sábado, 22 de junho de 2013

Fair-play financeiro é uma treta?

Do nosso leitor, Superaguia1904, recebi por e-mail esta proposta....

«Caro Guachos,

Reparei com pena, que o debate sobre a Comunicação do Benfica, foi pouco participado... (talvez seja pela extensão do texto).
Venho propor um tema que deverá levar mais Benfiquistas a apresentar a sua opinião: Fair-play financeiro é uma treta? Como evitar que o desnível económico e competitivo para os grandes clubes europeus aumente?

Aos clubes históricos europeus, que disputam Ligas competitivas e comercialmente fortes, somam-se os novos ricos Monaco, Psg, Man. City, Chelsea, entre outros, que são tomados por russos ou árabes milionários, que multiplicam a capacidade de investimento na principal equipa de futebol. Para cumprir as regras do fair-play financeiro, emergem em todos esses clubes, extraordinários contratos publicitários.

Como evitar que o desnível económico e competitivo para os grandes clubes europeus aumente?

Cumprimentos, 
Superaguia1904»

É verdade que muita gente se queixa que não há suficientes debates para discutir o Benfica!
Mas a realidade é que quase todos gostamos muito mais de discutir as tricas dos jornais, as contratações ou supostas contratações de jogadores e preferimos 'ferver' numa qualquer guerrinha pessoal do que debater assuntos mais sérios!

Fica a sugestão do Superaguia1904!
Venham de lá essas ideias!

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Benfica: a batalha da Comunicação (IV)

Do nosso leitor, superaguia1904, recebemos este enorme contributo sobre o assunto, que resolvi deixar à disposição de todos...

Caros  José Albuquerque e GuachosVermelhos,

face ao desafio proposto, e estando por fora da temática, tentei transmitir-vos, sucintamente, algumas ideias que tenho sobre o que julgo que há a fazer para melhorar a Comunicação do Benfica. Enfim, são meras pinceladas...

Política de Comunicação do Benfica:  Objectivos, meios e eficácia da comunicação

1. Quais são os objectivos estratégicos e operacionais da Comunicação?

Para mim, são dois objectivos estratégicos da Comunicação do Clube: aumentar o Benfiquismo no mundo e reforçar o valor da marca Benfica. Todos os meios de comunicação oficiais e não oficiais devem reforçar essa mensagem, e em caso de haver quem atinja esses objectivos deve ser repelida com contundência, mas com proporcionalidade e urbanidade.

Os objectivos operacionais relacionam-se com a guerrilha de desinformação e exploração emocional dos agentes desportivos e de adeptos, com origem noutros clubes e em grupos económicos/media bem conhecidos, realizada ao longo de cada época desportiva, através dos media, redes sociais e da blogosfera. Mais do que reagir, importa antecipar. Assim como uma época desportiva de uma equipa de futebol é feita com uma sucessão de micro ciclos de cargas físicas, para que as equipas cheguem aos momentos de decisão moralizados e capacitados de que vencem, importa marcar a agenda mediática de cada semana com objectivos operacionais de comunicação bem gizados, quer para os agentes desportivos intervenientes, quer para os adeptos de clubes rivais, quer para proteger os próprios adeptos do Benfica dos ataques comunicacionais exógenos. Da acutilância e tempestividade da actuação da Comunicação, virá maior união e estabilidade para o Benfica. Todos os meios de comunicação ao dispor do clube devem ser usados para complementar a sucessão de objectivos comunicacionais ao longo da época, mas devem ser usados com parcimónia., pois estes microciclos comunicacionais não devem aparentar ter origem no clube.. 

2. Meios para veicular e reforçar a comunicação estratégica e operacional do clube:

1. Benfica TV – Mais que um canal televisivo do clube, ela é e deve ser um instrumento agregador dos Benfiquistas e das comunidades lusófonas espalhadas pelo mundo. Deve abordar a actualidade do clube, mas também incidir em temas da actualidade desportiva, cultural e social que afecte o Benfica e as comunidades Benfiquistas, e que por isso, merece espaço de divulgação, de análise e debate. Os conteúdos devem ser maioritariamente realizados em Portugal (devendo, tanto quanto possível, ser legendados em Inglês, francês, espanhol, conforme a área geográfica do globo em que a BTV seja recepcionada), mas deve-se abrir a quem, no estrangeiro, tenha capacidade e qualidade mostrar como se vive o Benfiquismo e debater o Benfica . 

A Benfica tv é determinante assim para colocar o Benfica perto de cada adepto, incentivando-o a entrar na família Benfiquista, tornando-se sócio. Uma Btv cada vez mais internacional é na realidade uma grande plataforma de oportunidades, de que dou alguns exemplos:

- Divulgação de campanhas para angariação de novos associados, criar vantagens associadas ao facto de ser sócio do Benfica fora do país, através da selecção de diversos parceiros para cada região geográfica, onde os sócios possam ver ainda mais valorizado o facto de serem sócios do clube, através de benefícios e descontos (tal como acontece em Portugal)

- Estabelecer parcerias com vários operadores internacionais de televisão para promover a Benfica tv nas suas grelhas abrindo acesso aos jogos do Benfica em casa, a todos esses benfiquistas actuais e potenciais espalhados pelo mundo. O clube, por via da sua notoriedade, promove a entrada de novos clientes nesses operadores e em contrapartida os operadores poderão criar promoções para sócios do clube; 

- Captar melhores e maiores sponsors de dimensão internacional, que sintam o clube como um canal importante para chegar a públicos alvo, em várias áreas do globo, contribuindo assim para dinamizar e valorizar a marca Benfica;

- Aproveitar a popularidade dos jogadores internacionais do clube, para comercializar melhor a marca Benfica, aumentar a penetração do merchandising r aumentar a divulgação da Benfica TV, nos seus países de orígem (p.ex: Brasil, Argentina,).

