Sobre o jogo, mais golo menos golo, mais cartão (caputa de árbitro caseiro!) menos cartão, a verdade é que os jogos ainda têm, pelo menos, 90 minutos e no final, vencer na casa do adversário numa competição europeia não me parece coisa para envergonhar os ejaculadores precoces. Mas nunca fiando. Para os mais renitentes, que se esbaldam nas calças antes da festa começar, deixo aqui o histórico Benfica-Omonia, não tanto pelos resultados (não me recordo de exigências do tipo 15-0 ao intervalo), mas pelos players envolvidos. No Chipre, jogaram pelo Benfica, Bento, Veloso, Pietra, Humberto Coelho, António Bastos Lopes, Frederico (5 defesas!) Carlos Manuel, Shéu, Nené, Filipovic e Chalana, autor do único golo do jogo aos...75 minutos. César e Reinaldo entram durante a partida. Na Luz, Bento, Pietra, Humberto Coelho, Frederico, Laranjeira, Carlos Manuel, Shéu, João Alves, Nené, Filipovic e Chalana. Marcaram Nené , Filipovic e Carlos Manuel. Cesar e Folha entraram no decorrer da partida. Fui ver o jogo (27500 espectadores) e, do que me recordo, fui embora (no caso, regressei ao quartel) tão satisfeito como ontem. Mas isso sou eu, um fulano que nunca soube o que é exigência...
A sporttv (o que custam às alimárias as vitórias do Benfica!). Estava o jogo a terminar quando Palhinha, num papel que há muitos anos não se vê no Benfica, correu em defesa de Prestianni (como eu gostaria de ver Palhinha em campo quando os favelados do Flamengo o atacaram cobardemente) abalroado à má fila por um ressabiado desembestado. Os comentadores que, começaram por criticar duramente Palhinha, depressa começaram a tentar desvalorizar o comportamento injustificável (faltava um minuto para acabar o tempo de descontos concedido pelo árbitro) do jogador da casa. A seguir, numa daquelas imagens à moda da sporttv (escolhem sempre os ângulos que nada mostram para justificar as filhas da putice dos árbitros contra o Benfica) o relatador começa por dizer: «e no fundo, é ali um ombro a ombro em que (Diony) é muito mais poderoso fisicamente» (como eu gostaria que um fdp destes levasse com um bisonte daqueles pela frente). A fulana, tenho de lhe chamar assim, que comentava o jogo e que é mais chata que a potassa, viu assim o abalroamento: (Diony) «levanta ali um bocadinho o braço mas...». Mas que gentinha mais rasca! O anti-benfiquismo está tão enraizado que nem conseguem disfarçar.
Enquanto Prestianni os fecundava em Nicósia, os favelados do Flamengo eram, um pouco mais tarde, escorraçados no Maracanã da final da Libertadores pelo Estudiantes (a jogar com menos um desde os 50 mts) da...Argentina! Por muito que eu viva jamais me esquecerei desses crápulas no torneio do Algarve em que entraram no relvado (com os préstimos do sapo Verdíssimo) dispostos a caçar Prestianni. Nem deles nem dos favelados nas bancadas que injuriaram Prestianni. Tanto que me lembrei deles ontem! Deles e do treinador Leonardo Jardim. Tão bom ver a sua arrogância de sapo ressabiado transformada em pranto. Assumindo «grande frustração» Jardim afirmou que «Não vou ensinar jogadores deste nível a bater penaltis». O tempo que gastou a ensiná-los a bater no Prestianni seria mais útil se os ensinasse a bater penaltis. Emerson Royal e Pulgar, dos que mais baterem em Prestianni, como gostei de os ver prostados no relvado!
