quarta-feira, 6 de maio de 2026

Chama-se Próximo o treinador ideal para o Benfica.

Roger Schmidt. Chegou ao Benfica em 2022/23 depois de uma época terrível que acabou sem qualquer tipo de conquista. Substituído por Nelson Veríssimo, Jorge Jesus, o grande causador da desgraça, tinha sido escorraçado à 15ª jornada com 7 pontos de atraso de sapos e clube da fruta. No final da competição, o Benfica ficou a 17 pontos dos fruteiros e a 11 da potência. Roger Schmidt pegou num plantel destroçado, achincalhado pela mídia, pelos especialistas da especialidade e, obviamente, completamente arrasado pelos verdadeiros exigentes, levando-o das qualificações aos QF da Champions League e aos QF da Liga Europa na época seguinte. Venceu um campeonato e uma Supertaça, até ser escorraçado à 5ª jornada, depois de vilipendiado, insultado e cuspido nos estádios - incluído o da Luz - acabando perseguido por uma horda de verdadeiros exigentes até às instalações (a fazer lembrar os sapos do brunalgas) do Seixal!

Foi Roger Schmidt que indicou Aursnes ao Benfica. Foi o treinador alemão que agarrou em João Mário (um dos mais achincalhados de sempre) e fez dele goleador e uma das referências da equipa. Agarrou em Gonçalo Ramos, completamente desacreditado, e fez dele o melhor goleador e alvo da cobiça do PSG. Apostou em António Silva com apenas 19 anos, tirou Florentino Luís da penumbra, chamou João Neves que nem nas equipas inferiores era titular, fez de Chiquinho (após a saída de Enzo) um jogador importante, deu vida nova a Grimaldo e a Rafa Silva e, entre muitas outras mais valias, recuperou os emprestados Tiago Gouveia e Tomás Araújo. Para os verdadeiros exigentes era o alemão/nazi que não ministrava treinos por sectores nem estudava os adversários. E olhem que eu ouvi coisas como essas, e até bem piores, da boca de vários catedráticos e de algumas vacas sagradas do Clube. Eu escrevi (está por aí algures no GV para quem tenha a pachorra de procurar) que iria decorrer mais de uma decada até o Benfica encontrar um treinador como Schmidt. 

Mas não. Eureca! Depois de alguns anos de aflição, Rui Costa, em desespero de causa, sacou José Mourinho da cartola! Passados estes meses já dizem de Mourinho o que Maomé não dizia do toucinho. Nenhum treinador serve para o Benfica! Mas num clube onde esquizofrenia pelos técnicos já levou o Benfica a escorraçar Giovanni Trapattoni, campeão após 11 anos de seca, e Jupp Heynckes, que na época anterior tinha sido campeão europeu no Real Madrid e, anos mais tarde - no Bayern de Munique - acabaria por vencer todas as provas europeias e caseiras, já nada me espanta! O treinador ideal para o Benfica é o próximo. Até cair em desgraça. Ganhar por poucos ou perder por muitos é uma questão de somenos. Mais tarde ou mais cedo (sempre mais cedo) acabará escorraçado por incompetência.

É um vai e vem tão frenético que já parece o tráfego Contumil/Portimão que durante anos a fio fez as delicias da mídia. Os resultados, taças, títulos e troféus, é que não tem comparação possível. Desde que Rui Vitória (despedido à 16ª jornada) conseguiu o inédito Tetra na gloriosa história benfiquista, o Benfica já teve 7 treinadores.  Rui Costa - com os excelentes resultados que se conhecem - já leva 5 despedimentos no activo! Desde Janeiro de 2019 até hoje (apenas 7 anos) o Benfica teve mais treinadores (7) do que taças, títulos e troféus conquistados (5). Apenas um titulo (2 com a época 2018/19) três supertaças e uma taça da liga. E pronto, a duas jornadas do final do campeonato, temos um treinador atolado em criticas (olha que espanto!) e nenhuma certeza de quem será a próxima vitima!

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