- Para lidar com os microciclos comunicacionais ao longo de cada época, a BTV deve ser aproveitada como uma plataforma onde há uma linha editorial, mas onde é inequívoco que cada interveniente é responsável pelo que diz. Assim sendo, devia ser o palco privilegiado para pessoas como Leonor Pinhão, Bagão Feliz, Ricardo Araújo Pereira, Carlos Miguel Silva, João Coutinho, entre outros, debatam abertamente o Benfica e o desporto em Portugal em todas as suas vertentes. Roubar-se ia, sem dúvida, audiência aos programas de debate dos generalistas! 

2- Internet – O Benfica tem hoje um belo site oficial, mas a influência do clube na internet é insuficiente e os canais tradicionais devem ser repensados. O modelo de negócio actual do Jornal o Benfica é deficitário e tem um alcance mediático diminuto. Penso que se deveria transformar o jornal O Benfica, em jornal exclusivamente online, gratuito, diário, elaborado com a actual equipa do jornal, mas abrindo a colaboração a bloggers, às Casas do Benfica pelo mundo e em sinergia com os conteúdos transmitidos na BTV.  Esta mudança poderia ter efeitos relevantes na imprensa desportiva portuguesa, que se alimenta da vox populi veiculada na internet e das fontes (sem investigar) e por sua vez serve de base às temáticas televisivas desenvolvidas). 

3- “Novo” Relacionamento com a Imprensa Desportiva – O treinador é o líder, tem de ser reconhecido como tal. Cabe ao Departamento de comunicação antecipar a exploração mediática das debilidades da equipa, eliminando de raiz potenciais focos de controvérsia sobre o clube e da equipa. Num clube como o Benfica, em que todos têm exposição mediática, todos os que estão no clube, são porta vozes do clube e, como tal, sabem que podem ser usados como focos de destabilização do próprio clube, por 3ºs. Importa, portanto, agir de forma indirecta., preparando os intervenientes do clube com as questões que serão levantadas antes de serem confrontados com elas, falando com frontalidade, sem dramatismos enfim, esvaziando, o assunto.

Por outro lado, é altura de privilegiar os meios de comunicação que “alinham connosco” em detrimento doutros. Como? Através de condições mais vantajosas na cedência de imagens da BTV, prioridade nas entrevistas, na definição da ordem dos jornalistas a colocar perguntas após os jogos, através de maior proximidade no acompanhamento das equipas no estrangeiros, etc, etc. Quem não respeita o clube e tem abusado da exploração do mediatismo deste tem de ter um tratamento correspondente, nem que se recorra à via judicial recorrentemente. 

Por fim, o Dep. Comunicação deve fazer verdadeiro uso do peso mediático que os adeptos podem fazer pelo clube (usando para o efeito as redes sociais –Facebook- e os blogues), para estes digam aquilo que não pode ser dito directamente. Órgãos de comunicação social e agentes desportivos devem ser postos em estado de alerta pela pressão dos telespectadores, dos leitores, dos ouvintes e pelos adeptos Benfiquistas, e consumidores, que alimentam toda essa indústria mediática que nos vilipendia constantemente.

4- “Benfica FM” – Uma rádio, com site e que possa ser ouvida via Web, que promova o Benfiquismo e a ligação com as Casas do Benfica, bem como novos artistas e personalidades da cultura lusófona, e que tenha possibilidades de dar cobertura privilegiada dos jogos do Benfica no futebol e de outras modalidades, que possa ser ouvida em todo lado, por quem quiser, criando e aproveitando sinergias com a BTV e com o “novo” Jornal O Benfica, que atrás referi. Estas três empresas (BTV, BFM, Jornal “O Benfica”) poderiam e deveriam estabelecer uma rede de contactos que permitissem conhecer mais a fundo os agentes desportivos deste país, os seus interesses, hábitos e costumes e investigar mais aprofundadamente temas da actualidade desportiva. Se o grupo de media do Benfica se limitar a falar de si próprio em vez de investigar, indagar e espevitar as massas para as questões relevantes do desporto português, não cumpre cabalmente a sua missão.

5- Aquisição de posições no capital de agências de comunicação, de imagem e media. Parte do retorno futuro da comercialização da BTV, deveria proporcionar a consolidação do Benfica no panorama das empresas com presença relevante na mediatização da informação em Portugal. A eficácia da estratégia e a agressividade de certos órgãos de comunicação social seriam bem diferentes.

3 Eficácia da comunicação: Coerência, consistência e acutilância da actuação

Como tentei mostrar, melhorar o uso dos meios actuais disponíveis poderá dinamizar e melhorar a eficácia da mensagem, proteger o clube através da participação e orientação das massas e agitar as águas para os lados do Sr. Oliveira e do Sr. Costa. 

Mas, ter os atletas focados no seu trabalho e despreocupados com tudo o resto, obriga um trabalho coerente, consistente e acutilante de todo o Clube e adeptos. Requer ocupar e marcar a agenda em vez de reagir e ser confrontado com a agenda de outros. Obriga a falar do que queremos e não do que outros querem que falemos..Como atrás referi, na relação com a imprensa, JJ precisa de ser apoiado e acompanhado, sobretudo nas conferências de imprensa (que são momentos chave na guerrilha comunicacional ao longo da época),   mas sem nunca se sentir intimidado ou complexado por falar como fala ou ser como é. Ele é o líder e está para treinar! Este é um dos pontos-chave da operacionalização de toda a política de comunicação. A boa operacionalização depende das pessoas (das que vão ao palco e das que estão atrás) e das capacidades (de antecipação, de preparação - dos temas e objectivos de cada micro ciclo comunicacional -, e de actuação sobre eles). 

