conivência desavergonhada de boa parte dos próprios Benfiquistas, processo agravado por alguns maus desempenhos do atleta e que, no seu conjunto, conduziram a SAD a uma decisão de o afastar do Plantel.

A primeira fase.
Reconhecendo a forte desvalorização do Roberto e a decorrente ‘inoportunidade’ da sua venda, a SAD recebeu de braços abertos uma proposta (formal, escrita e comprovável) de compra para uma época depois daquela em que se estava, ou seja, uma espécie de “promessa de compra” do passe do Roberto
Na minha humilde opinião, a SAD (o Presidente) cometeu um erro ao aceitar formalizar esse ‘projecto de venda’ sob outra forma que não fosse um empréstimo dos direitos desportivos do atleta e, caso tivessem de vingar as preferências do “promitente comprador”, a SAD (o Presidente) deveria ter tratado de dar ao negócio o mesmíssimo tratamento que lhe merecem todos os outros, nomeadamente pela exigência das normais garantias de pagamento, tanto mais que, confirmando-se a boa fé de todas as partes, essas garantias poderiam, perfeitamente, não ser accionadas directamente em caso de eventual posterior alteração do negócio acordado.

A segunda fase.
Confrontada com a vontade de alterar, profundamente, o acordo estabelecido há cerca de 2 anos, a SAD preferiu não chegar a novo acordo e, muito naturalmente, exigiu a devolução dos direitos económicos e desportivos (o “passe”) sobre o Roberto.
Com a humildade de sempre, considero um erro (do Presidente e do CFO) da SAD o facto de não ter informado a CMVM da anulação do negócio na sua forma inicial e nem me interessa saber como é que o regulador do mercado de capitais vai avaliar esse pormenor (ou ‘por maior’): estando em causa um atleta que a SAD voltava a deter no seu Plantel, em pouco tempo os factos teriam de ser revelados e nada melhor do que revelá-los de “motu” próprio.

A terceira fase.
Recolocado o Roberto “no mercado” e como é absolutamente normal, a SAD começou por avaliar as ‘ofertas’ que lhe haviam sido feitas por ele, bem como o perfil de outros atletas que sabia estarem em situação idêntica; desse processo resultou uma negociação com o Atlético de Madrid envolvendo o “Pizzi”.
Muito correctamente e apesar do negócio desenhado (100% do passe de Roberto, por 50% do de Pizzi) não envolver pagamentos, a SAD (o Presidente e o CFO) fizeram questão de baixar o valor atribuído pelos “colchoneros” aos passes objecto de transacção  por entenderem (e bem) que o valor proposto era exagerado, por excesso.
Finalmente e não existindo ‘vaga’ imediata na Equipa A para a nova aquisição, a SAD negociou o seu empréstimo ao Espanhol de Barcelona (com quem estava a negociar o mesmo tipo de acordo para o Sidnei).

Conclusão.

Estou absolutamente convicto que a SAD defendeu, em todo o processo, os seus interesses económicos, tal como nunca tentou qualquer manipulação das suas “Contas”, mesmo que a ocasião parecesse particularmente tentadora.
Também estou convencido que, face a uma dramática desvalorização de um seu activo (o Roberto), a SAD acabou por realizar um negócio bastante razoável, ao adquirir um interessante internacional português, bastante promissor e com um contrato de duração suficientemente longa (6 épocas) para permitir uma boa utilização desportiva.

Em contrapartida, espero que a SAD (o Presidente, sobretudo) tenha aprendido com esta má experiência, a ponto de não mais a repetir, pelo prejuízo de imagem que dele resultou e mesmo que a SAD tenha, ao longo de todo o processo, tido oportunidade de reafirmar a sua credibilidade absoluta junto de todas as contrapartes.
Ainda mais que os erros, os prejuízos não se devem nem adiar, nem minimizar, muito menos … disfarçar!
Ao longo de uma carreira de quase 30 em funções de Gestão, eu aprendi que os erros se assumem, com humildade e coragem, tal como me habituei a ‘antecipar’ os prejuízos (as imparidades) e a ‘arredondá-los para cima’, até por optimização fiscal.

