Estava tudo a correr exemplarmente quando, aos 20 minutos, Hjulmand vê o árbitro chapar-lhe no trombil o cartão amarelo por protestos. Cuspiu, barafustou, insultou, raspou os cascos, mas de nada lhe valeu. Habituado, em Portugal, a ser ele a mostrar cartões árbitros - o buldogue dinamarquês nunca mais se recompôs. Nem ele nem os sapos que nunca chegaram a perceber que regras eram as da UEFA para as quais ninguém os tinha preparado. À cautela, ninguém mais se atreveu a meter a pata na poça. E assim implodiram 3/4 da enorme fisicalidade exuberantemente exibida na liga da farsa. Nove minutos depois, perante o espanto do sapedo e do horror dos comentadores sporttv, o eslovaco Ivan Kružliak apontou para a marca de grande penalidade. Vagiannidis, que empurrara um adversário pelas costas, dava voltas ao capacete a tentar perceber que puta de regra era aquela. O restante sapedo deitava as mão à cabeça! A impunidade que gozam na liga da farsa é foda. Sentado no banco de suplentes, incrédulo, o orelhudo de Mirandela comia a primeira sopa do dia.
O avençado dos sapos (Pedro Henriques) que ganha a vida na «nem de borla» a gozar com milhões de benfiquistas, também não compreendeu o desaforo. E que não e que não que o que toda a gente viu foi mentira. Falta, dentro da grande área, fez o Richard Ríos em Braga quando João Gonçalves, nessa jogada, roubou o golo da vitória ao Benfica. Adiante. Em cima dos 45 mts iniciais Blomberg fez o 2-0 num lance que, em Portugal, jamais seria validado. Ou alguém tem dúvidas que os frames da liga da farsa fabricariam um fora-de-jogo de meia rolha para estragar a festa aos noruegueses? O orelhudo de Mirandela, incrédulo, engolia a segunda sopa do dia. Minuto 71: «Numa altura em que o Sporting ia em crescendo, crescendo no encontro, ameaçando fazer o 1-2 no resultado é o Bodo/Glimt a fazer o 3-0 numa jogada pragmática...» assim se lamentava a repórter sporttv sem perceber puto do que via! Soltei vários pingos na cueca só de pensar em vê-la ali a enregelar. O orelhudo de Mirandela aproveitou o sofrimento da sapa para comer mais uma sopinha quentinha. Aos 79 minutos a cereja em cima do Bodo. O extraordinário (mais ordinário do que extra) Luís Suarez pisa o tornozelo de Bjorkan e, de imediato, mergulha no relvado a pedir penalti. O árbitro, já meio condoído com o desconhecimento das regras do sapedo, condescendeu e não lhe mostrou o correspondente cartão amarelo. Nem pela falta, perigosa para integridade física do adversário, nem pela grotesca simulação. Felizmente que o jogo se encaminha para o final. Mais um bocadinho a conviver com aquela gente e Kružliak era menino para dar volta ao resultado.
Bem podem os verdadeiros exigentes darem as voltas às suas que quiserem. Quem fabrica a esmagadora maioria dos resultados são os árbitros. Até quando acertam, como o insensível Ivan Kružliak, são eles a sentenciar os resultados. E porquê? Eu explico. Se Ivan Kružliak decidisse curvar-se a Hjulmand, como fazem os árbitros da liga da farsa, se (como fazem os árbitros da liga da farsa) não assinalasse o penalti cometido por Vagiannidis e se assinalasse fora-de-jogo no segundo golo do Bodo, alguém o condenaria? Com base na "negligência" ou na "não houve negligência", na "força excessiva" ou na falta dela, no "colocar (ou não) em perigo a integridade do adversário", na "posição natural do corpo" que também pode ser vista como "posição não natural do corpo" ou a "volumetria" que, dependendo da cor das camisola, umas vezes é sim e outras não, todas as decisões são legitimas.
Rui Silva, Diomande e Gonçalo Inácio são o máximo! Rendo-me aos verdadeiros exigentes. Desta eficácia é que o Benfica precisa.