Cumprimentos,
Superaguia1904

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Benfica: a batalha da Comunicação (III)

Por José Albuquerque

Identificado que foi o quadro de hostilidade anti Benfiquista generalizada que o Clube enfrenta, quadro esse alimentado por um ‘mostrengo merdiático’ que constitui um verdadeiro tentáculo do POLVO, identificadas as “audiências” e os meios disponíveis,  avancemos neste pequeno ensaio sobre a Estratégia de Comunicação Externa do Nosso Clube,  

Objectivos Gerais (permanentes) da Comunicação do Benfica.

Perante uma tão grande variedade de audiências e meios de comunicação, é possível estabelecer uma matriz com bastantes objectivos gerais e estruturais para a Nossa Estratégia de Comunicação, desde que se eliminem as hipóteses de conflitualidade entre eles, bem como, naturalmente, entre os meios utilizados e as próprias audiências a ser impactadas.
Assim e sem nenhuma preocupação, por ora, de hierarquização, vou subdividi-los em 4 grupos:
1 A comunicação da marca Benfica (não forçosamente uma “comunicação de marca”), da História, dos Valores e da Implantação do Clube e do seu Grupo Empresarial (incluindo a Fundação);  
2 A comunicação da sua actividade fundamental enquanto Clube desportivo e Produtor de espectáculos desportivos, incluindo a indispensável defesa da integridade das competições em que o Clube participa; 
3 A comunicação dos seus projectos futuros de desenvolvimento e crescimento; e, finalmente
4 A comunicação de esclarecimentos e desmentidos publicados pelo ‘mostrengo merdiático’, sempre que necessário e em defesa da Imagem (a “Marca”), da Actividade e dos Projectos do Clube.

Obviamente e como toda a comunicação válida em geral, o Clube deve privilegiar critérios de Verdade, Objetividade e Coerência (esta última medida em confronto com a prática recomendada e/ou exercida pelo Clube) em toda a sua comunicação. Ao invés, o Clube não está obrigado a ser mentor de uma comunicação “imparcial” (que, por exemplo, inclua o “contraditório”), desde que nunca infrinja a verdade dos factos.

Cada um daqueles 4 grandes ‘grupos’ ou ‘objectivos’ da Nossa comunicação, pode admitir ‘afinações especificas’ adaptadas a exigências de curto prazo, mas deve manter-se sempre ‘afirmativa’ (comunicando ‘por oposição ou pela negativa’ o menos possível).
Pontualmente, em momentos especial e cuidadosamente seleccionados, o Clube pode executar ações de comunicação particularmente assertivas e/ou contundentes, com objectivos concretos e muito bem definidos, mesmo que eles possam conflituar com um qualquer dos supracitados “Objectivos Gerais (permanentes)”.

Concretizando …

e para que estes textos se não confundam com uma teorização para a qual eu não estou cientificamente preparado, permitam-me que exemplifique o meu pensamento á luz de alguns acontecimentos recentes da vida do Clube e para os quais a Comunicação deu, ou poderia ter dado, um contributo importante (positivo ou não).

Exemplo A – a “novela JJ”.
O Clube informou, quer pela voz do Presidente, quer pela do Técnico, que projetava renovar a relação contratual existente e, apesar de toda a “novela” montada em torno do assunto (que chegou a assumir foros de ‘caso nacional’), não me parece que devesse ter comunicado absolutamente mais nada a propósito dessa intenção declarada (e reafirmada). 
Ao longo da tal “novela”, houve um pasquim (a bolha) que fez “noticia” de uma suposta “reunião de urgência, convocada pelo Presidente, da Administração da SAD”. Talvez para prevenir mais alguma reacção extemporânea da CMVM, a SAD fez publicar um desmentido referindo que essa reunião mais não era que a reunião regular que ocorre todas as terças feiras.
Concluída e comunicada, em termos da mais absoluta normalidade, a projectada renovação contratual e caso a “novela” persista, o Benfica só deve voltar a intervir no quadro do ponto 4 acima referido.
Foram (bem) aplicados os seguintes princípios básicos da comunicação: (a) não repetição dos factos (um facto só deve ser noticiado uma vez) e (b) não empolamento de controvérsias estéreis (quando a noticia deixa de ser o facto e passa a ser a própria “noticia”).  

Exemplo B – o caso da “Final Four” do hóquei.
Confrontado com uma situação de absoluta anormalidade (para não usar a palavra “ilegalidade”) no recinto em que se disputou a meia final daquela competição, o Benfica questionou a entidade (CRH) supranacional responsável e, perante uma resposta inaceitável (“tem razão, mas não posso garantir uma solução”), que eu espero que tenha chegado a ser formalizada, o Clube tomou a decisão mais drástica possível, sem fazer ‘dramas’, anunciando uma justificada ausência da final.
O sucesso desse comunicado pode medir-se pelas consequências que provocou, nomeadamente: (a) com intervenção do Ministro, foram dadas garantias de segurança para a Equipa e os Adeptos e, com intervenção do CRH (b), foram disponibilizados 150 bilhetes para Adeptos.
Perante essa nova realidade, o Benfica comunicou (sempre sem ‘empolamentos’) que disputaria a final da prova, uma vez que estavam verificadas “condições mínimas” para a disputar com Verdade Desportiva.
Na minha humilde opinião, trata-se de um exemplo perfeito (oportunidade) de como o Clube deve comunicar e da possível eficácia dessa comunicação, ainda por cima ‘beneficiado’ pela Gloriosa Vitória obtida em ringue.
Infelizmente, na minha humilde opinião, o Presidente acabou por, dias após os acontecimentos, cometer o erro de ‘banalizar’ uma tal intervenção, só para a se poder ‘gabar’ de que o Benfica também sabe vencer em prolongamentos.

