quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Patologia grave!

Não há duvidas que a comunicação do Benfica continua tão perspicaz como sempre. Esta semana, de facto, foi a melhor altura para a divulgação de uma reunião, realizada a 11 de setembro, quando o maior clube nacional entregou na  federação portuguesa de futebol um documento com propostas de reforma para a arbitragem do futebol português. Se eu trabalhasse em comunicação queria ser tão letal como a comunicação do Benfica! Foda-se! Têm sido horas atrás de horas em que, nas televisões, rádios, jornais e redes sociais, não se fala em mais nada do que nas grandes propostas apresentadas pelo Benfica! Foi tão eficiente que, como eu, (AQUI), antecipadamente previ, Luis Godinho, da taça de Portugal roubada ao Benfica, já foi nomeado para decidir o próximo Benfica-V. Guimarães! 

E enquanto Portugal mergulha de cabeça nas propostas apresentadas pelo Benfica, outro assunto que quase ninguém fala - o melhor comunicado do melhor estatuto do mundo - quase passaria despercebido do grande publico não fosse eu, aqui, a dar-lhe o merecido destaque. Vamos a isso. O fedelho mimado cumpriu as ameaças quando desertou da sua selecção na semana passada. Num pedaço de merda, que a partir de agora, por falta de espaço, chamarei de comunicado, o fedelho mimado (alguém por ele, já se vê) elenca boa parte do que eu, aqui, ao longo dos anos percepcionei. Com uma pequena/grande diferença. Jamais imaginei que fosse tão grave a patologia. 

Quem, no seu juízo perfeito, pode imaginar Jorge Jesus a ler, ou pior, a decorar, os 8 pontos de um documento «que eu mesmo validei e que, com o meu conhecimento, foi entregue ao Selecionador»? Alguém que não esteja gravemente enfermo acredita que pode exigir a uma personalidade como Jorge Jesus humilhar-se publicamente como se fosse um monte de bosta do estatuto do Nuno Luz, um vassalo da fruta da igualha do Bitó Puinto ou um dejecto da envergadura do seboso Bernardete? Assalariados à parte - pagos para lhe afagar o ego, e sabe-se lá mais o quê - alguém acredita que o ponto 5 - «Do plano que tracei para ele não constava o jogo da Noruega. No entanto, senti que ele tinha conseguido recuperar fisicamente do primeiro jogo e avisei-o que poderia ter de o utilizar. O Cristiano concordou» - não só não desmente o selecionador como arrasa por completo o comunicado? Na língua portuguesa utilizada por Tiago (fruteiro) Craveiro, autor do comunicado, «avisei-o que poderia ter de o utilizar» é completamente diferente do que "prometi-lhe que o poria a jogar". 

Mais do que não desprestigiar o seleccionador, que por estes dias já granjeou mais respeito do que no resto da carreira, este comunicado mais não faz do que por a nu a falta de caráter do fedelho mimado, a submissão dos anteriores seleccionadores (imagine-se a submissão e a quantidade de blowjobs de Paulo Bento, Carlos Queiros, Fernando Santos, Roberto Martínez) e, sobretudo, do rolha Proença e do Naundinho das facturas. Esquecendo a família azeitaveiro, presente nos estágios e nos relvados durante anos a fio, que raio de federação é esta que permite a Simão Coutinho (grande amigo de Diogo Dalot), director desportivo do Al Nassr e a Tiago fruteiro (pai do canal 11 da saparia) e um dos mais execráveis anti-benfiquistas da nossa praça, reunirem com o seleccionador na cidade do futebol ou em casa de um deles para tratarem de contratos, convocações, pedidos de desculpas e sabe-se lá mais o quê? O que faz o roupeiro particular do fedelho mimado (e do Al Nasser) figura presente no banco de suplentes? Qual é o papel (de submisso) do rolha em tudo isto?

Quem até a morte do pai usou para se autopromover e acha que pode obrigar o seleccionador a ler em publico de si próprio «Eu quero o Cristiano na Seleção Nacional. Aliás não quero pouco, quero muito. Felizmente ele também acredita em mim. Acreditou no Al Nassr e aqui também» (...) ou «É o jogador que mais autógrafos dá, que mais selfies tira, que mais acarinha os adeptos» - só pode sofrer de um grave disturbio de personalidade. Único ponto positivo, quando quis subjugar o selecionador a um dos blowjobs menos mediático: «Errei ao colocar alguém da dimensão de Pelé ou Maradona a aquecer para depois não o colocar em jogo». Pelo menos não se pôs ao mesmo nível de Messi. Aí sim, seria a demência total. O fedelho mimado não precisa de atenção. Precisa de um clinico da especialidade.

1 comentário:

  1. O comunicado do Estatuto tem oito pontos para explicar que o seleccionador é Jorge Jesus, mas quem manda é ele.

    Jorge Jesus tinha razão desde o princípio.

    Mas o mais importante... nós, Benfiquistas, a assistir a isto enquanto a nossa ilustre manada de bovinos mansos aceita que o Godinho, precisamente o homem da Taça roubada, venha agora pastar tranquilamente na Luz.

    “Pior que o ladrão à porta é o ladrão com a chave de casa.”

    E pior ainda é o dono da casa vê-lo entrar, oferecer-lhe um café e perguntar se precisa de alguma coisa.

    Rui Manuel César Costa, vai levar nas nalgas, pá.

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