A quantidade de vezes que o árbitro pediu desculpas aos jogadores do Estoril foi superior às escassas faltas (15) que lhes assinalou. Se a isto lhe juntarmos o número de explicações, quase boca a boca, que passou o tempo a dar-lhes, dá uma ideia de como terá sido o resto da noite de Anzhony Rodrigues, estudante (de 37 anos) madeirense que, se não foi para a cama com Boma (que, nas suas barbas, o desrespeitou com um enorme chutão de protesto lá para a frente) é porque o armário togolês naturalizado francês não aprecia a mesma fruta! Andreia Sousa, 'bandeirinha' do meu lado nas bancadas, mostrou bem como tem jeito para a coisa. Com 39 anos e uma propensão para levantar o pau percebeu-se facilmente (por trás tem uma estampa que é um espanto) porque razão foi chamada a tão importante desafio. A idade dos escolhidos (o VAR Paulo Barradas tem 44 anos) mostra bem como a arbitragem tem o futuro garantido.
A seu favor (nosso e do Benfica) há que reconhecer - a julgar pelos critérios do Sp.Braga-Benfica - que o golo de Pavlidis tinha de ser anulado. Quando deixou Felix Bacher cair desamparado, o avançado do Benfica escapou, eu ainda estou para saber como, ao criativo crivo dos árbitros. E o pior, nem o VAR (certamente um empedernido benfiquista) foi capaz de chamar o bom Anzhony a capitulo!
Os 59 865 espectadores, num dia de ressaca e muita, muita chuva, não terão dado o seu tempo por perdido. Eu ganho sempre o meu sempre que entro na catedral. Ontem, por maioria de razões (vi Pavlidis e Comp. ao lado do Mano mais que tudo) foi tão bom como nos melhores dias. À minha volta, mais do mesmo. Não faltou o petardo da ordem nem os gajos que assobiavam Pizzi ferozmente e o aplaudem fervorosamente no sempre que nos visita com outra camisola vestida! Quando era titularíssimo do Benfica era frequentemente enxovalhado. Agora, suplente dos suplentes do Estoril, é, pelos mesmos verdadeiros verdadeiros, idolatrado. Só lhes faltou aplaudir o João Carvalho que, depois de reduzir a vantagem do Benfica a poucos segundos do final da primeira parte, correu com a bola debaixo do braço em direcção para o meio campo com pressa de chegar ao empate! Basta-lhes sair do Benfica para se transformarem numas feras!
Um dos verdadeiros que mais aplaudiu Pizzi (dos que mais o achincalhava), passou cerca de 70 minutos a marrar com Barreiro, que não sabia fazer fintas nem passes (a assistência para Pavlidis quem a fez foi a minha tia) para golo e muito menos remates (2 golos na Champions Legue, de calcanhar contra o Nápoles, e, em Amsterdam, frente ao Ajax) à baliza. Nos restantes 30 escolheu Pavlidis - 17 golos na liga e autor de hat tricks frente ao Barcelona, foculporto (fora), FC Arouca, Moreirense (fora) e Estoril - por ser um pino desajeitado e outros mimos semelhantes. E é com estes exigentes que temos de lutar contra o andor de sapos e clube da fruta.
O melhor, para além da companhia do Mano Guachos: O "puro sangue" Sidny Cabral. Tínhamos Richard Ríos, Otamendi e, em certa medida, Barreiros, temos agora mais um todo o terreno a quem não é fácil derrubar sem levar troco. Mourinho tem destas coisas (boas). É aproveitar ao máximo enquanto o temos. Certo, Rui Costa e comp.? O pior: as notícias (a José Morrinho já só falta pegar na vassoura e varrer o director de comunicação) que a lesão de Barrenechea é preocupante, Aursnes está preso por arames e António Silva com problemas musculares. E ainda as ausências por lesões prolongadas de Lukebakio, Bah, Bruma, Joshua Wynder e João Veloso.
Ian Cathro, além de bom treinador e de falar a língua de Camões melhor que muitos portugueses, é um tipo decente. Demasiado honesto, digo eu, para esta podridão. Não criticar o árbitro depois de um jogo frente ao Benfica, não é grande auguro para o seu futuro.
Assistir, ao chegar a casa, a José Mourinho a destruir o borrachão de Palmela foi um pequeno bónus. O resto da trampa, ofereço eu, num chapéu à Pavlidis, ao execrável Luís Mateus.