Exemplo C – o “caso capela”.
Confrontado com a maior campanha de manipulação da opinião e eventual pressão sobre a Arbitragem de que eu tenho memória, o Benfica preparou uma CI (note-se que estamos no campo da comunicação não noticiosa) para combater os verdadeiros objectivos (inconfessados) dos que promoviam essa campanha: (a) desvalorizar a liderança do Campeonato, preparando a desvalorização do titulo que parecia eminente e (b) pressionar a Arbitragem nas jornadas ainda por disputar.
Aos que criticam a “oportunidade” da CI, eu respondo que, perante aqueles dois objectivos, não havia outra.
Perante a diferença pontual para todos os outros competidores, a CI centrou-se em sete (um a mais, na minha humilde opinião) exemplos, seis dos quais incontestáveis, de beneficio dado por apintadores ao crac, com igual consequência nos resultados (o “caso capela” baseava-se em grandes penalidades e a CI versou sobre isso mesmo).
Considero que a CI teve pleno sucesso quanto ao objectivo (a): mesmo sem base cientifica, creio que ficou generalizada a opinião de que “o Benfica devia ter vencido o Campeonato”. Quanto ao outro eventual objectivo (b) e mesmo que, na jornada imediata, tenha sido assinalada uma grande penalidade (a primeira e única da época) contra o crac, não tenho dados objectivos que me permitam avaliar do sucesso relativo obtido pela CI.

Exemplo D – omissão de ‘empolamento’ aos erros da apintagem da derradeira jornada.
Por mais que pense sobre este assunto, não consigo identificar (recordo que continuamos no campo da comunicação não noticiosa) nenhum objectivo válido para uma tal intervenção e, quando alguns sugerem que o tema deveria ser alargado a outros desafios (outras jornadas) e juntar aos erros crassos de apintagem as “facilidades” oferecidas ao crac na disputa desses resultados, a coisa ainda fica pior. 
Uma tal CI (ou um tal discurso … muito loooongo) não poderia ter resultados práticos positivos, fosse ela realizada quando fosse. Pelo contrário, essa acção deixaria de ter um cariz ‘defensivo’ (sempre ‘legitimo’), para passar a constituir ‘um ataque’ a tudo o que Nos menos interessa ‘atacar em público’: apintadores, outros clubes, FPF e a própria credibilidade da competição em causa.
Existem alguns Companheiros para quem esta ‘rajada de metralhadora’ só ficaria completa se também atingisse directamente as comissões federativas de ‘justiça’ e ‘disciplina’, ainda e sempre com objectivos válidos, mas  indefinidos.

Conclusão.

Considerando a persistência do ‘mostrengo merdiático’, dos nódulos hostis nas Nossas audiências, de múltiplos sectores de anti Benfiquismo e das vantagens que o POLVO (e o crac) retira do clima de ‘guerra aberta’ contra o Benfica, eu considero que a Estratégia de Comunicação do Clube deve ser:

5 Massiva, ampliando, se possível, o número de meios e a penetração de todo o Grupo de Comunicação, se possível em concertação com os Nossos principais Sponsors; nesse sentido e dentro de critérios de sustentabilidade económica, eu veria com bons olhos a criação de um segundo canal (‘premium’) da BTV, a emissão do atual canal via internet (acessível através do sitio oficial), um aumento da frequência de publicação de “O Benfica” (talvez para trissemanário) e a progressiva implantação de uma rede de rádios locais (com a ‘emissora mãe’ também acessível através do sitio oficial);
6 Informativa, formativa e de “low profile”;
7 Objetiva, eliminando todas as intervenções com objectivos inexistentes, duvidosos e/ou contestáveis;

Definitivamente, a comunicação do Clube não deve nem pode estar ao serviço dos que necessitam de ver replicados os seus lamentos e desabafos, nem daqueles a quem faltam ‘argumentos’ para se “defenderem do gozo e da vergonha” que permitem aos anti Benfiquistas.
Este mais recente e triste episódio, ligado ao ‘esbardalhamento’ do correio manhoso, com a publicação de um “Comunicado” que mais parecia escrito num dos Nossos blogues e seu posterior ‘desaparecimento’, num ziguezague que só pode ter consequências, vem demonstrar mais uma razão para que a Nossa comunicação mantenha um “low profile”: sem ele, asseguramos a divisão entre os Benfiquistas.

Eu admito como perfeitamente possível que, a prazo e contando com progressos nas duas outras ‘frentes de combate’ (os resultados económicos e os desportivos), o quadro geral que aqui defini pode vir a alterar-se a ponto de implicar alterações nas conclusões e, consequentemente, na estratégia global.
Admito que, se e quando, o Benfica conseguir manter por vários anos resultados desportivos (em todas as modalidades relevantes) superiores aos do crac, se e quando o Benfica conseguir fazer florescer ainda mais os resultados económicos, garantindo uma competitividade acrescida e o aumento dos Nossos ‘graus de liberdade’, se e quando o Benfica conseguir consolidar o Nosso Grupo de Média, se e quando o Clube tiver mais de 300 mil Sócios, … admito que já será viável passar-se a uma fase de “erradicação declarada do POLVO”.                                       

Viva o Benfica!  

P.S: Convido-vos, para melhor seguirem o raciocínio do autor, a lerem os post´s anteriores (AQUI)  (AQUI) e (AQUI)

terça-feira, 18 de junho de 2013

Benfica: a batalha da Comunicação (II)

Por José Albuquerque

Identificado que foi o quadro de hostilidade anti Benfiquista generalizada que o Clube enfrenta, quadro esse alimentado por um ‘mostrengo merdiático’ que constitui um verdadeiro tentáculo do POLVO, avancemos neste pequeno ensaio sobre a Estratégia de Comunicação do Nosso Clube, deixando de lado a sua única faceta que não parece merecer contestação: a comunicação interna destinada a Funcionários, Colaboradores e Atletas.  

