Farioli estava coberto de razão quando disse que se passaram coisas estranhas (João Gonçalves foi incapaz de, no mínimo, empatar o Benfica-Gil Vicente) na semana passada e teve ainda mais razão quando afirmou no final do foculporto-Benfica, "esta noite não houve coisas estranhas. Esteve tudo bastante bem". Ninguém, que tenha alguma memória, poderá contradizer o italiano. O que se passou ontem em Contumil, rigorosamente, não teve nada de estranho. Nem a sporttv porkos, por sonegar as imagens mais polémicas (jogadores do Benfica agredidos), se pode considerar um canal estranho. É pratica recorrente desde o dia (e para) que foi criada. As toneladas de lixivia despejadas pelos especialistas em cima da arbitragem nojenta, a feder a apito dourado, de Miguel Nogueira e Luis Ferreira, são «coisa normais» como muito bem escreveu o crime organizado (mal o jogo acabou) nas suas redes sociais.
As declarações de Rui Costa, com a emoção de quem acabara de assistir a um insípido jogo de subbuteo, são deploráveis. Reduzir o novo apito dourado - sim o que vimos ontem foi um decalque bafiento do putrefacto apito dourado - a uma cagativa dualidade de critérios dos árbitros é de quem não tem um pingo de sangue (eu ia a dizer vergonha na cara) nas veias! Voltou a misturar erros de arbitragem com os «erros que cometemos» e - ainda por cima - arrasou o seu jogador Lenglet («não pode ter uma acção daquelas») por ter sido vitima do teatro de André Silva! Nem uma palavra de condenação para Samu (possuído por um ódio dificilmente explicável em outro campeonato que não o nosso) por agredir ao murro Alex Bah pelas costas e, muito menos, se lembrou dos direitos televisivos (podia aprender com Marco Silva) e do produto de sarjeta que a liga da farsa acabara de servir aos (im)prováveis compradores.
Prestianni, agredido com a cara em sangue, e Bah - sobretudo este - que, ao ser socado pelas costas por Samu, em vez de se atirar para o chão (como fez André silva) e só se levantar depois da entrada da revisão VAR, mostraram bem (Langlet também) como no Benfica, ano após ano, época após época, derrota após derrota, enxovalho após enxovalho, roubo após roubo, ninguém quer perceber que, naquele antro de corrupção, joga-se tudo menos futebol. Se Rui Costa não aprende, nem tem nenhum jeito ou feitio para isso, ou contrata alguém (o fulano que ganha milhares de euros por mês como diretor de comunicação é um zero à esquerda em comunicação) que o faça por ele ou, então, feche a matraca e cumpra a sua vontade de não desculpabilizar os jogadores (ninguém me contou, ouvi isso da sua boca) com os erros de arbitragem, do principio até ao fim do campeonato. Poupe os benfiquistas ao escárnio que sempre acontece quando, com pouco ou nada para ganhar, corre - sem um mínimo de preparação - para os braços dos pés-de-microfone.
Eu voltei a sentir vergonha alheia. Pedro Proença e Luciano Gonçalves tremeram tanto que na próxima jornada são capazes de nomear Fabio Veríssimo e António Nobre para o Benfica-Guimarães só para demonstrarem como ficaram sensibilizados com as dualidades de Rui Costa. Miguel Nogueira e Luis Ferreira, não tenho nenhuma dúvida, já estão a caminho da indonésia para pedir asilo politico.
Marco Silva quando diz «fomos nós que perdemos o jogo» demonstrou saber muito bem como é que não o soube preparar e, sobretudo, as razões de o ter perdido. E compreendeu, estou seguro, que jogar bem 25, 30 ou 90 minutos, sem levar 1 ou 3 pontos na algibeira vale uma taça das Caldas no final do campeonato. Um conselho de amigo. Se, como julgo saber, perdeu muito dinheiro para cumprir o sonho de treinar o seu Benfica, olhe com muita atenção para o Sp. Braga, concentre-se em não perder o 3º lugar e faça a gestão física dos jogadores tendo em vista a Liga Europa. É a única competição que, genuinamente, tem hipóteses de ganhar.
No vídeo mais abaixo podemos ouvir um sportinguista decente a defender melhor o Benfica do que o nosso Presidente! PQP!