Eu admito (revolta-me as tripas mas admito) que não consigam, ou não queriam ver, o penalti descarado numa das três faltas cometidas sobre Pavlidis e Barreiro na última jogada do encontro. Vomito-me todo, mas admito. O que eu, mesmo vomitando as tripas, não consigo compreender - é em que buraco do corpo metem o critério da fisicalidade nessa falta assinalada ao Benfica pelo árbitro da partida?
Uma das coisas que mais me incomoda é a facilidade e o argumentário dos verdadeiros exigentes perante as patifarias sistemáticas que o Benfica tem sido alvo. Veja-se Rafa Silva. Foi massacrado com pitões nos tornozelos, visando não só amedrontar o mais rápido jogador do Benfica como enfraquece-lo decisivamente. Foram tantas e com tamanha precisão que não aconteceram sem propósito. Prestianni, não por acaso, foi o outro visado. Pinheiro, execravelmente, fez o frete que lhe competia, ignorando a vítima, premiando os agressores, como é de praxe. Com os exigentes do Benfica é muito fácil aos árbitros fazê-lo. Sabem que os exigentes serão os primeiros a defende-los.
Bastou a João Pinheiro observar o coro de assobios dos exigentes a Rafa, quando foi substituído, para se sentir recompensado e eficaz no seu métier. No final - com o índio José Mourinho a ser o primeiro a juntar-se à degola dos inocentes - todos foram unânimes. O clube da fruta tem uma fisicalidade enorme que o distingue do Benfica. Os cartões amarelos, duplos amarelos e vermelhos directos ou por acumulação não mostrados ao foculporto que safodam. Só para lembrar casos mais recentes, lembram-se de Taarabt (aos 7 mts) na Luz frente ao Vizela, Musa, no Bessa frente ao Boavista, Alexander Bah, na pedreira frente ao Braga, exibindo uma pequena amostra da fisicalidade do clube da fruta reclamada por Mourinho? Não? Eu relembro. Foram todos expulsos em lances muito menos graves do que os muitos que os 'fisicalistas' foculportistas protagonizaram na Luz. Se por um momento metessem a puta da exigência no cu veriam que o que nos diferencia do clube da fruta não é raça nem a fisicalidade. É a forma como a uns é permitida e a Outros é punida.
No vídeo mais abaixo, bem fresquinha na memória de todos, mostro a expulsão de Otamendi, na pedreira frente ao Braga (um clássico expulsões de jogadores do Benfica contra o Braga) oferta de João Pinheiro que, com isso, afastou o capitão do Benfica da Taça de Portugal, najantas frente ao clube da fruta. E que fez Otamendi comparado com estes lances (AQUI), (AQUI) e (AQUI) que João Pinheiro, na Luz, ignorou? Sofreu falta e (sem grande exuberância) protestou. Pinheiro aproveitou e chapou-lhe o vermelho na cara para gáudio dos verdadeiros exigentes que estão mortinhos por ver o campeão do mundo, titular da selecção campeã do mundo, pelas costas.
Serve para a selecção campeã do mundo mas não tem fisicalidade para o Benfica. É tão mau que até já cometeu penalti por uma rasteira de cabeça. Não há volta a dar, o que faz falta ao Benfica são armários no meio campo iguais aos do Manchester City, Barcelona e PSG. O que nunca falta aos exigentes é essa supremacia intelectual que bate em tudo que é Benfica e tudo perdoa aos Pinheiros desta vida.
Intelecto acima da média, os exigentes não gostam de nada. A lentidão de Cardozo deixou-os carecas, Gonçalo Ramos era uma pileca, cortavam os pulsos com os falhanços de Darwin, marravam com o penteado de João Felix, detestavam Grimaldo, Carreras e Jonas; assobiar Dí Maria era o prato do dia. Adoram os putos da equipa b (são todos melhores que o 11 inicial) até jogarem na primeira equipa. Por eles faziam uma limpeza no balneareo de 15 em 15 dias. Treinadores duravam até ao primeiro empate. Eleições? Todas as semanas.