As “audiências”.

Do ponto de vista estritamente técnico, a comunicação externa do Benfica deve servir uma multiplicidade de “audiências” distintas, a saber:
1 O público  (amante do desporto) em geral;
2 Os grupos institucionais (organismos desportivos institucionais, nacionais e internacionais, a CMVM e os Investidores Institucionais, entre os quais os principais bancos, os sponsors e todos os parceiros potenciais);
3 A audiência intermédia constituída por todos os média alheios ao Grupo Benfica, sejam eles nacionais ou não, incluindo os “comentadores” que colam uma imagem de Benfiquistas; e
4 A audiência intermédia constituída pelos Sócios e Adeptos, estejam eles organizados (em Casas, claques, blogues, etc.) ou não.

Nota 1 - Importa destacar que, na teoria geralmente aceite do Marketing, costuma designar-se por “audiência intermédia” todo o grupo alvo que se não limita a amplificar a comunicação original, porque a selecciona, comenta, critica ou, mesmo, pode alterá-la significativamente. Os exemplos académicos mais usados são os médicos quanto á comunicação dos laboratórios farmacêuticos, ou a dos consultores financeiros quando falamos do sector financeiro em geral.
Nota 2 – Também não convém ignorar que existem organizações de Sócios e Adeptos que, embora ligados ao Clube e por ele influenciáveis, podem, momentânea e casualmente, conseguir sobrepor a sua mensagem á do próprio Clube, seja por contraposição geral, seja junto de sub-audiências especificas.
Nota 3 – Em termos gerais, há que reconhecer que a “audiência” institucional pode condicionar a comunicação do Clube, quer através de ‘regras gerais’, quer em casos pontuais.     

Mesmo com uma simples avaliação destas audiências do Glorioso, salta á vista a existência de vários nódulos de hostilidade em todos eles, factor que tem de ser cuidadosamente ponderado no momento da definição de uma Estratégia de Comunicação. Acresce que, como bem sabemos, o Clube, enquanto “produtor de espectáculos desportivos” (sobretudo de futebol e ao mais alto nível), vive num quadro de permanente interacção com todas aquelas audiências, razão pela qual nunca delas se pode nem ‘distanciar’, muito menos ‘desligar’.
Concomitantemente com os já referidos nódulos de hostilidade e a necessária permanência da sua comunicação, o Benfica tem, ainda, de considerar que algumas das suas audiências manifestam interesses (e motivações) contraditórios e não só por uns serem movidos por paixões e outros pela razão, nem que seja de cariz económico.
Nestes termos, constituiria um erro crasso (e penoso) o estabelecimento de qualquer ‘hierarquia’ entre as audiências, a ponto de permitir corresponder a alguma(s) pelo confronto com outra(s).

Este quadro altamente complexo – quase exageradamente complexo, segundo a opinião de um especialista estrangeiro com quem conversei sobre o assunto, deveria ser bastante para que ninguém se permitisse qualificar de ânimo leve todas as ‘mensagens’ do Clube.  
Infelizmente, não é isso que acontece e todos temos testemunhado, por tudo e por nada, a ‘criticas’ (para não dizer ofensas) proferidas sem qualquer sentido de oportunidade, sem qualquer argumento válido, frequentemente contraditórias e, como se já não bastasse, maioritariamente marcadas por um ‘oposicionismo’ absolutamente contraproducente, sistematicamente ‘atirados’ contra a quase totalidade das acções comunicacionais do Clube.  

Os meios.

Ao contrário da esmagadora maioria das organizações, em que o seu ‘jornal’ se destina a uma audiência interna, quando muito alargada aos melhores parceiros (Investidores, Clientes e Fornecedores), ficando toda a restante comunicação (Publicidade, “under or above the line” e Relações Públicas) entregue a meios externos, o Benfica viu-se quase forçado a optar (e muito bem, na minha humilde opinião) pelo reforço dos seus próprios meios de comunicação, a ponto de quase correr o risco de vir a ser confundido com um Grupo de Comunicação Social.  

Esta componente estratégica, para muitos (entre os quais me conto) considerada estruturante e ainda com potencial de crescimento, nomeadamente através da criação de uma rede de rádios locais (ligadas ás Nossas Casas) e pelo aumento da frequência de publicação de “O Benfica”, cujo actual pináculo passa pela Benfica TV e pelo seu crescimento (horizontal e vertical), ainda que tenha sido desenvolvida em exclusiva defesa dos próprios interesses do Clube e dos seus Sócios e Adeptos, obviamente foi confundida com um ‘ataque ao mostrengo merdiático’, mormente por lhes disputar as Nossas audiências e muito embora o monstro não tenha podido invocar esse facto como argumento.

Considerando a vertente de “produção de espectáculos desportivos”, o Nosso Grupo de média constitui um tremendo factor de independência e capacidade de controle das mensagens do Clube, além de propiciar um excelente ‘vértice’ no qual confluem as “3 batalhas” – resultados desportivos, vida económica e comunicação, que eu considero deverem fazer parte essencial da Nossa Estratégia Global de Crescimento e Erradicação do POLVO. 

Hoje por hoje, o Benfica dispõe dos seguintes elementos a formar o seu Grupo de Comunicação:
5 A Benfica TV, com um canal a transmitir 24/7/365;
6 O seu (excelente) sitio oficial na internet, que também procura alimentar toda a Comunicação Social;
7 O semanário “O Benfica”, actualmente dirigido pelo Enormérrimo Zé Nuno Martins; e
8 A revista mensal “Mística”, com distribuição gratuita pelos Sócios.

