Fazemos tudo ao contrario. Dois dias passados temos a nossa TV (não podiam tê-lo feito antes do jogo?) a contar cartões amarelos e faltas (só as não assinaladas e as inventadas pelos árbitros dariam para uma novela dramática mexicana) em lugar de meter gente com coragem, informada e acutilante que meta o dedo, a mão e o braço se for preciso, na arbitragem, nas nomeações dos árbitros, em Miguel Nogueira/Luis Ferreira, nos fazedores de opinião, na federação e na liga. O que o Benfica está a fazer, que é nada e só serve de chacota, como a ausência do Presidente da gala da FPF, qualquer clube de pequena ou de média dimensão - se fosse vitima de uma arbitragem nojenta na Luz, contra o Benfica, como o Benfica foi atropelado em Contumil, passava três quinze dias a protestar e tinha, como é bom de ver, toda a imprensa ao pé da porta indignada com a pulhice dos árbitros. Uma calamidade a BTV e a comunicação do Benfica.
A gala da federação também sentiu muito a ausência (enviar dos representantes foi de mestre, Rui) do Presidente. Pelo que sei, nos bastidores, muitos foram os que não conseguiram esconder a desilusão com o amuo de Rui Costa. Estou certo que os dois vice-presidentes que o Benfica enviou (quo vadis, Rui Costa, quo vadis) estavam preparadíssimos para responder ao maqueiro do alvalixo e ao face rat de Contumil que, como é óbvio, aproveitaram a ocasião para descarregar a fossa. Uma pena que ninguém tenha dado por eles.
Os comportamentos animalescos dos adeptos que tentarem invadir a tribuna, os grunhidos do técnico de equipamentos do clube da fruta e de Mastim Fernandes/Samu (estes são os que a sporttv não conseguiu esconder) não são novidade - muito pelo contrario - no relvado e nas quadras do crime organizado. O treinador Fariolli, como todos, enfiou o fato de arruaceiro da palavra desde o dia em que assinou. A forma altiva, descontraida, como os jogadores do crime organizado batem nos adversários é de quem sabe muito bem que tem as costas quentes. À chegada a Contumil, além da proibição de usar vestes ou carros vermelhos, todos bebem água do cu lavado. A publicação do coreano Hwang Inbeom - «feliz por ganhar ao «inimigo» em dia de aniversário: «Inesquecível...» - não deixa dúvidas a ninguém. Rui Costa acha que o que se viu no antro da corrupção se explica com os "erros que cometemos", "a pequena pancada" (até a terminologia «pancada» que usou é surreal) de Lenglet na guedelha do mergulhador (André) Silva e as dualidades de critérios dos árbitros!
Chegamos a um ponto em que, nós benfiquistas que ainda sofremos com estes enxovalhos, somos obrigados a citar lagartos como o Ruim Santos, rasteirinho como uma cobra mas esperto como um alho, que, muito mais do que eu, conseguiu resumir tudo em duas simples frases. "O Benfica apresentou-se no Dragão com corpo de águia e cabeça de… pombinha". "Os sócios do Benfica, em ambiente de 'guerra', não gostam de ver Rui Costa de smoking". Será que Rui Costa lê ou tem alguém (que não o director de comunicação que não tem tempo para isso) que o alerte para o sentimento generalizado dos benfiquistas, ou vai continuar para sempre enclausurado no smoking, incapaz de perceber o que se passa à sua volta! O que me tira do sério é que Rui Costa ainda viveu no relvado (lembras-te, Rui, do 3-3 de 1993/94 decidido pelos irmãos Calheiros, à moda do Miguel Nogueira?) os atropelos e as filhas da putice do crime organizado