Faltas a meio campo, como a entrada sobre Prestianni ou a mão na bola que corta uma jogada prometedora, em lugar do cartão amarelo para os infractores, são terreno fértil para os adversários controlarem a seu bel prazer o Benfica. As barreiras colocadas a menos de 7 metros nos livres a favor, e a mais de 9 nos livres contra, são verdadeiras enciclopédias de como fecundar o Benfica. Os analistas de arbitragem - sobretudo os ex-árbitros🤮🤮🤮 - são um vómito. Dizem o mesmo e o seu contrario consoante a cor das camisolas.
Os jogos do Benfica deviam ser todos objecto de análise. Como cagar nas regras significa progressão de carreiras seria a primeira convergência. Como interpretar e aplicar o portoaocolo do VAR, a favor ou contra o SLB, é a segunda. São duas das imensas questões patológicas que carecem ser profundamente analisadas por médicos especialistas em espinhas dorsais retorcidas. Ou por médiuns, que poltergeist's assim tão bizarros só podem ser explicadas à luz de fenómenos e do paranormal. E a nossa comunicação (ainda ontem o nosso corporativista analista de arbitragem, António Rola, deu voltas e mais revoltas para não corporizar a justa indignação de António Bernardo que, minutos antes, resumidamente, tinha dito muito do que o Benfica, como um todo, tem de dizer se não quiser ser engolido pelas circunstâncias. Desde as camadas jovens, como afirmou o António Bernardo, masculinos e femininos, e dos relvados até à quadras, o Benfica, nestes últimos anos, tem sido passado a ferro pelos árbitros. Não há cu que resista a tanta investida.
O Benfica, preso a uma cagativa obrigação de defender o "produto futebol", recusa-se a perceber que os adversários se estão nas tintas (na verdade somos alvo das maiores chacotas) para as suas boas intenções. Não tenho palavras para descrever o asco que me vai na alma. Pavlidis, que em Tondela não caiu quando levou um pontapé dentro da área, foi ontem apanhado pelas câmaras a explicar a um colega que a bola lhe bateu na mão antes do peito. Nem precisava. A sua cara a olhar para o árbitro e o facto de quase não festejar não deixou muita margem para dúvidas. Somos uns papalvos e, o que é pior, ainda fazemos gala disso! E quando eu sou o obrigado a tirar por completo o som a BTV, revela bem o tormento que é ouvir a cada minuto o percurso dos jogadores adversários (todos de Messi para cima) desde quando não passavam do espermatozoide mais habilidoso da turma. Ter de aturar a voz insonsa, monocórdica, enfadonha e sem um pingo de emoção do songamona Rui Águas, diz muito do actual Benfica. Não se calam por um segundo! Assumir claramente uma posição contra um erro óbvio do árbitro, está quieto! Atroz sofrimento para quem não tem a ventura de assistir aos jogos no estádio!
Lembram-se do golo anulado (por um sopro lateral) ao Benfica em Braga ou dos 13 minutos que o João Pinheiro demorou para, por um toque de uma unha, assinalar o penalti redentor que manteve os sapos na Taça de Portugal? Analisem o vídeo do Benficabook e tentem perceber o que se passa na cabeça do Presidente Rui Costa e dos responsáveis da BTV. Eu, por mais volta que dê à caraminhola, não consigo. Outra coisa, eu, se fosse José Mourinho, punha-me a milhas do Benfica. E nem sequer esperava pelo final da época.