Para lá destes meios, o Clube recorre frequentemente a acções de comunicação (não estou a referir-me a Relações Públicas), quer de carácter institucional, junto de entidades internas e externas, quer de cariz informativo, para os quais são convocados todos os normais destinatários.

Na minha humilde opinião, a vastidão destes meios e a complexidade dos temas por eles abordados, constitui mais uma variável determinante a ser equacionada na definição da melhor Estratégia de Comunicação do Benfica.

No próximo texto, ensaiaremos uma selecção dos conceitos essenciais que devem incorporar essa estratégia.             

Viva o Benfica!           

P.S: Convido-vos, para melhor seguirem o raciocínio do autor, a lerem os post´s anteriores (AQUI) e (AQUI)

Benfica: a batalha da Comunicação (I)

Por José Albuquerque

Fosse eu o Accionista maioritário, o Magnifico Reitor, ou o Director de uma qualquer Escola Superior de Comunicação e, garanto, não sairia de lá nem um só diplomado que não tivesse produzido trabalho (e teses publicadas, se possível) sobre a Comunicação do Glorioso no actual quadro do ‘des porto porto guês’. Trata-se, de facto, do assunto que mais espoleta e divide as opiniões dos Benfiquistas, sobre o qual ainda não li, nem ouvi, em Portugal, um único parecer verdadeiramente avalizado do ponto de vista profissional e que eu também não sou competente para abordar.
Num só aspecto estamos todos de acordo: trata-se de um dossier de importância determinante na vida do Clube e na construção do Nosso futuro.
Neste(s) texto(s), tentarei abordar o assunto sem nenhum preconceito e com o objectivo de conseguir ‘disciplinar’ os raciocínios na imensa floresta que o tema Nos impõe, a ver se, deste modo, conseguimos eliminar preferências subjectivas que corrompem epistemologicamente o estudo das questões e, também, se identificamos áreas de intervenção mais bem definidas, por forma a evitarmos a entropia que o assunto envolve.

Comecemos, então, por sintetizar o cenário comunicacional geral em que vive o Glorioso …

Quer por razoes históricas (o famigerado “Fátima, Fado e Futebol”), quer pelas mais conjunturais, constatamos que Portugal (e toda a lusofonia, note-se) vive o fenómeno desportivo em geral e o futebol em particular, com uma intensidade quase absurda, retorcida e alucinada, sendo um reflexo disso o desmesurado tamanho da média especializada, o espaço que o “futeluso” ocupa na média não especializada e a vastidão do número de “especialistas” e “comentadores” que dele vivem.
Naturalmente, este mostrengo mediático, numa luta pela sobrevivência económica, não só amplifica a relevância de quase todos os factos, como inventa, especula e mente intencionalmente, particularmente sobre tudo o que possa ter a ver com o Nosso Clube, ficando Nós sem sabermos se o faz apenas para aumentar audiências, ou para servir a estratégia do crac, organização perante a qual o comportamento desta ‘mérdia’ assume o papel diametralmente inverso, uma vez que não só omite noticias que possam ser ‘desagradáveis’, incluindo as que deveriam reportar e amplificar as inconcebíveis agressões de que os seus profissionais são frequentemente alvo, como nunca investiga nem questiona, num servilismo indigente ainda agravado pelos elogios desmesurados com que a maioria dos “especialistas” e “comentadores” mais parecem pagar favores recebidos do crac.
Neste mostrengo mediático que parece funcionar como se fosse uma extensão do próprio clubeco andrupto, eu considero assumir particular realce a redacção desportiva da RTP, toda ela baseada na cidade do Porto, toda ela composta por descarados andruptos e exclusivamente apoiada por “comentadores” que fazem gala de uma parcialidade sem reticências, ou seja: a antena televisiva de “serviço público”, uma antena com alcance internacional (a maior rede mundial de satélites), reflecte um carácter apologético do crac e do seu cabecilha condenado por corrupção desportiva na forma tentada e retransmite-o para todo o mundo lusófono, com o rótulo de credibilidade que decorre do alegado “serviço público”.

Resumindo, o Benfica vê-se obrigado a definir a sua estratégia de comunicação externa sem poder contar com a justa divulgação da verdade dos factos e, pior ainda, enfrentando um clima geralmente adverso, muitas vezes efectivamente hostil e que ‘funciona’ em sistemático atropelo das regras deontológicas associadas ao conceito de “Jornalismo”. Acresce que este ‘mostrengo comunicacional’ não só perdura há anos, como se vem ‘aperfeiçoando’ ao longo dos últimos anos, especialmente desde que se viu confrontado com o processo “apito dourado”, período durante o qual cumpriu o papel determinado pelos empresários do sector e que se resumiu a um esforço concentrado na tentativa de manter a suposta ‘credibilidade’ do fenómeno desportivo, sem o qual arriscaria a própria viabilidade económica.
Pior ainda, a ‘mérdia’, quando se lhe manifestam complexos de ‘pluralismo’ e na medida em que o POLVO lho permite, trata de convidar Benfiquistas para se prestarem ao triste papel de alvos das suas malfeitorias, seleccionando-os e pagando-lhes de tal forma que, quase sem excepção e em vez de se assumirem como uma Voz do Clube, eles ‘esquecem-se’ do lamaçal imundo que os envolve e ‘entretém-se’ com ninharias autocriticas divisionistas: com a honrosa excepção do Dr. Rui Gomes da Silva, Vice Presidente da Direcção, aqueles Companheiros agem como indivíduos que, atolados em lama pela cintura, passam metade do seu tempo de antena a queixar-se de não poderem coçar os tornozelos e de algumas, poucas e pequenas, nódoas da cintura para cima.    