Também espero que todas as entidades a quem compete escrutinar as acções do CA da Nossa SAD não hesitem em proceder a toda a avaliação que entenderem pertinente sobre este (e qualquer outro) assunto, tal como estou seguro de que o Grupo Benfica continua a garantir-lhes todo o apoio e transparência sempre que essas entidades a solicitam.

Como sempre, nas minhas qualidades de Sócio, accionista (pequeno) e (ainda menor) investidor, continuarei a avaliar a forma como o Presidente consegue defender os interesses do Benfica, mantendo-me, humilde e continuadamente, disponível para contribuir o melhor que posso e sei e, finalmente, concretizando os resultados daquela avaliação nos meus votos (como Sócio e accionista  e nos meus comportamentos (como investidor).

Viva o Benfica! 

Guerra civil? Nada disso.

Por José Albuquerque

Vários Companheiros (como é o exemplo do Enormérrimo Carlos Alberto, do BENFILIADO) caracterizam o actual momento do Glorioso com este titulo – “Guerra civil”, mas eu não estou de acordo: para haver uma tal situação teria de existir um confronto declarado entre duas facões alternativas, ora nem existe confronto, nem existe alternativa.

Aquilo a que assistimos, melhor caberia na definição de “terrorismo”, ou mesmo de “banditismo”, uma vez que constatamos a confirmação de uma superactividade pontual de uma parte dos Benfiquistas, uma minoria dentro da minoria, sem programa nem objectivos válidos e/ou consequentes. Numa pré época, fomentar ou aplaudir acções como as que se revelaram na Catedral durante a “Eusébio Cup” e que não passaram de uma ridícula pseudo tentativa de subversão a uma ordem democrática e Estatutária, sem a menor preocupação pelos danos eventualmente emergentes para o Nosso Clube, não configura os requisitos para mais do que “banditismo” ou “terrorismo”.

Já todos sabíamos que existe uma minoria entre Nós, constituída por garotelhos assumidamente marginais que entendem o Clube como uma entidade que tem de estar ao seu serviço (“o Benfica é nosso e há de ser”), para justificar algumas farras excursionistas ao longo do ano, durante as quais possam praticar a sua cobardia em “matilha” e cujas vitórias possam transformar em arma de agressão face aos adeptos de outros clubes, suprindo-lhes a mais justificada ausência de autoestima.
Esses, que os há em todos os clubes e constituem um problema simultâneo de saúde e ordem públicas, contribuem com a marginalidade da sua tendência para o banditismo, facilmente manipulados pelos verdadeiros terroristas que, incompetentes até para se organizarem como alternativa, se masturbam intelectualmente com a excitação do ruído obtido quando se esfregam em grupo. Confundir estes acontecimentos como se de “episódios da luta de classes” se tratassem, seria tão inconcebível como confundir essa minoria com um “proletariado”, quando eles nem categoria demonstram para ser “lúmpen proletariado”. Chamar a este absurdo fenómeno “guerra civil” (nem sequer manifestação de “oposição”), quando caído directamente no mais roto dos sacos, seria um abuso de abstracção, também ele absolutamente infértil.

Neste momento como em quase todos os outros, o que os Benfiquistas deveriam fazer era apoiar o seu Clube e, inteligentemente, discuti-lo e criticá-lo, como forma de o viverem mais intensamente. Eu bem sei que dá mais trabalho do que idealizar e atirar petardos, mas seria, com toda a certeza, sintoma de um Benfiquismo bem mais evoluído.

E o Benfiquismo bem necessita de uma verdadeira Oposição!
Da emergência de verdadeiros programas e projectos alternativos aos que estão a ser implementados pelos Corpos Sociais eleitos há um ano, o Clube e o Benfiquismo só podem beneficiar. E não, a inexistência aparente de uma liderança para esses eventuais programas não deve, nem pode, legitimar o terrorismo dos que por eles anseiam coerentemente.
Se repararem bem, os estertores do paspalho das “abstrusidades” não passam de mais um reflexo dessa pobreza franciscana que persiste em grassar entre as Nossas minorias minoritárias (porque minoria, dentro da minoria) e, no dia em que surgissem verdadeiros programas alternativos, ele seria imediatamente substituído por melhores candidatos, bastando, então, seleccionar entre os muitos “meia nau” (como eu chamo aos que se satisfazem por ter “proa”) alguém que estivesse preparado para o desafio, com verdadeiro Benfiquismo.

