terça-feira, 18 de junho de 2013

Benfica: a batalha da Comunicação (I)

Por José Albuquerque

Fosse eu o Accionista maioritário, o Magnifico Reitor, ou o Director de uma qualquer Escola Superior de Comunicação e, garanto, não sairia de lá nem um só diplomado que não tivesse produzido trabalho (e teses publicadas, se possível) sobre a Comunicação do Glorioso no actual quadro do ‘des porto porto guês’. Trata-se, de facto, do assunto que mais espoleta e divide as opiniões dos Benfiquistas, sobre o qual ainda não li, nem ouvi, em Portugal, um único parecer verdadeiramente avalizado do ponto de vista profissional e que eu também não sou competente para abordar.
Num só aspecto estamos todos de acordo: trata-se de um dossier de importância determinante na vida do Clube e na construção do Nosso futuro.
Neste(s) texto(s), tentarei abordar o assunto sem nenhum preconceito e com o objectivo de conseguir ‘disciplinar’ os raciocínios na imensa floresta que o tema Nos impõe, a ver se, deste modo, conseguimos eliminar preferências subjectivas que corrompem epistemologicamente o estudo das questões e, também, se identificamos áreas de intervenção mais bem definidas, por forma a evitarmos a entropia que o assunto envolve.

Comecemos, então, por sintetizar o cenário comunicacional geral em que vive o Glorioso …

Quer por razoes históricas (o famigerado “Fátima, Fado e Futebol”), quer pelas mais conjunturais, constatamos que Portugal (e toda a lusofonia, note-se) vive o fenómeno desportivo em geral e o futebol em particular, com uma intensidade quase absurda, retorcida e alucinada, sendo um reflexo disso o desmesurado tamanho da média especializada, o espaço que o “futeluso” ocupa na média não especializada e a vastidão do número de “especialistas” e “comentadores” que dele vivem.
Naturalmente, este mostrengo mediático, numa luta pela sobrevivência económica, não só amplifica a relevância de quase todos os factos, como inventa, especula e mente intencionalmente, particularmente sobre tudo o que possa ter a ver com o Nosso Clube, ficando Nós sem sabermos se o faz apenas para aumentar audiências, ou para servir a estratégia do crac, organização perante a qual o comportamento desta ‘mérdia’ assume o papel diametralmente inverso, uma vez que não só omite noticias que possam ser ‘desagradáveis’, incluindo as que deveriam reportar e amplificar as inconcebíveis agressões de que os seus profissionais são frequentemente alvo, como nunca investiga nem questiona, num servilismo indigente ainda agravado pelos elogios desmesurados com que a maioria dos “especialistas” e “comentadores” mais parecem pagar favores recebidos do crac.
Neste mostrengo mediático que parece funcionar como se fosse uma extensão do próprio clubeco andrupto, eu considero assumir particular realce a redacção desportiva da RTP, toda ela baseada na cidade do Porto, toda ela composta por descarados andruptos e exclusivamente apoiada por “comentadores” que fazem gala de uma parcialidade sem reticências, ou seja: a antena televisiva de “serviço público”, uma antena com alcance internacional (a maior rede mundial de satélites), reflecte um carácter apologético do crac e do seu cabecilha condenado por corrupção desportiva na forma tentada e retransmite-o para todo o mundo lusófono, com o rótulo de credibilidade que decorre do alegado “serviço público”.