Neste percurso de manipulação e mentira, o ‘mostrengo da mérdia’ consolidou-se como um importante tentáculo do POLVO que, há mais de três décadas, garroteia a Verdade Desportiva em todas as modalidades praticadas pelo crac.     
              
O anti Benfiquismo.

Se o gigantismo interno do Benfica, erradicado na sua Gloriosa História, no antifascismo que estandardizou e nas maiores vitórias internacionais obtidas para o pais, já justificava que, no final da década de 70, se dissesse que em Portugal só existiam dois clubes – o Benfica e o formado pelos outros, a implantação do POLVO e a acção continuada do seu tentáculo ‘merdiático’, fizeram medrar um novo sistema de anti valores verdadeiramente anti Benfiquista, sistema esse facilmente reconhecível pelo impacto que resulta sempre que o Nosso Clube não vence uma qualquer competição em que participe.
Ultrapassada que foi a única fase negra da Nossa História, uma fase de mingua económica e financeira iniciada com a irracional e faraónica obra do “fecho do 3º anel”, agravada pelo Damásio e concluída no abismo populista de Vale e Azevedo, o tal “outro clube”, ao aperceber-se de que os Benfiquistas tinham conseguido o impensável e recolocaram o Clube no caminho de uma recuperação sustentada e imparável, passada a ‘orgia’ dos estádios do “Euro 2004”, entraram numa deriva anti Benfiquista absolutamente destravada, não hesitando (com raras e honrosas excepções) em ‘vender a alma ao POLVO’ e por, em cada ano, menos dinheiro: enquanto o crac ostentava a sua máxima pujança económica, estas suas ‘sucursais’ deleitavam-se com o empréstimo de vários atletas com alguma qualidade, mas, terminado esse período de “vacas gordas” causado pela crescente competitividade do Benfica, as tais ‘sucursais’ passaram a ter de contentar-se com os serviços técnicos de uns alegados treinadores oriundos das escolas do ladrão e pelas ‘malas’ de compensação pontual, sempre que conseguissem causar danos desportivos ao Glorioso.
Mais recentemente e em resposta ao inevitável recrudescimento do Benfiquismo, o POLVO instigou e conseguiu fazer implantar vários nódulos de violência anti, que, porque impune pela policia, já ameaçam a livre expressão Benfiquista em algumas cidades de Portugal.

Uma vez caracterizado o quadro geral em que o Glorioso vem tendo de definir a sua estratégia de comunicação externa, no próximo texto procurarei descrever os seus principais eixos orientadores.

Viva o Benfica!           

P.S.1: esta série de textos foi escrita antes da aparente alteração de estratégia em que passaram a imperar os “desmentidos”, alteração essa que eu já lamentei e, rara premonição, já deu em ‘merda da grossa’.

P.S 2: podem ler (AQUI) a introdução a este tema, e, quais os objectivos que nos propomos alcançar, com a colaboração de todos os interessados!

Benfica: a batalha da Comunicação

Ontem, o Benfica, fez publicar um comunicado, desmentindo o CM, que, continuamente, insiste em provocar o Benfica e os seus profissionais, com noticias falaciosas!
Desde há muito, que este e outros órgãos de CS, se "entretêm" a usar - muitas vezes de forma vil e nojenta, o nome do Benfica, numa lógica mercantilista, sem critério, sem respeito pelos sócios e simpatizantes, pelos adeptos em geral e pela grande instituição que é o Benfica!

Não merece, portanto, da minha parte, qualquer espécie de respeito quem assim se comporta.

Já o Benfica, não pode nem deve, na minha opinião, descer ao nível da gamela onde comem esses indignos representantes dos suínos...

Não gostei mesmo nada da forma com foi redigido o comunicado, ainda por cima, logo depois apagado!
Não se tapa uma nódoa com outra maior, e por aqui me fico, que o assunto me incomoda demais!

A politica de comunicação do nosso clube sempre foi, na minha opinião, um dos seus pontos mais fracos!

O que o GuachosVermelhos propõe aos seus leitores, é apresentar um trabalho, dividido em 3 partes, da autoria do nosso colaborador, o Enorme José Albuquerque, em que nos propomos debater com todos os benfiquistas interessados, o que pode e deve ser feito para melhorar essa parte tão importante na vida do Benfica!

Assim - dentro de pouco tempo, publicaremos o primeiro texto, intitulado; Benfica: a batalha da Comunicação (parte I)
E amanhã, a parte II e III do trabalho de José Albuquerque!

Ficaremos disponíveis, para que, em caso de novas ideias que ajudem a complementar o trabalho apresentado, as publicarmos num IV e ultimo capitulo, que completará o trabalho! 

Podem enviar para, guachosvermelhos@hotmail.com, ou, em alternativa, deixar as vossas opiniões na caixa de comentários do blog...http://guachosvermelhos.blogspot.com

Convidamos todos os benfiquistas a participar

segunda-feira, 17 de junho de 2013

O Benfica e a Democracia

Por José Albuquerque

Este texto não pretende fazer a prova de como os Valores Democráticos estão no chamado ADN do Nosso Clube, nem escalpelizar os tristes acontecimentos que ficam a marcar as mais recentes AG’s realizadas e que correm o risco de comprometer um tipo de momentos simbólicos na vida do Benfica, momentos cuja suprema importância é objecto de definição Estatutária.
Este texto, escrevo-o como tentativa de dar o meu modesto contributo para erradicar, definitivamente, este tipo de situações, das quais apenas resultam danos para o Clube que Somos todos Nós e é só nesse sentido que gostaria de o ver discutido, ou seja: quem o pretender aproveitar para atacar ‘o outro lado’, por favor pense mais e melhor e … evite.

Os antecedentes.  