Dá trabalho?
Dá, dá muito trabalho. Mas também dá muitíssimo prazer (eu sei, porque já o fiz) e constitui a única forma credível de se ser verdadeiramente Benfiquista, quando se discorda do rumo dado ao Nosso Clube.

Enquanto os Benfiquistas “do contra” não tiverem a competência suficiente para começar a construir eventuais alternativas, aos Nossos Corpos Sociais cumpre-lhes continuar a engrandecer o Clube (e o Nosso Grupo) o melhor que podem (e podem muito) e sabem (e sabem bem), defendendo os Nossos Valores e honrando a Nossa História, com a responsabilidade acrescida de quem reconhece ainda não ter alternativa consequente.

O Benfica que somos Nós (mas que Nos não pertence), embora ainda não tenha conseguido merecer uma “Oposição”, tem sabido merecer o máximo e o melhor dos dirigentes aos quais conferiu uma imensa legitimidade.

Viva o Benfica!    

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Cardozo e os novos fariseus...

Tinha prometido a mim mesmo que até que Cardozo saísse do Benfica não faria mais nenhum post a comentar o assunto.
A verdade é que se torna impossível aturar tanta nojeira sem tomar partido.

O assunto está transformado numa imensa pia de porcaria onde, desde os talibans encartados até aos talibansinhos de trazer por casa, passando pelos cúmentadeiros e comentadores da treta que têm sempre solução para tudo e ao gosto de cada um na ponta das venenosas línguas, já ninguém passa sem cagar tacos sobre o assunto - a toda a hora.

Os recentes adoradores de Cardozo exigem que fique, que o Benfica retire a estátua de Eusébio e ponha no seu lugar uma de Cardozo, com pelo menos 3 metros de altura, de modo a poder ser vista por toda a blogosfera, grupos e redes sociais.
...e que Jesus e Vieira sejam corridos do Benfica.
Uma meia dúzia que sempre gostou de Cardozo apenas exige Cardozo - com ou sem Vieira, com ou sem Jesus.

Depois, há uma unanimidade naqueles que sabendo que Cardozo se meteu num beco sem saída ao forçar a saída, percebem que não há outro caminho para Cardozo que não leve à sua...saída.
Para estes fariseus da escrita e da palavra, o assunto Cardozo teria de ser resolvido...ontem!

Tudo o que não fosse resolver o assunto no dia a seguir à final da Taça é pura incompetência de Vieira.
Qualquer peidinho que o Cardozo dê a pedido da Comunicação social a culpa é de Vieira.
Se Cardozo não falar a culpa é de Vieira. Se Cardozo não vai ver a bola a culpa é de Vieira. Se Cardozo resolve ir ver a bola a culpa é de Vieira.

Se o Pedro alarve falar, coisa que faz sempre que os microgaitas lhe são postos na frente, a culpa é de Vieira.
Se Vieira não fala é incompetente. Se Vieira falar ainda é mais incompetente.
Onde se lê incompetente, também se pode ler teimosias de Jesus.

Para estes (e outros) fariseus da palavra e da escrita, Jorge Jesus devia ser uma espécie de moto vivo que lhes faria todas as vontades....isto é (há Freitas Lobo que já tenho saudades) treinava a equipa e no final do dia reunia-se com os fariseus e os talibans e os petardeiros e todos os outros paineleiros para receber novas instruções!
Para esta cáfila de experts do treino e da sapiência futebolística, Jorge Jesus terá nascido apenas para os mandar à merda.
E não é que concordo com eles?
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Ninguém pode estar acima do Benfica.

Se o treinador faltar ao respeito ao presidente, amanhã faço um post a pedir a sua saída imediata. 
Se LFV fizer algo (de má fé) que eu considere ofensivo ao bom nome do Benfica, no dia a seguir cá estarei a pedir a sua "cabeça"
Se um jogador agredir o treinador e o mais que fez Cardozo naquele dia infeliz, quero que vá plantar batatas para longe do Benfica.
Para mim isto é tão simples que não tem sequer discussão.