Resumindo, o Benfica vê-se obrigado a definir a sua estratégia de comunicação externa sem poder contar com a justa divulgação da verdade dos factos e, pior ainda, enfrentando um clima geralmente adverso, muitas vezes efectivamente hostil e que ‘funciona’ em sistemático atropelo das regras deontológicas associadas ao conceito de “Jornalismo”. Acresce que este ‘mostrengo comunicacional’ não só perdura há anos, como se vem ‘aperfeiçoando’ ao longo dos últimos anos, especialmente desde que se viu confrontado com o processo “apito dourado”, período durante o qual cumpriu o papel determinado pelos empresários do sector e que se resumiu a um esforço concentrado na tentativa de manter a suposta ‘credibilidade’ do fenómeno desportivo, sem o qual arriscaria a própria viabilidade económica.
Pior ainda, a ‘mérdia’, quando se lhe manifestam complexos de ‘pluralismo’ e na medida em que o POLVO lho permite, trata de convidar Benfiquistas para se prestarem ao triste papel de alvos das suas malfeitorias, seleccionando-os e pagando-lhes de tal forma que, quase sem excepção e em vez de se assumirem como uma Voz do Clube, eles ‘esquecem-se’ do lamaçal imundo que os envolve e ‘entretém-se’ com ninharias autocriticas divisionistas: com a honrosa excepção do Dr. Rui Gomes da Silva, Vice Presidente da Direcção, aqueles Companheiros agem como indivíduos que, atolados em lama pela cintura, passam metade do seu tempo de antena a queixar-se de não poderem coçar os tornozelos e de algumas, poucas e pequenas, nódoas da cintura para cima.    

Neste percurso de manipulação e mentira, o ‘mostrengo da mérdia’ consolidou-se como um importante tentáculo do POLVO que, há mais de três décadas, garroteia a Verdade Desportiva em todas as modalidades praticadas pelo crac.     
              
O anti Benfiquismo.

Se o gigantismo interno do Benfica, erradicado na sua Gloriosa História, no antifascismo que estandardizou e nas maiores vitórias internacionais obtidas para o pais, já justificava que, no final da década de 70, se dissesse que em Portugal só existiam dois clubes – o Benfica e o formado pelos outros, a implantação do POLVO e a acção continuada do seu tentáculo ‘merdiático’, fizeram medrar um novo sistema de anti valores verdadeiramente anti Benfiquista, sistema esse facilmente reconhecível pelo impacto que resulta sempre que o Nosso Clube não vence uma qualquer competição em que participe.
Ultrapassada que foi a única fase negra da Nossa História, uma fase de mingua económica e financeira iniciada com a irracional e faraónica obra do “fecho do 3º anel”, agravada pelo Damásio e concluída no abismo populista de Vale e Azevedo, o tal “outro clube”, ao aperceber-se de que os Benfiquistas tinham conseguido o impensável e recolocaram o Clube no caminho de uma recuperação sustentada e imparável, passada a ‘orgia’ dos estádios do “Euro 2004”, entraram numa deriva anti Benfiquista absolutamente destravada, não hesitando (com raras e honrosas excepções) em ‘vender a alma ao POLVO’ e por, em cada ano, menos dinheiro: enquanto o crac ostentava a sua máxima pujança económica, estas suas ‘sucursais’ deleitavam-se com o empréstimo de vários atletas com alguma qualidade, mas, terminado esse período de “vacas gordas” causado pela crescente competitividade do Benfica, as tais ‘sucursais’ passaram a ter de contentar-se com os serviços técnicos de uns alegados treinadores oriundos das escolas do ladrão e pelas ‘malas’ de compensação pontual, sempre que conseguissem causar danos desportivos ao Glorioso.
Mais recentemente e em resposta ao inevitável recrudescimento do Benfiquismo, o POLVO instigou e conseguiu fazer implantar vários nódulos de violência anti, que, porque impune pela policia, já ameaçam a livre expressão Benfiquista em algumas cidades de Portugal.

Uma vez caracterizado o quadro geral em que o Glorioso vem tendo de definir a sua estratégia de comunicação externa, no próximo texto procurarei descrever os seus principais eixos orientadores.

Viva o Benfica!           

P.S.1: esta série de textos foi escrita antes da aparente alteração de estratégia em que passaram a imperar os “desmentidos”, alteração essa que eu já lamentei e, rara premonição, já deu em ‘merda da grossa’.