Vai ser lindo vai, logo à noite o parvalhão do octávio a espumar baba e ranho. Passa o tempo a marrar com Mourinho, a inveja é tanta que repete barbaridade atrás de barbaridade. Que tem mais currículo que Mourinho!!!!!. Num mundo de tristezas sabe bem ouvir algumas anedotas para nós rirmos. Foi adjunto nos tempos em que só serviam para colocar pinos no relvado.Enfim.....com tantas desgraças no mundo, valha-nos esta anedota asquerosa.
ResponderEliminarO Benfica com todas as suas virtudes e defeitos actuais e às limitações que aumentam em função das lesões em jogadores importantes, até fez um jogo aceitável. Pena que o árbitro, mais uma vez, não tenha estado à altura.
ResponderEliminarComo é possível não assinalar penalty sobre Prestiniani e depois só marcou a seguir devido ao VAR? Mas pelos vistos vimos mal pois o nosso comentador de arbitragem validou a sua decisão..
Os nossos jogadores são o que são e custa estar sempre a ouvir os 'experts' das bancadas estar a deitá-los abaixo, mas isso é um problema crónico que sempre existiu. O Benfica precisa de apoio e não de criticas constantes que só ajudam os nossos adversários.
A conclusão a que chega após variados textos do Guachos nos rescaldos dos jogos do Benfica, é que os vizinhos, no estádio, não devem ser benfiquistas, mais parecem infiltrados dos sapos. Mas, é verdade, quando posso e me desloco à Luz, não tendo lugar cativo, fico onde der, a vizinhança ao redor diz coisas que até me envergonha! Falta de cultura de tudo...enfim.
ResponderEliminarDo "jogo" em si, gostei dos aplausos a Pizzi, é um dos nossos, e, contrariando um pouco o Guachos, gostei da prestação de João Carvalho na medida que fico sempre orgulhoso quando alguém oriundo da escolas do Glorioso mostra o seu valor. No fim, na flash, reconheceu que é quem é, devido ao passado no Benfica.
📝𝗕𝗲𝗻𝗳𝗶𝗰𝗮 𝟯 - 𝟭 𝗘𝘀𝘁𝗼𝗿𝗶𝗹: O Banquete do Grego e o Veneno do Ressabiado
ResponderEliminarA Luz, esse teatro de variedades onde tanto se reza por milagres como se amaldiçoa o destino, abriu as portas em janeiro para um espetáculo que teve tanto de banquete grego como de susto canário. O Benfica recebeu o Estoril com o champanhe de Ano Novo ainda a latejar nas têmporas, e o que se viu foi uma vitória por 3-1 que nos deixou a alma lavada, mas os nervos em franja. Foi um triunfo com o selo de Pavlidis, o herói mitológico que trocou a túnica pelas chuteiras, reduzindo a distância para o Sporting para um sussurro malicioso, mas não sem antes nos obrigar a engolir uns quantos sapos vivos antes de chegarmos ao caviar.
A primeira parte começou com o Estoril a ter a lata de se comportar como se fosse o dono da casa. Logo aos dois minutos, Begraoui decidiu que queria ser o vilão da tarde e obrigou Trubin a uma defesa daquelas que fazem os santos descerem do altar para verem melhor. O ucraniano esticou-se todo para evitar o escândalo, enquanto o Benfica, ainda a piscar os olhos como quem acorda de uma sesta prolongada, via os visitantes circularem a bola com uma insolência irritante. Mas o alarme tocou e a águia, farta de ser pressionada, resolveu finalmente apertar o pescoço ao adversário. Aos trinta e quatro minutos, uma mão na bola na área canária deu o pretexto para Pavlidis inaugurar o ativo de penálti, com a frieza de um carrasco que não pede desculpa. Mas o melhor, o momento que nos fez reconciliar com o preço do bilhete, veio aos quarenta e cinco: Pavlidis, com a bola colada ao pé e o destino traçado, desenhou um chapéu monumental sobre o guarda-redes Robles. Foi um golo de antologia, uma obra de arte que faria o Panteão parecer um anexo de garagem, executado com a leveza de quem flutua sobre o relvado. Parecia o golpe de misericórdia, mas como o benfiquista nasceu para sofrer, dois minutos depois João Carvalho aplicou a lei do ex e reduziu para 2-1, mandando-nos para o descanso com um amargo de boca que nem o melhor café da Luz conseguia disfarçar.