Para quem afirma que processo foi ou está a ser mal conduzido e já tinha que estar resolvido eu vos digo:

Quem é que de boa fé pode exigir que um negócio de milhões seja feito à medida de cada cabeça, de cada sentença?
Quem é que de boa fé pode exigir que um negócio de milhões seja feito sobre pressão e apenas à medida de um dos interessados?
Conhecem os contornos das negociações?
Sabem se quando Cardozo tomou aquela atitude não estaria já na posse de uma proposta de 3 milhões para o seu bolso obrigando o Benfica a negocia-lo sem alternativa?
Sabem quais os verdadeiros números (para o Benfica) envolvidos nas diversas propostas?
Sabem se essas propostas tinham as necessárias garantias bancárias ou se tudo não passava de um embuste? 
Sabem se Cardozo não terá recusado outras propostas mais atraentes para o Benfica?

Enfim, quem manda no Benfica é a SAD e não os adeptos, os jornais, os jogadores, os talibans, os fariseus ou os empresários.
Quem gere os timings dos negócios é a SAD.

E não se esqueçam que quem neste momento tem as castanhas ao lume e que quem está a perder dinheiro todos os dias são Cardozo e o seu empresário.
O Benfica tem um contrato com Cardozo e ele é jogador do Benfica.

Estou a 100% a favor da direcção, demore este caso o tempo que for preciso demorar.
Ora porra! Quem manda no Benfica ainda é o Benfica. 

domingo, 4 de agosto de 2013

Sem Cardozo o Benfica não marca - sem Cardozo o Benfica não ganha!

Quem segue este blog, sabe que na minha concepção do que penso ser o futebol (bem) jogado, Cardozo seria sempre titular na minha equipa, a menos que não estivesse bem fisicamente ou tivesse uma baixa psicológica acentuada.

Considero Cardozo um dos melhores avançados mundiais e não é agora que mudarei de opinião. 
A respeito dos acontecimentos últimos já me pronunciei (aqui) e (aqui) pelo não perderei mais tempo a fazê-lo.

Agora que as prostitutas intelectuais se juntaram na caça às bruxas, levando a reboque uma data de invertebrados, autênticos malabaristas da escrita e da palavra, formou-se uma corrente de opinião, com os meios de CS a (re)forçarem a nota, onde se afirma, sem pudores, que sem Cardozo o Benfica não marca - sem Cardozo o Benfica não ganha!

Uma breve pesquisa sobre os resultados menos bons, ou mesmo muito maus da época passada, mostraram a "razão" dessas vozes que vêm no "novo" Cardozo uma espécie de Messi em versão requentada.

Vejamos:
Todos concordarão que os jogos contra o Estoril (1-1) em casa, com os corruptos de Contumil fora (2-1), a final da Liga Europa com o Chelsea (2-1) e a final da Taça com o Guimarães (2-1), foram do pior que o Benfica fez na época passada em termos de resultados.

Numa análise ainda mais exaustiva temos o Fenerbahçe-Benfica na Liga Europa (1-0), o Braga-Benfica (0-0) (3-2)g.p. na Taça da Liga, o Spartak Moskovo-Benfica (2-1), o Celtic-Benfica (0-0), o Benfica-Barcelona (0-2), o Barcelona-Benfica (0-0) na Champions League e o Benfica-corruptos de Contumil na Luz (2-2), ou o Nacional-Benfica (2-2) para o campeonato.

Creio serem estes todos os resultados adversos que o Benfica teve na época passada...
Denominador comum; Cardozo jogou em todos os resultados menos positivos do benfica - excepto com o Barça na Luz, na maioria das vezes como titular, contra a opinião de uma esmagadora maioria de comentadores e adeptos, que preferiam a dupla Lima/Rodrigo.
Outro denominador comum; não marcou em nenhum desses jogos, excepto na final da Liga Europa e de penalti!