P.S 2: podem ler (AQUI) a introdução a este tema, e, quais os objectivos que nos propomos alcançar, com a colaboração de todos os interessados!

4 comentários:

  1. Companheiro José Albuquerque,

    Considero este texto e a V/ análise essencial para se perceber o que se vem passando nos “mérdia” Nacionais desde há uns anos. Assim, para mim, teremos que classificar os intervenientes neste circo de diversas formas:

    1- Os que são serviçais adeptos dos corruptos e nem precisam de qualquer osso para abanar a cauda sempre que o flatulento lhes ordena uma missão.

    2- Os que, não sendo adeptos dos corruptos, gostam de atacar o Glorioso, de modo a poderem estar bem com o poder estabelecido, ou a vingarem-se das derrotas do seu clube.

    3- Os assumidamente corruptos e que sabem que ao intervirem a favor do CRAC têm a porta aberta no Grupo Controlinveste e na “Sporka TB” e vão ganhando aqui ou ali umas massas com os “comentários” que vão defecando na “Sporka TB” a favor dos corruptos e vão ganhando umas Viagens á Borla a acompanhar os corruptos ou a Selecção Nacional

    4- Os cobardes que têm medo de levar no trombil se ousarem colocar alguma pergunta ou notícia incómoda para os corruptos, a exemplo do que aconteceu á pouco tempo com os da Antena 1 e da TVI. Se tal acontecesse com o Glorioso haveria até inquérito Parlamentar, mas como aconteceu na Sicília portuguesa o caso é para esquecer e os cobardolas meteram a cauda entre as pernas e esqueceram os casos.

    5- Os que fingem ser cegos e olham para o lado mesmo vendo o que se passa.

    6- Os que são mesmo profissionais a serviço dos corruptos e zelam diariamente para que as noticias sejam “plantadas” a favor deles ou apagadas as que não lhes interessam. Aqui quero salientar o facto da corja corrupta ter um gabinete especial só para a Net zelando para que filmes no You Tube contra os corruptos sejam constantemente censurados e por outro lado procurando que os filmes a favor destes tenham maior destaque. Neste ponto considero que o SLB está muito atrasado e já deveria ter criado um Gabinete especial só para dar atenção a este fenómeno.

    Em relação aos comentadores do SLB convidados para os diversos Programas não poderia estar mais de acordo com o que é escrito…acho que são mesmo convidados uns palermitas como o Seara só para fazerem figura. Os comentadores dos corruptos são devidamente treinados e assessorados de modo a falarem a uma só voz…

    Aguardo os V/ próximos textos..
    Um abraço Benfiquista

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  2. Enorme "Redbull1710", Companheiro,

    Obrigado por este teu excelente contributo.

    Sublinho o que referes no teu ponto 6 e apetece-me fazer apelo aos Companheiros que dominem bem estes temas de "internet", no sentido de que surja um projeto competente na mesa de reunioes dos Nossos Corpos Sociais.

    Nesse aspeto, creio que tambem sera possivel promover a afirmacao dos Nossos Valores e, ainda assim, sem deles prescindirmos, conseguirmos contrariar esses 'profissionais' andruptos.

    Viva o Benfica!

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  3. Também quero referir o ponto 6. Os tipos apagam mediatamente os vídeos que os denunciam pondo mesmo links enganados enviando o leitor para filmes a favor deles que nada têm a ver com o que se estava a ver.
    Acho isso nojento. O Benfica tem de organizar um departamento de contra informação para a net.

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    1. Companheiro "Anonimo",

      Dois pedidos:
      1 Trata de arranjar um 'nickname" para que todos possamos reconhecer os teus comentarios; e
      2 Junta-te a outros Companheiros que saibam como promover essa "contra informacao para a net", estudem o tema a serio e, finalmente, apresentem uma proposta ao Clube.

      Viva o Benfica!

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Se pertenceres aos adoradores do putedo e da corrupção não vale a pena perderes tempo...faz-te à vida malandro.