O intervalo serviu para a análise óbvia: o Benfica dominava a posse, mas o Estoril tinha as oportunidades mais flagrantes. Mourinho, no balneário, deve ter distribuído sermões carregados de vinagre, porque a equipa voltou com outra cara, menos displicente e mais ciente de que o Estoril não estava ali apenas para ver a paisagem.
ResponderEliminarNa segunda metade, o Benfica assumiu as rédeas com a autoridade de um senhor feudal. Richard Rios pegou na batuta e começou a ditar o ritmo como um maestro rabugento, lançando bolas que rasgavam a defesa adversária com a precisão de um cirurgião. Sudakov ainda tentou a sua sorte com um remate que fez as bancadas suspirarem, e Prestianni ia espalhando perfume a espaços, embora ainda lhe falte decidir se quer ser artista ou operário. O clímax veio aos oitenta minutos: o estreante Sidny Lopes Cabral, com o atrevimento de quem não teme deuses nem homens, serviu Pavlidis para o hat-trick. O grego, insaciável, só teve de encostar para selar o 3-1 e transformar o jogo num monólogo helénico. A curiosidade da tarde foi mesmo esse miúdo, Sidny, que saltou do banco para roubar a cena e mostrar que o futuro pode ter sotaque de Cabo Verde e pés de veludo.
Nas notas individuais, Pavlidis foi o sol em torno do qual tudo girou - três golos e uma exibição de gala que o consagra como o dono da área. Richard Rios esteve em bom nível, organizando a casa com uma visão de jogo que evitou males maiores, enquanto Manu Silva foi o cimento que segurou o edifício, discreto mas essencial. Prestianni, com os seus dribles de génio juvenil, deixou promessas que esperamos ver cumpridas, e Sidny foi a lufada de ar fresco que selou o resultado. Do lado de lá, João Carvalho foi o único a lembrar-nos que a formação do Benfica continua a dar frutos, mesmo que seja para nos morder os calcanhares com a frieza de quem conhece bem os cantos à casa.
O caminho para o título ainda é uma subida íngreme, daquelas que deixam qualquer um sem fôlego, mas este Benfica já mostrou que tem pernas e engenho para continuar a trepar, custe o que custar e doa a quem doer. E por falar em dor, não podíamos fechar sem a dose de veneno de José Mourinho na conferência de imprensa. Com aquele sorriso de quem tem o mundo no bolso, o Zé lembrou, como quem não quer a coisa, que quando chegou ao Porto em 2002 encontrou uma equipa tão "mal treinada" que percebeu logo que faria muito melhor. Uma direta monumental no queixo de Octávio Machado, esse eterno azedo que passa os dias na CMTV a destilar uma bílis que já cheira a mofo sobre o homem que conquistou o mundo. É de um ridículo atroz ver o "Octávio Malvado", que se gaba de ter ganho "em Portugal", tentar diminuir quem ganhou tudo lá fora e cá dentro. Essa dor de cotovelo, que não cura nem com pomada russa ao fim de tantos anos, continua a ser a comédia preferida de quem sabe distinguir o ouro da folha-de-flandres.
ResponderEliminarNo reino da Luz, o grego é rei, Mourinho é mestre, e aos ressabiados da televisão resta-lhes o consolo amargo de lamberem as feridas de uma mediocridade que o tempo teima em não perdoar.
𝗩𝗮𝗹𝘁𝗲𝗿 𝗕𝗮𝘁𝗶𝘀𝘁𝗮
Boa noite Guachos! Tem toda a razão... a arbitragem portuguesa (anti-Benfica, claro) tem o futuro assegurado. E é assim que querem vender a liga da farsa internacionalmente :):):). Eu acho que mesmo que a entregassem de borla, só haveria espectadores na TV para os jogos do Benfica. Relativamente aos fruteiros, então não é que o guarda-redes do adversário faz uma oferta inexplicável (ou se calhar, não) quando o jogo estava empatado... oferta essa que decidiu o resultado final. Imaginem o sururu, o chavascal, a confusão, o alvoroço que seria, se o beneficiado dessa oferta fosse o Glorioso... era um sem número de comentários, insinuações, indiretas, etc., a atacar o Benfica. Como os beneficiados foram os fruteiros, amanhã já nem se fala nisso!
ResponderEliminarMas o 0tado Machavio tem curriculum ? Só se for como bufo , como lhe chamou o " bibota "
ResponderEliminarF.Gomes ...