Benfica 1-1 Estoril
Artur Moraes
Luisão
Maxi Pereira
Ezequiel Garay
Melgarejo
Eduardo Salvio
Nico Gaitán
Nemanja Matic
Enzo Pérez
Óscar Cardozo - não marcou
Lima
Carlos Martins
Rodrigo

Porto 2-1 Benfica
Artur Moraes
Luisão
Maxi Pereira
Ezequiel Garay
André Almeida
Ola John
Eduardo Salvio
Nico Gaitán
Nemanja Matic
Enzo Pérez
Lima
Pablo Aimar
Roderick
Óscar Cardozo - não marcou

Benfica 1-2 Chelsea
Artur Moraes
Luisão
Ezequiel Garay
Melgarejo
André Almeida
Eduardo Salvio
Nico Gaitán
Nemanja Matic
Enzo Pérez
Óscar Cardozo - golo de penaltie
Rodrigo
Jardel
Ola Jonh
Lima

Benfica 1-2 Guimarães  
Artur Moraes
Luisão 
Maxi Pereira
Ezequiel Garay
André Almeida
Eduardo Salvio
Nico Gaitán
Nemanja Matic
Enzo Pérez
Óscar Cardozo - não marcou
Urreta
Rodrigo

Fenerbahçe 1-0 Benfica
Artur Moraes
Maxi Pereira
Ezequiel Garay
Melgarejo
Jardel
Pablo Aimar
Ola John
Eduardo Salvio
Nemanja Matic
André Gomes
Óscar Cardozo - não marcou
Carlos Martins

SC Braga 0-0 (3-2)g.p. Benfica
Taça da Liga
Artur Moraes
Roderick
Luisão
Melgarejo
Jardel
André Almeida
Carlos Martins
Nico Gaitán
Urreta
Óscar Cardozo - não marcou
Rodrigo
Gaitan
Rodrigo

Celtic 0-0 Benfica
Artur Moraes
Ezequiel Garay
Melgarejo
Jardel
Pablo Aimar
57'
Eduardo Salvio
Nico Gaitán
Nemanja Matić
André Almeida
Enzo Pérez
Rodrigo
Bruno César
Nolito
Cardozo - não marcou

Spartak Moskva 2-1 Benfica
Artur Moraes
Maxi Pereira
Ezequiel Garay
Melgarejo
Jardel
Bruno César
Eduardo Salvio
Nemanja Matic
Enzo Pérez
Lima
Rodrigo
Pablo Aimar
Ola Jonh
Gaitan
Óscar Cardozo - não marcou
Olá John

Benfica 0-2 Barcelona
Cardozo não jogou e (obviamente) não marcou

Barcelona 0-0 Benfica
Artur Moraes
Luisão
Maxi Pereira
Ezequiel Garay
Melgarejo
Nolito
Ola John
Nemanja Matic
André Gomes
Lima
Rodrigo
Enzo Perez
André Almeida
Bruno César
Óscar Cardozo - não marcou

Benfica 2-2 FC Porto
Artur Moraes
Maxi Pereira
Ezequiel Garay
Melgarejo
Jardel
Eduardo Salvio
Nico Gaitán
Nemanja Matic
Enzo Pérez
Óscar Cardozo - não marcou
Lima
Pablo Aimar
Ola Jonh
Carlos Martins

Nacional-Benfica (2-2) 
Artur Moraes
Luisão
Luisinho
Maxi Pereira
Ezequiel Garay
Eduardo Salvio
Nemanja Matic
Urreta
Enzo Pérez
Lima
Rodrigo
Gaitan
Cardozo - expulso por acariciar Pedro Proença, e não marcou qualquer golo
Kardec

Há coisas do caraças!

Síndrome Roberto ou efeito Jardel? Não. A culpa é do Alex!

Todos os leitores (só nos visitam pessoas cultas e muito sabedoras) já conhecem a teoria do «efeito borboleta»...

Em teoria, o abanar de cauda do meu cão, pode, em ultima instância, provocar um ciclone na China!
A julgar pelo ar maquiavélico com que o faz, não duvido nada que isso possa acontecer...
Teoricamente, eu, ao escrever este arrozado de incongruências e desabafos, posso estar a provocar que o meu taliban de estimação (ao ler isto) possa fazer rebentar um petardo no cu e largar por instantes a satisfação que sente por mais uma derrota do Benfica...
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No Benfica é fácil encontrar-se diversas teorias e outras avarias - o «efeito Jardel» ou «síndrome Roberto» são algumas das que mais gosto...
Bruno Cortez sofre do «síndrome Roberto» - é culpado de tudo o que de mau que acontece durante um jogo do Benfica.
Teoricamente, sem ele, o Benfica seria campeão com 30 pontos de avanço!
Se há um golo, a culpa é sua. Se há um canto, também. Um lançamento da linha laterar? - obviamente culpado. Se o Garay der um fífia a culpa é do Cortez. Se Garay é lento ou desatento a «síndrome Roberto» volta a atacar...