Todos reconhecemos que, como é natural num Clube Imenso, devemos preservar todas as opiniões, muitas e muito diferentes, sobre o Nosso destino colectivo, como forma de honrarmos a Nossa Gloriosa História e salvaguardarmos os Valores que recebemos por herança e que temos a suprema responsabilidade de retransmitir aos mais novos.
Todos reconhecemos que, com a dimensão social e económica que construímos para o Clube, ele não deve nem pode ser dirigido a partir de nenhuma fórmula de “Democracia Direta”, nomeadamente através das AG’s previstas nos Estatutos, razão pela qual vamos assistir a uma progressiva maior importância das Nossas AG’s Eleitorais (que já fazem parte da agenda socioeconómica e politica nacional).
Todos devemos reconhecer que o grau qualitativo da Democracia interna do Clube estará, sempre, na razão directa do respeito que consigamos dar a todas as correntes minoritárias do ‘pensamento Benfiquista’ e eu não sinto nenhum rebuço em afirmar que o Clube pode e deve acarinhar o fenómeno blogosfera na exacta medida em que ela permite fazer ouvir a mais minoritária das ‘vozes Benfiquistas’ de uma forma que pode ser bem eficiente.

Postos de acordo sobre estes factores, avancemos …

Existe um grupo minoritário de Benfiquistas (Sócios e/ou Adeptos) que desejaria que o Clube tivesse um outro qualquer Presidente da Direcção: sem ofensa, passo a designar este grupo por “a minoria”. Dentro desse grupo, existe um outro, ainda mais minoritário e por definição, que nutre um verdadeiro ódio pessoal pelo Nosso Companheiro Luís Filipe Vieira: passo a designar este grupo por “a biminoria”. Dentro desse grupo, já de si muito minoritário, existe uma minoria de incivilizados, arruaceiros e ‘petardeiros’ que se tem permitido, através de comportamentos anti Benfiquistas, criar um tal ambiente de potencial violência (verbal e física) que tem condicionado o que deveria ser um normal desenrolar dos trabalhos de uma AG, que já condiciona a vontade de alguns Companheiros de participarem nas Nossas AG’s e, por isto, estão a desvirtuar todos os Valores Democráticos do Benfica: passo a designar este grupo por “a triminoria”.

As minhas propostas

Na minha humilde opinião, a afronta (prevista nos Estatutos com diversos níveis de punição) que esta triminoria extremamente minoritária de arruaceiros insiste em exercer há cerca de 2 anos, só pode ter uma resposta da parte de todos os Benfiquistas: ACABOU!
Eu vou escrever ao Companheiro Luís Filipe Nazaré (LFN), do qual tenho o privilégio de ser amigo há muitos anos, para lhe pedir que trate de garantir a exequibilidade estatutária das Nossas futuras AG’s, custe o que custar e mesmo que isso implique meter na rua e, depois, agir disciplinarmente, contra estes inqualificáveis triminoritários.
Na mesma missiva, vou sugerir ao Companheiro LFN que inste a Direcção a estudar e implementar a melhor solução para que sejam criados, em ligação ao sitio oficial do Clube, o necessário número de ‘fóruns de debate’ (podem ser temáticos, ou para as modalidades mais representativas) que permitam aos Companheiros, todos eles, mesmo Adeptos, desde que devidamente registados, expressarem livre e civilizadamente as suas opiniões, colocarem as sugestões que lhes parecerem poder contribuir para o engrandecimento do Glorioso e, eventualmente, obterem respostas concretas para as suas inquietações.  

Os meus objectivos

Com estas propostas muito simples, creio que conseguiremos que os Companheiros da triminoria sejam expulsos, caso insistam em ofender o Clube, tal como conseguiremos que os Companheiros da biminoria se vão tratar junto dos especialistas (psicólogos, psiquiatras, ou outros) que os podem ajudar a entender que a vida não se deve construir a partir de ódios pessoais e, acima de tudo, conseguiremos assegurar que todos os Benfiquistas, sejam eles da minoria ou não, que sentem poder contribuir para o Nosso futuro colectivo o possam tentar eficientemente.
Mais ainda, conseguiremos que as AG’s do Clube que todos Amamos voltem a ser ocasiões para celebrar o Benfiquismo e, apoiando ou não as propostas presentes a debate, possamos nelas participar o mais activamente possível.

As minhas propostas aos Companheiros da minoria

Organizem-se, por favor!
Deixem de dar ‘abrigo’ aos psicopatas biminoritários e ser manipulados pelos marginais da triminoria!
Deixem de pretender ‘funcionalizar’ os Companheiros que foram eleitos para os Nossos Corpos Sociais e, tal como previsto nos Estatutos, parem de contribuir para a respectiva descredibilização!
Não pretendam aproveitar os momentos das AG’s para “obrigarem o Presidente a ouvir-vos”, porque ele não tem essa obrigação estatutária, nem vocês podem arrogar-se um direito que nada nem ninguém vos conferiu!

Organizem-se, por favor, e construam uma (ou mais) alternativa de gestão para o Nosso Clube. Se os Companheiros que compõem os Corpos Sociais podem trabalhar ‘pro bono’ em favor do Benfica, também vocês o poderão fazer, sob pena de não poderem ambicionar a substitui-los. 

Se não são competentes nem para construir uma alternativa, como podem arrogar-se o direito de “exigir” o que quer que seja para além dos vossos direitos estatutários?

Mas, de uma vez por todas, cessem essas lamúrias (será que querem ‘coitadinhos’ a dirigir o Clube?), parem com as ofensas gratuitas (será que querem ‘mabecos’ a dirigir o Clube) e deixem de tentar ‘torcer’ os Nossos Estatutos a favor dos vossos desejos de circunstância, sob pena de estarem a ‘autorizar’ outros a fazerem o mesmo. 

Viva o Benfica!