O «síndrome Roberto» (culpado de todos os males) já atacou vários jogadores do Benfica nestes últimos 4 anos: o próprio Roberto, César Peixoto, Emerson, Melgarejo, Jardel (este acumula com o «efeito Jardel») agora Bruno Cortez, e ameaça não ficar por aqui - no horizonte perfilham-se já nomes como, Artur, Lima, Rodrigo...

Garay (magnifico Player) pelo contrario, tem uma capa protectora que o protege de todos os males!
É o chamado «efeito Jardel» - pode chover à vontade que o moço tem sempre alguém que lhe cata as pulgas...
Na final da liga Europa, (sem Bruno Cortez!!!) o Benfica sofre o golo da derrota num lance tirado a papel químico do segundo golo do São Paulo.

De quem foi a culpa? de Jardel obviamente.
Estavam 11 jogadores do Benfica dentro da área mas a culpa foi do Jardel.
Ontem, sem Jardel, toma lá ó Bruno e esta fica para ti...
Quem saltou na área com o avançado brasileiro? quem era o seu marcador directo? será que isso interessa debater?

No lance do primeiro golo não sei quem e deixou fugir o avançado brasileiro mas cheira-me que também terá sido Jardel...ou então Bruno Cortez!
Infelizmente, Jorge Jesus é um pató que facilmente se deixa envolver nestas tricas de merda e não tem capacidade de defender os seus jogadores...
É nestas ocasiões que mais lamento a sua falta de inteligência estratégica.

O estádio estava cheio de 'cardozistas' que gritaram em conjunto contra a direcção, contra Jorge Jesus - contra o Benfica.
Cardozo, Cardozo, Cardozo!
Não sei se serão os mesmos que o assobiavam desde que chegou ao Benfica nem isso me interessa.
Fui habituado a ver Néné assobiado por meia dúzia jumentos e por isso nada me espanta., mas confesso que gostaria mais de os ver gritar pelo Nelson Oliveira...
Não era por ele que queriam trocar o Cardozo?

Por mim só tenho um recado: quem defende um filho da puta (é mesmo assim para não deixar duvidas a ninguém) que ofende publicamente o Benfica, como esse jogador fez ostensivamente, não me merece qualquer consideração. E estou-me nas tintas para quem pensa o contrário.

Tenho um colega que desde sempre desdenhou Cardozo.
Lento, tosco, desajeitado, parado, pés de tijolo, sem técnica, cabrão e filho da puta, são alguns dos adjectivos com que sempre o mimoseou...
Sempre que havia um mau resultado (até um tangencial a favor) chegava-se ao pé de mim e disparava; com um avançado a sério tínhamos marcado 3 ou 4 golos.
Isto, mesmo antes de Lima, uma espécie de herói da Marvel quando ainda estava no Braga...agora já começa a ter defeitos!

Hoje, logo pela manhã, assim que me viu e ainda furioso com o resultado, atirou; foda-se pá, tivéssemos lá o Cardozo e na primeira parte já estávamos a ganhar 3-0!
Não lhe respondi com um sonoro "vai à merda" como ele merecia. Em vez disso, sorri, e perguntei-lhe? - não preferias antes o Eusébio?
Ficou a olhar para mim com cara de quem não percebeu patavina do que eu disse, mas acho que o efeito pretendido foi o mesmo. Sentiu que o mandei à merda na mesma.

Há cerca de um ano, andavam os benfiquistas e os outros a tentar convencer-se e convencer-nos, que a Eusébio cup não passava de um treino para que Mourinho e sus muchachos desentorpecessem o pernil de uma cansativa viagem...
Hoje, a Eusébio cup é considerada a prova mais importante do Mundo e arredores.
Vão prá p..raia mais perto que encontrarem e descontraiam. O Mundo (ainda) não acabou...

Não consigo publicar nem aceder ao GuachosVermelhos (guachosvermelhos.blogspot.pt)...
Tenho a certeza absoluta que há um filho da puta de um chinês que se anda a vingar do Alex...
Já vos tinha dito que o meu cão se chama Alex?
E não é que o sacana do cão não pára de abanar o rabo?